Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Boa noite!

Falta-te vida interior, porque não levas à oração as preocupações dos teus e o proselitismo; porque não te esforças por ver claro, por fazer propósitos concretos e por cumpri-los; porque não tens visão sobrenatural no estudo, no trabalho, nas tuas conversas, na tua relação com os outros... – Que tal andas de presença de Deus, consequência e manifestação da tua oração?

(São Josemaría Escrivá - Sulco, 447)

Tenho muita pena sempre que sei que um católico – um filho de Deus que, pelo Baptismo, é chamado a ser outro Cristo – tranquiliza a consciência com uma simples piedade formalista, com uma religiosidade que o leva a rezar de vez em quando (só se acha que lhe convém!); a assistir à Santa Missa nos dias de preceito – e nem sequer em todos –, ao passo que se preocupa pontualmente por acalmar o estômago, com refeições a horas fixas; a ceder na fé, a trocá-la por um prato de lentilhas, desde que não renuncie à sua posição... E depois, com descaramento ou com espalhafato, utiliza a etiqueta de cristão para subir. Não! Não nos conformemos com as etiquetas: quero que sejam cristãos de corpo inteiro, íntegros; e, para o conseguirem, têm que procurar decididamente o alimento espiritual adequado.

Vocês sabem por experiência pessoal – e têm-me ouvido repetir com frequência, para evitar desânimos – que a vida interior consiste em começar e recomeçar todos os dias; e notam no vosso coração, como eu noto no meu, que precisamos de lutar continuamente. Terão observado no vosso exame – a mim acontece-me o mesmo: desculpem que faça referências a mim próprio, mas enquanto falo convosco vou pensando com Nosso Senhor nas necessidades da minha alma – que sofrem repetidamente pequenos reveses, que às vezes parecem descomunais, porque revelam uma evidente falta de amor, de entrega, de espírito de sacrifício, de delicadeza. Fomentem as ânsias de reparação, com uma contrição sincera, mas não percam a paz.

(...) Agora insisto em que se deixem ajudar e guiar por um director de almas, a quem confiem todos os entusiasmos santos, os problemas diários que afectarem a vida interior, as derrotas que sofrerem e as vitórias.

(São Josemaría Escrivá - Amigos de Deus, 13–15)

Papa convoca Cardeais para debaterem diversas questões ligadas à Igreja

Os abusos sexuais, liberdade religiosa, liturgia, anglicanos e relação com outras religiões são alguns dos pontos da agenda

Bento XVI convidou os cardeais de todo o mundo para um encontro de “reflexão e oração” no Vaticano, a 19 de Novembro, em que se vai discutir a resposta dada aos casos de abusos sexuais cometidos por membros do clero.

Segundo comunicado de imprensa da Santa Sé, os Cardeais foram convocados no último dia 30 de Outubro, através de uma carta enviada pelo Decano do Colégio Cardinalício, cardeal Angelo Sodano.

O prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, cardeal William Joseph Levada, vai apresentar uma comunicação intitulada “Resposta da Igreja aos casos de abusos sexuais”.

O mesmo responsável vai falar sobre a constituição apostólica “Anglicanorum coetibus", de Bento XVI, que abre portas ao regresso de grupos anglicanos descontentes à Igreja Católica.

O futuro cardeal Angelo Amato, prefeito da Congregação para as Causas dos Santos e colaborador próximo do Papa, vai falar sobre os 10 anos da declaração “Dominus Iesus” (assinada pelo então cardeal Joseph Ratzinger), texto que trata da “unicidade e a universalidade salvífica de Jesus Cristo e da Igreja”.

O dia inicia-se com a abordagem de dois temas de discussão: a situação da liberdade religiosa no mundo e novos desafios, com introdução do Secretário de Estado do Vaticano, cardeal Tarcisio Bertone; e a liturgia na vida da Igreja, hoje, com introdução do prefeito da Congregação para o culto divino e a disciplina dos sacramentos, cardeal Antonio Cañizares Llovera.

O encontro acontece em vésperas do terceiro consistório do actual pontificado (o último aconteceu em Novembro de 2007), que vai ter lugar a 20 de Novembro, para a criação de 24 novos Cardeais, 20 dos quais com direito a voto em eventual conclave para eleição de um Papa.

