Bento XVI vai presidir este Domingo à canonização de cinco novos Santos, entre os quais o padre Damião de Veuster, conhecido como apóstolo dos leprosos e a religiosa francesa Maria da Cruz (Joana, nome civil) Jugan, fundadora da Congregação das Irmãzinhas dos Pobres.
Jozef Damian de Veuster (Bélgica), o conhecido Padre Damião, sacerdote da Congregação dos Sagrados Corações de Jesus e de Maria e da Adoração Perpétua do Santíssimo Sacramento do Altar, consagrou sua vida aos leprosos da Ilha de Molokai, onde ele mesmo faleceu por causa desta doença.
Para Mário Nogueira, Fundador da Associação “Mãos Unidas P. Damião”, esta canonização deve servir para renovar “o nosso empenhamento para derrubarmos os muros da marginalização e construir muitas aldeias de Molokai por esse terceiro mundo das desigualdades”, considerando que “a resposta da Igreja surge no tempo certo”.
Quanta a Joana Jugan, a Irmã Maria da Cruz, as Irmãzinhas dos Pobres em Portugal, referem a “grande alegria” da canonização, falando da sua fundadora como uma “figura de mulher humilde, que na simplicidade e pobreza de coração entregou a sua vida a Deus no serviço às pessoas idosas pobres, numa inquebrantável confiança na providência de Deus”. A Congregação das Irmãzinhas dos Pobres está hoje presente em vários países dos cinco continentes.
Os outros novos Santos são Francisco Coll y Guitart (Espanha), sacerdote Dominicano, fundador da Congregação das Dominicanas da Anunciação da Bem-aventurada Virgem Maria; Zygmunt Szczesny Felinski (Polónia), Arcebispo, fundador da Congregação das Religiosas Franciscanas da Família de Maria; e Rafael Arnáiz Baron (Espanha), monge da Ordem Cisterciense da Estrita Observância (Trapista), que faleceu aos 27 anos, vítima de um coma diabético. É considerado um dos grandes místicos do século XX.
(Fonte: site Radio Vaticana)
Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!
domingo, 11 de outubro de 2009
Darfur no Sínodo dos Bispos
«Situação melhorou mas milhões estão ainda deslocados»Nos últimos dois anos, a situação no Darfur melhorou, mas permanece grave. Rodolphe Adada que já foi representante especial das Nações Unidas (ONU) e da União Africana (UA) na região sudanesa, foi um dos convidados especiais do Sínodo africano.
Segundo Adada, regista-se no Darfur uma progressiva melhoria da situação de segurança e uma mudança radical em relação ao intenso período de 2003-2004, mas ainda há “milhões de pessoas que se encontram nos campos para desalojados ou são refugiados. Por causa da insegurança, não podem voltar para casa e retomar a sua vida normal”.
Adada lamenta que ainda não tenha sido encontrada nenhuma solução para as graves injustiças e os crimes cometidos, sobretudo no ponto mais alto das hostilidades, em 2003-2004.
Depois de 26 meses passados no Darfur como responsável pela Missão das Nações Unidas e da União Africana no Darfur - MINUAD, Rodolphe Adada dá conta de um melhoramento, apesar da persistência de dois graves perigos. “A continuação das operações militares entre o Movimento Justiça e Igualdade e as forças governamentais de um lado, e a deterioração das relações entre o Chade e o Sudão do outro”.
A isto junta-se a criminalidade e o banditismo que são actualmente “as principais preocupações em matéria de segurança”.
A MINUAD aposta no restabelecimento das condições de segurança necessárias à distribuição das ajudas humanitárias, na verificação da aplicação dos diversos acordos para o cessar-fogo, no garantir a protecção da população civil. Adada afirma ser um “extraordinário instrumento de paz, único no seu género, já que nasceu da ideia de duas organizações, a União Africana e as Nações Unidas”, mas “cabe à comunidade internacional usá-lo bem”.
“A coisa mais importante é que a cooperação entre os promotores da MINUAD, a União africana e as Nações Unidas, se mantenha sincera”.
