Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

domingo, 17 de março de 2013

Estandarte de Cristo para a Páscoa


Os Estandartes de Cristo já estão disponíveis para entrega no Seminário da Luz, em Lisboa, pelo donativo de 10€ cada. 

O material é uma lona com impressão de alta qualidade, quatro ilhoses e fitas para prender na varanda ou janela.


Mais informações em: estandartedecristo@gmail.com
Seminário da Luz, Largo da Luz, 11 (Lisboa), Tel. 217140515 
 Tlm: 96 801 67 84 ou 96 448 52 35
e
Rodrigo Faria de Castro: rodfariadecastro@hotmail.com

Bom Domingo do Senhor!

Tenhamos a inteligência de coração para não acusarmos e condenarmos o próximo como fizeram os fariseus de que nos fala o Evangelho de hoje (Jo 8, 1-11).

Com humildade reconheçamos que ao vermos o pecado no próximo também nós somos pecadores ainda que provavelmente em menor gravidade, mas foi o Senhor que ensinou a Pedro a formula que nos tem absolvido ao longo das nossas vidas “setenta vezes sete”.

Louvado seja Deus Nosso Senhor pela sua infinita misericórdia!

As sondagens e o Papa Francisco

Os prognósticos falharam, mas São Pedro também não era papável…

A eleição do Papa Francisco surpreendeu todo o mundo, porque os meios de comunicação social tinham insistido em muitos nomes, mas não no do cardeal Jorge Mario Bergoglio, embora tivesse sido, segundo rumores, o prelado mais votado no conclave anterior, depois do então eleito Bento XVI. Mais uma vez se cumpriu o adágio: quem entra papa no conclave, sai cardeal!

A falta de pontaria da imprensa mundial tem antecedentes bíblicos. São Mateus refere uma sondagem à opinião pública feita pelo próprio Cristo: “Jesus interrogou os seus discípulos dizendo: ‘Quem dizem os homens que é o Filho do Homem?’ Eles responderam: ‘Uns dizem que é João Baptista, outros que é Elias, outros que é Jeremias ou algum dos profetas.’” As respostas foram, certamente, muito amáveis … mas todas erradas! Os que dizem que a Igreja deve ouvir mais o mundo talvez possam tirar daqui alguma lição…

Alguém, contudo, acertou em cheio. Foi Simão: “Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo!” Uma tal confissão era então um delito, punido com a pena máxima. Foi por ter dito que era o Filho de Deus que Jesus foi condenado à morte pelo Sinédrio.

A reacção de Cristo à afirmação de Simão não se fez esperar: “Bem-aventurado és, Simão filho de João, porque não foi a carne e o sangue que to revelaram, mas meu Pai que está nos céus.” Jesus felicita o discípulo, mas faz-lhe saber que o acerto não se deveu à sua intuição ou inteligência, mas a um especial dom de Deus. Portanto, não é “a carne e o sangue” - leia-se a idade, a saúde, a proveniência, etc. - que interessam quando se trata de escolher um sucessor de Pedro.

É neste contexto que Jesus estabelece o primado eclesial e o outorga a Simão e aos seus sucessores, até ao fim dos tempos: “Eu te digo que tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.” A Igreja assim edificada não é, como recentemente recordou Bento XVI, a nossa igreja, nem a igreja do passado, do futuro ou do nosso tempo, mas a Igreja que é de Cristo, a única que é infalível - graça essa que dois mil anos de história confirmam, não obstante as insídias dos inimigos externos e as suas fraquezas internas.

É certo que a bimilenar história eclesial não ignora alguns papas que foram pessoalmente indignos. Mas mesmo esses prestaram um relevante serviço à Igreja: que homens bons façam o bem, é natural; mas que homens perversos nunca tenham desmentido a fé, que as suas vidas contudo contratestemunhavam, só pode ser muito sobrenatural!

Se, depois da ascensão de Cristo, a imprensa tivesse vaticinado quem deveria ser o primeiro Papa, seguramente teria escolhido João, que era jovem, o discípulo predilecto do Mestre, o único que assistiu à sua morte na cruz e a quem Jesus entregou a sua Mãe. Como segunda hipótese, talvez Tiago, irmão de João e, como ele, testemunha qualificada da transfiguração e de alguns dos principais milagres do Senhor. Ou o outro Tiago, primo do Senhor. Ou ainda André, seguidor de Cristo, depois de o ter sido do Baptista. Mas nunca Simão, que por três vezes negou o Mestre, a quem Jesus publicamente chamou Satanás e que, portanto, não era, de forma alguma, papável. No entanto, foi ele o escolhido, o único Papa eleito directamente pelo Senhor! E se, como Simão, tinha sido fraco e pecador, como Pedro foi um grande Papa, um grande santo e um grande mártir.

Viva Sua Santidade o Papa Francisco!

Pe. Gonçalo Portocarrero de Almada

(Fonte: ‘i’ online AQUI)

Dixit Dominus Domino meo

«Quem de vós estiver sem pecado atire-lhe a primeira pedra»

Beato João Paulo II (1920-2005), papa 
Encíclica «Dives in misericordia», §2


«Ninguém jamais viu a Deus», escreve São João para dar maior relevo à verdade segundo a qual «o Filho unigénito, que está no seio do Pai, é que O deu a conhecer» (Jo 1,18). [...] A verdade revelada por Cristo a respeito de Deus, «Pai das misericórdias» (2Co 1,3), permite-nos «vê-Lo» particularmente próximo do homem, sobretudo quando este sofre, quando é ameaçado no próprio coração da sua existência e da sua dignidade.

Por este motivo, na actual situação da Igreja e do mundo, muitos homens e muitos ambientes, guiados por vivo sentido de fé, voltam-se quase espontaneamente, por assim dizer, para a misericórdia de Deus. São impelidos a fazê-lo certamente pelo próprio Cristo, o Qual, mediante o Seu Espírito, continua operante no íntimo dos corações humanos. O mistério de Deus «Pai das misericórdias» revelado por Cristo torna-se, no contexto das hodiernas ameaças contra o homem, como que um singular apelo dirigido à Igreja. 


Pretendo acolher tal apelo; desejo inspirar-me na linguagem da revelação e da fé, linguagem eterna e ao mesmo tempo incomparável pela sua simplicidade e profundidade, para com ela exprimir, uma vez mais, diante de Deus e dos homens, as grandes preocupações do nosso tempo. A revelação e a fé ensinam-nos, efectivamente, não tanto a meditar de modo abstracto sobre o mistério de Deus, «Pai das misericórdias», quanto a recorrer a esta mesma misericórdia em nome de Cristo e em união com Ele. Cristo não disse, porventura, que o nosso Pai, Aquele que «vê o que é secreto» (Mt 6,4), está continuamente à espera, por assim dizer, de que nós, apelando para Ele em todas as necessidades, perscrutemos cada vez mais o Seu mistério: o mistério do Pai e do Seu amor? É meu desejo, portanto, que estas considerações sirvam para aproximar mais de todos tal mistério e se tornem, ao mesmo tempo, um vibrante apelo da Igreja à misericórdia, de que o homem e o mundo contemporâneo tanto precisam. E precisam dessa misericórdia, mesmo sem muitas vezes o saberem.


(Fonte: Evangelho Quotidiano)