Orígenes (c. 185-253), presbítero e teólogo
Se permanecerdes fiéis à minha mensagem [...], a verdade vos tornará livres»
«O Senhor é o Espírito e onde está o Espírito do Senhor, aí está a liberdade» (2Co 3, 17). [...] Como poderemos encontrar esta liberdade, nós que somos escravos do mundo, escravos do dinheiro, escravos dos desejos da carne? Claro que me esforço por me corrigir, julgo-me a mim próprio, condeno as minhas faltas. Que os meus ouvintes examinem por seu lado o que pensam do seu próprio coração. Mas, digo-o de passagem, enquanto estiver preso a alguma destas coisas, não estou convertido ao Senhor, não atingi a verdadeira liberdade, porque ainda me deixo prender por tais preocupações. [...]
Está escrito, sabemo-lo: «É-se escravo daquele por quem nos deixamos vencer» (2Ped 2, 19). Ainda que não seja vencido pelo amor ao dinheiro, ainda que não esteja preso pela preocupação dos bens e das riquezas, estou, contudo ávido de elogios e desejoso da glória humana, quando me preocupo com o rosto que me mostram os homens e com o que dizem de mim, quando quero saber o que pensam de mim, como me consideram, quando temo desagradar a uns e desejo agradar a outros. Enquanto tiver estas preocupações, sou seu escravo. Mas quereria fazer um esforço para me libertar, tentar livrar-me do jugo desta escravidão vergonhosa e chegar a esta liberdade de que nos fala o apóstolo Paulo: «foi para a liberdade que vós fostes chamados; não vos torneis escravos dos homens» (Gal 5, 13; 1Cor 7,23). Mas quem me dará esta liberdade? Quem me libertará desta escravidão vergonhosa, senão Aquele que disse: «Se o Filho vos libertar, sereis realmente livres»? [...] Sirvamos portanto fielmente, «amarás o Senhor, nosso Deus, com todo o nosso coração, com toda a nossa alma, com todo o nosso entendimento com todas as nossas forças» (Mc 12, 30), para merecermos receber de Cristo Jesus nosso Senhor o dom da liberdade.
(Fonte: "Evangelho Quotidiano")
Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!
quarta-feira, 1 de abril de 2009
O Evangelho do dia 1 de Abril de 2009
São João 8, 31-42
Naquele tempo,
dizia Jesus aos judeus que tinham acreditado n’Ele:
«Se permanecerdes na minha palavra,
sereis verdadeiramente meus discípulos,
conhecereis a verdade
e a verdade vos libertará».
Eles responderam-Lhe:
«Nós somos descendentes de Abraão
e nunca fomos escravos de ninguém.
Como é que Tu dizes: ‘Ficareis livres’?»
Respondeu Jesus:
«Em verdade, em verdade vos digo:
Todo aquele que comete o pecado é escravo.
Ora o escravo não fica para sempre em casa ;
o filho é que fica para sempre.
Mas se o Filho vos libertar,
sereis realmente homens livres.
Bem sei que sois descendentes de Abraão;
mas procurais matar-Me,
porque a minha palavra não entra em vós.
Eu digo o que vi junto de meu Pai
e vós fazeis o que ouvistes ao vosso pai».
Eles disseram: «O nosso pai é Abraão».
Respondeu-lhes Jesus:
«Se fôsseis filhos de Abraão,
faríeis as obras de Abraão.
Mas procurais matar-Me,
a Mim que vos disse a verdade que ouvi de Deus.
Abraão não procedeu assim.
Vós fazeis as obras do vosso pai».
Disseram-Lhe eles:
«Nós não somos filhos ilegítimos;
só temos um pai, que é Deus».
Respondeu-lhes Jesus:
«Se Deus fosse o vosso Pai, amar-Me-íeis,
porque saí de Deus e d’Ele venho.
Eu não vim de Mim próprio;
foi Ele que Me enviou».
Naquele tempo,
dizia Jesus aos judeus que tinham acreditado n’Ele:
«Se permanecerdes na minha palavra,
sereis verdadeiramente meus discípulos,
conhecereis a verdade
e a verdade vos libertará».
Eles responderam-Lhe:
«Nós somos descendentes de Abraão
e nunca fomos escravos de ninguém.
Como é que Tu dizes: ‘Ficareis livres’?»
Respondeu Jesus:
«Em verdade, em verdade vos digo:
Todo aquele que comete o pecado é escravo.
Ora o escravo não fica para sempre em casa ;
o filho é que fica para sempre.
Mas se o Filho vos libertar,
sereis realmente homens livres.
Bem sei que sois descendentes de Abraão;
mas procurais matar-Me,
porque a minha palavra não entra em vós.
Eu digo o que vi junto de meu Pai
e vós fazeis o que ouvistes ao vosso pai».