Adada recorda que os próximos dois anos vão ser cruciais para o Darfur. “Estão previstas eleições gerais para o mês de Abril de 2010 e, em 2011, vai haver o referendo para a auto-determinação do Sul do Sudão. É necessário que o Sudão participe em eleições justas e transparentes e, para que o exercício da auto-determinação do Sul decorra em boas condições, dever-se-ia resolver o problema do Darfur e o tempo é pouco”.
Este responsável pede um acordo “inclusivo” não apenas entre movimentos armados mas também “o resto dos membros da sociedade do Darfur, inclusive a sociedade civil, os desabrigados, os refugiados, sem esquecer os árabes”.
“Só um acordo político aceite e partilhado por todos será capaz de trazer a paz de volta ao Darfur”.
Internacional Agência Ecclesia 2009-10-10 15:36:39 3485 Caracteres África, Sínodo dos Bispos
(Fonte: site Agência Ecclesia com edição de JPR)
Invista-se em antiretrovirais em vez de preservativos
O Sínodo dos Bispos atrai a atenção em nível internacional, como é o caso do tema da saúde no continente africano. O Cardeal Peter Kodowo Turkson, Arcebispo de Cape Coast em Gana, primeiro relator desta II Assembleia Especial para a África afirma:
As polémicas acerca da posição da Igreja Católica no combate à SIDA/AIDS presentes desde a viagem do Papa Bento XVI em Março de 2009 aos Camarões e Angola discutem-se nestes dias em Roma. O presidente da Associação das Conferências Episcopais da África Ocidental confia numa proposta em exclusivo à H2onews:
“No Gana a Igreja Católica administra 27% de todas as instituições sanitárias do país, por isso conhecemos um pouco da situação através da experiência das religiosas e médicos que ali trabalham”.
“Ainda que a SIDA/AIDS seja uma das causas de morte do nosso povo, a malária é todavia pior, até hoje mais africanos morreram de malária, sobretudo as crianças, do que de SIDA/AIDS”.
“Se hoje existe a disponibilidade da gente para fabricar preservativos, porque não considerar também a possibilidade de investir essa soma de dinheiro, estes recursos, na produção de antiretrovirais?, sim existem soluções e uma delas têm algumas dificuldades e cria discussão: por que não investir na solução sem problemas?
“Sim existem recursos para investir em preservativos, por que não investir esses recursos na produção de antiretrovirais que podem ajudar as pessoas?"
(Fonte: H2O News com adaptação e título de JPR)
Beato João XXIII
Nasceu no dia 25 de Novembro de 1881 em Sotto il Monte, diocese e província de Bergamo (Itália), e nesse mesmo dia foi baptizado com o nome de Angelo Giuseppe; foi o quarto de treze irmãos, nascidos numa família de camponeses e de tipo patriarcal. Ao seu tio Xavier, ele mesmo atribuirá a sua primeira e fundamental formação religiosa. O clima religioso da família e a fervorosa vida paroquial foram a primeira escola de vida cristã, que marcou a sua fisionomia espiritual.Ingressou no Seminário de Bergamo, onde estudou até ao segundo ano de teologia. Ali começou a redigir os seus escritos espirituais, que depois foram recolhidos no "Diário da alma". No dia 1 de Março de 1896, o seu director espiritual admitiu-o na ordem franciscana secular, cuja regra professou a 23 de Maio de 1897.
De 1901 a 1905 foi aluno do Pontifício Seminário Romano, graças a uma bolsa de estudos da diocese de Bergamo. Neste tempo prestou, além disso, um ano de serviço militar. Recebeu a Ordenação sacerdotal a 10 de Agosto de 1904, em Roma, e no ano seguinte foi nomeado secretário do novo Bispo de Bergamo, D. Giacomo Maria R. Tedeschi, acompanhando-o nas várias visitas pastorais e colaborando em múltiplas iniciativas apostólicas: sínodo, redacção do boletim diocesano, peregrinações, obras sociais. Às vezes era também professor de história eclesiástica, patrologia e apologética. Foi também Assistente da Acção Católica Feminina, colaborador no diário católico de Bérgamo e pregador muito solicitado, pela sua eloquência elegante, profunda e eficaz.
(Fonte: Evangelho Quotidiano)
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