Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

sábado, 28 de março de 2009

Reflexões teológicas sobre o tema do sínodo (4)

4. A paz do Reino

46. De qual paz se trata? «Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo dá» (Jo 14, 27), diz-nos Jesus. Porque a paz do mundo é precária e frágil. A paz verdadeira é-nos oferecida à maneira de Cristo e em Cristo: «Ele é a nossa paz: de ambos os povos fez um só, tendo derrubado o muro da separação e suprimido em sua carne a inimizade (…) a fim de criar em si mesmo um só Homem Novo, estabelecendo a paz (…) por meio da cruz, na qual ele matou a inimizade. Assim, ele veio e anunciou a paz a vós que estáveis longe e paz aos que estavam perto, pois, por meio dele, nós, judeus e gentios, num só Espírito, temos acesso ao Pai» ( Ef 2,14-18).

47. A missão de servir a paz há-de consistir, para nós, em construi-la em cada um dos membros do Corpo de Cristo, para que todos nós nos tornemos mulheres e homens novos, capazes de operar esta pacificação de África. A paz, com efeito, não é antes de tudo produto das estruturas ou de pessoas externas. Ela nasce sobretudo dentro, no interior das pessoas individuais e das próprias comunidades. A conversão do coração «num coração novo» e «num espírito novo» (Ez 36,26) é a fonte de uma acção transformadora eficaz. Graças a uma vida autêntica de discípulo, fruto da metanóia (cf. Mc 1,15), esperamos a transformação dos comportamentos, dos hábitos e das mentalidades. A nossa identidade de discípulos revela-se, então, essencial para a transformação da nossa sociedade, e do mundo em geral, num mundo melhor, mais verdadeiro, mais justo, mais pacifico, mais reconciliado, mais fraterno e mais feliz, e isto com a colaboração de todos os homens de boa vontade. Deste modo, as pessoas desanimadas pela vida por causa dos conflitos políticos incessantes, das guerras cíclicas, da pobreza e das injustiças sociais, políticas e económicas hão-de reencontrar a esperança e o gosto de viver.


INSTRUMENTUM LABORIS III, 1, 46-47


(Fonte: site da Santa Sé)

Termos e transmitirmos optimismo sobrenatural

Recorramos sempre à intercessão de S. Josemaría, também no dia 28, aniversário da sua ordenação sacerdotal. Peçamos-lhe que nos faça participar do seu optimismo sobre­natural, do seu amor ao mundo, para sabermos levar por todo o lado, com a segurança dos filhos de Deus, esta formosíssima batalha de amor e de paz a que o Senhor nos convocou.

(Excerto carta de Março 2009 do Prelado do Opus Dei - D. Javier Echevarría)

Curso Básico em Cuidados Paliativos (clique na imagem para ver com mais detalhe)


Comentário ao Evangelho do dia feito por:

São Teófilo de Antioquia (?-c. 186), bispo

«Estabeleceu-se um desacordo entre a multidão, por Sua causa»


Com os olhos do corpo, observamos o que se passa na vida e na terra; discernimos a diferença entre a luz e a escuridão, entre o branco e o preto, entre o feio e o belo [...]; o mesmo acontece com aquilo que o ouvido abarca: sons agudos, graves, agradáveis. Mas também temos ouvidos no coração e olhos na alma, sentidos que podem captar a Deus. Com efeito, Deus deixa-Se percepcionar porque aqueles que são capazes de O ver, depois de se lhes terem aberto os olhos da alma.

Todos nós temos olhos físicos, mas alguns têm-nos velados, e não vêem a luz do sol. Se os cegos não vêem, não é porque a luz do sol não brilhe. É a si próprios, e aos seus olhos, que os cegos devem essa privação. O mesmo se passa contigo: os olhos da tua alma estão velados pelos teus pecados e as tuas más acções [...]; quando tem um pecado na alma, o homem deixa de conseguir ver a Deus. [...]

Se quiseres, porém, podes curar-te. Confia-te ao médico, e Ele te curará os olhos da alma e do coração. E quem é o médico? É Deus, que cura e vivifica, por meio do Seu Verbo e da Sua Sabedoria. Foi por meio do Verbo e da Sabedoria que Deus fez todas as coisas [...]. Se compreenderes este facto, e se viveres uma vida de pureza, piedade e justiça, poderás ver a Deus. Que a fé e o temor de Deus sejam os primeiros a entrar no teu coração, para que possas compreendê-Lo. Quando te tiveres despojado da tua condição mortal e te tiveres revestido de imortalidade (1Cor 15, 53), verás a Deus segundo os teus méritos, a esse Deus que te ressuscitará a carne, tornada imortal, tal como te ressuscitará a alma. Nessa altura verás a Deus imortal, desde que tenhas acreditado Nele já nesta vida.


(Fonte: Evangelho Quotidiano)

O Evangelho do dia 28 de Março de 2009

São João 7, 40-53

Naquele tempo,
alguns que tinham ouvido as palavras de Jesus
diziam no meio da multidão:
«Ele é realmente o Profeta».
Outros afirmavam: «É o Messias».
Outros, porém, diziam:
«Poderá o Messias vir da Galileia?
Não diz a Escritura
que o Messias será da linhagem de David
e virá de Belém, a cidade de David?»
Houve assim desacordo entre a multidão a respeito de Jesus.
Alguns deles queriam prendê-l’O,
mas ninguém Lhe deitou as mãos.
Então os guardas do templo
foram ter com os príncipes dos sacerdotes e com os fariseus
e estes perguntaram-lhes:
«Porque não O trouxestes».
Os guardas responderam:
«Nunca ninguém falou como esse homem».
Os fariseus replicaram:
«Também vos deixastes seduzir?
Porventura acreditou n’Ele algum dos chefes ou dos fariseus?
Mas essa gente, que não conhece a Lei, está maldita».
Disse-lhes Nicodemos,
aquele que anteriormente tinha ido ter com Jesus
e era um deles:
«Acaso a nossa Lei julga um homem
sem antes o ter ouvido e saber o que ele faz?»
Responderam-lhe:
«Também tu és galileu?
Investiga e verás que da Galileia
nunca saiu nenhum profeta».
E cada um voltou para sua casa.