Dir-me-ás talvez: e porque havia eu de me esforçar? Não sou eu quem te responde, mas S. Paulo: o amor de Cristo urge-nos. Todo o espaço de uma existência é pouco para alargar as fronteiras da tua caridade. Desde os primeiríssimos começos do Opus Dei, manifestei o meu grande empenho em repetir sem cessar, para as almas generosas que se decidam a traduzi-lo em obras, aquele grito de Cristo: nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros. Conhecer-nos-ão precisamente por isso, porque a caridade é o ponto de arranque de qualquer actividade de um cristão. (…)
Queria fazer-vos notar que, após vinte séculos, ainda aparece com toda a pujança de novidade o Mandato do Mestre, que é uma espécie de carta de apresentação do verdadeiro filho de Deus. Ao longo da minha vida sacerdotal, tenho pregado com muitíssima frequência que, desgraçadamente para muitos, continua a ser novo, porque nunca ou quase nunca se esforçaram por praticá-lo. É triste, mas é assim. E não há dúvida nenhuma de que a afirmação do Messias ressalta de modo terminante: nisto vos conhecerão, que vos amais uns aos outros! Por isso, sinto a necessidade de recordar constantemente essas palavras do Senhor. S. Paulo acrescenta: levai os fardos uns dos outros e, desta maneira, cumprireis a lei de Cristo. Momentos perdidos, talvez com a falsa desculpa de que te sobra tempo... Se há tantos irmãos, amigos teus, sobrecarregados de trabalho! Com delicadeza, com cortesia, com um sorriso nos lábios, ajuda-os, de tal maneira que se torne quase impossível que o notem; e que nem se possam mostrar agradecidos, porque a discreta finura da tua caridade fez com que ela passasse inadvertida.
(São Josemaría Escrivá - Amigos de Deus, 43–44)
Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
D. Manuel Clemente defende Estado «de todos para todos»
Causas da crise devem ser procuradas em razões mais profundas, diz Bispo do Porto
D. Manuel Clemente, Bispo do Porto, defendeu a necessidade de se promover um “melhor Estado”, cada vez mais “de todos para todos, na promoção e motivação de cada um”.
O prelado falava num encontro promovido pelo Fórum para a Liberdade de Educação, intitulado “Humanidades, Ciência e Religião: Educar porquê e para quê?”, em Coimbra, a 29 de Setembro.
Segundo o Bispo do Porto, “não deve estar em causa o lugar e o papel do Estado como primeiro responsável do bem comum de cada povo”, mas “parece necessário retomá-lo de modo mais aberto, na relação internacional e intercultural”.
“Reconheceu-se geralmente que, na «crise» sobrevinda, os Estados, mesmo os mais fortes, revelaram grandes limitações na capacidade de prever e tutelar a actividade financeira e não só”, recordou.
D. Manuel Clemente espera, por isso, um “acolhimento e estímulo da colaboração dos corpos intermédios (famílias e instituições não públicas), dentro dos princípios que as declarações universais têm afirmado quanto aos direitos humanos a promover”.
A “crise”, admite o prelado, “sentiu-se mais no campo financeiro, mas rapidamente alastrou à economia e à sociedade em geral, repercutindo-se na vida das famílias, tão atingidas por inesperadas restrições do crédito ou perdas de emprego”.
Neste contexto, o Bispo do Porto defende a importância de procurar “razões mais profundas, como são sempre as que se referem às pessoas e aos valores que as sustentam ou não: pessoas particulares, certamente, mas também públicas e administrativas, que pouco farão fora dos sentimentos gerais”.
D. Manuel Clemente lamenta que Estados e instituições hesitem “quanto ao lugar da religião – ou das religiões – no âmbito não individual, familiar ou confessional”.
“O verdadeiro desenvolvimento, como cabal e progressiva realização das inestimáveis capacidades humanas, só pode acontecer a partir da oferta de pessoas e grupos, no que tenham de mais mobilizador e sugestivo”, defende.
A intervenção do Bispo do Porto assinalou ainda que “cada aluno – como cada professor que continua sendo aluno – parte do que recebeu duma herança cultural e colectiva, que antes de mais deve conhecer no essencial dos diversos campos em que se manifesta”.
