Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Santidade não é «pietismo e alienação»

D. José Alves celebrou Todos os Santos e os 450 anos da Universidade de Évora, afirmando que o conhecimento é também uma forma de santidade

A solenidade de Todos os Santos, que o calendário católico assinala a 1 de Novembro, visa propor a todos “um processo de transformação interior” e não atitudes de “religiosidade ou pietismo, nem corresponde a qualquer tipo de angelismo ou alienação”.

Esta tomada de posição foi assumida por D. José Alves, Arcebispo de Évora, na celebração de Todos os Santos, que na diocese marcou também os 450 anos da Universidade de Évora.

O caminho de santidade potencia “o desenvolvimento das capacidades individuais, coadjuvado pela graça de Deus”, referiu o Arcebispo indicando que este processo propõe um estilo de vida orientado pelo “desprendimento dos bens terrenos, pela emenda dos erros cometidos, pela aceitação plena do que em verdade se é, pela prática da justiça, pelo perdão das ofensas recebidas, pelo compromisso com a paz interior e a paz social e pela aceitação serena das incompreensões e perseguições injustas” por causa da paz ou do anúncio “do Evangelho”.

Esta transformação interior abre perspectivas para “um mundo novo” a que todos são chamados, intervindo na “transformação das realidades sociais, depois de nos termos transformado a nós próprios”.

Aponta D. José Alves que este é também o contexto em que se enquadra a Universidade. “Também ela faz parte do chamamento universal à perfeição”.

De carácter universal, a Universidade visa “o aperfeiçoamento e está ao serviço de toda a humanidade”. Esta instituição deve manter-se “aberta a todos quantos possuam condições para aceder aos conhecimentos e à formação humana, científica, moral e espiritual que ela pode proporcionar, em ordem a promover a transformação dos indivíduos e da sociedade, pelo triunfo da justiça, da verdade e da paz”.

Segundo o Arcebispo de Évora, tal como os santos são apresentados como modelos “que souberam percorrer o caminho da perfeição”, também os professores e mestres universitários “são chamados a alcançar a perfeição técnica, intelectual, humana e moral” de tal forma que os alunos “se sintam estimulados a tomá-los como modelo”.

Assinala D. José Alves que a falta de evolução social se deve à “falta de bons modelos que incentivem as boas práticas em todos os domínios da vida em sociedade”.

“Nestes tempos de crise económica e crise de valores, os nossos olhos voltam-se para a Universidade. Dela, enquanto instituição de ensino superior, sustentada pelo erário público, esperamos que prepare cientistas curiosos, verdadeiros e rigorosos, profissionais competentes, cidadãos responsáveis, homens íntegros e promotores dos valores humanos, morais e espirituais”.

Assim, na solenidade de Todos os Santos “celebraremos todos aqueles que souberam colocar as suas vidas ao serviço da humanidade e contribuíram para a transformação humana da nossa sociedade”.


(Fonte: site Agência Ecclesia)

Bach - Magnificat - 12 - Gloria patri

Meditação do dia de Francisco Fernández Carvajal

Comentário ao Evangelho do dia feito por:

Balduíno de Ford (?- c. 1190), abade cisterciense
O Sacramento do Altar, II, 3; PL 204, 691 (a partir da trad. de Orval; cf. SC 93, p. 255)

«Feliz o que comer no banquete do Reino de Deus!»

O salmista diz: «O vinho alegra o coração do homem [...] e o pão robustece-lhe as forças» [Sl 104 (103), 15]. Para aqueles que crêem Nele, Cristo é alimento e bebida, pão e vinho. É pão porquanto dá força e firmeza, conforme a seguinte palavra de Pedro: «Depois de terdes padecido por um pouco de tempo, o Deus que é todo graça, e vos chamou em Jesus Cristo à Sua eterna glória, há-de restabelecer-vos e consolidar-vos, tornar-vos firmes e fortes» (1Pe 5, 10). É bebida e vinho porquanto dá alegria, segundo a expressão do salmista: «Alegra o espírito do teu servo, pois para ti, Senhor, elevo a minha alma» [Sl 86 (85), 4].


Tudo o que em nós é forte, sólido, firme, alegre e feliz para cumprir os mandamentos de Deus, suportar os males, agir de acordo com a obediência e defender a justiça, tudo isso vem da força deste pão ou da alegria deste vinho. Felizes aqueles cujas acções são fortes e alegres! E, uma vez que ninguém é capaz de o fazer por si mesmo, felizes os que desejam avidamente agarrar-se ao que é justo e honesto e ser, em todas as coisas, fortificados e deleitados por Aquele que diz: «Felizes os que têm fome e sede de justiça» (Mt 5, 6). Se Cristo é, desde já, pão e bebida que dá força e alegria aos justos, quanto mais o será na vida futura, quando Se der, Ele próprio, sem medida, aos justos?

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

O Evangelho do dia 3 de Novembro de 2009

São Lucas 14,15-24

Ouvindo isto, um dos convidados disse-lhe: «Feliz o que comer no banquete do Reino de Deus!»
Ele respondeu-lhe: «Certo homem ia dar um grande banquete e fez muitos convites.
À hora do banquete, mandou o seu servo dizer aos convidados: 'Vinde, já está tudo pronto.'
Mas todos, unanimemente, começaram a esquivar-se. O primeiro disse: 'Comprei um terreno e preciso de ir vê-lo; peço-te que me dispenses.'
Outro disse: 'Comprei cinco juntas de bois e tenho de ir experimentá-las; peço-te que me dispenses.'
E outro disse: 'Casei-me e, por isso, não posso ir.'
O servo regressou e comunicou isto ao seu senhor. Então, o dono da casa, irritado, disse ao servo: 'Sai imediatamente às praças e às ruas da cidade e traz para aqui os pobres, os estropiados, os cegos e os coxos.'
O servo voltou e disse-lhe: Senhor, está feito o que determinaste, e ainda há lugar.'
E o senhor disse ao servo: 'Sai pelos caminhos e azinhagas e obriga-os a entrar, para que a minha casa fique cheia.'
Pois digo-vos que nenhum daqueles que foram convidados provará do meu banquete.»


(Fonte: Evangelho Quotidiano)