Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

segunda-feira, 16 de julho de 2012

O Evangelho do dia 16 de Julho de 2012

«Não julgueis que vim trazer a paz à terra; não vim trazer a paz, mas a espada. Porque vim separar “o filho do seu pai e a filha da sua mãe e a nora da sua sogra. E os inimigos do homem serão os seus próprios familiares”. Quem ama o pai ou a mãe mais do que a Mim, não é digno de Mim; e quem ama o filho ou a filha mais do que a Mim, não é digno de Mim. Quem não toma a sua cruz e Me segue, não é digno de Mim. Quem se prende à sua vida perdê-la-á, e quem perder a sua vida por Meu amor, acha-la-á. «Quem vos recebe, a Mim recebe, e quem Me recebe, recebe Aquele que Me enviou. Quem recebe um profeta na qualidade de profeta, receberá a recompensa do profeta; quem recebe um justo na qualidade de justo, receberá a recompensa de justo. E todo aquele que der de beber um simples copo de água fresca a um destes pequeninos, por ele ser Meu discípulo, na verdade vos digo que não perderá a sua recompensa». Tendo Jesus acabado de dar estas instruções aos Seus doze discípulos, partiu dali para ir ensinar e pregar nas cidades deles.


Mt 10,34-42.11,1

domingo, 15 de julho de 2012

Amar a Cristo...

Amado Jesus, aviva-nos a doçura e compreensão para com o próximo, ajuda-nos a aniquilar a amargura que nos invadiu desde há um dia, pois embora saibamos que ela é inapropriada de quem deseja intitular-se filho de Deus, temo-la combatido em vão até agora não a conseguindo debelar.

Senhor, só Tu e portanto o nosso próximo também mereceis a nossa atenção e jamais a nossa má disposição, que nem as dificuldades de saúde nos podem justificar, mas, querido Jesus, porque será que embora conscientes de tudo isto persistimos, ofendendo-Te?

Envia-nos a Tua graça e ilumina o nosso coração duro para assim podermos melhor Te amar e praticarmos a virtude da cridade.

JPR

Missa dominical do Papa a Frascati, nos arredores de Roma, perto de Castel Gandolfo

Bento XVI deslocou-se neste domingo de manhã a Frascati, cidade e diocese situada a pouca distância de Castel Gandolfo, para ali celebrar a Eucaristia, na praça diante da catedral. O Papa partiu da sua residência de verão às 9 horas, de automóvel, chegando a Frascati um quarto de hora depois.

Frascati é uma das sete dioceses chamadas “sub-urbicárias”, dos arredores da Urbe – Roma, às quais correspondem os “títulos” dos cardeais de maior relevo. Atual “titular” de Frascati é o cardeal Tarcisio Bertone, Secretário de Estado.

Com uma superfície de 220 Km2, a diocese de Frascati conta 123 mil habitantes e 24 paróquias. O atual bispo, D. Rafael Martinelli, é bem conhecido do Papa Ratzinger, do qual foi colaborador ao longo de 23 anos na Congregação para a Doutrina da Fé e que o ordenou bispo em São Pedro, em 2009.

Na homilia, Bento XVI comentou passo a passo as Leituras da Missa. Começando pelo Evangelho, evocou como Jesus toma a iniciativa de “enviar” os doze Apóstolos. “Apóstolo” significa precisamente “enviado”. Desde o princípio Jesus quer envolver os Doze na sua ação: uma espécie de tempo de “prática”, em vista da grande responsabilidade que os aguarda. Esta chamada de Jesus exprime o seu amor: “Ele não desdenha a ajuda que outros homens possam dar à sua obra. Conhece os limites deles, as suas fraquezas, mas não os despreza, pelo contrário, confere-lhes a dignidade de serem seus enviados”.

Por sua vez a primeira leitura, mostra que os enviados de Deus não são bem acolhidos. Foi o que aconteceu com o profeta Amos. Apesar da recusa daqueles a quem é enviado, o profeta – que sabe não ter sido ele a escolher a sua missão – continua a profetizar, não obstante tudo.

Assim também no Evangelho Jesus adverte os Doze de que poderão ser recusados, em qualquer parte, indicando-lhes como comportar-se se tal acontecer. Para além da pregação, devem preocupar-se com os doentes. “A missão apostólica deve sempre incluir os dois aspetos: pregação da palavra de Deus e manifestação da sua bondade com gestos de caridade, serviço e dedicação”.

