Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!
sábado, 14 de fevereiro de 2009
Coerência de um bom Filho Deus, saibamos imitá-lo
A 2 de Junho passado, o Presidente da República Italiana, Giorgio Napolitano, havia-lhe conferido o título de Cavaleiro da Ordem da Estrela da Solidariedade. Nesta quarta-feira, o sacerdote devolveu o reconhecimento a Napolitano, por não ter assinado o decreto que teria detido o protocolo médico para Eluana Englaro.
«Como posso eu, cidadão italiano, receber semelhante honra quando o senhor, com sua intervenção, permite a morte de Eluana, em nome da República Italiana?», pergunta.
«Tenho mais de um caso como o de Eluana Englaro – relata Aldo Trento. Penso no pequeno Víctor, um menino em coma, que aperta os punhos; a única coisa que fazemos é dar-lhe de comer com a sonda. Diante destas situações, como posso reagir frente ao caso de Eluana?»
«Ontem me trouxeram uma menina nua, uma prostituta, em coma, deixada na porta de um hospital; chama-se Patrícia, tem 19 anos; lavámo-la e limpámo-la. Ontem ela começou a mexer os olhos», afirma.
«Celeste tem 11 anos, sofre de leucemia gravíssima, nunca não havia sido tratada; trouxeram-ma para que fosse internada. Hoje Celeste caminha. E sorri.»
«Levei ao cemitério mais de 600 destes enfermos. Como se pode aceitar semelhante operação, como a que se fez com Eluana?»
«Cristina é uma menina abandonada em um lixo, é cega, surda, treme quando a beijo, vive com uma sonda, como Eluana. Não reage, só treme, mas pouco a pouco recupera as faculdades», acrescenta.
«Sou padrinho de dezenas destes enfermos. Não me importo com sua pele putrefacta. O senhor teria que ver com que humildade meus médicos tratam deles.»
Aldo Trento diz experimentar uma «dor imensa» pela história de Eluana Englaro: «É como se me dissessem: agora levamos-lhe seus filhos enfermos».
Para o missionário, «o homem não pode se reduzir à questão química».
«Como pode o Presidente da República oferecer-me uma estrela à solidariedade no mundo? Assim que recebi a estrela, eu levei-a à embaixada italiana no Paraguai.»
«Aqui o racionalismo cai, deixando espaço ao niilismo – comenta. Dizem-nos que uma mulher ainda viva já estaria praticamente morta. Mas então é absurdo também o cemitério e o culto à imortalidade que animam a nossa civilização.»
(Fonte: Zenit versão portuguesa com edição de JPR)
Esperançosa mensagem de Cirilo I ao Sumo Pontífice, peçamos ao Senhor por ambos
Cirilo I explica que “entre os muitos deveres que se apresentam ao primaz da Igreja Ortodoxa Russa, uma das prioridades é a necessidade fundamental de testemunhar e afirmar os valores do Evangelho de Cristo na sociedade contemporânea”.
Afirma-se convencido de que para isso devem contribuir o diálogo e a colaboração de todos aqueles que se chamam cristãos, e por isso assegura ao Papa que a Igreja Ortodoxa Russa “vai continuar imutavelmente aberta à cooperação com todos os que se declaram seguidores de Jesus Cristo e mantêm a visão tradicional dos conteúdos da mensagem que os cristãos devem levar ao mundo contemporâneo”.
“Entre os colaboradores neste campo, a Igreja Católica de Roma ocupa um lugar particular”, sublinha o Patriarca de Moscovo.
Da mesma forma, “um lugar particular nos esforços comuns dos cristãos, orientados a conseguir as finalidades expostas, é ocupado pelo senhor pessoalmente”, reconhece Cirilo I. “Espero sinceramente um frutífero desenvolvimento das relações entre as nossas Igrejas”, conclui a mensagem com a que Cirilo deseja a Bento XVI “paz, saúde e ajuda de Deus na sua tarefa”, e o saúda “com afecto no Senhor”.
(Fonte: site Radio Vaticana, título da responsabilidade de JPR)
14 de Fevereiro – efeméride dupla, mas profundamente interligadas
Em muitos lugares não se compreende o valor de purificação e corredenção que tem a dor aceite e oferecida em união com Jesus Cristo. É extremamente actual a consideração de S. Josemaría numa das Estações da Via Sacra: «Há no ambiente uma espécie de medo da cruz, da Cruz do Senhor. Tudo porque começaram a chamar cruzes a todas as coisas desagradáveis que acontecem na vida, e não sabem aceitá-las com sentido de filhos de Deus, com visão sobrenatural. Até tiram as cruzes que os nossos avós levantaram nos caminhos!...
Na Paixão, a Cruz deixou de ser símbolo de castigo para se converter em sinal de vitória. A Cruz é o emblema do Redentor: in quo est salus, vita et ressurrectio nostra, ali está a nossa salvação, a nossa vida e a nossa ressurreição» (Via Sacra, II Estação, ponto 5)
Convido-vos a aprofundar nestas palavras, especialmente nas próximas semanas, ao preparar-nos para celebrar o dia 14 de Fevereiro – dia de acção de graças no Opus Dei, por ser aniversário de duas datas fundacionais –, e também na última semana do mês, por ocasião do tempo da Quaresma. Ao referir-se a estes momentos fundacionais – o começo do trabalho apostólico da Obra com as mulheres, em 1930, e o da Sociedade Sacerdotal da Santa Cruz, em 1943 –, o nosso Padre transbordava de agradecimento a Deus. No facto destes dois eventos da história da Obra terem coincidido na mesma data, se bem que em anos diferentes, S. Josemaría descobria uma particular demonstração da Providência divina.
(…)
A propósito destes aniversários, S. Josemaría comentava a dada altura: «pensava eu que no Opus Dei só haveria homens. Não é que não quisesse as mulheres – amo muito a Mãe de Deus; amo a minha mãe e as vossas; estimo todas as minhas filhas, que são uma bênção de Deus no mundo inteiro –, mas antes de 14 de Fevereiro de 1930, eu nada sabia da vossa existência no Opus Dei, embora tivesse gravado no meu coração o desejo de cumprir em tudo a Vontade de Deus. E quando acabei de celebrar nesse dia a Santa Missa, sabia já que o Senhor queria a Secção feminina. Depois, a 14 de Fevereiro de 1943, quis coroar o Seu edifício com a Cruz: a Sociedade Sacerdotal da Santa Cruz» (Notas da pregação, 11-VII-1974)
(Carta de Janeiro 2009 do Prelado do Opus Dei - D. Javier Echevarría)