Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

segunda-feira, 31 de maio de 2010

MODERNIDADE DOS CASAMENTOS GAY

É perfeitamente compreensível que quem adquiriu um comportamento desregulado ou vicioso tenha propensão para o justificar e até se auto-convença da normalidade do seu procedimento. O que espanta é a superficialidade com que tais procedimentos são olhados por outros como correctos e dignos de apoio legal, em nome da modernidade e do progresso – como se a modernidade implicasse necessariamente avanço civilizacional. A modernidade tanto “cria” progressos como retrocessos: o nazismo e o comunismo já foram muito modernos; e os modernos piersings e o nudismo já foram sinal de selvageria… O aborto oficializado, por exemplo, é um evidente retrocesso em direcção aos recuados tempos do direito de vida e morte sobre os filhos. Lamentamos hodiernamente a crise económica mundial, os danos causados no ambiente pela acção do homem, que muitos temem irremediáveis, o aumento da criminalidade organizada, a difusão do consumo de estupefacientes… E o que são tais crises senão retrocessos? Não só as civilizações avançam, regridem e morrem – sempre, é claro, nos tempos que foram as suas “modernidades” – como, também decorrem progredindo e regredindo simultaneamente, conforme os aspectos considerados. A par dos retrocessos, progredimos, por exemplo, no campo da electrónica ou da medicina…

Moderno e desejável não são pois sinónimos. Uma coisa não tem mesmo absolutamente nada a ver com a outra. Há, como sempre houve, inúmeros disparates modernos.

Esta entronização acrítica da modernidade – identificada com tudo o que se faz “lá fora”, sobretudo o mais aberrante – não passa da pacovice larvar da nossa índole colectiva, que importaria exorcizar.

Indiscutível é, de qualquer modo, que um disparate, antigo ou moderno, nunca pode constituir progresso.

Ora, é simples de ver que casamento entre pessoas do mesmo sexo – independentemente de questões de moralidade ou da natureza da homossexualidade – é um rematado disparate.

De facto, casamento existe e só existe – e, pois, também o respectivo enquadramento jurídico – porque a proliferação da espécie humana se faz pela junção de macho e fêmea.

Se o ser humano se reproduzisse por cissiparidade, como as bactérias, ou por auto-fecundação, como a ténia, alguém se lembraria de inventar um contrato de casamento?

Se os seres humanos tivessem todos a mesma conformação anatómica e, pois, para a conservação da espécie, fosse dispensável a união entre indivíduos de sexo distinto, a instituição “casamento” faria algum sentido? Teria sequer surgido?!

Em suma e repetindo: o contrato de casamento destina-se a enquadrar juridicamente situações inerentes à procriação. Só esse objectivo o originou e o justifica.

Do que evidentemente decorre que incluir nesse enquadramento situações estéreis por própria natureza é um contra-senso. Logicamente tão tolo como oferecer óculos a um cego ou música a um surdo.

Será que é também tolice, por inútil, tentar a cura da surdez e cegueira dos nossos governantes com radiações de lógica e bom-senso?

(Fonte: blogue ‘O Filosorfico’ AQUI)

O Angelus do dia 30 de Maio de 2010 (versão integral)

Apertar o cinto em tempo de crise

O primeiro-ministro grego reconheceu há dias que muitas das medidas impostas para reduzir o défice das contas públicas da Grécia são"injustas e desiguais", mas não havia tempo a perder para evitar a falência do país. Algo de semelhante poderá ser dito quanto às medidas de austeridade tomadas em Portugal, com o apoio pontual do maior partido da oposição, o PSD.

É o caso, nomeadamente, dos aumentos de impostos. O IVA é um imposto que arrecada muita receita fiscal; e uma alteração na sua taxa reflecte-se a curto prazo no dinheiro que entra nos cofres do Estado - ao contrário do IRS e do IRC, boa parte da receita dos quais só será cobrada em 2011.

Ora o IVA é um imposto pago, à mesma taxa, tanto pelo rico como pelo pobre. Nessa perspectiva é injusto. E a taxa mais baixa do IVA, 5 por cento, também foi agora aumentada de um ponto percentual, tal como as outras taxas. A taxa reduzida incide sobre bens de primeira necessidade (além de outros, como a coca-cola...), pelo que as pessoas e as famílias de mais baixos recursos sofrerão uma sobrecarga fiscal que teria sido de justiça evitar.

A austeridade agora decretada envolve sobretudo agravamento de impostos. O corte na despesa deveria ter maior peso. Mas tal apenas seria possível em escala significativa se, antes, tivesse havido uma redefinição das funções do Estado, coisa a que o actual Governo sempre se mostrou alérgico.

Há também reduções e limitações nos gastos sociais. Em tempo de forte desemprego cortar na despesa social não será o mais o mais adequado nem o mais justo. Mas, dado o carácter de urgência da redução do défice orçamental português, como única maneira de transmitir confiança aos mercados de que Portugal pagará as suas dívidas, não parece realista ter seguido por outros caminhos, eventualmente mais justos.

Claro que os atingidos pela austeridade não tiveram responsabilidade na crise. Ou melhor - nem todos tiveram. Porque é um facto que os portugueses, no seu conjunto, gastam mais de 10 por cento acima daquilo que produzem. Não é possível continuar assim, financiando a diferença com crédito concedido por estrangeiros. Este é o grande problema nacional, que o Governo subestimou ou não quis enfrentar.

Acontece que os credores estrangeiros, a certa altura, dão-se conta de que se arriscam a não receber o seu dinheiro, porque Portugal não tem sido capaz de equilibrar a suas contas. Equilibrar as contas do Estado e, porventura mais importante, as contas com o estrangeiro.