“A partir daqui, progredirá por si e com os outros, e tanto mais quanto crescer em humanidade e serviço”, observa.
(Fonte: site Agência Ecclesia)
D. Manuel Clemente, Bispo do Porto, defendeu a necessidade de se promover um “melhor Estado”, cada vez mais “de todos para todos, na promoção e motivação de cada um”.
O prelado falava num encontro promovido pelo Fórum para a Liberdade de Educação, intitulado “Humanidades, Ciência e Religião: Educar porquê e para quê?”, em Coimbra, a 29 de Setembro.
Segundo o Bispo do Porto, “não deve estar em causa o lugar e o papel do Estado como primeiro responsável do bem comum de cada povo”, mas “parece necessário retomá-lo de modo mais aberto, na relação internacional e intercultural”.
“Reconheceu-se geralmente que, na «crise» sobrevinda, os Estados, mesmo os mais fortes, revelaram grandes limitações na capacidade de prever e tutelar a actividade financeira e não só”, recordou.
D. Manuel Clemente espera, por isso, um “acolhimento e estímulo da colaboração dos corpos intermédios (famílias e instituições não públicas), dentro dos princípios que as declarações universais têm afirmado quanto aos direitos humanos a promover”.
A “crise”, admite o prelado, “sentiu-se mais no campo financeiro, mas rapidamente alastrou à economia e à sociedade em geral, repercutindo-se na vida das famílias, tão atingidas por inesperadas restrições do crédito ou perdas de emprego”.
Neste contexto, o Bispo do Porto defende a importância de procurar “razões mais profundas, como são sempre as que se referem às pessoas e aos valores que as sustentam ou não: pessoas particulares, certamente, mas também públicas e administrativas, que pouco farão fora dos sentimentos gerais”.
D. Manuel Clemente lamenta que Estados e instituições hesitem “quanto ao lugar da religião – ou das religiões – no âmbito não individual, familiar ou confessional”.
“O verdadeiro desenvolvimento, como cabal e progressiva realização das inestimáveis capacidades humanas, só pode acontecer a partir da oferta de pessoas e grupos, no que tenham de mais mobilizador e sugestivo”, defende.
A intervenção do Bispo do Porto assinalou ainda que “cada aluno – como cada professor que continua sendo aluno – parte do que recebeu duma herança cultural e colectiva, que antes de mais deve conhecer no essencial dos diversos campos em que se manifesta”.
“A partir daqui, progredirá por si e com os outros, e tanto mais quanto crescer em humanidade e serviço”, observa.
(Fonte: site Agência Ecclesia)
A limpeza e a santidade - G. K. Chesterton (original escrito em 1909)
De todos os sinais de modernidade que se parecem traduzir em algum tipo de decadência, nenhum é mais ameaçador e perigoso do que a exaltação de normas de conduta pequenas e secundárias, à custa das grandes e primárias, à custa dos laços eternos e da trágica moralidade humana.
Desse modo, costuma considerar-se mais injurioso acusar um homem de mau gosto do que de má ética. Hoje em dia, já não se associa a limpeza à santidade, visto que a limpeza se converteu em algo essencial, ao passo que a santidade se converteu em algo ofensivo.
(...) O grande perigo para a nossa sociedade está em que todo o seu mecanismo se possa tornar cada vez mais fixo, à medida que o espírito se torna mais inconstante.
Os pequenos actos de um homem deveriam ser livres, flexíveis, criativos; o que deveria permanecer inalterado são os seus princípios, os seus ideais.
Mas connosco o contrário é que é a verdade: os nossos pontos de vista alteram-se constantemente,mas o nosso almoço permanece inalterado.
"Tremendas trivialidades" p. 61
ALETHEIA Editores, 2010
Agradecimento 'É o Carteiro'
Desse modo, costuma considerar-se mais injurioso acusar um homem de mau gosto do que de má ética. Hoje em dia, já não se associa a limpeza à santidade, visto que a limpeza se converteu em algo essencial, ao passo que a santidade se converteu em algo ofensivo.
