Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Blair diz que é fé que o move

Numa entrevista concedida ao L’Osservatore Romano, o antigo primeiro-ministro britânico fala sobre a sua conversão ao Catolicismo e a importância da fé na sua vida.

O jornal oficial do Vaticano desfez-se em elogios a Blair, descrevendo-o como “um cavalheiro, educado, sorridente e cortês de uma forma que poucos sabem ser”.

Blair recordou como, quando era novo, a sua bisavó, “num dos seus raros momentos de lucidez”, lhe advertiu: “faz o que quiseres, mas não te cases com uma católica, como eu fiz”.

Contudo, Blair não seguiu esse conselho, e foi mais longe ainda, convertendo-se ele próprio pouco tempo depois de abandonar a vida política. “A conversão foi um caminho que segui ao longo de 25 anos”, afirmou, realçando ainda a importância que teve uma missa privada celebrada por João Paulo II, a que assistiu em 2003.

“Foi um episódio que me marcou muito. Quando se é católico, pode-se ir a qualquer ponto do mundo e participar na missa em qualquer país”, disse ainda, realçando o universalismo da religião.

Sobre o papel da religião no mundo da política, economia, sociedade e cultura, Blair elogiou ainda os pensamentos “brilhantes” do actual Papa.

A entrevista de Blair segue-se à participação numa conferência do movimento católico Comunhão e Libertação que teve lugar também em Itália no final de Agosto.


(Fonte: site Rádio Renascença)

Meditação do dia de Francisco Fernández Carvajal

Comentário ao Evangelho do dia feito por:

São Bernardo (1091-1153), monge cisterciense e Doutor da Igreja
Sermão 7 sobre o Cântico dos Cânticos

«Por causa do seu grande amor»

«Beija-me com ósculos da tua boca» (Ct 1, 2). Quem fala assim? A esposa [do Cântico dos cânticos]. E quem é esta esposa? É a alma associada a Deus. E a quem fala ela? Ao seu Deus. [...] Não se saberia encontrar palavras mais ternas, para exprimir a ternura recíproca de Deus e da alma, que estas do Esposo e da esposa. Tudo lhes é comum, não possuem nada próprio nem à parte. Única é a sua herança, única a sua mesa, única a sua casa, única mesmo a carne que em conjunto eles constituem (Gn 2, 24). [...]

Se a palavra amar convém especialmente e em primeiro lugar aos esposos, não é sem boas razões que se dá o nome de esposa à alma que ama Deus. A prova de que ela ama é que pede a Deus um beijo. Não deseja nem a liberdade, nem uma recompensa, nem uma herança, nem mesmo um ensinamento, mas um beijo, ao jeito de uma esposa casta, elevada por um santo amor e incapaz de esconder a chama que a queima. [...]

Sim, o seu amor é casto pois ela deseja apenas Aquele que ama, e não qualquer coisa que lhe pertença. O seu amor é santo, porque ela ama não num desejo pesado da carne, mas na pureza do espírito. O seu amor é ardente pois, inebriada por este mesmo amor, esquece a grandeza de Quem ama. Não é Ele, com efeito, que com um olhar faz tremer a terra? (Sl 103, 32). E é a Ele que ela pede um beijo? Não estará embriagada? Sim, está embriagada de amor pelo seu Deus. [...] Que força a do amor! Que confiança e que liberdade no Espírito! Nem há maneira mais clara de manifestar que «o amor perfeito afasta o temor» (1Jo 4, 18).

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

O Evangelho do dia 17 de Setembro de 2009

São Lucas 7,36-50

Um fariseu convidou-o para comer consigo. Entrou em casa do fariseu, e pôs-se à mesa.
Ora certa mulher, conhecida naquela cidade como pecadora, ao saber que Ele estava à mesa em casa do fariseu, trouxe um frasco de alabastro com perfume.
Colocando-se por detrás dele e chorando, começou a banhar-lhe os pés com lágrimas; enxugava-os com os cabelos e beijava-os, ungindo-os com perfume.
Vendo isto, o fariseu que o convidara disse para consigo: «Se este homem fosse profeta, saberia quem é e de que espécie é a mulher que lhe está a tocar, porque é uma pecadora!»
Então, Jesus disse-lhe: «Simão, tenho uma coisa para te dizer.» «Fala, Mestre» respondeu ele.
«Um prestamista tinha dois devedores: um devia-lhe quinhentos denários e o outro cinquenta.
Não tendo eles com que pagar, perdoou aos dois. Qual deles o amará mais?»
Simão respondeu: «Aquele a quem perdoou mais, creio eu.» Jesus disse-lhe: «Julgaste bem.»
E, voltando-se para a mulher, disse a Simão: «Vês esta mulher? Entrei em tua casa e não me deste água para os pés; ela, porém, banhou-me os pés com as suas lágrimas e enxugou-os com os seus cabelos.
Não me deste um ósculo; mas ela, desde que entrou, não deixou de beijar-me os pés.
Não me ungiste a cabeça com óleo, e ela ungiu-me os pés com perfume.
Por isso, digo-te que lhe são perdoados os seus muitos pecados, porque muito amou; mas àquele a quem pouco se perdoa pouco ama.»
Depois, disse à mulher: «Os teus pecados estão perdoados.»
Começaram, então, os convivas a dizer entre si: «Quem é este que até perdoa os pecados?»
E Jesus disse à mulher: «A tua fé te salvou. Vai em paz.»


(Fonte: Evangelho Quotidiano)

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Bento XVI – “O desafio da vida cristã é viver a união com Deus, na oração e na escuta da sua Palavra”


A importância da vida espiritual, sustentada pela oração e pela escuta da Palavra de Deus, voltou a ser sublinhada na audiência geral desta quarta-feira, dedicada a Simeão o Novo Teólogo, um monge oriental da Ásia menor, que viveu no século X.

Após algum tempo ao serviço do Imperador, em Constantinopla, Simeão acabou por orientar-se para a vida monástica, em diversos mosteiros desta cidade.

“Os seus escritos exerceram uma grande influência na teologia e na espiritualidade do Oriente, em particular no que diz respeito à experiência da união mística com Deus”.

Simeão concentrou a sua reflexão sobre a presença do Espírito Santo nos baptizados e sobre a consciência que eles disso devem ter. O verdadeiro conhecimento de Deus vem da experiência espiritual, fruto do Baptismo na existência de todos os fiéis seriamente empenhados – sublinhou o Papa.

“Este monge oriental chama-nos a prestar uma grande atenção à nossa vida espiritual. O amor de Deus cresce em nós na medida em que permanecermos unidos a Ele na oração e na escuta da sua palavra. Faz-nos abrir o coração aos outros e torna-nos sensíveis às suas necessidades, levando-nos a considerá-los como irmãos e convidando-nos a responder ao ódio com o amor e à ofensa com o perdão”.

Entre os mais de oito mil peregrinos que participaram na audiência, na Aula Paulo VI, presentes também grupos vindos de Portugal e do Brasil, aos quais o Papa saudou na nossa língua.


(Fonte: site Radio Vaticana)