Não faltou uma referência à segunda Leitura, da carta aos Efésios, que nos mostra a fecundidade da missão dos Doze. De facto, o apóstolo Paulo dá graças a Deus, que nos abençoou com toda a bênção espiritual, em Cristo. Bento XVI deu também ele graças a Deus por esta oportunidade de se deslocar a Frascati para ali anunciar a palavra da salvação, e congratulou-se com o empenho da diocese na formação, antes de mais na formação dos formadores:
“Foi precisamente o que fez Jesus com os seus discípulos: instruiu-os, preparou-os, formou-os também mediante uma “fase de prática” missionária, para se tornarem capazes de assumir a responsabilidade apostólica na Igreja. Na comunidade cristã, é sempre este o primeiro serviço que os responsáveis oferecem.”

Rádio Vaticano


Vídeo em espanhol

Imitação de Cristo, 2, 12, 8 - Da estrada real da santa cruz

Mas, apesar de tantas aflições, o homem não está sem o alívio da consolação, porque sente o grande fruto que lhe advém à alma pelo sofrimento da cruz. Pois, quando de bom grado a toma às costas, todo o peso da tribulação se lhe converte em confiança na divina consolação. E quanto mais a carne é cruciada pela aflição, tanto mais se fortalece o espírito pela graça interior. E, às vezes, tanto se fortalece, pelo amor das penas e tribulações que, para conformar-se com a cruz de Cristo, não quisera estar sem dores e sofrimentos, pois julga ser tanto mais aceito a Deus, quanto mais e maiores males sofre por seu amor. Não é isto virtude humana, mas graça de Cristo, que tanto pode e realiza na carne frágil, que o espírito com ardor abraça e ama o que a natureza aborrece e foge.
1. Não é conforme à inclinação humana levar a cruz, amar a cruz, cartigar o corpo e impor-lhe sujeição, fugir às honras,
2. aceitar as injúrias, desprezar-se a si mesmo e desejar ser desprezado, suportar as aflições e desgraças e não almejar prosperidade alguma neste mundo. Se olhares somente a ti, reconheces que de nada disso és capaz. Mas, se confiares em Deus, do céu te será concedida a fortaleza, e sujeitar-se-ão ao teu mando o mundo e a carne. Nem o infernal inimigo temerás, se andares escudado na fé e armado com a cruz de Cristo.

Procura cingir-te a um plano de vida

Sujeitar-se a um plano de vida, a um horário... é tão monótono! – disseste-me. E respondi-te: há monotonia porque falta Amor. (Caminho, 77)

Procura cingir-te a um plano de vida com constância: alguns minutos de oração mental; a assistência à Santa Missa, diária, se te é possível, e a Comunhão frequente; o recurso regular ao Santo Sacramento do Perdão, ainda que a tua consciência não te acuse de qualquer pecado mortal; a visita a Jesus no Sacrário; a recitação e a contemplação dos mistérios do terço e tantas outras práticas excelentes que conheces ou podes aprender.

Mas estas práticas não se deverão transformar em normas rígidas ou em compartimentos estanques. Indicam um itinerário flexível, acomodado à tua condição de homem que vive no meio da rua, com um trabalho profissional intenso e com deveres e relações sociais que não podes descuidar, porque é nessas ocupações que prossegue o teu encontro com Deus. O teu plano de vida há-de ser como uma luva de borracha que se adapta perfeitamente à mão de quem a usa.

Não te esqueças também de que o que é importante não é fazer muitas coisas; limita-te com generosidade àquelas que possas cumprir no dia-a-dia, quer te apeteça quer não. Essas práticas conduzir-te-ão, quase sem reparares, à oração contemplativa. Brotarão da tua alma mais actos de amor, jaculatórias, acções de graças, actos de desagravo, comunhões espirituais. E tudo isto, enquanto te ocupas das tuas obrigações: ao pegar no telefone, ao subir para um meio de transporte, ao fechar ou abrir uma porta, ao passar diante de uma igreja, ao começar um novo trabalho, ao executá-lo e ao concluí-lo. Referirás tudo ao teu Pai Deus.(Amigos de Deus, 149)


São Josemaría Escrivá