Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

quinta-feira, 15 de abril de 2010

TCHAIKOVSKY: Piano Concerto No. 1, Op. 23 – RUBINSTEIN

Responder com a penitencia perante os ataques da ditadura do conformismo contra a Igreja, e perante os pecados da mesma Igreja


O primado da obediência a Deus e o significado autêntico da penitência e do perdão, na vida dos cristãos: foi disto que falou Bento XVI na homilia da Missa celebrada na Capela Paulina no Vaticano com os membros da comissão bíblica pontifícia.

A obediência a Deus tem o primado, recordou o Papa, referindo as palavras de São Pedro perante o Sinédrio: “ deve obedecer-se antes a Deus do que aos homens”.

A obediência a Deus, dá portanto a Pedro a liberdade de se opor à suprema instituição religiosa. Da mesma maneira Sócrates, diante do Tribunal de Atenas, que lhe oferece a liberdade a pacto de não voltar a procurar Deus, não deve obedecer a estes juízes, comprar a sua vida perdendo a si mesmo , mas deve obedecer a Deus. Obediência A Deus que dá liberdade. Pelo contrario nos tempos modernos – observou Bento XVI – teorizou-se a libertação do homem, também da obediência a Deus: o homem seria livre, autónomo e nada mais.

Mas esta autonomia - salientou o Papa – é uma mentira, uma mentira ontológica, porque o homem não existe para si mesmo e por si mesmo; é uma mentira politica e pratica, porque a colaboração e a partilha das liberdades é necessária e se Deus não existe, se Deus não é uma instancia acessível ao homem, permanece como suprema instancia somente o consenso da maioria. Depois o consenso da maioria torna-se a ultima palavra á qual devemos obedecer e este consenso - sabemo-lo da história do século passado – pode ser também um consenso no mal. Assim vemos que a chamada autonomia não liberta o homem.

As ditaduras estiveram sempre contra esta obediência a Deus, sublinhou o Papa.

“A ditadura nazi, assim como aquela marxista, não podem aceitar um Deus acima do poder ideológico e a liberdade dos mártires que reconhecem Deus…é sempre o acto da libertação, no qual chega a liberdade de Cristo a nós”.

Hoje, graças a Deus – prosseguiu Bento XVI – não vivemos em ditadura, mas existem formas subtis de ditaduras.

“Um conformismo pelo qual se torna obrigatório pensar como pensam todos, agir como agem todos, e a subtil agressão contra a Igreja, ou também menos subtil, mostram como este conformismo pode realmente ser uma verdadeira ditadura.
Para os cristãos – acrescentou Bento XVI – obedecer antes a Deus do que aos homens, supõe que se conheça verdadeiramente a Deus e querer verdadeiramente obedecer e que Deus não seja pretexto para a própria vontade, mas que seja realmente Deus que convida, em caso necessário, também ao martírio.
“Nós que hoje muitas vezes temos um pouco de medo de falar da vida eterna. Falamos das coisas que são úteis para o mundo, mostramos que o cristianismo ajuda também a melhorar o mundo, mas que a sua meta seja a vida eterna e que da meta venham depois os critérios da vida, não ousamos dizê-lo."

Então – solicitou o Papa – devemos pelo contrario ter a coragem, a alegria, a grande esperança que a vida eterna existe, que é a vida verdadeira e que desta vida verdadeira vem a luz que ilumina também este mundo.

Em tal perspectiva a penitência é uma graça, graça que nós reconheçamos o nosso pecado, que reconheçamos que precisamos de renovação, de mudança, de uma transformação do nosso ser.

“Devo dizer que nós cristãos, também nos últimos tempos - salientou depois Bento XVI – muitas vezes evitamos a palavra penitência , que nos chega demasiado dura.

Agora, sob os ataques do mundo que nos falam dos nossos pecados, vemos que poder fazer penitencia é graça e vemos como é necessário fazer penitência, isto é, reconhecer aquilo que está errado na nossa vida. Abrir-se ao perdão, preparar-se para o perdão, deixar-se transformar. A dor da penitência , isto é da purificação e da transformação, esta dor é graça, porque é renovação, é obra da Misericórdias divina.”

