Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Advento

O Advento significa a presença iniciada do próprio Deus. Por isso, recorda-nos duas coisas: primeiro, que a presença de Deus no mundo já começou, e que Ele já está presente de uma maneira oculta; em segundo lugar, que essa presença de Deus acaba de começar, ainda não é total, mas está em processo de crescimento e maturação.

A sua presença já começou, e somos nós, os seus fiéis, que, por sua vontade, devemos torná-lo presente no mundo. É por meio da nossa fé, esperança e amor que Ele quer fazer brilhar a luz de forma contínua na noite do mundo. Assim, as luzes que acendermos nas noites escuras do inverno serão ao mesmo tempo consolo e advertência: certeza consoladora de que "a luz do mundo" já se acendeu na noite escura de Belém e transformou a noite do pecado humano na noite santa do perdão divino; e, por outro lado, a consciência de que essa luz só pode - e só quer - continuar a brilhar se for sustentada por aqueles que, por serem cristãos, continuam através dos tempos a obra de
Cristo.

A luz de Cristo quer iluminar a noite do mundo através da luz que somos nós; a sua presença já iniciada deve continuar a crescer por nosso intermédio. Quando, na Noite Santa, ressoar uma e outra vez o hino Hodie Christus natus est, devemos lembrar-nos de que o começo que se deu em Belém há-de ser em nós um começo permanente, que aquela noite santa volta a ser um "hoje" cada vez que um homem permite que a luz do bem faça desaparecer nele as trevas do egoísmo [...]. O Menino-Deus nasce onde se actua por inspiração do amor do Senhor, onde se faz algo mais do que trocar presentes.

Advento significa presença de Deus já começada, mas também apenas começada. Isto implica que o cristão não olha somente para o que já foi e já passou, mas também para o que está por vir. No meio de todas as desgraças do mundo, tem a certeza de que a semente da luz continua a crescer oculta, até que um dia o bem triunfará definitivamente e tudo lhe estará submetido: no dia em que Cristo voltar. O cristão sabe que a presença de Deus, que acaba de começar, um dia será presença total. E essa certeza torna-o livre, presta-lhe um apoio definitivo.

(Cardeal Joseph Ratzinger em Licht, das uns leuchtet. Besinnungen zu Advent und Weihnachten‘, 5a- ed., Herder, Friburgo, 1978)

"COMO JESUS SE DÁ A CONHECER" por Joaquim Mexia Alves

«Vede as minhas mãos e os meus pés: sou Eu mesmo. Tocai-me e olhai que um espírito não tem carne nem ossos, como verificais que Eu tenho.» Lc 24, 39

«Dito isto, mostrou-lhes as mãos e o peito. Os discípulos encheram-se de alegria por verem o Senhor.» Jo 20, 20

Nestes versículos dos Evangelhos dos dois últimos Domingos, (de São Lucas e São João), percebemos que Jesus se dá a conhecer pelos sinais da sua Paixão e Morte, ou seja, os sinais dos cravos nas mãos e nos pés e o sinal da lança no seu peito.

É assim que Jesus se dá a conhecer aos seus discípulos!

No entanto poderia dar-se a conhecer como na Transfiguração, por exemplo, ou de tantas outras maneiras que não lhes deixariam dúvidas.
Mas quis dar-se a conhecer assim, deste modo, para que soubessem que o Jesus Cristo que tinha sofrido a Paixão e a Morte era o mesmo Jesus Cristo agora ressuscitado.

Mas também para lhes mostrar, para nos mostrar, que o Cristo glorioso não deixa de ter em si as marcas da Paixão e Morte na Cruz.

Muitos de nós procuramos Deus, “apenas” à procura de uma vida mais fácil, de uma vida sem “dores”, sem problemas, sem contrariedades de qualquer espécie.

Mas a nossa vida aqui na terra é assim, frágil, e com tudo aquilo que é inerente à vida na terra, ou seja, o nascer, o viver e o morrer.
E o viver tem dores, tem sofrimentos, alguns causados por nós próprios e alguns causados pelos outros.

