Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Página oficial do Santuário de Fátima regista 260.000 visitas mensais

A página de internet do santuário de Fátima, www.fatima.pt, regista uma média de mais de 260 mil visitas por mês, anunciou esta quarta-feira (25) o Centro de Comunicação Social do Santuário de Fátima em comunicado.

De acordo com os dados disponibilizados no site do santuário, a página registou em 2011 uma média mensal de 266.500 visitantes, estando disponível em seis idiomas (português, inglês, italiano, espanhol, francês e polaco). Relativamente ao número de visitantes únicos de diferentes endereços, a média mensal que acede à página ronda os 167.000.

Em 2011, o mês com o maior número de acessos foi maio, com um recorde de 410.513 visitas, 56.186 das quais no dia 13, em que se assinalam as aparições de Fátima.

“O aumento muito significativo do número de visitas a esta página regista-se de forma crescente desde que o serviço de transmissão em direto on-line a partir da Capelinha das Aparições 24 horas por dia passou a ser disponibilizado, a 1 de janeiro de 2009”, refere o site.

O horário de maior acesso regista-se entre as 17H00 e as 22H00 e o pico de visitas em 2011 aconteceu, quase invariavelmente, entre as 18H00 e as 19H00, altura que abrange a recitação diária do rosário.

Portugal, Brasil, Itália, Espanha, Estados Unidos, Polónia, França, Alemanha e Argentina, são os países, por ordem decrescente, que mais acedem ao site www.fatima.pt.

(Fonte: ‘Diário as Beiras’ online)

Amar a Cristo...

Senhor Jesus Filho de Deus por favor ajuda-me a suportar com amor e humildade todas as minhas aflições e contrariedades.


JPR

“Dispostos a uma nova rectificação”

Os teus parentes, os teus colegas, os teus amigos, vão notando a diferença, e reparam que a tua mudança não é uma mudança passageira; que já não és o mesmo. Não te preocupes. Para a frente! Cumpre o "vivit vero in me Christus" – agora é Cristo quem vive em ti! (Sulco, 424) 

Qui habitat in adiutorio Altissimi in protectione Dei coeli commorabitur – Habitar sob a protecção de Deus, viver com Deus: eis a arriscada segurança do cristão. É necessário convencermo-nos de que Deus nos ouve, de que está sempre solícito por nós, e assim se encherá de paz o nosso coração. Mas viver com Deus é indubitavelmente correr um risco, porque o Senhor não Se contenta compartilhando; quer tudo. E aproximar-se d'Ele um pouco mais significa estar disposto a uma nova rectificação, a escutar mais atentamente as suas inspirações, os santos desejos que faz brotar na nossa alma, e a pô-los em prática.

Desde a nossa primeira decisão consciente de viver integralmente a doutrina de Cristo, é certo que avançámos muito pelo caminho da fidelidade à sua Palavra. Mas não é verdade que restam ainda tantas coisas por fazer? Não é verdade que resta, sobretudo, tanta soberba? É precisa, sem dúvida, uma outra mudança, uma lealdade maior, uma humildade mais profunda, de modo, que, diminuindo o nosso egoísmo, cresça em nós Cristo, pois illum oportet crescere, me autem minui, é preciso que Ele cresça e que eu diminua.

Não é possível deixar-se ficar imóvel. É necessário avançar para a meta que S. Paulo apontava: não sou eu quem vive; é Cristo que vive em mim. A ambição é alta e nobilíssima: a identificação com Cristo, a santidade. Mas não há outro caminho, se se deseja ser coerente com a vida divina que, pelo Baptismo, Deus fez nascer nas nossas almas. O avanço é o progresso na santidade; o retrocesso é negar-se ao desenvolvimento normal da vida cristã. Porque o fogo do amor de Deus precisa de ser alimentado, de aumentar todos os dias arreigando-se na alma; e o fogo mantém-se vivo queimando novas coisas. Por isso, se não aumenta, está a caminho de se extinguir. (Cristo que passa, 58)



São Josemaría Escrivá

Papa pede «unidade visível» entre os cristãos

Bento XVI pediu hoje aos católicos que procurem a “unidade visível” entre todos os cristãos, assinalando o fim da Semana de Oração por esta causa, que decorre anualmente entre os dias 18 e 25.

