Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
“A maior doação de Deus aos homens”
Quando o receberes, diz-lhe: – Senhor, espero em Ti; adoro-te, amo-te, aumenta-me a fé. Sê o apoio da minha debilidade, Tu, que ficaste na Eucaristia, inerme, para remediar a fraqueza das criaturas. (Forja, 832)
Creio que não vou dizer nada de novo, se afirmar que alguns cristãos têm uma visão muito pobre da Santa Missa e que ela é para muitos um mero rito exterior, quando não um convencionalismo social. Isto acontece, porque os nossos corações, de si tão mesquinhos, são capazes de viver com rotina a maior doação de Deus aos homens. Na Santa Missa, nesta Missa que agora celebramos, intervém de um modo especial, repito, a Trindade Santíssima. Para corresponder a tanto amor, é preciso que haja da nossa parte uma entrega total do corpo e da alma, pois vamos ouvir Deus, falar com Ele, vê-Lo, saboreá-Lo. E se as palavras não forem suficientes, poderemos cantar, incitando a nossa língua – Pange, lingua! – a que proclame, na presença de toda a Humanidade, as grandezas do Senhor.
Viver a Santa Missa é manter-se em oração contínua, convencermo-nos de que, para cada um de nós, este é um encontro pessoal com Deus, em que O adoramos, O louvamos, Lhe pedimos, Lhe damos graças, reparamos os nossos pecados, nos purificamos e nos sentimos uma só coisa em Cristo com todos os cristãos. (Cristo que passa, 87–88)
São Josemaría Escrivá
Creio que não vou dizer nada de novo, se afirmar que alguns cristãos têm uma visão muito pobre da Santa Missa e que ela é para muitos um mero rito exterior, quando não um convencionalismo social. Isto acontece, porque os nossos corações, de si tão mesquinhos, são capazes de viver com rotina a maior doação de Deus aos homens. Na Santa Missa, nesta Missa que agora celebramos, intervém de um modo especial, repito, a Trindade Santíssima. Para corresponder a tanto amor, é preciso que haja da nossa parte uma entrega total do corpo e da alma, pois vamos ouvir Deus, falar com Ele, vê-Lo, saboreá-Lo. E se as palavras não forem suficientes, poderemos cantar, incitando a nossa língua – Pange, lingua! – a que proclame, na presença de toda a Humanidade, as grandezas do Senhor.
Viver a Santa Missa é manter-se em oração contínua, convencermo-nos de que, para cada um de nós, este é um encontro pessoal com Deus, em que O adoramos, O louvamos, Lhe pedimos, Lhe damos graças, reparamos os nossos pecados, nos purificamos e nos sentimos uma só coisa em Cristo com todos os cristãos. (Cristo que passa, 87–88)
São Josemaría Escrivá
Papa inicia catequeses sobre os Salmos, «livro de oração por excelência»
Nesta quarta feira Bento XVI deixou a residência pontifícia de Castelgandolfo para a audiência geral que teve lugar ao ar livre na Praça de S. Pedro, no Vaticano. No final da audiência, o Papa regressou de helicóptero a Castelgandolfo.
Bento XVI inaugurou uma série de catequeses dedicadas aos Salmos, livro bíblico “de oração por excelência”, começando pelo terceiro poema, impregnado de “profunda confiança” em Deus.
O Papa retomou o tema das audiências gerais das quartas-feiras, dedicadas à oração, durante a audiência geral desta manhã, que voltou a realizar-se na Praça de São Pedro.
O salmo três, de “lamento e súplica”, manifesta a “certeza reconfortante da fé” no meio do “sofrimento, do perigo, da incompreensão e da ofensa”, salientou Bento XVI, acrescentando que “mesmo quando parece” que Deus não interveio, então é que se manifesta (…) a realização definitiva da salvação”.
O “entrelaçar do grito humano e resposta divina” que se expressa nos nove versículos do salmo atribuído a David, o mais importante rei de Israel, manifesta “a dialética da oração” e constitui a “chave de leitura de toda a história da salvação”, assinalou o Papa, referindo-se à relação entre Deus e o ser humano.
“Bate na face dos meus inimigos e quebra os dentes dos ímpios”, pede o autor do salmo a Deus: “Atingidos na boca, não poderão mais agredir com a sua violência destrutiva e não poderão mais insinuar o mal da dúvida na presença e na ação” divina, explicou Bento XVI.
O “falar insensato e blasfemo” dos inimigos, símbolos “de tudo o que se opõe a Deus”, é “reduzido ao silêncio”, afirmou o Papa, sublinhando que nas “noites dolorosas da dúvida e nos longos dias de dor” é preciso “saber reconhecer a presença” divina.
“Da infinidade de coisas – tantas vezes duras – da vida, aprendei a elevar o coração até ao Pai do Céu, repousando no seio da sua infinita bondade, e vereis que as dores e aflições da vida vos farão menos mal”, disse o Papa na saudação em língua portuguesa.
A concluir a audiência geral das quartas-feiras, Bento XVI exortou os jovens a “saberem encontrar a cada dia o tempo” para o “diálogo com Deus”, e convidou os novos esposos a “aprenderem a rezar em conjunto, na intimidade doméstica”, para que o seu amor “seja sempre mais verdadeiro, fecundo e duradouro”.