Eles disseram: «O nosso pai é Abraão».
Respondeu-lhes Jesus:
«Se fôsseis filhos de Abraão,
faríeis as obras de Abraão.
Mas procurais matar-Me,
a Mim que vos disse a verdade que ouvi de Deus.
Abraão não procedeu assim.
Vós fazeis as obras do vosso pai».
Disseram-Lhe eles:
«Nós não somos filhos ilegítimos;
só temos um pai, que é Deus».
Respondeu-lhes Jesus:
«Se Deus fosse o vosso Pai, amar-Me-íeis,
porque saí de Deus e d’Ele venho.
Eu não vim de Mim próprio;
foi Ele que Me enviou».
terça-feira, 31 de março de 2009
Humildes sempre
Deus resiste aos soberbos, mas aos humildes dá a sua graça, ensina o Apóstolo S. Pedro (1Pe 5,5). Em qualquer época, em qualquer situação humana, não existe - para viver vida divina - senão o caminho da humildade. Será que o Senhor se regozija com a nossa humilhação? Não. Que lucraria com o nosso abatimento Aquele que tudo criou, e mantém e governa tudo o que existe? Deus só deseja a nossa humildade, que nos esvaziemos de nós próprios para ele nos poder encher; pretende que não lhe levantemos obstáculos, a fim de que - falando ao modo humano - caiba mais graça sua no nosso pobre coração.
(“Amigos de Deus” 98 – S. Josemaría Escrivá)
(“Amigos de Deus” 98 – S. Josemaría Escrivá)
Resposta do Pe. Nuno Serras Pereira (sem comentários)
Resposta Aberta à Carta ao Bispo de Viseu do Pe. Nuno Serras Pereira que aqui é reproduzida
Caro Pe. Nuno,
No seu amor à Igreja e ao Senhor, toldado, neste caso, pela paixão exacerbada, incorre no gravíssimo erro de compartilhar as ideias do relativismo e dos maçons ao pretender remeter o papel da Igreja ao seu foro íntimo, quando escreve “a Igreja não tem que dizer-lhes que não usem o preservativo, mas não pode de modo nenhum aconselhá-las a que o usem”, NÃO, a Igreja tem a obrigação e o dever de se envolver em tudo que à vida dos cristãos diz respeito.
Erra, ofende e não pratica a virtude cristã da caridade, quando reduz todos os seropositivos aos homossexuais e aos promíscuos; pergunto-lhe aonde coloca aqueles, e que são bastantes, que se infectaram pela via sanguínea? Aonde coloca aqueles, infelizmente mais frequente serem aquelas, que casados são infectados devido à infidelidade do conjugue?
Convido-o a explorar o blogue do signatário, se desejar aferir da total fidelidade do mesmo ao Romano Pontífice, à sua defesa permanente e convicta do mesmo, nomeadamente no que às suas declarações sobre o uso do preservativo como medida profilática em África diz respeito.
Com todo o respeito que qualquer ser humano me merece e em total sintonia com os ensinamentos do Senhor, termino dizendo-lhe que a sua condição de sacerdote não lhe confere, nem lhe retira, qualquer qualidade superior de amor a Jesus Cristo Nosso Senhor e à Sua Igreja, ou seja, rogo-lhe que tenha a humildade de não se considerar “primus inter paris”, salvo quando actua em nome Dele ao ministrar os Sacramentos, porque aí não é o Pe. Nuno que actua, mas sim Jesus Cristo Nosso Senhor por sua interposição.
Apresento-lhe os meus melhores cumprimentos, pedindo ao Senhor, que por intercessão da Virgem Santíssima, abençoe e proteja, a si, à sua Ordem e a todos os seus confrades,
João Paulo Reis
Seropositivo e abstinente
«Quem de entre vós estiver sem pecado atire a primeira pedra» (Jo, 20, 7)
Carta aberta ao Bispo de Viseu
Excelência Reverendíssima
Saudações de Paz e Bem
1. S. Tomás de Aquino (Summa contra gentiles III, c. 122) considera que quem fornica, isto é, quem tem trato carnal com pessoa de sexo diferente sem com ela estar casado, pode cometer dois tipos de males – o menor de entre eles, embora grave ou mortal, é o de que esse acto se opõe ao bem da vida da criança que pode resultar desse acto; o segundo, ainda mais grave, é o de recorrendo à contracepção impedir a geração da criança.
2. As Sagradas Escrituras, a Tradição da Igreja e o seu Magistério sempre ensinaram que só é lícita (que só é moralmente boa) a relação sexual entre um homem e uma mulher casados, em que o sémen do marido é ejaculado na matriz feminina, e da qual está ausente qualquer tipo de contracepção.
