Obrigado, Perdão Ajuda-me

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As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Canto Gregoriano - Deus, Deus meus

Intenção Geral de Bento XVI para Fevereiro - Ciência, Cultura e Fé Cristã

Por todos os cientistas e pessoas da cultura, para que, por meio da sincera busca da verdade, possam chegar ao conhecimento do único Deus verdadeiro.

1. Uma cultura que estranha o Cristianismo

É essa a situação actual, na maior parte dos países de antiga tradição cristã. Culturas cuja origem é a referida tradição mas que se lhe tornaram estranhas – culturas desenraizadas, portanto – e, não raro, empenhadas em fazê-la desaparecer do espaço público. Bento XVI tem vindo a insistir neste facto. Fê-lo, mais uma vez, em discurso ao Corpo Diplomático acreditado na Santa Sé, no passado dia 11 de Janeiro: «Infelizmente, em certos países, sobretudo ocidentais, difundiu-se nos meios políticos e culturais, bem como nos mass media, um sentimento de pouca consideração e por vezes de hostilidade, para não dizer menosprezo, para com a religião, particularmente a religião cristã». Se a Igreja teve responsabilidades no processo que conduziu a esta situação, não lhe cabem as responsabilidades todas – como alguns, mesmo na Igreja, pretenderam e pretendem ainda fazer crer. A questão, hoje, é essencialmente outra, como salientou o Papa, no referido discurso: «É claro que, se se considera o relativismo como um elemento constitutivo essencial da democracia, corre-se o risco de conceber a laicidade apenas em termos de exclusão ou, mais exactamente, de recusa da importância social do facto religioso». O problema reside aqui: a ditadura do relativismo, que grupos variados pretendem impor como norma «democrática» através de um laicismo intolerante e avesso à diferença, mesmo se afirma promovê-la. «Mas uma tal perspectiva gera confronto e divisão, prejudica a paz, perturba a ecologia humana e, rejeitando por princípio atitudes diversas da sua, torna-se uma estrada sem saída» (Bento XVI).

2. Cientistas ideologicamente comprometidos

Este relativismo erigido em paradigma cultural reclama-se moderno, ilustrado e identifica-se com o progresso científico-tecnológico. E, estranhamente, são muitos os cientistas que o cultivam. Em geral, tais cientistas perfilham a mesma agenda ideológica: a promoção do ateísmo e do relativismo ético, por meio do qual pretendem libertar a ciência de todas as restrições, segundo o princípio: tudo quanto a ciência pode fazer, deve fazer. Cientistas comprometidos com esta agenda ideológica não deixam, apenas por isso, de ser competentes nas suas áreas de investigação e podem contribuir grandemente para o avanço do conhecimento humano e do seu domínio sobre a natureza. Ao mesmo tempo, porém, contribuem poderosamente – até pela credibilidade que a sua competência científica lhes confere – para a degradação ética e para a ruína moral das sociedades, com consequências que apenas começamos a vislumbrar.

3. A busca sincera da verdade

À medida que o laicismo de exclusão vai impondo a ditadura do relativismo e este vai sendo adoptado por largas camadas da população, o Cristianismo aparece sempre mais estranho ao ambiente cultural. Pode-se, certamente, pensar uma outra relação, fundada naquilo que Bento XVI chama «uma laicidade positiva, aberta, que, fundada sobre uma justa autonomia da ordem temporal e da ordem espiritual, favoreça uma sã cooperação e um espírito de responsabilidade compartilhada». Isto, porém, implica, da parte da Igreja, o reconhecimento continuado da «justa autonomia da ordem temporal», de que fala o Papa. E, da parte dos representantes da «ordem temporal», o reconhecimento do direito da Igreja a intervir no espaço público e o respeito do seu papel específico na sociedade. Numa relação assim, ganha consistência a intenção do Papa de que os cientistas e as pessoas de cultura, buscando sinceramente a verdade, cheguem ao conhecimento do único Deus verdadeiro. Este é o desejo da Igreja e a sua proposta a cada pessoa – proposta que, em ambiente de estima recíproca, pode ser acolhida por qualquer pessoa de boa vontade, mesmo por aquelas que consideram inalcançável a verdade ou que não há nenhuma verdade definitiva a alcançar.