Peçamos, concluiu Bento XVI, que o nosso nome entre no nome de Deus e a nossa vida se torne vida verdadeira, vida eterna, amor e verdade.

(Fonte: site Radio Vaticana)

Estudantes universitários em Roma para a Semana Santa no 52° Congresso anual da UNIV



www.univforum.org

“Livrai-nos, Senhor, dos nossos amigos…”

É muito “velha” a frase: «Livra-nos Senhor dos nossos amigos, porque com os inimigos podemos nós bem!»

Vem isto a propósito de uma “volta” que dei por diversos blogues cristãos católicos, (alguns de sacerdotes), em que me dei conta de que alguns enveredaram pelo caminho mais fácil, e, utilizando o menor denominador comum, embarcam afinal na campanha de ataque à Igreja Católica que está em curso na comunicação social.

Se juntarmos a isto, alguns textos de alguns sacerdotes, que se consideram “fazedores de opinião”, publicados em diversos jornais, a “velha” frase é perfeitamente compreensível.

Em primeiro lugar, afirmo desde já, que sou totalmente contra o encobrimento de actos ignóbeis, pecados graves, sejam eles pedófilos ou outros, cometidos por membros da Igreja contra a sociedade e sobretudo sobre os mais pequenos, não só em idade, mas também em formação e maturidade espiritual e física.

Mas também sou frontalmente contra a exploração para além dos limites, de uma culpa que é pessoal e não colectiva, e também do permanente “abrir ferida”, mesmo perante a assumpção da culpa e respectivo pedido de perdão e nalguns casos até condenação.

Mesmo na sociedade civil, o indivíduo depois de se reconhecer culpado e cumprir a pena imposta, tem direito a não ser permanentemente julgado na praça pública pelo crime que cometeu, já reconheceu e já pagou.

No ensinamento cristão, o perdão faz parte inalienável da Doutrina e depois de reconhecido, confessado o pecado e perdoado, deve apenas servir de reflexão para o próprio e não para recordação diária e constante dos outros, com o fim de "apedrejarem" o pecador.

Vivemos num tempo em que muitos citam Jesus Cristo, interpretando-O a seu belo prazer e segundo as suas conveniências, tentando que a Doutrina por Ele ensinada esteja de acordo com o pensamento geral do momento em que vivemos, afastado da moral e dos valores.

Compreende-se, é mais fácil assim, não exige luta diária contra o pecado, e, sobretudo, tem-se o elogio da dita sociedade, ganhando-se até um certo protagonismo.

E se esta prática já é condenável naqueles que se dizem cristãos e católicos é totalmente inadmissível naqueles que consagrados na Igreja, se servem até dessa posição para melhor serem ouvidos por toda uma sociedade que quer um deus e uma igreja à medida das suas conveniências.

E é de tal modo inebriante este protagonismo, e os elogios que vão recebendo, estes consagrados na Igreja, que partem às vezes para o insulto gratuito e descabido ao Papa e aos Bispos e até aos seus colegas Sacerdotes, colocando-se numa posição de superioridade que apenas lhe é conferida pelo seu auto-convencimento.

E recebem comentários e elogios ofensivos para a Igreja, para o Papa, para os Bispos, para os Sacerdotes, para os Leigos empenhados, e longe de se colocarem numa posição de bom senso e sobretudo de comunhão cristã, ainda “ajudam à festa”, indo por vezes mais longe que os próprios comentadores ou elogiadores.

Pois é, os tempos são difíceis!

Não é agora tão fácil ser cristão católico, pois para além da luta diária contra uma sociedade que se vai afastando todos os dias dos valores da dignidade da vida, tal como ela foi querida e criada por Deus, tem também de se arrostar com uma enorme quantidade de insultos, incompreensões e até perseguições, não só daqueles que querem “matar” Deus, mas também daqueles que se acham, mesmo dentro da Igreja por Ele fundada, detentores da verdade absoluta, colocando de lado toda a Tradição, todo o Magistério, toda a História da Igreja.