(...) O grande perigo para a nossa sociedade está em que todo o seu mecanismo se possa tornar cada vez mais fixo, à medida que o espírito se torna mais inconstante.
Os pequenos actos de um homem deveriam ser livres, flexíveis, criativos; o que deveria permanecer inalterado são os seus princípios, os seus ideais.
Mas connosco o contrário é que é a verdade: os nossos pontos de vista alteram-se constantemente,mas o nosso almoço permanece inalterado.
"Tremendas trivialidades" p. 61
ALETHEIA Editores, 2010
Agradecimento 'É o Carteiro'
Bento XVI lamenta intolerância e discriminação contra os cristãos, numa mensagem ao CCEE, apelando à defesa da vida e da família
Bento XVI enviou uma mensagem ao Conselho das Conferências Episcopais da Europa (CCEE) na qual lamenta a “intolerância e discriminação” contra os cristãos.
No telegrama dirigido ao cardeal Péter Erdö, presidente do CCEE, o Papa fala num “compromisso necessário para libertar os fiéis” dessas realidades e promover a “família e a defesa da vida humana”.
As questões familiares e demográficas estão no centro da assembleia plenária daquele organismo, em Zagreb, que decorre de 30 de Setembro a 3 de Outubro.
A mensagem papal, enviada através do Cardeal Angelo Sodano, Secretário de Estado do Vaticano, envia uma “saudação fraterna” aos participantes, desejando que o encontro “contribua para fortalecer vínculos de unidade e comunhão”.
Bento XVI apela a um “corajoso impulso de nova evangelização do Continente”.
Para além dos membros do CCEE, a assembleia plenária vai contar com a presença de alguns peritos nos campos da família e da demografia, como Lola Velarde, presidente da Rede Europeia do Instituto de Política Familiar, e D. Carlos Símon Vázquez, subsecretário do Conselho Pontifício para a Família.
O CCEE vai ainda aproveitar para debater matérias como o diálogo entre a Igreja e a União Europeia; o trabalho que tem vindo a ser efectuado pelo Observatório sobre Intolerância e Discriminação contra os cristãos; e as próximas Jornadas Mundiais da Juventude, que vão decorrer em Madrid, entre 16 e 21 de Agosto de 2011
(Fonte: site Rádio Vaticano)
No telegrama dirigido ao cardeal Péter Erdö, presidente do CCEE, o Papa fala num “compromisso necessário para libertar os fiéis” dessas realidades e promover a “família e a defesa da vida humana”.
As questões familiares e demográficas estão no centro da assembleia plenária daquele organismo, em Zagreb, que decorre de 30 de Setembro a 3 de Outubro.
A mensagem papal, enviada através do Cardeal Angelo Sodano, Secretário de Estado do Vaticano, envia uma “saudação fraterna” aos participantes, desejando que o encontro “contribua para fortalecer vínculos de unidade e comunhão”.
Bento XVI apela a um “corajoso impulso de nova evangelização do Continente”.
Para além dos membros do CCEE, a assembleia plenária vai contar com a presença de alguns peritos nos campos da família e da demografia, como Lola Velarde, presidente da Rede Europeia do Instituto de Política Familiar, e D. Carlos Símon Vázquez, subsecretário do Conselho Pontifício para a Família.
O CCEE vai ainda aproveitar para debater matérias como o diálogo entre a Igreja e a União Europeia; o trabalho que tem vindo a ser efectuado pelo Observatório sobre Intolerância e Discriminação contra os cristãos; e as próximas Jornadas Mundiais da Juventude, que vão decorrer em Madrid, entre 16 e 21 de Agosto de 2011
(Fonte: site Rádio Vaticano)
S. Josemaría nesta data em 1931
Escreve: “Tenho uma verdadeira monomania de pedir orações: a religiosas e sacerdotes, a leigos piedosos, aos meus doentes, a todos peço a esmola de uma oração, pelas minhas intenções, que são, naturalmente, a Obra de Deus e vocações para ela”.
(Fonte: site de S. Josemaría Escrivá http://www.pt.josemariaescriva.info/)
(Fonte: site de S. Josemaría Escrivá http://www.pt.josemariaescriva.info/)
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