Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

sábado, 14 de fevereiro de 2009

S. Josemaria recorda o dia 14 de Fevereiro (espanhol com legendas)

O Evangelho do dia 14 de Fevereiro de 2009

São Lucas 10, 1-9

Depois disto, o Senhor designou outros setenta e dois discípulos e enviou-os dois a dois, à sua frente, a todas as cidades e lugares aonde Ele havia de ir. Disse-lhes:

«A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos.

«Rogai, portanto, ao dono da messe que mande trabalhadores para a sua messe.

«Ide! Envio-vos como cordeiros para o meio de lobos. Não leveis bolsa, nem alforge, nem sandálias; e não vos detenhais a saudar ninguém pelo caminho. Em qualquer casa em que entrardes, dizei primeiro: 'A paz esteja nesta casa!' E, se lá houver um homem de paz, sobre ele repousará a vossa paz; se não, voltará para vós. Ficai nessa casa, comendo e bebendo do que lá houver, pois o trabalhador merece o seu salário. Não andeis de casa em casa. Em qualquer cidade em que entrardes e vos receberem, comei do que vos for servido, curai os doentes que nela houver e dizei-lhes:

'O Reino de Deus já está próximo de vós.'

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Händel - Messiah, Hallelujah

Bento XVI - “Deus vele sobre o Estado do Vaticano”


“Pedimos ao Senhor, que guie com firmeza o destino da Barca de Pedro entre episódios não sempre tranquilos da história, que continue a velar sobre este pequeno Estado”. Bento XVI recordou assim os 80 anos do Estado da Cidade do Vaticano, na conclusão do concerto com trechos do “Messias” de Haendel, executado quinta-feira à tarde na Sala Paulo VI pela Our lady choral society of Dublin e pela RTE' Concert Orchestra, dirigidos pelo maestro Proinnsias O' Duinn.

O Papa pediu também ao Senhor que o assista, como Sucessor de Pedro, para poder desempenhar, com fidelidade e eficácia o seu ministério “fundamento da unidade da Igreja Católica, que no Vaticano tem seu centro visível e se expande até os confins do mundo”.

Referindo-se ao concerto apenas ouvido, Bento XVI sublinhou que a “música como arte pode ser um modo particular de anunciar Cristo, porque é capaz de tornar perceptível o mistério com uma eloquência toda sua”. Mais uma vez, concluiu, parece evidente como a música e o canto, “graças ao seu hábil entrelaçamento com a fé, podem revestir um alto valor pedagógico em âmbito religioso”.


(Fonte. H2O News)

O Papa e o Holocausto


"Falar neste lugar de horror, neste sítio onde se cometeram crimes indizíveis contra Deus e contra o Homem, é quase impossível. E é especialmente difícil e perturbante para um cristão, ainda mais Papa vindo da Alemanha".

Pouco mais de um ano depois do fumo branco que, em Roma, o anunciara nas sandálias de Pedro, o sucessor de João Paulo II falava assim, de mãos e rosto cerrados, no campo de concentração de Auschwitz-Birkenau.

Bento XVI foi sempre claro sobre o assunto do genocídio. Referiu, no seu profundo discurso de Auschwitz, a intenção nazi de, ao exterminar os judeus, eliminar a origem do monoteísmo, e recriar o mundo, numa paródia demoníaca da religião. Encimou o preito de dor com uma reflexão pessoal: "isto não nos produz ódio; mostra-nos antes o terrível efeito do ódio".

Parece, pelo menos, injusto, alegar agora, a propósito de declarações soltas de prelados imprudentes, que o Vaticano mudou. E que mudou, sobretudo, de posição face à destruição sistemática de inocentes e civis, em nome da raça, ou de uma ideia política. Como aconteceu nos consulados totalitários, "comunistas" ou "nacionalistas", a Leste e Oeste, na Europa ou na Ásia, na África ou algures, durante o século XX.

A polémica, que recorda a peça de teatro de Rolf Hochtruth, "O representante", de 1963, coloca outra vez em primeiro plano a atitude do Vaticano face ao Holocausto da Segunda Guerra Mundial.

Foi nessa altura que se criou a imagem de um Pio XII silencioso, senão cúmplice, com o extermínio de milhões. Mas personalidades esclarecidas, como o jesuíta Robert Graham, entre muitos outros, há vários anos que restauraram o equilíbrio na revisitação histórica.

Não se pode esquecer, na verdade, o enorme esforço de resgate, salvamento, intercessão ou protecção de judeus, um pouco por toda a Europa, por obra da igreja católica. Não se pode esquecer a rede do Padre Weber e do cardeal Pacelli, a actividade da Organização S. Rafael, a intervenção junto da Eslováquia, em 1941, contra a aprovação do "Código Judeu". Nem a actividade do bispo Preysing, em Berlim, de monsenhor Rotta, na Hungria, de Monsenhor Cassulo, na Roménia.

Não se pode esquecer a pastoral corajosa do arcebispo Saliege, de Toulouse, em 1942, denunciando "os factos terríveis" nos campos de Noe e Recebedom, afirmando que "os judeus são nossos irmãos".

Não se pode esquecer o arriscado apoio do Vaticano à organização judaica DELASEM, de Génova. Não se pode esquecer a Encíclica Summi Pontificatus, de 1939, poderosa denúncia das doutrinas de "pureza rácica".

Não se pode esquecer que, onde pôde mudar as coisas, ou influenciá-las, o Vaticano sempre falou. E que, onde se calou (como o fez o Comité da Cruz Vermelha, ou o Conselho Mundial das Igrejas), executou muitas vezes custosas e arriscadas operações, clandestinas, de auxílio e transporte.

Não se pode esquecer, por fim, que uma coisa é a denúncia antes da guerra (quantos o fizeram?), e outra é falar sobre a ocupação, onde o que importa é resgatar vidas, e não pregar sermões exemplares, que, como na Holanda, só aumentaram a repressão.

Não se pode esquecer, ainda, que pelo menos 3000 padres católicos foram executados pelo Reich, só na área do agora Benelux.

E não se pode esquecer que, numa altura de trevas, em que a intolerância surge até das dificuldades da "luta contra o terrorismo", tem sido a Santa Sé uma das vozes qualificadas, em nome da decência e da Humanidade.

Contra todos os holocaustos, alertando antes.

Para que não se repitam.


Nuno Rogeiro

(Fonte: site Jornal de Notícias do Porto em http://jn.sapo.pt/Opiniao/default.aspx?content_id=1132360&opiniao=Nuno%20Rogeiro )