Esta a síntese da catequese e a saudação de Bento XVI em língua portuguesa:
Queridos irmãos e irmãs,
Na «escola da oração» que temos vivido, juntos, nestas catequeses de quarta-feira, desejo hoje dar início à meditação sobre alguns dos cento e cinquenta Salmos bíblicos, que formam o livro de oração por excelência. Começamos pelo Salmo três, uma súplica cheia de confiança e consolação. No perigo, no sofrimento, na amargura, as palavras deste Salmo abrem o coração à certeza reconfortante da fé. Quem pensava que já estava perdido, pode levantar a cabeça, porque o Senhor o salva. A resposta divina, que acolhe a oração, dá ao Salmista uma segurança total. O medo da morte é vencido pela presença d’Aquele que não morre. Deus está sempre perto, mesmo nos períodos negros da vida. Mas é preciso saber reconhecer a sua presença e aceitar os seus caminhos como fez Jesus no Gólgota. E mesmo quando parece, aos olhos dos ímpios, que Deus não interveio porque deixou o Filho morrer na Cruz, então é que se manifesta, para todos os crentes, a verdadeira glória e a realização definitiva da salvação.
* * *
Amados peregrinos de língua portuguesa, a minha saudação amiga para todos, em particular para os fiéis de várias paróquias das cidades de Santo Amaro, São João del Rei e São Paulo, desejando que este Salmo três vos sirva de portal na vossa peregrinação a Roma: da infinidade de coisas – tantas vezes duras – da vida, aprendei a elevar o coração até ao Pai do Céu, repousando no seio da sua infinita bondade, e vereis que as dores e aflições da vida vos farão menos mal. Sobre todos, e extensiva aos familiares e comunidades eclesiais, desça a minha Bênção Apostólica.
Rádio Vaticano
Bento XVI inaugurou uma série de catequeses dedicadas aos Salmos, livro bíblico “de oração por excelência”, começando pelo terceiro poema, impregnado de “profunda confiança” em Deus.
O Papa retomou o tema das audiências gerais das quartas-feiras, dedicadas à oração, durante a audiência geral desta manhã, que voltou a realizar-se na Praça de São Pedro.
O salmo três, de “lamento e súplica”, manifesta a “certeza reconfortante da fé” no meio do “sofrimento, do perigo, da incompreensão e da ofensa”, salientou Bento XVI, acrescentando que “mesmo quando parece” que Deus não interveio, então é que se manifesta (…) a realização definitiva da salvação”.
O “entrelaçar do grito humano e resposta divina” que se expressa nos nove versículos do salmo atribuído a David, o mais importante rei de Israel, manifesta “a dialética da oração” e constitui a “chave de leitura de toda a história da salvação”, assinalou o Papa, referindo-se à relação entre Deus e o ser humano.
“Bate na face dos meus inimigos e quebra os dentes dos ímpios”, pede o autor do salmo a Deus: “Atingidos na boca, não poderão mais agredir com a sua violência destrutiva e não poderão mais insinuar o mal da dúvida na presença e na ação” divina, explicou Bento XVI.
O “falar insensato e blasfemo” dos inimigos, símbolos “de tudo o que se opõe a Deus”, é “reduzido ao silêncio”, afirmou o Papa, sublinhando que nas “noites dolorosas da dúvida e nos longos dias de dor” é preciso “saber reconhecer a presença” divina.
“Da infinidade de coisas – tantas vezes duras – da vida, aprendei a elevar o coração até ao Pai do Céu, repousando no seio da sua infinita bondade, e vereis que as dores e aflições da vida vos farão menos mal”, disse o Papa na saudação em língua portuguesa.
A concluir a audiência geral das quartas-feiras, Bento XVI exortou os jovens a “saberem encontrar a cada dia o tempo” para o “diálogo com Deus”, e convidou os novos esposos a “aprenderem a rezar em conjunto, na intimidade doméstica”, para que o seu amor “seja sempre mais verdadeiro, fecundo e duradouro”.
Esta a síntese da catequese e a saudação de Bento XVI em língua portuguesa:
Queridos irmãos e irmãs,
Na «escola da oração» que temos vivido, juntos, nestas catequeses de quarta-feira, desejo hoje dar início à meditação sobre alguns dos cento e cinquenta Salmos bíblicos, que formam o livro de oração por excelência. Começamos pelo Salmo três, uma súplica cheia de confiança e consolação. No perigo, no sofrimento, na amargura, as palavras deste Salmo abrem o coração à certeza reconfortante da fé. Quem pensava que já estava perdido, pode levantar a cabeça, porque o Senhor o salva. A resposta divina, que acolhe a oração, dá ao Salmista uma segurança total. O medo da morte é vencido pela presença d’Aquele que não morre. Deus está sempre perto, mesmo nos períodos negros da vida. Mas é preciso saber reconhecer a sua presença e aceitar os seus caminhos como fez Jesus no Gólgota. E mesmo quando parece, aos olhos dos ímpios, que Deus não interveio porque deixou o Filho morrer na Cruz, então é que se manifesta, para todos os crentes, a verdadeira glória e a realização definitiva da salvação.
* * *
Amados peregrinos de língua portuguesa, a minha saudação amiga para todos, em particular para os fiéis de várias paróquias das cidades de Santo Amaro, São João del Rei e São Paulo, desejando que este Salmo três vos sirva de portal na vossa peregrinação a Roma: da infinidade de coisas – tantas vezes duras – da vida, aprendei a elevar o coração até ao Pai do Céu, repousando no seio da sua infinita bondade, e vereis que as dores e aflições da vida vos farão menos mal. Sobre todos, e extensiva aos familiares e comunidades eclesiais, desça a minha Bênção Apostólica.
Rádio Vaticano
Viver a Santa Missa
Viver a Santa Missa é manter-se em oração contínua, convencermo-nos de que, para cada um de nós, este é um encontro pessoal com Deus, em que O adoramos, O louvamos, Lhe pedimos, Lhe damos graças, reparamos os nossos pecados, nos purificamos e nos sentimos uma só coisa em Cristo com todos os cristãos.
(São Josemaría Escrivá - Cristo que passa, 88)
(São Josemaría Escrivá - Cristo que passa, 88)
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