Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

sábado, 22 de maio de 2010

A liberdade religiosa constitui uma das principais preocupações da Santa Sé (vídeos em espanhol e inglês)


“Participaremos na sua maternidade espiritual”

Recorre constantemente à Virgem Santíssima, Mãe de Deus e Mãe da humanidade: e Ela atrairá, com suavidade de Mãe, ao amor de Deus as almas com quem fazes apostolado, para que se decidam a ser – no seu trabalho corrente, na sua profissão – testemunhas de Jesus Cristo. (Forja, 911)

Se nos identificarmos com Maria, se imitarmos as suas virtudes, poderemos conseguir que Cristo nasça, pela graça, na alma de muitos que se identificarão com Ele pela acção do Espírito Santo. Se imitarmos Maria, participaremos de algum modo na sua maternidade espiritual: em silêncio, como Nossa Senhora, sem que se note, quase sem palavras, com o testemunho íntegro e coerente de uma conduta cristã, com a generosidade de repetir sem cessar um fiat que se renova como algo íntimo entre Deus e nós. (Amigos de Deus, 281)

São Josemaría Escrivá

Santíssima Virgem


Hoje, em Fátima, está um dos teus filhos. Vai, a teus pés, pedir uma graça muito especial. Pelo bem que dela resultará, para ele, a sua família, a Obra do Teu Filho, toda a Santa Igreja e a própria sociedade, estou certo que o atenderás.
Mostra que és Mãe e concede-lhe o que te pedir.

(AMA, 2010.05.22, Porto)

BARRO

Senhor:

Quase que não vejo a necessidade de Te pedir a humildade. Ser humilde é, para mim, um objectivo que persigo desde sempre. Cada vez mais longe, cada vez mais distante porque, pobre de mim, sou puxado por este barro duro e seco que é o meu carácter, que se recusa a ser moldado pelas Tuas divinas mãos.
Mas não Te importes, Senhor, não Te importes com este barro que não vale nada. Parte-o, esfrangalha-o nas Tuas mãos amorosas e, estou certo, daí sairá algo que se possa - que Tu possas - aproveitar. Não dês importância à minha prosápia, à minha vaidade, ao meu desejo incontido de protagonismo e evidência. A verdade, que Te confesso, é esta:

Não sei nada, não posso nada, não tenho nada, não valho nada, não sou absolutamente nada.

(AMA, meditação, 2002.08.07)

Uma escolha para sempre - A formação dos futuros sacerdotes

Onde se pode encontrar um grupo numeroso de jovens vivazes e inteligentes, apaixonados pelo próprio trabalho e anti-conformistas, irónicos e alegres, aqueles que hoje é moda chamar "criativos"? Estou certa de que a maior parte das pessoas questionadas responderiam que é provável encontrá-los no mundo da informática, do marketing ou da publicidade, os sectores que são considerados activos e atraentes na nossa sociedade. A mim, ao contrário, aconteceu de os encontrar num seminário de grande tradição, no Caprânica (N. JPR: Seminário fundado no século XV e de onde saíram os Papas Bento XV e Pio XII além de inúmeros Bispos e Cardeais): o Almum collegium Capranicense, que é uma das mais antigas instituições eclesiásticas dedicadas à formação do clero.

Jovens atentos e abertos ao novo, prontos a colher todos os estímulos externos e a conjugá-los com o saber acumulado no seu percurso de aprendizagem, dispostos a debatê-los com vivacidade. Sim, são os futuros sacerdotes, que difundirão o Evangelho nos próximos anos, totalmente conscientes da importância anti-conformista da própria escolha. De facto, grande parte da sua vivacidade nasce precisamente disto: do pensar e realizar coisas que a sociedade contemporânea considera superadas e sem interesse, sobretudo para os jovens. Portanto, do sentir-se diferentes, de um modo de ser que exige a sua criatividade exactamente porque a sociedade não os entende.

Nada de "padresco", nenhuma maneira de falar que tenda para o "eclesialês" linguagem aceite e entendida só por quem já está dentro da Igreja, mas não por todos. Ao contrário, olhos francos, coragem ao formular questões e perguntas inclusive sobre o que hoje parece o problema do momento, o celibato sacerdotal e uma forte consciência da necessidade de inventar estilos mais eficazes e incisivos do que aqueles que a Igreja procura utilizar actualmente. Enfim, uma busca profunda e substancial do novo, de quem sabe que não basta usar a internet para sair dos esquemas obsoletos no comunicar. Que se acompanha contudo de um amor forte e consciente pela tradição do pensamento cristão, por aquela riqueza cultural que a Igreja conserva e transmite desde as suas origens.

No Caprânica, juntos falámos muito sobre os problemas das homilias, certamente o momento mais directo de confronto entre o sacerdote e os fiéis, que se pode tornar decisivo para construir uma comunicação, levando a um diálogo mais profundo e pessoal com o sacerdote ou, ao contrário, que corre o risco de tirar a vontade de frequentar a igreja.

Um diálogo com os fiéis que está no centro da sua futura missão, na consciência de que ser sacerdote significa estar vinculado a um tipo de relacionamento pessoal, que implica um encontro verdadeiro, um contacto concreto com os fiéis a missa e os sacramentos não podem ser transmitidos por meio da internet num mundo onde aliás prevalecem cada vez mais os contactos virtuais: portanto, representa uma boa oportunidade, e também esta em contra-tendência.

No final do encontro o reitor, Mons. Manicardi, perguntou-me quais diferenças relevava entre esses jovens e os que frequentam os meus cursos na universidade: num certo sentido, nenhuma, respondi. Mas devo dizer que os jovens do Caprânica têm olhos mais profundos e deixam transparecer o equilíbrio verdadeiro que nasce de uma escolha de vida total e para sempre. E estou convicta de que eles como muitíssimos outros jovens que em todas as partes do mundo, com paixão, se estão a preparar para o sacerdócio serão capazes de responder à chamada do Senhor: "Estabeleci-te como luz das nações para levares a salvação até aos confins da Terra".

Lucetta Scaraffia

(© L'Osservatore Romano - 22 de Maio de 2010)