Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

sábado, 27 de outubro de 2012

Amar a Cristo ...

Querido Jesus, obrigado por tudo o que nos ensinaste e ao longo da história da Igreja permitiste aos Santos e Padres transmitir-nos em consonância com os Teus ensinamentos.

Frequentemente no nosso dia a dia, necessitamos de enfrentar situações procurando pôr nelas uma visão cristã e consentânea a essa condição, é em Ti, se movidos pelo amor, que encontramos sempre a palavra justa para contrapor àqueles que insistem ir por caminhos menos correctos.

Ajuda-nos pois, a, com humildade e abnegação, estarmos sempre disponíveis para corrigir e oferecer a outra face se necessário.

JPR

O casal gay, a criança e o juiz

Não vou discutir, nem tenho elementos, se a decisão de entregar uma criança deficiente à guarda de um casal gay foi justa ou não. Quero, apenas, colocar uma questão que reputo importante para a vida de todos, independentemente da orientação sexual: um juiz pode escolher o melhor projeto de vida para uma criança? É que me parece que essa perspetiva também esteve na origem da decisão.

À primeira vista, se determinada pessoa tem um bom projeto de vida para uma criança, melhor do que outra, parece fazer sentido escolhê-la como tutora. Mas podemos entendermo-nos sobre o que é o bem? Vários filósofos, ao longo da história, acham que não. Que é mais fácil socialmente determinarmos o mal do que o bem. Façam este exercício: perguntem para quem não será um mal a doença, a fome, a miséria, o roubo, o assassínio. E agora tentem fazer o mesmo exercício em relação ao bem. É muito mais difícil.

Por isso, os tribunais apenas deveriam pronunciar-se sobre aspetos concretos. De outro modo, qualquer pessoa rica ou bem na vida tem projetos melhores do que pessoas pobres e com fraca educação e cultura. Aos tribunais cabe dizer: esta determinada criança está a ser maltratada, pelo que deverá ser dada à guarda de outras pessoas (se um casal gay ou não já é outra discussão). E nunca em função de um projeto de vida. Imaginem que os juízes passam a avaliar os projetos de vida que cada um tem para os filhos... O que significa isso? Que os filhos dos ciganos ou de outras minorias não podem viver com os pais? Eu sei que o caso concreto não era esse, peço, uma vez mais, que pensem no geral e não no concreto, como deve fazer a justiça, que nunca é ad hominem.

Uma nota final para dizer uma coisa que nada tem a ver, mas que me parece relevante: um juiz que já tomou posição pública numa polémica deve aceitar julgar um caso que está relacionado com essa polémica. Podemos confiar que o seu juízo prévio (ou preconceito) não prevalece sobre a análise fria e justa dos factos? E aqui já estou a falar deste processo outra vez. 

Henrique Monteiro

Ave mundi spes Maria - Gregoriano



Ave mundi spes Maria, ave mitis, ave pia, ave plena gratia.
 
Ave virgo singularis, quć per rubum designaris non passus incendia.
Ave rosa speciosa, ave Jesse virgula:
Cujus fructus nostri luctus relaxavit vincula.
 
Ave cujus viscera contra mortis foedera ediderunt filium.
Ave carens simili, mundo diu flebili reparasti gaudium.
Ave virginum lucerna, per quam fulsit lux superna his quos umbra tenuit.
Ave virgo de qua nasci, et de cujus lacte pasci res cćlorum voluit.
 
Ave gemma coeli luminarium.
Ave Sancti Spiritus sacrarium.
 
Oh, quam mirabilis, et quam laudabilis hćc est virginitas!
In qua per spiritum facta paraclitum fulsit foecunditas.
 
Oh, quam sancta, quam serena, quam benigna, quam amoena esse virgo creditur!
Per quam servitus finitur, posta coeli aperitur, et libertas redditur.
Oh, castitatis lilium, tuum precare filium, qui salus est humilium:
Ne nos pro nostro vitio, in flebili judicio subjiciat supplicio.
 
Sed nos tua sancta prece mundans a peccati fćce collocet in lucis domo.
Amen dicat omnis homo.

Imitação de Cristo, 3, 23, 3 - Das quatro coisas que produzem grande paz

Oração contra os maus pensamentos:

Senhor, meu Deus, não vos aparteis de mim, meu Deus dignai-vos socorrer-me (Sl 70,13). Pois me invadem vários pensamentos, e grandes temores afligem minha alma. Como escaparei ileso, como poderei vencê-los?

(continua)

Nunca perder o ponto de mira sobrenatural

Um remédio contra essas tuas inquietações: ter paciência, rectidão de intenção e olhar as coisas com perspectiva sobrenatural. (Sulco, 853)

Procuremos, portanto, nunca perder o ponto de mira sobrenatural, vendo Deus por detrás de cada acontecimento, seja ele agradável ou desagradável, quer nos cause satisfação... ou desconsolo pela morte de um ser querido. Antes de mais, a conversa com o nosso Pai Deus, procurando o Senhor no centro da nossa alma. Não é coisa que possa considerar-se como uma miudeza, de pouca monta: é uma manifestação clara de vida interior constante, de um autêntico diálogo de amor. Será uma prática que não nos produzirá nenhuma deformação psicológica, porque – para um cristão – deve ser tão natural como o bater do coração. (Amigos de Deus, 247)

São Josemaría Escrivá