Elias Couto

(Fonte: site Agência Ecclesia)

Meditação de Francisco Fernández Carvajal

Comentário ao Evangelho do dia feito por:

Bem-aventurado Guerric d'Igny (c. 1080-1157), prior cisterciense
1º Sermão para a Purificação (a partir da trad. cf SC 166, pp. 309ss.)

«Simeão tomou-O nos braços e bendisse a Deus»

«Tende na mão as vossas lâmpadas acesas» (Lc 12, 35). Mostremos assim, através deste sinal visível, a alegria que partilhamos com Simeão, que tem nas mãos a luz do mundo. [...] Sejamos ardentes pela nossa devoção e luminosos pelas nossas obras, e, com Simeão, levaremos Cristo em nossas mãos. [...] Hoje a Igreja tem o hábito tão belo de nos fazer levar velas. [...] Por conseguinte, quem é que hoje, tendo a sua vela acesa na mão, não se lembra do bem aventurado ancião? Nesse dia, ele tomou Jesus nos braços, o Verbo presente na carne, semelhante à luz na cera, testemunhando que Ele era «a Luz para se revelar às nações». É verdade que o próprio Simeão era «uma luz ardente e brilhante», que prestava homenagem à luz (Jo 5, 35; 1, 7). Foi por isso que ele veio ao Templo, conduzido pelo Espírito, do qual estava repleto, «para receber, ó Deus, a Tua misericórdia no meio do Teu Templo» (Sl 47, 10) e para proclamar que ela era a misericórdia e a luz do Teu povo.

Ó ancião cintilando de paz, não tinhas apenas a luz em tuas mãos, foste penetrado por ela. Tu estavas tão iluminado por Cristo, que vias antecipadamente como Ele iluminaria as nações [...], como resplandeceria hoje o brilho da nossa fé. Regozija-te agora, santo ancião; vê hoje o que tinhas entrevisto antecipadamente: as trevas do mundo dissiparam-se; «as nações caminham à Sua luz»; «toda a terra está repleta da Sua glória» (Is 60, 3; 6, 3).

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

O Evangelho do dia 2 de Fevereiro de 2010

São Lucas 2,22-40

Quando se cumpriu o tempo da sua purificação, segundo a Lei de Moisés, levaram-no a Jerusalém para o apresentarem ao Senhor,
conforme está escrito na Lei do Senhor: «Todo o primogénito varão será consagrado ao Senhor»
e para oferecerem em sacrifício, como se diz na Lei do Senhor, duas rolas ou duas pombas.
Ora, vivia em Jerusalém um homem chamado Simeão; era justo e piedoso e esperava a consolação de Israel. O Espírito Santo estava nele.
Tinha-lhe sido revelado pelo Espírito Santo que não morreria antes de ter visto o Messias do Senhor.
Impelido pelo Espírito, veio ao templo, quando os pais trouxeram o menino Jesus, a fim de cumprirem o que ordenava a Lei a seu respeito.
Simeão tomou-o nos braços e bendisse a Deus, dizendo:
«Agora, Senhor, segundo a tua palavra, deixarás ir em paz o teu servo,
porque meus olhos viram a Salvação
que ofereceste a todos os povos,
Luz para se revelar às nações e glória de Israel, teu povo.»
Seu pai e sua mãe estavam admirados com o que se dizia dele.
Simeão abençoou os e disse a Maria, sua mãe: «Este menino está aqui para queda e ressurgimento de muitos em Israel e para ser sinal de contradição;
uma espada trespassará a tua alma. Assim hão-de revelar-se os pensamentos de muitos corações.»
Havia também uma profetisa, Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser, a qual era de idade muito avançada. Depois de ter vivido casada sete anos, após o seu tempo de donzela,
ficou viúva até aos oitenta e quatro anos. Não se afastava do templo, participando no culto noite e dia, com jejuns e orações.
Aparecendo nessa mesma ocasião, pôs-se a louvar a Deus e a falar do menino a todos os que esperavam a redenção de Jerusalém.
Depois de terem cumprido tudo o que a Lei do Senhor determinava, regressaram à Galileia, à sua cidade de Nazaré.
Entretanto, o menino crescia e robustecia-se, enchendo-se de sabedoria, e a graça de Deus estava com Ele.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)