Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

quarta-feira, 10 de junho de 2009

S. Josemaría Escrivá nesta data em 1971

Celebra-se a solenidade do Corpo de Deus, e comenta: “Hoje dá-me uma particular alegria agradecer aos Anjos a corte que fazem a Jesus Sacramentado, em todos os Sacrários, faça-se festa ou não se faça festa em honra de Jesus Sacramentado. É um costume meu de sempre, mas hoje dá-me contudo mais presença de Deus (…). Quando celebrava a Missa esta manhã, disse a Nosso Senhor com o pensamento: eu Te acompanho em todas as procissões do mundo e em todos os Sacrários onde Te honram, e em todos os lugares onde estejas e não te honrem”.

(Fonte: http://www.pt.josemariaescriva.info/showevent.php?id=1835 )

Teologia do Corpo para jovens

Tempo de prudência e fortaleza para as famílias com filhos jovens

Com o mês de Junho, no nosso país, dá-se a particular situação contrastante de se iniciarem, para muitos que estudam, as suas férias e para outros, que também estudam, de se verem obrigados a aplicar-se mais nas suas obrigações escolares, porque iniciam a sua época de exames ou a realizam integralmente nestes 30 dias.

As famílias, que acompanham com especial atenção este período, têm, muitas vezes, de repartir os seus esforços de atenção entre as duas situações assinaladas, procurando ocupar utilmente o tempo dos que acabaram as aulas e se encontram desocupados e sem tarefas rotineiras e os que se sentem nervosos e mais sensíveis com os exames que devem enfrentar.

Duas virtudes cardeais entram em jogo nestes lares de uma forma mais incisiva; a prudência e a fortaleza. A primeira para planear os tempos dos que podem cair no ócio, que é um vício improdutivo e nefasto, porque pode deitar por terra todo o esforço educativo, perseverante e oportuno, de um ano escolar. O regresso de férias de muitos estudantes, nomeadamente se entraram na adolescência, manifesta com frequência os vícios adquiridos por um lazer inoperante, onde se habituaram a nada fazer. Tratam o tempo como um bem material de um novo-rico, que o expõe sem medida e sem decoro, como se fosse seu dono absoluto. Recordo dos tempos já longínquos de infância os volframistas super e rapidamente enriquecidos, com várias canetas ostensivas no bolso exterior do casaco (sem saberem escrever) e os anéis de oiro em vários dedos da mão como afirmação da sua pujança económica. Eram ridículos!

A fortaleza para exigir que se cumpra o que se estabeleceu para os que terminaram as actividades escolares. Deixá-los ao abandono, ou melhor, sem quaisquer exigências quanto aos deveres que assumiram de realizar as actividades em que se inscreveram ou que se comprometeram a executar é um convite para a desordem e a falta de sentido de responsabilidade. E também para acalentar positivamente os que se encontram imersos nos seus exames, facilitando-lhes um ambiente de serenidade e de rigor. Interessar-se por eles, pelo modo como decorrem, animar à sua boa preparação com estudo aturado, eis um panorama educativo que as famílias podem desenvolver com proveito.

É este mês também um tempo para concretizar as férias familiares, que se efectuam entre Julho e Agosto de um modo habitual. Lembrar-se de que são momentos de maior intimidade entre os pais e os filhos, onde todos podem realizar tarefas de ajuda mútua, de partilha e de amizade em circunstâncias únicas que une todos os membros de uma forma agradável.

Ter consciência de que nem todos os ambientes são próprios para uma vivência cristã. E há deveres que não podem esquecer-se nem pôr de parte. Por exemplo, o cumprimento do preceito dominical de participar na Santa Missa. Deus não pode ser o grande esquecido do período de férias, como se não existisse ou fosse uma referência incómoda para quem pretende descansar. Descansar sem Deus é um falso descanso, porque é pôr de parte o que o fiel confessa no primeiro mandamento: "Adorar e amar a Deus sobre todas as coisas".

