Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Posso sonhar em vencer na vida?



A partir 2’55” o Pe. Paulo Ricardo fala durante alguns momentos dos ensinamentos de São Josemaría Escrivá sobre este tema. Obrigado!

O homem é feito para a paz - dom de Deus, que requer também ação do homem

No primeiro dia de 2013 Bento XVI celebrou de manhã, na basílica de São Pedro, a Missa da solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus, 46.º Dia Mundial da Paz. Uma celebração com a máxima solenidade, com a presença dos Embaixadores dos países representados junto da Sé Apostólica de Roma.

Na homilia, Bento XVI, entremeou os comentários às leituras desta celebração litúrgica com referências à sua mensagem para este Dia Mundial da Paz. “Não obstante o mundo esteja ainda, infelizmente, marcado por ‘focos de tensão e de contraposição causados por crescentes desigualdades entre ricos e pobres, pelo prevalecer de uma mentalidade egoísta e individualista expressa também por um capitalismo financeiro desenfreado’, para além de diversas formas de terrorismo e de criminalidade” (disse o Papa), estou persuadido de que ‘as múltiplas obras de paz de que o mundo é rico, testemunham a inata vocação da humanidade à paz. Em cada pessoa, o desejo de paz constitui uma aspiração essencial e coincide, de certa maneira, com o desejo de uma vida humana plena, feliz e bem sucedida. O homem é feito para a paz, que é dom de Deus”

Recordando o tema deste Dia Mundial da Paz – “Bem-aventurados os construtores da paz”, Bento XVI fez notar que “a paz é ao mesmo tempo dom messiânico e obra humana”.

“É paz com Deus, vivendo segundo a sua vontade. É paz interior consigo mesmo, e paz exterior com o próximo e com toda a criação. Sim a paz é o bem por excelência a invocar como dom de Deus e, ao mesmo tempo, a construir esforçadamente”.

Interrogando-se sobre “o fundamento, a origem, a raiz da paz”, perguntando-se “como é que podemos sentir em nós a paz, apesar de todos os problemas, das obscuridades e angústias”, o Santo Padre apontou nas leituras da Missa a resposta a estas interrogações.

“A primeira leitura – sublinhou o Papa – recorda-nos que a paz é dom de Deus e está ligada ao esplendor do rosto de Deus, segundo o texto do Livro dos Números, que refere a bênção usada pelos sacerdotes do povo de Israel nas assembleias litúrgicas”… “O Senhor dirija para ti o seu olhar e te conceda a paz”.

“Para a Sagrada Escritura, contemplar o rosto de Deus é a suma felicidade… Da contemplação do rosto de Deus brotam alegria, segurança e paz”.

Mas que significa contemplar o rosto do Senhor, tal como pode ser entendido no Novo Testamento – interrogou-se o Papa. “Quer dizer conhecê-lo diretamente (na medida em que tal é possível nesta vida), mediante Jesus Cristo, no qual Ele se revelou. Gozar do esplendor do rosto de Deus quer dizer penetrar no mistério do seu Nome, manifestado a nós em Jesus, compreender algo da sua vida e da sua vontade, para que possamos viver segundo o seu projeto de amor sobre a humanidade”…

“Eis, caros irmãos, o fundamento da nossa paz: a certeza de contemplar em Jesus Cristo o esplendor do rosto de Deus Pai, de sermos filhos no Filho e de ter assim, no caminho da vida, a mesma segurança que a criança experimenta nos braços de um Pai bom e omnipotente. O esplendor do rosto do Senhor sobre nós, que nos concede paz, é a manifestação da sua paternidade.”

“Que a Virgem Maria, que hoje veneramos com o título de Mãe de Deus, nos ajude a contemplar o rosto de Jesus, Príncipe da Paz. Nos sustente e acompanhe neste novo ano, e obtenha para nós e para o mundo inteiro o dom da paz” – concluiu Bento XVI.

Na oração dos fiéis, rezou-se naturalmente pela paz no mundo e para que a Igreja seja fiel à sua missão de viver e anunciar a paz de Cristo. A primeira intenção foi proclamada em português: “A Santa Mãe do Redentor conduza a Igreja na sua missão de promover, através da ação pastoral do Papa e dos bispos, a justiça, o diálogo e a paz entre todas as pessoas”.

Rádio Vaticano

Vídeo em italiano

Imitação de Cristo, 3, 43, 2 - Contra a vã ciência do século

Por muito que estudes e aprendas, terás que referir tudo sempre ao único princípio. Sou eu que ensino ao homem a ciência, e dou aos pequeninos mais clara compreensão, do que os homens são capazes de ensinar. Aquele a quem eu ensinar, depressa será sábio e muito aproveitará espiritualmente. Ai daqueles que indagam dos homens muitas coisas curiosas, e tratam pouco dos meios de me servir. Tempo virá em que aparecerá o Mestre dos mestres, Cristo, Senhor dos anjos, para tomar lições de todos, isto é, para examinar a consciência de cada um. E com a lâmpada na mão perscrutará então Jerusalém, e revelará o segredo das trevas, fazendo calar as objeções das línguas humanas.

Mãe de Deus e nossa Mãe

Que humildade, a de minha Mãe Santa Maria! – Não a vereis entre as palmas de Jerusalém, nem – afora as primícias de Caná – na altura dos grandes milagres. – Mas não foge do desprezo do Gólgota; lá está, "iuxta crucem Iesu" – junto da cruz de Jesus, sua Mãe. (Caminho, 507)

Sempre foi esta a doutrina certa da fé. Contra os que a negaram, o Concílio de Éfeso proclamou que se alguém não confessa que o Emanuel é verdadeiramente Deus e que, por isso, a Santíssima Virgem é Mãe de Deus, visto que gerou segundo a carne o Verbo de Deus encarnado, seja anátema. (...).

A Trindade Santíssima, ao escolher Maria para Mãe de Cristo, homem como nós, pôs cada um de nós sob o seu manto maternal. É Mãe de Deus e nossa Mãe.

A Maternidade divina de Maria é a raiz de todas as perfeições e privilégios que a adornam. Por esse título, foi concebida imaculada e está cheia de graça, é sempre virgem, subiu ao céu em corpo e alma, foi coroada Rainha de toda a criação, acima dos anjos e dos santos. Mais que Ela, só Deus. A Santíssima Virgem, por ser Mãe de Deus, possui uma dignidade, de certo modo infinita, do bem infinito que é Deus. Não há perigo de exageros. Nunca aprofundaremos bastante este mistério inefável; nunca poderemos agradecer suficientemente à Nossa Mãe a Familiaridade que nos deu com a Santíssima Trindade.

Éramos pecadores e inimigos de Deus. A Redenção não só nos livra do pecado e reconcilia com o Senhor; mas converte-nos em filhos, entrega-nos uma Mãe, a mesma que gerou o verbo, segundo a Humanidade. Pode haver maior prodigalidade, maior excesso de amor? (Amigos de Deus, 275–276)

São Josemaría Escrivá

Visita virtual da Basílica de São Pedro e da Capela Sisitina (vídeos em espanhol e inglês)