Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

quarta-feira, 25 de março de 2009

25º Aniversário da Consagração do Mundo ao Imaculado Coração de Maria celebrado em Fátima

À vossa protecção vos acolhemos, Santa Mãe de Deus!

A emoção e a alegria estavam estampadas nos rostos dos peregrinos que esta manhã em Fátima participaram na renovação da consagração do mundo ao Imaculado Coração de Maria, precisamente 25 anos após a deslocação da Imagem de Nossa Senhora do Rosário de Fátima ao Vaticano, a pedido do Papa João Paulo II, para o Acto de Entrega a Nossa Senhora, em união com os bispos do mundo.

A renovação do Acto de Consagração teve lugar na Capelinha das Aparições, após a celebração da Eucaristia, na Igreja da Santíssima Trindade.

D. António Marto, Bispo de Leiria-Fátima, que presidiu, acompanhado de D. Serafim Ferreira e Silva, Bispo Emérito de Leiria-Fátima, e de vinte sacerdotes, voltou-se para a Imagem de Nossa Senhora e, usando as mesmas palavras que João Paulo II usara em 1984, consagrou a humanidade à Virgem Mãe.

A uma só voz, os peregrinos e sacerdotes presentes na Capelinha juntaram-se ao Bispo de Leiria-Fátima e todos, também de joelhos, rezaram a Nossa Senhora, seguindo o texto que tinha sido distribuído ao início da manhã em uma pequena pagela evocativa da efeméride.

“Que se revele, uma vez mais, na história do mundo a infinita potência salvífica da Redenção:
a força infinita do Amor misericordioso! Que ele detenha o mal! Que ele transforme as consciências! Que se manifeste para todos, no Vosso Coração Imaculado, a luz da Esperança!”, foram as palavras finais da consagração, exactamente as mesmas que foram proferidas na Praça de S. Pedro, a 25 de Março de 1984.

Após este comovente e solene momento, ressoou no Recinto do Santuário o cântico “Totus tuus, Maria”, o lema de João Paulo II: “Todo Teu, Maria”.

“É com todo o gosto, diria mesmo, é com todo o gozo que hoje Nossa Senhora me concede poder renovar a consagração do mundo ao Seu Imaculado Coração com as mesmas palavras do amado Papa João Paulo II”, afirmara D. António Marto momentos antes, durante a Eucaristia, ocasião em que sublinhou a importância do gesto que se seguiria.

“A razão porque queremos renovar a consagração é em atitude de acção de graças porque a partir dessa consagração (de 1984) começaram a cair os muros e as resistências ao anúncio da fé cristã”, disse.

Na mesma homilia, disse também que a consagração “não é só levarmos as preocupações do mundo para o Coração da Mãe, mas é nós colocarmo-nos, nós mesmos, também nesse coração, para nos implicarmos e para recebermos Dela as suas palavras ‘Por fim o Meu Imaculado Coração triunfará”.


LeopolDina Reis Simões, Sala de Imprensa do Santuário de Fátima

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Aproveitar a vida

“Provavelmente Deus não existe. Deixa de preocupar-te e aproveita a vida”. Este anúncio anda a circular no exterior de alguns autocarros em Inglaterra e Espanha. Com a globalização, é provável que, em pouco tempo, vejamos autocarros com esta mensagem nas nossas cidades. Temos de estar muito agradecidos. Finalmente, alguém “descobriu” por que motivo nos preocupamos tanto. O nosso “problema” é que acreditamos em Deus. No dia em que deixarmos de lado essa “superstição”, seremos verdadeiramente “livres”. Poderemos, por fim, aproveitar a nossa vida.

Com esta campanha, tenta transmitir-se a ideia de que sem Deus uma pessoa vive muito melhor. Mas será verdadeiramente assim? Será que aqueles que têm fé são infelizes? Será que são pessoas que não sabem aproveitar a vida? É razoável acreditar em Deus, ou é uma atitude própria de gente fanática e pouco inteligente? Podem parecer perguntas demasiadamente radicais – mas não são poucas as pessoas que, nos dias de hoje, se questionam deste modo.

Temos necessidade de pensar sobre Deus para encontrar o sentido da nossa vida. Quem sou eu? Donde venho? Para onde vou? Porque existe o mal? Que haverá para além desta vida? No nosso coração “arde” uma exigência de sentido. Além disso, a realidade da morte torna urgente a resposta à pergunta sobre o sentido da vida. Dessa resposta depende directamente o modo como vivemos o nosso dia a dia e o modo como olhamos para o nosso futuro.

A fonte do desespero, muitas vezes, está em considerar que a vida carece de sentido. Que caminhamos para o vazio, para o nada, para o absurdo. O ateísmo pode parecer uma atitude romântica e libertadora. No entanto, não é assim. Sem Deus, a vida perde o seu sentido último. O único que passa a ter sentido é aproveitar ao máximo o momento presente. “Comamos e bebamos que amanhã morreremos”. Este acaba por ser o modo de viver daqueles que pensam que a morte é o fim de tudo e que a vida carece de sentido.

Pelo contrário, a fé em Deus permite ao homem “resolver” os problemas do mal, do sofrimento e do sentido da vida. É também base segura para defender a dignidade, igualdade e liberdade de todos os homens. Sem Deus, tais valores acabam por estar apoiados numa areia movediça. Quando são úteis numa situação concreta, defendem-se com ardor. Quando “incomodam”, passa-se por cima deles em nome de uma liberdade mal entendida.

A fé é também fonte de alegria. Uma alegria que alivia e refresca a alma, com frequência carregada pelo esforço de viver. A fé é a única porta nesta Terra que permite entrar no mistério de Deus. No acto de fé, cada um de nós realiza a decisão mais livre e libertadora da existência. Só em Deus podemos encontrar a verdadeira resposta para o “mistério” da nossa vida. No fundo, ao contrário do que diz o anúncio, são aqueles que têm fé que aproveitam melhor a sua vida. Porque são conscientes do sentido último que ela tem.