“Peçamos o dom da unidade visível entre todos os crentes em Cristo  - que invocamos com força nesta Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos - para estarmos prontos a responder a quem procura as razões da esperança que está em nós”, disse, na audiência pública desta semana, que decorreu na sala Paulo VI, do Vaticano.

As principais divisões entre as Igrejas cristãs ocorreram no século V, depois dos Concílios de Éfeso e de Calcedónia (Igreja Copta, do Egito, entre outras); no século XI com a cisão entre o Ocidente e o Oriente (Igrejas Ortodoxas); no século XVI, com a Reforma Protestante (Luteranismo, Calvinismo) e, posteriormente, a separação da Igreja de Inglaterra (Igreja Anglicana).

O Papa afirmou que a unidade “é uma realidade secreta habita no coração dos crentes”, mas deve também “aparecer com toda a clareza na história” e ser “a fonte da eficácia da sua missão no mundo”.

A Semana de Oração é dedicada em 2012 ao tema ‘Todos seremos transformados pela vitória de nosso Senhor Jesus Cristo’, frase apoiada na carta bíblica de São Paulo aos Coríntios.

Bento XVI prosseguiu esta manhã o ciclo de catequeses sobre a “oração de Jesus”, abordando os momentos que antecederam a sua morte, nos quais “pede sobretudo a unidade futura de todos os que acreditarem nele”.

“Esta unidade deriva da unidade divina que chega até nós do Pai pelo Filho e no Espírito Santo”, declarou.

Em português, o Papa observou que “a chamada ‘Oração Sacerdotal’ de Jesus na Última Ceia é inseparável do seu sacrifício, no qual se consagra inteiramente ao Pai” e “reza pela Igreja, pedindo a unidade de todos os cristãos”.

“Sacerdote e vítima, Cristo reza por si mesmo, pelos Apóstolos e pela Igreja de todos os tempos: Para Si próprio, pede uma obediência total ao Pai, que O conduza à plena condição filial. Para os Apóstolos, pede a consagração na verdade, para continuarem a missão dele; para isso, devem ser consagrados, isto é, segregados do mundo, colocando-se à disposição de Deus para a missão que lhes está reservada, e, deste modo, postos à disposição de todos”, prosseguiu.

Neste sentido, indicou Bento XVI, “a Igreja continua a missão de Cristo: conduzir o mundo para fora do pecado, que aliena o homem de Deus e de si mesmo, para que volte a ser o mundo de Deus”.

O Papa saudou os peregrinos de língua portuguesa, propondo como “modelo de vida” o Apóstolo São Paulo, cuja conversão hoje se celebra, no calendário litúrgico católico, deixando “um abraço que se alarga a todos os cristãos na conclusão do Oitavário de Oração pela sua Unidade”.

“A conversão, nos arredores de Damasco, do Apóstolo dos Gentios [Paulo] é a prova que, em definitivo, é o próprio Deus a decidir sobre a sorte da sua Igreja”, sustentou.

Esta tarde, às 17h30 (horário de Roma), na Basílica de São Paulo fora dos Muros, Bento XVI preside a um momento de oração para o qual estão convidados representantes de todas as Igrejas e comunidades cristãs da capital italiana.

OC

Agência Ecclesia

Vídeos em espanhol e inglês


Apresentar a luz de Cristo ao Homem de hoje

Como Bento XVI vê a sua tarefa


Bento XVI disse, na missa de abertura do seu pontificado, que não apresentava um programa de governo". Mas, nas palavras que pronunciou, mostrou claramente que o fio condutor da sua acção como Papa seria o de renovar a fé em Jesus Cristo. Lembre-se que o cristianismo não é uma lista de preceitos, mas sim acreditar que Jesus Cristo é o Filho de Deus, crucificado e ressuscitado.

