«Antes de mais é necessário que cada um entre em si mesmo, procurando com vigilância delicada conservar profundamente arraigada no seu coração a fé, precavendo-se dos perigos e, de modo especial, bem armado sempre contra vários sofismas enganadores. Para melhor pôr a salvo esta virtude, julgamos de sobremaneira útil e extremamente conforme com as circunstâncias dos tempos o esmerado estudo da doutrina cristã, segundo a possibilidade e capacidade de cada qual; empapando a sua inteligência com o maior conhecimento possível daquelas verdades que dizem respeito à religião e pela razão se podem alcançar»
(Sapientiae christianae, nº 17 – Leão XIII)
Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
São Pio X (1835-1914) - "restaurar as coisas em Cristo"
Desde cedo, José demonstrava ser muito inteligente e, por causa disso, seus pais fizeram grande esforço para que ele estudasse. Todos os dias, durante quatro anos, ainda criança muito jovem caminhava com os pés descalços por quilómetros a fio, tendo no bolso apenas um pedaço de pão para o almoço. E desde criança manifestou sua vontade de ser Padre.
Quando seu pai faleceu, sua mãe, Margarida, uma camponesa corajosa e pia, não permitiu que ele abandonasse o caminho escolhido para auxiliar no sustento da casa.
Ficou no seminário e, aos vinte e três anos, recebeu a Ordenação Sacerdotal com mérito nos estudos.Teve uma rápida ascensão dentro da Igreja. Primeiro, foi vice-vigário em uma pequena aldeia, depois vigário de uma importante paróquia, Cónego da Catedral de Treviso, Bispo da diocese de Mantova, Cardeal de Veneza e, após a morte do grande Papa Leão XIII, foi eleito seu sucessor, com o nome de Pio X, a 4 de Agosto de 1903 com 55 votos em 60 .
No Vaticano, José Sarto continuou sua vida no rigor da simplicidade, modéstia e pobreza. A este propósito, quando reparou que às refeições lhe abriam sempre uma garrafa de vinho da qual apenas ingeria um copo, ordenou que lhe passassem a pôr na mesa e servir as garrafas até terem terminado.
Surpreendeu o mundo católico quando adoptou como lema de seu pontificado "restaurar as coisas em Cristo".
Tal meta traduziu-se em vigilante atenção à vida interna da Igreja.
Realizou algumas renovações dentro da Igreja, criando bibliotecas eclesiásticas e efectuando reformas nos seminários, tendo reformado também, o breviário.
Tal meta traduziu-se em vigilante atenção à vida interna da Igreja.
Realizou algumas renovações dentro da Igreja, criando bibliotecas eclesiásticas e efectuando reformas nos seminários, tendo reformado também, o breviário.
Pelo grande amor que dispensava à música sagrada, renovou-a.
A sua intensa devoção à Eucaristia permitiu que os fiéis pudessem receber a comunhão diária, autorizando, também, que a primeira comunhão fosse ministrada às crianças a partir dos sete anos de idade.
Instituiu o ensino do Catecismo em todas as paróquias e para todas as idades, como caminho para recuperar a fé, e impôs-se fortemente contra o modernismo.
Outra importante característica de sua personalidade era a bondade suave e radiante que todos notavam e sentiam na sua presença.
Pio X não foi apenas um teólogo. Foi um Pastor dedicado e, sobretudo, extremamente devoto, que sentia satisfação em definir-se como "um simples pároco do campo".
Ficou muito amargurado quando previu a Primeira Guerra Mundial e sentiu a impotência de nada poder fazer para que ela não acontecesse.
Possuindo o dom da cura, ainda em vida intercedeu em vários milagres.
Consta dos relatos que as pessoas doentes que tinham contacto com ele se curavam. Discorrendo sobre tal facto, ele mesmo explicava como sendo "o poder das chaves de São Pedro". Quando alguém o chamava de "Padre Santo", ele corrigia sorrindo: "Não se diz santo, mas Sarto", numa alusão ao seu sobrenome de família.
Pio X faleceu no dia 20 de Agosto de 1914, aos setenta e nove anos. O povo, de imediato, passou a venerá-lo como um santo.
A 29 de Maio de 1954 ele foi oficialmente canonizado pelo Papa Pio XII.