É, realmente é mais fácil assim!

É mais fácil estar em concordância com a “moral” vigente, do que ter de defender o Ensinamento de Cristo, do que ter de defender a Doutrina, do que ter de defender a Igreja e o seu Magistério.

E traz mais protagonismo, mais visibilidade, mais “amigos”, mais reconhecimento agora, claro, nestes tempos, porque como diz outra “velha” frase: «Dos fracos não reza a história!»

E acho extraordinário que estes consagrados não se perguntem porque é que são sempre chamados, escolhidos, para darem a sua opinião acerca dos assuntos da Igreja e da Doutrina?

Não pensam sequer, (muito me espanta com a sua inteligência), que se por acaso tivessem um discurso diferente, ou seja, um discurso coerente com a verdadeira Doutrina, seriam postos de lado tal como são postos de lado a, (graças a Deus), grande maioria dos consagrados fiéis a Jesus Cristo em comunhão de Igreja?

Ou pensam precisamente nisso, e por isso mesmo vão adaptando o seu discurso ao sabor do mundo, ao sabor do pensamento imoral da sociedade em que vivemos.

Mas curiosamente não abandonam a Igreja que eles tanto criticam e na qual só vêem erros e maldades!

Não, isso não fazem, porque sabem bem que perderiam o protagonismo, pois sendo cidadãos comuns já não teriam o mesmo peso as suas declarações e já ninguém os quereria ouvir.

Peço perdão a Deus pelos julgamentos que aqui faço de irmãos meus consagrados na Igreja, mas por vezes a revolta é mais forte que a contenção dos pensamentos e das palavras, e também porque é tempo de aqueles que são fiéis a Cristo em comunhão de Igreja, levantarem a sua voz para dizer que não pensam, nem vivem a Fé como esses “arautos de opinião”, embora saibamos bem que nunca teremos o mesmo “tempo de antena”, nem de projecção mediática, que têm aqueles que alinham com o “pensamento moderno” que julga que o homem pode construir um deus à sua maneira e para servir os seus interesses e conveniências.

Rezo por estes irmãos que induzem em erro tantos que os lêem, rezo pelas vítimas dos pecados de alguns irmãos meus da Igreja, rezo por esses irmãos que cometeram tais actos, rezo pelo Papa, pelos Bispos, pelos Sacerdotes, pelos Leigos, pela Igreja, enfim, e rezo por esta sociedade que se vai perdendo, porque todos os dias se afasta um pouco mais de Deus.

Monte Real, 15 de Abril de 2010

Joaquim Mexia Alves
http://queeaverdade.blogspot.com/2010/04/livra-nos-senhor-dos-nossos-amigos.html

NOTA:

O 'Spe Deus' subscreve na integra o texto acima e junat-se à indignação do seu autor.

Aos Bispos brasileiros da Amazónia, Bento XVI falou da centralidade do mistério eucarístico na vida da Igreja...

…e das condições da correcta celebração da Liturgia



A um mês do Congresso Eucarístico Nacional que terá lugar em Brasília, foi sobre o mistério e culto eucarístico na vida da Igreja que Bento XVI centrou a sua alocução a mais um grupo de Bispos brasileiros, na conclusão da respectiva visita “ad limina Apostolorum”. Trata-se da Região Norte II, que abrange, como disse o Papa, “dioceses disseminadas na imensidão da região amazónica”. Nove dioceses e cinco prelaturas territoriais.

Partindo das manifestações do Senhor Ressuscitado, proclamadas na liturgia deste tempo pascal, Bento XVI declarou considerar que “o centro e a fonte permanente do ministério petrino estão na Eucaristia, coração da vida cristã, fonte e vértice da missão evangelizadora da Igreja”. Razão por que se preocupa com “tudo o que possa ofuscar o ponto mais original da fé católica”.