Pe. Rodrigo Lynce de Faria

Cardeal Bagnasco invoca uma lei sobre o fim da vida


Os políticos italianos devem agir imediatamente para aprovar uma lei sobre o fim da vida. Foi o que pediu o Cardeal Angelo Bagnasco, presidente da Conferência Episcopal Italiana (CEI), no seu discurso ao Conselho Permanente que teve início nesta segunda-feira em Roma.

Nesta ocasião, o purpurado fez referência ao caso de Eluana Englaro, a jovem italiana em estado vegetativo por 17 anos, e que morreu em Udine no último dia 9 de Fevereiro por causa da remoção da sonda que a alimentava e hidratava. Um claro apelo de Dom Bagnasco:

Necessárias, porém, sublinhou, são também as curas paliativas e “um sistema eficaz de hospedagem” para as famílias dos pacientes com graves incapacidades. O Cardeal denunciou ainda “o manto de piedade” com o qual se procura fazer passar o “direito a morrer”, e agradeceu às Irmãs da Misericórdia que assistiram Eluana por tantos anos:

De seguida referiu-se ao caso Williamson e à questão da remissão da excomunhão aos quatro Bispos “lefebvrianos”, falando de “acusações intencionais dirigidas com pouco fundamento” ao Santo Padre, que na carta de explicação, ao invés mostrou “a coerência de uma vida vivida unicamente a um serviço transparente à Igreja de Cristo”.

Com um olhar às medidas para contrastar os efeitos da crise económica sobre as famílias italianas, D. Bagnasco propôs a criação de um fundo de garantia para ajudar todos aqueles que correrem o perigo de viver abaixo da linha da pobreza.

O Cardeal deteve-se ainda sobre a primeira viagem apostólica de Bento XVI à África e sobre a polémica relativa ao uso dos preservativos na luta contra a SIDA/AIDS, levantada somente pelos meios de comunicação ocidentais, sem a devida consideração sobre o que está em jogo:

“… sobre uma questão muito importante cabe à política agir, elaborar e aprovar, sem delongas ou instrumentais adiamentos, um inequívoco dispositivo de lei”.

“A primeira cura, para qualquer forma de doença, é fazer com que o doente não se sinta sozinho, sozinho com o seu mal, e abandonado a si mesmo”.

“É preciso promover um trabalho de educação de modo amplo, que deve ser inserido na mentalidade dos africanos e se concretize em particular na promoção electiva da mulher; sobretudo é necessário alimentar as esperanças de cura e de assistência, financiando a distribuição de medicamentos acessíveis a todos”.


(Fonte: H2O News com adaptação de JPR)

A importância de uma viagem

Esta nova viagem internacional do Papa será importante, aliás já é. Compreenderam-no os mass media, mesmo reduzindo-a a um só aspecto aliás alterado em chave polémica isto é, o dos métodos para contrastar a difusão do SIDA/AIDS. Sim, é importante a presença de Bento XVI nos Camarões e em Angola, como os jornalistas do séquito compreenderam imediatamente das respostas às suas perguntas quando o avião começava a sobrevoar o deserto do Sahara, e como sobressaiu dos primeiros dois discursos, durante a cerimónia de boas-vindas e aos bispos. Foram precisamente eles os primeiros a desejar ao Papa os bons votos que também o nosso jornal formula com afecto pela festa de seu santo padroeiro.

A importância da viagem tem diversos aspectos: a visita a terceira de um Papa em pouco mais de um vinténio a dois grandes Países como os Camarões, apresentados justamente como a África em miniatura, e Angola; a proximidade que também deste modo o Bispo de Roma deseja demonstrar a todo o continente africano, onde o catolicismo é jovem e em vigoroso crescimento, sobre raízes antigas e com realizações relevantes; a dimensão colegial, que é ainda mais acentuada de quanto acontece normalmente nas visitas papais internacionais.

Este aspecto colegial da viagem africana foi ressaltada por Bento XVI ao responder à pergunta sobre a sua presumível solidão, uma representação que o faz "sorrir um pouco" disse textualmente. Acrescentando logo a seguir que está circundado de amigos, aliás, de uma "rede de amizade", formada antes de tudo pelo Cardeal Secretário de Estado e pelos seus mais estreitos colaboradores, num empenho quotidiano de tipo colegial, como é historicamente o da Cúria romana, ritmado pelas audiências habituais, pelas visitas dos episcopados, pelas reuniões plenárias das congregações quis explicar a quem não quer compreender. Numa circularidade cada vez mais acentuada entre centro e periferia.

No trabalho de todos os dias está incluída a preparação, longa e conscienciosa, das viagens, que há quase meio século se tornaram uma forma nova de serviço papal. Como esta, na qual não só simbolicamente participam os principais responsáveis da Secretaria de Estado, mas também um cardeal bispo proveniente da África, o cardeal prefeito e o arcebispo secretário (também ele africano) da Congregação para a Evangelização dos Povos, o arcebispo secretário do Sínodo dos Bispos.

Graças a esta preparação, em diálogo contínuo com as representações pontifícias nos diversos Países e com os episcopados, as visitas internacionais do Bispo de Roma dão frutos imediatos como sobressai nestas horas de entusiasmo autêntico e comovedor dos irmãos camaroneses e duradouros. Bento XVI viaja, como os seus predecessores, para testemunhar e anunciar o Senhor. E isto tem efeitos políticos em sentido elevado. Também agora, ao exortar o continente africano e toda a comunidade internacional a um compromisso comum que ajude a superar a crise global.


Giovanni Maria Vian (Director)