Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Malícia

A “malícia” em sentido próprio consiste, para Tomás de Aquino, na revolta voluntária contra Deus, no ódio a Deus; uma posição verdadeiramente absurda, unicamente possível quando a tibieza, o não contra o amor de Deus, se transformou até um centro duma existência. Aqui se vê que a “preguiça” (falsa humildade) e o orgulho se encontram»


(“Olhar para Cristo” – Joseph Ratzinger)

terça-feira, 28 de outubro de 2008

50º aniversário da eleição do Papa Roncali, que adoptou o nome de João XXIII


Há precisamente 50 anos, a 28 de Outubro de 1958, era eleito Papa, sucedendo a Pio XII, o cardeal Angelo Roncali, arcebispo de Veneza, que adoptou o nome de João XXIII. A ocorrência não foi esquecida no Vaticano: na basílica de São Pedro, às 17 horas, o cardeal Tarcisio Bertone, Secretário de Estado, presidiu a uma celebração eucarística, em que participaram nomeadamente uns três mil peregrinos da diocese de Bergamo, de onde provinha o Papa João.

No final da Eucaristia, Bento XVI desceu à basílica para um momento de oração junto do altar onde se encontra sepultado o Beato João XXIII e dirigiu uma saudação aos presentes. Recordando que “vem colocada nas nossas mãos a herança” de todos os santos e bem-aventurados, de “quantos nos precederam no signo da fé”, Bento XVI referiu o dom que a Igreja recebeu com João XXIII:

“Um dom verdadeiramente especial, oferecido à Igreja com João XXIII foi o Concílio Ecuménico Vaticano II, por ele decidido, preparado e iniciado. Encontramo-nos todos empenhados em acolher de modo adequado este dom, continuando a meditar os seus ensinamentos e a traduzir na vida as suas indicações concretas”.

Bento XVI referiu uma passagem da Encíclica “Pacem in Terris”, em que o Papa Roncali escrevia que o crente, vivendo num ambiente muitas vezes hostil ou indiferente, “há-de ser um raio de luz, um centro de amor, um fermento vivificante na massa: e tanto mais o será quanto mais, na intimidade de si mesmo, vive em comunhão com Deus”. “Foi este o programa de vida do grande Pontífice e tal se pode tornar o ideal de cada crente e de cada comunidade cristã” – apontou o Papa.


(Fonte: site Radio Vaticana)

Seguros da presença de Deus

«Vivei na união e na paz, e Deus estará certamente convosco, pois Deus é um Deus de paz, e aí põe as Suas delícias. O seu amor produzirá a vossa paz e todos os males serão desterrados da vossa Igreja»


(Homília sobre 2 cor, 30 – São João Crisóstomo)


«eschaton»

«Quando o homem começa a olhar e a viver a partir de Deus, quando caminha em companhia de Jesus, passa a viver segundo novos critérios e então um pouco de eschaton, daquilo que há-de vir, está presente já agora.
A partir de Jesus, entra alegria na tribulação».


(“Jesus de Nazaré” – Joseph Ratzinger / Bento XVI)

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

A mensagem final do Sínodo


O Sínodo dos Bispos reunido no Vaticano reafirma que a exegese bíblica e a análise histórica e literária são para a Igreja uma tarefa necessária, e se for excluída, poder-se-á cair no fundamentalismo que, nos factos, nega a encarnação de Deus na história e não reconhece que a Palavra se expressa segundo uma linguagem humana, que deve ser estudada e compreendida. É o que se lê na mensagem conclusiva do encontro dos prelados católicos, publicada hoje em inglês e francês, na vigília do encerramento do Sínodo e apresentada durante uma conferência de imprensa por Dom Gianfranco Ravasi, presidente da comissão para a mensagem. O conhecimento exegético – explica o texto – deve inserir-se de maneira indissolúvel na tradição espiritual e teológica, para não seja quebrada a unidade divina e humana de Jesus Cristo e das Escrituras. O Sínodo encerra-se no Domingo.

(Fonte: H2O News com adaptação JPR)

Pelagianismo... ou formas de

«A primeira variação da presunção, (…), é o pelagianismo burguês-liberal, que se baseia mais ou menos na seguinte consideração: Se Deus tem de existir e se toma realmente conta do homem, não pode ser assim tão tremendamente cheio de pretensões, tal como nos é apresentado pela fé da Igreja. No fundo eu não sou pior que os outros, cumpro o meu dever, e as pequenas fraquezas humanas não podem realmente ser assim tão perigosas. Nesta atitude tão comum estão novamente escondidas a auto-redução e a modéstia pessoal (…) perante o amor infinito, do qual o indivíduo, com o burguês contentamento de si mesmo, pensa não ter necessidade. Talvez durante tempos tranquilos se possa viver prolongadamente nesta atitude, mas nos momentos de crise ou a pessoa se converte ou cai no desespero».

«A outra face do mesmo vício é o pelagianismo dos piedosos. Estes não querem ter perdão algum e, de um modo geral, nenhum verdadeiro dom de Deus. Querem estar em ordem, não querem perdão, mas justa recompensa. Quereriam não esperança, mas segurança. Com um duro rigorismo de exercícios religiosos, com orações e acções, querem ter direito à beatitude. Falta-lhes a humildade essencial para qualquer amor, a humildade de receber dons que ultrapassam a nossa acção e o nosso merecimento. A negação da esperança a favor da segurança, diante da qual nos encontramos agora, baseia-se na incapacidade de viver a tensão do que está para vir e de se abandonar à bondade de Deus. Assim, este pelagianismo é uma apostasia do amor e da esperança e em profundidade também da fé».


(“Olhar para Cristo” – Joseph Ratzinger)