Depois desse dia, a Igreja Católica terá um total de 203 cardeais, 121 dos quais eleitores.

Qualquer cardeal é, acima de tudo, um conselheiro específico que pode ser consultado em determinados assuntos quando o Papa o desejar, pessoal ou colegialmente.

(Fonte: site Agência Ecclesia com edição de JPR)

Beethoven - Für Elise

Conferência Episcopal pede «verdade» na vida política

Assembleia de Fátima lembra crise e deixa apelos em favor da liberdade de ensino

O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), D. Jorge Ortiga, manifestou esta Segunda-feira a sua “perplexidade” pela “falta de verdade nos centros de decisão da gestão pública”.

“A verdade é um imperativo colocado a todos, é um acto de honestidade, sobretudo ao nível dos centros de decisão dos diversos cargos políticos, económicos, sociais e culturais”, afirmou o prelado.

Na abertura da assembleia plenária da CEP, que decorre em Fátima de 8 a 11 de Novembro, o arcebispo de Braga lembrou os actuais “tempos de crise” e as “duras medidas de austeridade”.

“Apelamos às instâncias governativas para que as classes mais desfavorecidas sejam menos penalizadas e mais ajudadas”, declarou.

D. Jorge Ortiga deixou claro que não é possível “exigir sacrifícios às pessoas” sem “o testemunho nem os exemplos das lideranças”.

Nesse contexto, apontou o dedo à “ausência de vontade em solucionar os desafios actuais” e à “ânsia obsessiva do lucro que conduz à desumanização da vida”.

Para este responsável, a situação é fruto de “querelas pessoais e de jogos político-partidários pouco transparentes, que aprisionam os líderes aos interesses instalados nas estruturas público-privadas”.

“As novas gerações não têm expectativas em relação ao futuro, quer pela falta de trabalho, quer por falta de horizontes para a vida”, lamentou.

O presidente da CEP saiu ainda em defesa do “fundamental direito da liberdade de ensino”, considerando “ser imperioso respeitar o direito que têm os pais de escolher para seus filhos a Escola que julgarem melhor”.

“Todas as possíveis tentativas de estatização, que pretendam conquistar o terreno do ensino particular e cooperativo, nomeadamente à Igreja, violam este princípio fundamental de uma sociedade livre e democrática”, atirou.

A intervenção acontece depois de o Conselho de Ministros do último dia 4 de Novembro ter alterado o Decreto-Lei que regula os apoios do Estado ao ensino particular e cooperativo, abrindo a possibilidade de renegociação dos contratos entre o Ministério da Educação e as escolas particulares.

O decreto foi apresentado em conferência de imprensa pelo secretário de Estado da Educação, João Mata, o qual adiantou que o modelo de financiamento “será por turma, que tem naturalmente em consideração o número de alunos”.

Para D. Jorge Ortiga, “estando nós em tempo de restrições económicas, seria um desperdício e esbanjamento imperdoáveis desproteger as Escolas particulares que poupam ao Estado verbas avultadíssimas”.

“Confiamos firmemente que as conversações em curso com o Ministério da Educação cheguem a bom porto, para bem dos alunos, de seus pais e do País”, acrescentou.

Num longo discurso, o arcebispo de Braga criticou o surgimento de “novas formas de liberalização e de imposição forçada de uma cultura da morte sem precedentes e minimalista”, numa referência indirecta ao aborto e eutanásia.

O prelado frisou que “cada vez mais, os centros sociais e lares se enchem de pessoas que já não têm lugar à mesa das suas famílias, tanto por razões de ordem laboral e económica, como pela banalização dos laços familiares”.

Para o presidente da CEP, “o Estado e o poder político não são os únicos responsáveis no governo da nação”, pelo que são necessários “esforços de concertação e de mobilização na procura de um modelo social que perdure e dê esperança à geração presente e futura”.

“O sentido de responsabilidade pública e de participação na vida democrática exigirá líderes com propostas novas e sérias que visem promover a equidade e a coesão da sociedade portuguesa”, prosseguiu.

Os trabalhos da CEP vão passar em análise, nos próximos dias, diversas iniciativas de acção sócio-caritativa e o processo “Repensar juntos a Pastoral da Igreja em Portugal”.

(Fonte: site Agência Ecclesia)

Bom dia! 40



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