Confrontado aos que reduzem o programa de um Papa a uma série de mudanças estruturais na Cúria romana, etc. - que também podem ter lugar - , a prioridade de Bento XVI, em continuidade com o seu antecessor, configura-se em torno do fortalecimento dos cristãos na fé. Uma fé que é alegria e que salva o homem dos desertos interiores e exteriores, e dos mares amargos de todas as alienações.

Cada um é amado

A alegria da fé vem do facto de cada um de nós ser querido por Deus, como o Papa afirmou na missa de abertura do Pontificado.

"Quantas vezes gostaríamos que Deus se mostrasse mais forte! Que actuasse decisivamente, derrotando o mal e criando um mundo melhor. Todas as ideologias do poder se justificam assim, justificam a destruição do que quer que se oponha ao progresso e à libertação da humanidade. Nós sofremos pela paciência de Deus. E, no entanto, todos precisamos desta sua paciência. O Deus que se fez cordeiro diz-nos que o mundo é salvo através do que é destruído pela impaciência dos homens".

"Só onde está Deus, começa verdadeiramente a vida. Somente quando encontramos o Deus vivo em Cristo, sabemos o que é a vida. Nós não somos o produto casual e sem sentido de uma evolução. Cada um de nós é o resultado de um pensamento de Deus. Cada um de nós é querido, cada um é amado, cada um é necessário".

Além da centralidade da fé, nos seus primeiros discursos indicou outros pontos programáticos, embora - como disse - "não deixarão de aparecer outras ocasiões" para voltar a falar do assunto". De seguida, apresentamos os pontos mais significativos.

Escutar Cristo

Talvez o ponto que de maior ênfase seja o da própria resposta pessoal do Papa. "O meu verdadeiro programa de governo - disse ainda na missa do domingo, 24 de Abril - é não fazer a minha vontade, não seguir as minhas próprias ideias, mas pôr-me, unido a toda a Igreja, à escuta da palavra e da vontade do Senhor e deixar-me conduzir por Ele, de tal forma que seja o próprio Cristo a conduzir a Igreja nesta hora da nossa história".

O Papa, teólogo reconhecido, será o pastor Bento XVI, não o professor Ratzinger. E põe os seus talentos humanos ao serviço do seu ministério. Na missa, com o colégio cardinalício, de 20 de Abril, o dia a seguir ao da sua eleição, afirmou que "o Senhor quis-me para seu Vigário, quis-me ‘pedra' sobre a qual todos pudessem apoiar-se com segurança. Peço-lhe para compensar a pobreza das minhas forças, para que seja um pastor do seu rebanho valente e leal, sempre dócil às inspirações do seu Espírito". O novo Papa, disse, "sabe que a sua missão é fazer brilhar a luz de Cristo diante dos homens e mulheres de hoje: não a luz própria, mas a de Cristo".

Herança de João Paulo II
As referências a João Paulo II, ao exemplo da sua vida e da sua morte, foram constantes nas primeiras intervenções de Bento XVI. Algumas incluíam aspectos muito pessoais. Assim, face ao "sentido da desproporção e da perturbação humana" que o envolveram pela responsabilidade que lhe caía sobre os ombros, confessou aos cardeais que se sentia sereno: "Uma graça especial que me concedeu o meu venerado predecessor, João Paulo II. Parece-me sentir a sua mão forte a apertar a minha; parece-me ver os seus olhos sorridentes e ouvir as suas palavras, dirigidas particularmente a mim neste momento: não tenhas medo!".

Mencionou em várias ocasiões a herança que recebeu. João Paulo II "deixa uma Igreja mais valente, mais livre, mais jovem. Uma Igreja que, segundo o seu ensinamento e exemplo, olha com serenidade para o passado e não tem medo do futuro", disse aos cardeais. Na missa do início do pontificado acrescentou: "Sim, a Igreja está viva; esta é a maravilhosa experiência destes dias. Precisamente, durante os tristes dias da doença e da morte do Papa, algo se manifestou de um modo maravilhosamente evidente aos nossos olhos: que a Igreja está viva. E a Igreja é jovem. Ela tem em si o futuro do mundo e, portanto, indica-nos também, a cada um de nós, o caminho em direcção ao futuro".