3. Às pessoas homossexuais ou às pessoas promíscuas infectadas com hiv/sida a Igreja não tem que dizer-lhes que não usem o preservativo, mas não pode de modo nenhum aconselhá-las a que o usem, já que isso representaria uma cooperação formal com o mal intrínseco que elas cometem. A missão da Igreja é a de chamar essas pessoas à conversão e a uma vida de santidade. Claro que a Igreja deverá alertar toda a gente para o cumprimento de todos os mandamentos. Desse modo as pessoas infeccionadas com enfermidades de tipo mortal têm de compreender que ao exercerem determinado tipo de actos poderão estar a transgredir não só o sexto mandamento mas também o quinto. E que a transgressão de dois mandamentos é mais grave ainda do que a de um só.
Sem outro assunto pede-lhe a sua bênção
Servo mísero e inútil
Nuno Serras Pereira, ofm
(Fonte: Infovitae)
No seu amor à Igreja e ao Senhor, toldado, neste caso, pela paixão exacerbada, incorre no gravíssimo erro de compartilhar as ideias do relativismo e dos maçons ao pretender remeter o papel da Igreja ao seu foro íntimo, quando escreve “a Igreja não tem que dizer-lhes que não usem o preservativo, mas não pode de modo nenhum aconselhá-las a que o usem”, NÃO, a Igreja tem a obrigação e o dever de se envolver em tudo que à vida dos cristãos diz respeito.
Erra, ofende e não pratica a virtude cristã da caridade, quando reduz todos os seropositivos aos homossexuais e aos promíscuos; pergunto-lhe aonde coloca aqueles, e que são bastantes, que se infectaram pela via sanguínea? Aonde coloca aqueles, infelizmente mais frequente serem aquelas, que casados são infectados devido à infidelidade do conjugue?
Convido-o a explorar o blogue do signatário, se desejar aferir da total fidelidade do mesmo ao Romano Pontífice, à sua defesa permanente e convicta do mesmo, nomeadamente no que às suas declarações sobre o uso do preservativo como medida profilática em África diz respeito.
Com todo o respeito que qualquer ser humano me merece e em total sintonia com os ensinamentos do Senhor, termino dizendo-lhe que a sua condição de sacerdote não lhe confere, nem lhe retira, qualquer qualidade superior de amor a Jesus Cristo Nosso Senhor e à Sua Igreja, ou seja, rogo-lhe que tenha a humildade de não se considerar “primus inter paris”, salvo quando actua em nome Dele ao ministrar os Sacramentos, porque aí não é o Pe. Nuno que actua, mas sim Jesus Cristo Nosso Senhor por sua interposição.
Apresento-lhe os meus melhores cumprimentos, pedindo ao Senhor, que por intercessão da Virgem Santíssima, abençoe e proteja, a si, à sua Ordem e a todos os seus confrades,
João Paulo Reis
Seropositivo e abstinente
«Quem de entre vós estiver sem pecado atire a primeira pedra» (Jo, 20, 7)
Carta aberta ao Bispo de Viseu
Excelência Reverendíssima
Saudações de Paz e Bem
1. S. Tomás de Aquino (Summa contra gentiles III, c. 122) considera que quem fornica, isto é, quem tem trato carnal com pessoa de sexo diferente sem com ela estar casado, pode cometer dois tipos de males – o menor de entre eles, embora grave ou mortal, é o de que esse acto se opõe ao bem da vida da criança que pode resultar desse acto; o segundo, ainda mais grave, é o de recorrendo à contracepção impedir a geração da criança.
2. As Sagradas Escrituras, a Tradição da Igreja e o seu Magistério sempre ensinaram que só é lícita (que só é moralmente boa) a relação sexual entre um homem e uma mulher casados, em que o sémen do marido é ejaculado na matriz feminina, e da qual está ausente qualquer tipo de contracepção.
3. Às pessoas homossexuais ou às pessoas promíscuas infectadas com hiv/sida a Igreja não tem que dizer-lhes que não usem o preservativo, mas não pode de modo nenhum aconselhá-las a que o usem, já que isso representaria uma cooperação formal com o mal intrínseco que elas cometem. A missão da Igreja é a de chamar essas pessoas à conversão e a uma vida de santidade. Claro que a Igreja deverá alertar toda a gente para o cumprimento de todos os mandamentos. Desse modo as pessoas infeccionadas com enfermidades de tipo mortal têm de compreender que ao exercerem determinado tipo de actos poderão estar a transgredir não só o sexto mandamento mas também o quinto. E que a transgressão de dois mandamentos é mais grave ainda do que a de um só.
Sem outro assunto pede-lhe a sua bênção
Servo mísero e inútil
Nuno Serras Pereira, ofm
(Fonte: Infovitae)
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