“…hoje Jesus Cristo continua vivo e realmente presente na hóstia e no cálice consagrados. Uma menor atenção que por vezes é prestada ao culto do Santíssimo Sacramento é indício e causa de escurecimento do sentido cristão do mistério, como sucede quando na Santa Missa já não aparece como proeminente e operante Jesus, mas uma comunidade atarefada com muitas coisas em vez de estar recolhida e deixar-se atrair para o Único necessário: o seu Senhor. Ora, a atitude primária e essencial do fiel cristão que participa na celebração litúrgica não é fazer, mas escutar, abrir-se, receber…”

Tal não significa – esclareceu o Papa – adoptar uma atitude de passividade ou desinteresse, mas sim “cooperar… segundo a autêntica natureza da verdadeira Igreja, simultaneamente humana e divina… empenhada na acção e dada à contemplação…”

“Se na liturgia não emergisse a figura de Cristo, que está no seu princípio e está realmente presente para a tornar válida, já não teríamos a liturgia cristã, toda dependente do Senhor e toda suspensa da sua presença criadora. / Como estão distantes de tudo isto quantos, em nome da inculturação, decaem no sincretismo introduzindo ritos tomados de outras religiões ou particularismos culturais na celebração da Santa Missa! O mistério eucarístico é um «dom demasiado grande – escrevia o meu venerável predecessor o Papa João Paulo II – para suportar ambiguidades e reduções», particularmente quando, «despojado do seu valor sacrificial, é vivido como se em nada ultrapassasse o sentido e o valor de um encontro fraterno ao redor da mesa». Subjacente a várias das motivações aduzidas, está uma mentalidade incapaz de aceitar a possibilidade duma real intervenção divina neste mundo em socorro do homem.”

O Papa advertiu contra o risco de reduzir a celebração litúrgica a “um sinal correspondente a um vago sentimento de comunidade”. Ora – sublinhou – “o culto não pode nascer da nossa fantasia; seria um grito na escuridão ou uma simples auto-afirmação”. “A verdadeira liturgia supõe que Deus responda e nos mostre como podemos adorá-Lo”.

Bento XVI concluiu as suas palavras aos Bispos da Amazónia referindo o XVI Congresso Eucarístico Nacional que vai ter lugar daqui a um mês na capital, Brasília.

“Jesus Eucaristia. Que Ele seja verdadeiramente o coração do Brasil, donde venha a força para todos homens e mulheres brasileiros se reconhecerem e ajudarem como irmãos, como membros do Cristo total. Quem quiser viver, tem onde viver, tem de que viver. Aproxime-se, creia, entre a fazer parte do Corpo de Cristo e será vivificado!”

Na saudação ao Papa, em nome deste grupo de bispos brasileiros, D. Jesus Maria Cizaurre, Prelado de Cametá, recordou que são pastores de “Igrejas particulares que, no meio da Amazónia, com todas as limitações de impostas pela geografia e pelo clima” e testemunhou o “admirável trabalho pastoral” dos líderes leigos “que, através das Comunidades Eclesiais de base, movimentos e serviços, com grande espírito missionário se alimentam da Palavra de Deus e a levam a todos os que a não conhecem suficientemente”. Isso sem esquecer da “presença testemunhal, no meio do povo mais pobre, das comunidades de vida consagrada”.

“No âmbito social, estamos empenhados pela preservação do meio ambiente e a defesa da exploração racional e sustentável da floresta amazónica que, por causa da ambição de cunho capitalista, a cada ano vem sofrendo constante redução da área de cobertura florestal.

Olhamos com preocupação a situação de violência urbana alimentada pelo consumo de drogas, pela falta de educação familiar e pela busca de dinheiro fácil. Também nos preocupa a violência rural que tem como pano de fundo a questão da propriedade sobre a terra e é gerada pela ambição daqueles que para consegui-la, mandam matar. Entre os bispos aqui presentes, três deles já foram ameaçados de morte.

Queremos para o nosso povo, que é pobre, um modelo de desenvolvimento sustentável que traga progresso para todos e favoreça a promoção humana. Mas, infelizmente, não é esse o modelo de desenvolvimento que o Governo e as grandes empresas pensaram para a nossa região. Em diversas ocasiões temos nos manifestado contra os grandes projectos na Amazónia que não escutam nem levam em conta a opinião do povo”.

(Fonte: site Radio Vaticana)