Aliás, mais de dois terços da dívida do Estado português é detida por estrangeiros. Só agora veio o Governo anunciar o lançamento de obrigações do Estado destinadas à subscrição por particulares nacionais, com juros menos baixos do que os dos certificados de aforro. É uma medida que vai no sentido certo, uma vez que a poupança das famílias baixou muito nos últimos anos (mais recentemente começou a recuperar, porque as pessoas agem racionalmente e perceberam que os próximos tempos serão difíceis).

Em boa parte, o facto de vivermos acima das nossas possibilidades não é apenas culpa de governantes irresponsáveis, que promoveram um optimismo económico desajustado da realidade, ou dos banqueiros que facilitaram o crédito a quem tinha e a quem não tinha meios para o pagar. Muito do excessivo endividamento das famílias tem a ver com compras feitas numa onda de consumismo, estimulada pela publicidade e pela ideia de que certos bens (o automóvel, por exemplo) são indispensáveis porque marcam o status social da pessoa.

Temos, agora, que baixar de nível de vida. Para uns, tal não representará um grande sacrifício visto que partem de um alto nível de rendimentos. Para a chamada classe média será uma situação complicada, sobretudo para aqueles que recentemente se sentiram promovidos a um novo e superior estrato social.

Mas o apertar do cinto poderá ser dramático para quem já esgotou os furos - para os mais pobres e os mais vulneráveis. É para esses que terá de ir, prioritariamente, a nossa solidariedade. A nossa solidariedade colectiva, através do Estado e de outras instituições, públicas e privadas. E a nossa solidariedade pessoal.

Francisco Sarsfield Cabral

Aceprensa

MONSTRA TE ESSE MATREM

Sim, mostra que és Mãe, minha Mãe.
Como, apesar de tudo quanto não sou e deveria ser, tu és minha Mãe e me queres, e me proteges, e desejas a minha felicidade aqui na terra e, depois, no Céu.
Monstra te esse matrem!
Ajuda-me também a mostrar-me como teu filho, a comportar-me, a conduzir a minha vida como teu filho, e, sobretudo:
Recordare Virgo Mater Dei, dum steteris in conspectu Domini et loquaris pro me bona.

Ámen.


(AMA em NUNC COEPI)

A GRAÇA DO PERDÃO

Num destes dias enviaram-me uma mensagem que contava a história que abaixo reproduzo.

Conta uma história que dois amigos caminhavam pelo deserto. Num determinado momento da viagem, começaram a discutir. Um dos amigos deu uma bofetada no outro. Magoado, mas sem dizer nada, escreveu na areia: “Hoje o meu melhor amigo deu-me uma bofetada!”

Continuaram a caminhar até que encontraram um oásis. Decidiram tomar banho. O amigo que tinha sido esbofeteado começou a afogar-se, mas o seu amigo salvou-o. Depois de recuperar-se, escreveu numa pedra: “Hoje o meu melhor amigo salvou-me a vida!”

O amigo que tinha dado a bofetada e salvo o seu melhor amigo, perguntou: “Quando te magoei escreveste na areia. Porquê?”
O outro amigo respondeu: “Quando alguém nos ofende devemos escrever na areia, onde os ventos do perdão possam apagá-lo. Mas quando alguém faz uma coisa boa, por nós ou para nós, devemos gravá-la na pedra, onde nenhum vento possa apagá-lo”.

Fiquei a pensar nesta história, em como ela retrata bem, (ao contrário), esta situação nas nossas vidas.

Com efeito, quando alguém nos magoa, nos ofende, “guardamos” essa ofensa, essa mágoa e deixamos muitas vezes que ela tome conta da nossa vida.

Mas quando alguém nos faz bem, agradecemos na hora, talvez ainda recordemos um pouco, mas muito rapidamente esquecemos, e às vezes até com o passar do tempo começamos a desvalorizar a ajuda que nos deram, deixando que pensamentos como, “não fez mais que a sua obrigação”, ou, “eu também lhe fazia o mesmo se pudesse”, tomem conta de nós e vão apagando da nossa memória o bem que nos fizeram.

O curioso é que, quando guardamos a ofensa, a mágoa, ela vai tomando conta da nossa vida e vai crescendo na dor e na amargura, de tal modo que, muitas vezes nos começa a levar para sentimentos de vingança, ou no mínimo de sentimentos onde desejamos que aquele, ou aquela que nos fez mal, sofra também o que nós sofremos, ou talvez até mais um pouco.

Assim, normalmente o que fazemos é “escrever o mal que nos fazem na pedra, e o bem que nos fazem na areia”.

Percebemos então que somos muito mais vulneráveis ao mal, e à tentação que ele nos traz, do que apegados ao bem, e ao amor que ele nos quer fazer viver.

Mas o que é interessante e que nós a maior parte das vezes não nos apercebemos, é que o mal, a falta de perdão, quando o permitimos, nos vai envenenando a vida, nos vai tornando amargos, rancorosos, não só com quem nos ofendeu, mas também com aqueles que nos rodeiam, e que por isso mesmo se vão afastando de nós.
Por outro lado o bem, se o guardamos, traz-nos alegria, paz, serenidade e vontade de viver, que se vai transmitindo àqueles que nos rodeiam e os torna também a eles mais felizes e desejosos de estarem connosco e partilharem connosco as suas alegrias e tristezas.

Sabemos tudo isto, sentimo-lo sem dúvida, e no entanto quando somos ofendidos a nossa primeira reacção não é normalmente o perdão.

E no entanto se fosse, seriamos bem mais felizes!!!

Monte Real, 31 de Maio de 2010

Joaquim Mexia Alves
http://queeaverdade.blogspot.com/2010/05/graca-do-perdao.html