(Diversas fontes com adaptação de JPR)
Fátima – Via Gloriosa* – XII Estação – A Ascensão do Senhor
Enquanto os abençoava, separou-se deles e elevava-se ao Céu.
E eles, depois de se terem prostrado diante dele, voltaram para Jerusalém com grande alegria.
E estavam continuamente no templo a bendizer a Deus.
(Lucas 25, 50-53)
*vide explicação nome adoptado em: http://spedeus.blogspot.com/2008/08/ftima-via-lucis-via-gloriosa-vide.html
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
O Mestre chama-nos...
Repara bem: há muitos homens e mulheres no mundo, e nem a um só deles o Mestre deixa de chamar.Chama-os a uma vida cristã, a uma vida de santidade, a uma vida de eleição, a uma vida eterna.
(Forja 13 - S. Josemaría Escrivá de Balaguer)
(Forja 13 - S. Josemaría Escrivá de Balaguer)
Bento XVI - A santidade não é um luxo para poucos, mas sim a vocação de todos os cristãos
Bento XVI dedicou de facto uma breve catequese, nesta ocasião, aos santos que a Igreja coloca à nossa consideração dia após dia, com o convite a os invocar e imitar. O Papa passou mesmo em rápida revista as memórias litúrgicas que ocorrem esta semana. Nomeadamente São Bernardo de Claraval, celebrado precisamente neste dia 20:
“Este místico, desejoso de viver imerso no vale luminoso da contemplação, foi levado pelos acontecimentos a viajar através da Europa, para servir a Igreja, nas necessidades do seu tempo e defender a fé cristã.
Foi classificado como doutor mariano, não por ter escrito muitíssimo sobre Nossa Senhora, mas porque soube captar o seu papel essencial na Igreja, apresentando-a como modelo perfeito da vida monástica e de qualquer outra forma de vida cristã”.
Evocado também o Papa São Pio X, cuja memória ocorre nesta quinta-feira e que, como afirmou um dia João Paulo II, “lutou e sofreu pela liberdade da Igreja, e por essa liberdade se mostrou pronto a sacrificar privilégios e honras, a enfrentar incompreensões e escárnios, pois considerava esta liberdade como a derradeira garantia para a integridade e a coerência da fé”.
Recordada também a memória de Nossa Senhora Rainha, instituída pelo Papa Pio XII em 1955 e fixada depois do Concílio Vaticano II a oito dias da solenidade da Assunção, como seu complemento, pois “os dois privilégios constituem um único mistério”.
Mencionada finalmente Santa Rosa de Lima, evocada neste Sábado. Primeira santa canonizada do continente latino-americano, é a sua padroeira principal, menção naturalmente sublinhada por um grande aplauso da parte dos numerosos peregrinos latino-americanos presentes em Castelgandolfo.
Bento XVI convidou pois cada um a “empenhar-se no conhecimento e na devoção dos santos, juntamente com a meditação quotidiana da Palavra de Deus e um amor filial para com Maria”. O escritor francês Jean Guitton, recordou o Papa, descrevia os santos “como as cores do espectro em relação à luz”, porque com tonalidade e acentuações próprias cada um deles reflecte a luz da santidade de Deus”.
Encorajando a que se aproveitem as férias para ler alguma biografia ou os escritos de algum santo ou santa, Bento XVI observou que “cada dia do ano nos oferece a oportunidade para nos familiarizarmos com os nossos padroeiros celestes”.
“A sua experiência humana e espiritual mostra que a santidade não é um luxo, não é um privilégio para poucos, mas o destino comum de todos os homens chamados a serem filhos de Deus, a vocação universal de todos os baptizados.”
A todos é oferecida a santidade, embora não sejam todos iguais. Aliás – sublinhou – muitíssimos são os santos cujos nomes só Deus conhece e que conduziram uma existência na aparência perfeitamente normal…
“O seu exemplo testemunha que só quando se está em contacto com o Senhor é que uma pessoa se enche da sua paz e da sua alegria, podendo assim difundir por toda a parte serenidade e optimismo”.
Como notava o romancista francês Bernanos, a propósito da variedade dos carismas, “cada vida de santo é como que um novo florescimento de primavera”. Que assim seja também para nós, concluiu Bento XVI.
(Fonte: Radio Vaticana)
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