Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

terça-feira, 1 de maio de 2012

Maio mês de Maria - Notre Dame de Paris Ave Maria Paien

São José Operário, o trabalho e Maria

Tem início hoje o mês de Maio com uma memória litúrgica tão querida ao povo cristão, a de São José Operário. E sabeis que eu me chamo José. Foi instituída pelo Papa Pio XII, de venerada memória, precisamente há cinquenta anos, para realçar a importância do trabalho e da presença de Cristo e da Igreja no mundo operário. É necessário testemunhar também na sociedade de hoje o "Evangelho do trabalho", do qual falava João Paulo II na sua Encíclica Laborem exercens. Faço votos por que não falte o trabalho especialmente para os jovens, e que as condições de trabalho sejam cada vez mais respeitosas da dignidade da pessoa humana.


Penso com afecto em todos os trabalhadores e saúdo os que se encontram na Praça de São Pedro, pertencentes a numerosas associações. Em particular saúdo os amigos das ACLI (Associações Cristãs dos Trabalhadores Italianos), que celebram este ano o sexagésimo aniversário de fundação, e desejo-lhes que continuem a viver a opção da "fraternidade cristã" como valor a ser encarnado no campo do trabalho e da vida social, para que a solidariedade, a justiça e a paz sejam os pilares sobre os quais construir a unidade da família humana.


Por fim, dirijo o pensamento a Maria: a ela está particularmente dedicado o mês de Maio. Com as palavras e, ainda mais, com o exemplo o Papa João Paulo II ensinou-nos a contemplar Cristo com o olhar de Maria, especialmente valorizando a oração do Santo Rosário. Com o canto do Regina Caeli, confiamos à Virgem todas as necessidades da Igreja e da humanidade.


Bento XVI – Regina Caeli do dia 1 de Maio de 2005

São José Operário

Basta traçar um paralelo entre a vida cheia de sacrifícios de São José, que trabalhou a vida toda para ver Cristo dar a vida pela humanidade, e a luta dos trabalhadores do mundo todo, lutando para obter o respeito pelos seus direitos mínimos, para entender os motivos que levaram o Papa Pio XII a instituir a festa de "São José Operário", em 1955, na mesma data em que se comemora o dia do trabalhador.

Afinal de contas, esta é uma forma de a Igreja comemorar aquele fatídico dia primeiro de Maio, em Chicago, em que operários de uma fábrica se revoltaram com a situação desumana a que eram submetidos e com o desrespeito que os patrões demonstravam em relação a qualquer direito humano. Eram trezentos e quarenta os que estavam em greve e a polícia, sempre a serviço dos patrões, massacrou-os sem piedade. Mais de cinquenta ficaram gravemente feridos e seis deles foram assassinados no confronto desigual. Foi em homenagem a eles que se consagrou este dia.

São José é o modelo ideal do operário. Sustentou a sua família durante toda a vida com o trabalho artesanal, cumpriu sempre os seus deveres para com a comunidade, ensinou ao filho a profissão de carpinteiro e, desta maneira suada e laboriosa, permitiu que as profecias se cumprissem e que o seu povo fosse salvo, assim como toda a humanidade.

Proclamando São José como protector dos trabalhadores, a Igreja demonstra estar ao lado deles, dando-lhes como patrono o mais exemplar dos homens, aquele que aceitou ser o pai adoptivo do Deus feito homem, mesmo pressentindo o que poderia acontecer à sua família. Em vida, São José lutou pelos direitos da vida humana e, agora, coloca-se ombro a ombro na luta pelos direitos humanos dos trabalhadores do mundo, por meio dos membros da Igreja que aumentam as fileiras dos que defendem os operários e o seu direito a uma vida digna.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

«Eu e o Pai somos Um»

Simeão, o Novo Teólogo (c. 949-1022), monge grego, santo das Igrejas ortodoxas 
Hino 21, 468 ss.  

Enviado e vindo do Pai, o Verbo desceu 
E habitou, inteiro, nas entranhas da Virgem. 
Tal como inteiro estava no Pai 
E inteiro esteve nesse seio virginal, 
Inteiro está no Todo, Ele que nada pode conter. [...] 
Permanecendo inalterado, assumiu a condição de escravo (Fl 2,7) 
E, incarnando neste mundo, tornou-Se em tudo um homem. [...] 
Como afirmar o que nem aos anjos pode ser explicado, 
Nem aos arcanjos, nem a todos os seres criados? 
Sendo de maneira legítima inteligível, 
Não podemos sequer exprimi-lo, 
Nem o nosso espírito compreendê-lo na totalidade. 

Como, então, é Deus e homem, e homem-Deus, 
E Filho inteiro do Pai, de modo inseparável? 
Como Se tornou Filho da Virgem e foi dado à luz neste mundo, 
Como permaneceu para nós impossível de ser contido? 
Remeter-te-ás ao silêncio perante tudo isto. 
E, mesmo que quisesses falar, 
Ao teu espírito faltariam as palavras, 
E à tua língua eloquente restaria o emudecimento. [...] 

Glória a Ti, Pai, Filho e Espírito Santo, 
Divindade inatingível para nós, indivisível na Sua natureza. 
Adoramos-Te no Espírito Santo, 
Nós os que possuímos o Teu Espírito, de Ti recebido. 
Vendo a Tua glória, não Te procuramos sem pensar, 
Mas no Teu Espírito é que Te descobrimos, 
Pai ingerado, e ao Teu Verbo, de Ti gerado. 
E assim adoramos a Trindade una e sem mescla 
Na Sua única Divindade, Poder e Soberania.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

O Evangelho do dia 1 de Maio de 2012

Celebrava-se em Jerusalém a festa da Dedicação. Era Inverno. Jesus andava a passear no templo, no pórtico de Salomão. Rodearam-n'O os judeus e disseram-Lhe: «Até quando nos manterás em suspenso? Se és o Messias, di-no-lo claramente». Jesus respondeu-lhes: «Já vo-lo disse, e vós não Me credes. As obras que faço em nome de Meu Pai, essas dão testemunho de Mim; porém vós não credes, porque não sois das Minhas ovelhas. As Minhas ovelhas ouvem a Minha voz, e Eu conheço-as, e elas seguem-Me. Eu dou-lhes a vida eterna; elas jamais hão-de perecer, e ninguém as arrebatará da Minha mão. Meu Pai, que Mas deu, é maior que todas as coisas; e ninguém pode arrebatá-las da mão de Meu Pai. Eu e o Pai somos um».

Jo 10, 22-30