Na linha do Vaticano II

Com o Jubileu do Ano 2000, "a Igreja entrou no novo milénio levando nas mãos o Evangelho, aplicado ao mundo através da releitura autorizada do Concílio Vaticano II". Se João Paulo II chamou ao Concílio a "bússola" de orientação no terceiro milénio, "também eu quero afirmar, com força decisiva, a vontade de manter os mesmos esforços, na sequência do Concílio Vaticano II, seguindo os passos dos meus predecessores e a fiel continuidade da tradição bimilenária da Igreja".

Para Bento XVI é significativa a coincidência de a sua eleição ter ocorrido em pleno ano dedicado à Eucaristia, "centro permanente e fonte do serviço petrino que me foi confiado". "Peço a todos que intensifiquem nos próximos meses o amor e a devoção a Jesus na Eucaristia e expressem valente e claramente a fé na presença real do Senhor, de modo especial através da solenidade e da correcção das celebrações".

Diálogo inter-religioso
A par com o tema da unidade entre os cristãos, o Papa também se referiu às relações com os crentes de outras religiões e com "aqueles que simplesmente procuram uma resposta às questões fundamentais da existência e ainda não a encontraram". Muito concretos foram já os seus gestos para com o povo judeu, "ao qual estamos estreitamente unidos por um grande património espiritual comum, que enraiza nas promessas irrevogáveis de Deus".

A todos "me dirijo com simplicidade e carinho, garantindo que a Igreja quer continuar a tecer com eles um diálogo aberto e sincero, na busca do verdadeiro bem do homem e da sociedade". O Papa não poupará esforços e sacrifício para prosseguir o diálogo com "as diversas civilizações, para que da compreensão recíproca nasçam as condições para um futuro melhor para todos".

Aos jovens, sem medo
"Penso particularmente nos jovens. Para eles, interlocutores privilegiados de João Paulo II, vai o meu abraço afectuoso esperando, com a mediação de Deus, de que nos encontraremos em Colónia, na próxima Jornada Mundial da Juventude. Convosco, queridos jovens, futuro e esperança da Igreja e da humanidade, continuarei a dialogar, escutando as vossas esperanças, com a intenção de vos ajudar a encontrarem sempre, de forma mais profunda, a Cristo, o eternamente jovem".

Estas palavras, pronunciadas face ao colégio cardinalício, foram completadas na missa de domingo. Recordou que a exclamação "Não tenhais medo!" de João Paulo II se dirigia a eles, jovens, em especial: "Não teremos todos, de certa maneira, medo de que, se deixarmos entrar Cristo totalmente em nós, se nos abrirmos totalmente a ele, ele possa interferir nas nossas vidas? Teremos medo de abrir mão de algo grande, único, que torna a vida mais bela? Não corremos o risco de nos metermos em apuros e sermos privados da nossa liberdade?

" E no entanto o Papa queria dizer: Não! Quem deixa entrar Cristo na sua vida, não perde nada, nada, - absolutamente nada - do que faz a vida livre, bela e grande. Não! Só com esta amizade são abertas as portas da vida. Só com esta amizade se abrem realmente as grandes potencialidades da condição humana. Só com esta amizade experimentamos o que é belo e o que nos torna livres. Assim, hoje, eu gostava, com grande força e grande convicção, a partir da experiência de uma longa vida pessoal, dizer-vos, queridos jovens: Não tenhais medo de Cristo! Ele não tira nada e dá tudo. Quem se dá a ele, recebe cem vezes mais. Sim, abri, abri de par em par as portas a Cristo, e encontrareis a verdadeira vida".

Diego Contreras

(Fonte: Aceprensa online)