É este mês ainda um tempo que a Igreja dedica a sua atenção ao Coração de Jesus, pelo que Ele significa de exemplo para todos nós. "Aprendei de Mim, que sou manso e humilde de Coração", disse o Senhor. No Amor que se derrama do Coração de Cristo, de Nazaré ao Calvário, nós entendemos melhor como Deus nos ama. E compreendemos também que a nossa atitude de vida deve fundamentar-se na humildade e na mansidão do coração, que tantas vezes se impacienta com ninharias, se irrita com o comportamento alheio e se fecha sobre si mesmo, não querendo compartilhar com os outros as nossas alegrias e tristezas. Não esqueçamos ainda que entre o Coração de Jesus e o de Maria existe a relação de um Filho com a sua Mãe. Quantas vezes, a mansidão e a humildade do Coração de Jesus não reflectirão o modelo de conduta que Ele descobriu na simplicidade da vida de Maria Santíssima.

Lembramos ainda que neste mês se encerram as comemorações do Ano Paulino, com que toda a Igreja quis sublinhar a importância da vida e da doutrina que S. Paulo, o Apóstolo das gentes, legou a toda a humanidade e, em particular, ao mundo cristão.


(Pe. Rui Rosas da Silva – Prior da Paróquia de Nossa Senhora da Porta Céu em Lisboa in Boletim Paroquial de Junho, selecção do título da responsabilidade do autor do blogue)

Santo Anjo da Guarda de Portugal – 10 de Junho

Os Anjos que fazem parte desse mundo invisível, a que se estende também a acção criadora de Deus, vivem inteiramente dedicados ao louvor e ao serviço de Deus. A inteligência humana tem dificuldade em exprimir a natureza dessas criaturas espirituais. A sua missão, porém, é-nos mais conhecida através da Bíblia, que, em tantos passos, dá testemunho acerca da existência dos Anjos.

Mensageiros de Deus, em momentos decisivos da História da Salvação, os Anjos estão encarregados da Guarda dos homens (Mt. 18, 10: Act. 12,3) e da protecção da Igreja (Ap. 12, 1-9). A fé cristã crê também que cada nação em particular tem um Anjo encarregado de velar por ela.

Em Portugal a devoção ao Anjo da guarda é muito antiga. Tomou, porém, um incremento especial com as Aparições do Anjo, em Fátima, aos Pastorinhos.

Pio XII mandou inserir esta comemoração no nosso Calendário.


(Fonte: Secretariado Nacional de Liturgia)

Comentário ao Evangelho do dia feito por:

Melitão de Sardes (?-c. 195), bispo

«Não vim revogá-los, mas levá-los à perfeição»

A imolação do cordeiro, o rito da Páscoa e a letra da Lei desembocaram em Cristo Jesus, em vista de Quem tudo aconteceu na Lei antiga, e ainda mais na ordem nova. Porque a Lei se fez o Verbo e, de antiga, se tornou nova [...], o mandamento transformou-se em graça, a figura em verdade, o cordeiro veio a ser o Filho, a ovelha veio a ser homem e o homem veio a ser Deus. [...]

Sendo Deus, o Senhor revestiu-Se de homem, sofreu por aquele que sofria, foi preso por aquele que se encontrava cativo, foi julgado pelo culpado, foi sepultado por aquele que estava sepultado. Ressuscitou dos mortos e proclamou: «Quem ousará atacar-Me? Apresentemo-nos juntos!» (Is 50, 8). Fui Eu que libertei o condenado; fui Eu que dei vida ao morto; fui Eu que ressuscitei o sepultado. «Quem ousaria condenar-Me?» Fui Eu, diz Ele, que sou o Cristo, que destruí a morte, que triunfei do adversário, que prendi o poderoso inimigo, que conduzi o homem às alturas dos céus; sou Eu, diz Ele, que sou o Cristo.

Vinde, pois, ó famílias dos homens, sobrecarregadas de pecados, e recebei o perdão dos pecados. Porque Eu sou o vosso perdão, Eu que sou a Páscoa da salvação, Eu que sou o cordeiro imolado por vós, o vosso resgate, a vossa vida, a vossa ressurreição, a vossa luz, a vossa salvação, o vosso rei. Serei Eu que vos conduzirei às alturas dos céus; serei Eu que vos ressuscitarei; serei Eu que vos farei ver o Pai, que existe desde toda a eternidade, serei Eu que vos ressuscitarei com a Minha mão poderosa.


(Fonte: Evangelho Quotidiano)