Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Mozart – Concerto para piano, K. 488 – intérprete Zoltán Kocsis - 2º movimento

Quando os Católicos voltam à Política

São destes dias as palavras do Cardeal Angelo Bagnasco, presidente da importante Conferência Episcopal Italiana, a incitar a um novo compromisso dos católicos com a política: “sonho com uma nova geração de italianos e de católicos que estejam dispostos a dar o melhor do seu pensamento e projectos, o melhor dos seus dias ao serviço da coisa pública”. Esta não é uma declaração solitária, bem pelo contrário. Diferentes vozes em diversos países europeus, e mesmo entre nós, têm convergido no estimular de uma nova estação política, que conte também com a inscrição activa e o protagonismo de católicos. E, mais projectuais ou mais concretizadas, multiplicam-se já as experiências concretas no terreno.

O que há de novo neste regresso? A uma época de militância política, entre os anos 50 e 70, seguiram-se décadas de silêncio e ausência.

Os movimentos cristãos, nomeadamente a Acção Católica, constituíram uma espécie de laboratório de compromisso com o mundo e de empenho político. Era normal a circulação entre
a vivência mística e o envolvimento na acção política. A própria teologia passou a incluir uma leitura política da condição cristã, tentando uma conciliação plena dos seus vários aspectos.

Foram anos de grande efervescência criativa, onde a paixão ideológica acreditou ser possível transformar e impregnar a história de uma tensão utópica.

Depois, ou isso de todo não aconteceu ou aconteceu, mas não da forma que se esperava, e sucederam-se tempos distanciados em relação à política, olhada agora com desencanto e pragmatismo.

A própria Igreja sentiu necessidade de uma clarificação, recentrando-se no seu domínio religioso
específico e criticando experiências que podiam enfermar de algum hibridismo (recorde-se a gestão do dossier “Teologia da Libertação”).

As palavras recentes do Cardeal Bagnasco mostram, por isso, que se está a construir, efectivamente, um novo modelo. Os Católicos voltam à política. E, sobre isso, há um debate necessário e aberto a realizar, também em Portugal.

José Tolentino Mendonça - Teólogo
(Fonte: ‘Página 1’, grupo Renascença na sua edição de 28.02.2010)

O Poder e a Graça


Os santos padroeiros da Europa encontram-se pela primeira vez reunidos na exposição “O Poder e a Graça” que fecha as suas portas no Palácio Veneza em Roma este 31 de Janeiro. A ideia a que recorre a mostra é como cada estado possui santos protectores. A exposição quer ser um modo para recordar a secular matriz cristã do velho continente. São mais de 100 obras medievais entre pinturas, coroas, relicários e outros objectos dedicados a santos como o célebre São João Batista de Tiziano Vecellio, ou São Miguel Arcanjo, de Guido Reni. Entre as obras se pode admirar a Imaculada Conceição do Escorial, de Murillo, e o ícone de Ivan Mikhailov, a conhecida Senhora de Vladimir.


(Fonte: H2O News)

Bento XVI encoraja as Academias Pontifícias a serem instituições vitais e vivazes


“Promover, com todas as energias e meios à disposição, um autêntico humanismo cristão” – é a “tarefa e responsabilidade” que Bento XVI atribui às diversas Academias Pontifícias, cujos membros foram recebidos em audiência conjunta, nesta quinta de manhã, no Vaticano, liderados por D. Gianfranco Ravasi, presidente do Conselho Pontifício para a Cultura e, a esse título, responsável pela coordenação entre as várias Academias Pontifícias: a de Arqueologia, criada há 200 anos; a de São Tomás de Aquino e a “do Culto dos Mártires”, instituídas há 130 anos; e ainda a Academia Mariana Internacional e as de Teologia, da Imaculada e das Belas Artes e Letras.

Propondo-se reflectir sobre “as finalidades e a missão específica das beneméritas instituições culturais da Santa Sé… que gozam de uma variada e rica tradição de investigação e de empenho em diversos sectores”, Bento XVI insistiu sobre a necessidade de acolher e aprofundar as novas questões que se apresentam para as formular do modo esclarecido e apontar linhas correctas de actuação. De facto – observou – “a cultura contemporânea, e mais ainda os próprios crentes, solicitam continuamente a reflexão e acção da Igreja nos vários âmbitos em que emergem novas problemáticas” e que correspondem aos diferentes sectores em que estas Academias Pontifícias se concentram: “a reflexão sobre a figura da Virgem Maria o estudo da história, dos monumentos, dos testemunhos recebidos em herança das primeiras gerações cristãs, a começar pelos Mártires; o delicado e importante diálogo entre fé cristã e a criatividade artística”…

“Nestes delicados espaços de investigação e empenho, estais chamados a oferecer um contributo qualificado, competente e apaixonado, para que toda a Igreja, e em particular a Santa Sé, possa dispor de ocasiões, de linguagens e de meios adequados para dialogar com as culturas contemporâneas, respondendo eficazmente às questões e aos desafios que a interpelam nos vários âmbitos do saber e da experiência humana”.

Bento XVI fez uma vez mais presente o facto de que “a cultura de hoje ressente-se profundamente, não só de uma visão dominada pelo relativismo e pelo subjectivismo, mas também de métodos e atitudes por vezes superficiais e até mesmo banais, que prejudicam a seriedade da investigação e da reflexão, e portanto também do diálogo, do confronto e da comunicação interpessoal”.

“Aparece portanto urgente e necessário recriar as condições essenciais para uma real capacidade de aprofundamento no estudo e na investigação, para que se dialogue de modo racional e as pessoas se confrontem eficazmente sobre as diferentes problemáticas, na perspectiva de um crescimento comum e de uma formação que promova o homem na sua integralidade e completude”.

Perante a “carência de pontos de referência ideais e morais”, que afecta a convivência civil e sobretudo a formação juvenil, há que fornecer “uma oferta ideal e prática de valores e de verdade, de fortes razões de vida e de esperança, que possa e deva interessar a todos, sobretudo aos jovens”.

Neste dia 28 de Janeiro, memória litúrgica de São Tomás de Aquino, Bento XVI apontou-o como modelo sempre actual para o diálogo com as diferentes culturas.

“São Tomás conseguiu de facto instaurar um frutuoso confronto tanto com o pensamento árabe como com o pensamento hebraico do seu tempo, e, valorizando a tradição filosófica grega, produziu uma extraordinária síntese teológica, harmonizando plenamente razão e fé”.

Sublinhando “a finura e acuidade da inteligência” de São Tomás de Aquino, assim como “a grandeza e originalidade do seu génio” e “a luminosa santidade da vida”, o Papa convidou a seguir o pensamento e o testemunho tomistas cuidando de “estudar com grande atenção os problemas emergentes para oferecer respostas adequadas e criativas”. Para tal, Bento XVI fez votos de que as Academias Pontifícias sejam “instituições vitais e dotadas de vivacidade, capazes de sentir de modo perspicaz tanto as questões colocadas pela sociedade e pelas culturas como também as necessidades e expectativas da Igreja, promovendo um autêntico humanismo cristão”.

(Fonte: site Radio Vaticana)

Mons. Lluis Clavell, presidente da Academia pontifícia de São Tomás de Aquino, relembra São Josemaría Escrivá