E Jesus ao identificar-se com os sinais da Paixão e da Morte, diz-nos, mostra-nos, que apesar da dor, do sofrimento e da morte, há a Ressurreição, há a vida eterna, a vida em plenitude, onde não haverá mais sofrimento, nem dor, mas apenas e “só” amor.

São Paulo afirma: «Mas, se morremos com Cristo, acreditamos que também com Ele viveremos.» Rm 6, 8

«Morrer com Cristo» é viver em comunhão com Ele, é viver por Ele, é viver para Ele, e por isso mesmo, se nos unimos, (com as nossas dores e sofrimentos), à Cruz de Cristo, também com Ele viveremos a alegria da Ressurreição.

Se «morremos em Cristo», então estamos em comunhão com Ele e assim é Ele o nosso Cireneu, Aquele que nos ajuda a suportar e a carregar a nossa cruz.

E Jesus Cristo, pelo amor infinito que nos tem, carrega sempre com “maior parte” da nossa cruz, por isso mesmo nunca suportamos uma cruz maior do que as nossas forças.

«Não vos surpreendeu nenhuma tentação que tivesse ultrapassado a medida humana. Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados acima das vossas forças, mas, com a tentação, vos dará os meios de sair dela e a força para a suportar.» 1 Cor 10, 13

Monte Real, 23 de Abril de 2012

Joaquim Mexia Alves

Nota:
Reflexão suscitada por uma homília do Padre Armindo Ferreira, pároco da Marinha Grande.

As exigências de um verdadeiro perdão

«Um perdão verdadeiro é algo em tudo diferente dum débil deixa-andar. O perdão está carregado de pretensão e exige ambos, aquele que perdoa e aquele que recebe o perdão com todo o seu ser. Um Jesus que tudo aprova é um Jesus sem a cruz para curar o homem. E efectivamente a cruz é cada mais excluída da teologia e falsamente interpretada como uma aventura desagradável ou como um assunto meramente político».


(Olhar para Cristo – Joseph Ratzinger)

O Evangelho do dia 26 de abril de 2013

«Não se perturbe o vosso coração. Acreditais em Deus, acreditai também em Mim. Na casa de Meu Pai há muitas moradas. Se assim não fosse, Eu vo-lo teria dito. Vou preparar um lugar para vós. Depois que Eu tiver ido e vos tiver preparado um lugar, virei novamente e tomar-vos-ei comigo, para que, onde estou, estejais vós também. E vós conheceis o caminho para ir onde Eu vou». Tomé disse-Lhe: «Senhor, nós não sabemos para onde vais; como podemos saber o caminho?». Jesus disse-lhe: «Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vai ao Pai senão por Mim.


Jo 14, 1-6

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Francisco continuará morando no Domus Santa Marta onde "está muito bem"

O porta-voz da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, informou que o Papa Francisco continuará morando na Casa Santa Marta, onde "está muito bem", e confirmou que o Bispo Emérito de Roma, Bento XVI se transladará de Castel Gandolfo para o Mosteiro Mater Ecclesiae (Vaticano), entre fins de abril e princípios de maio. (N. Spe Deus: fontes jornalísticas no Vaticano dizem que a mudança se realizará no dia 1 de maio)

Em declarações à imprensa internacional, o Pe. Lombardi indicou que "no momento, (o Papa Francisco) não parece querer mudar de alojamento, embora não seja uma decisão definitiva".

Como se sabe, o Santo Padre mora na Casa Santa Marta desde que chegou procedente da Argentina para participar do Conclave como Arcebispo de Buenos Aires. Entretanto, logo depois de sua eleição, o Cardeal Jorge Bergoglio – agora Papa Francisco -, decidiu permanecer nesta casa onde celebra a Missa diariamente.

(Fonte: ‘ACI Digital’)