Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

quarta-feira, 2 de julho de 2008

A santidade cristã

«Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos muito amados, e comportai-vos com amor, exactamente como Cristo, que vos amou e Se entregou a Si mesmo por nós, como oblação e vítima de agradável odor para Deus.»


(Efésios, 5, 1-2 – S. Paulo)

São Paulo – Epístolas Pastorais I

Desde o século XVIII chama-se assim às três cartas dirigidas a Timóteo (duas cartas) e a Tito, discípulos e auxiliares destacados de São Paulo. A primeira a Timóteo deve ter sido escrita em fins do ano 65, possivelmente na Macedónia. Muito próxima em data e lugar, possivelmente também em fins do ano 65 e na Macedónia, é a carta a Tito. Em ambas as cartas São Paulo goza de liberdade. Pelo contrário, a terceira, que é a segunda a Timóteo, foi escrita durante o último cativeiro do Apóstolo, certamente já em Roma e próximo do seu martírio; deve indicar-se, pois, a data do ano 66 ou 67. A finalidade dos três escritos é orientar e ajudar os dois discípulos na sua tarefa de auxiliares de São Paulo no governo pastoral de várias Igrejas.
A tradição secular da Igreja reteve sempre a autenticidade paulina das três. Desde o século XIX, bastantes racionalistas e protestantes liberais puseram em dúvida ou rejeitaram tal paternidade, tomando como argumento principal que não se podia já que em vida do Apóstolo tivessem aparecido as noções de sucessão e tradição apostólicas, ordenações sagradas por imposição das mãos e uma certa hierarquia e disciplina eclesiástica. Tais noções, que aparecem nestas três cartas, ainda que de modo incipiente, repugnam a esses críticos como existentes já em anos tão antigos. Mas na realidade, tal como afirma a Pontifícia Comissão Bíblica, não há verdadeiros argumentos contra a autenticidade paulina das Epístolas Pastorais, mas opções de princípio acerca de como e quando se devia ir desenvolvendo a organização hierárquica da Igreja.


(Bíblia Sagrada anotada pela Faculdade de Teologia da Universidade de Navarra – Volume II, edição em língua portuguesa – Edições Theologica – Braga – As Epístolas de São Paulo – pág. 445) Continua

terça-feira, 1 de julho de 2008

“Combater a pobreza, construir a paz”, tema do Dia Mundial da Paz de 1 de Janeiro de 2009

(1/7/2008) A Mensagem do Papa Bento XVI para a celebração do 42º dia mundial da paz que se celebrará a 1 de Janeiro de 2009 será dedicado ao tema: ”combater a pobreza, construir a paz”. O tema escolhido pelo Santo Padre deseja sublinhar a necessidade de uma resposta urgente da família humana á grave questão da pobreza, entendida como problema material, mas antes de mais moral e espiritual. Também recentemente, Bento XVI denunciou o escândalo da pobreza no mundo: “ como se pode permanecer insensível aos apelos daqueles que, nos vários continentes, não conseguem alimentar-se suficientemente para viver? Pobreza e subalimentação não são uma mera fatalidade, provocada por situações ambientais adversas ou por desastrosas calamidades naturais…. As considerações de índole técnica ou económica não devem prevalecer sobre os deveres de justiça em relação a quantos sofrem de fome.” (Mensagem de Bento XVI á FAO a 2 de Junho de 2008).O escândalo da pobreza manifesta a insuficiência dos actuais sistemas de convivência humana na promoção da realização do bem comum. Isto torna necessária uma reflexão sobre as raízes profundas da pobreza material, e portanto também sobre a miséria espiritual que torna o homem indiferente aos sofrimentos do próximo. A resposta deve portanto procurar antes de mais na conversão do coração do homem ao Deus da caridade, para conquistar assim a pobreza de espírito segundo a Mensagem de salvação anunciada por Jesus no Sermão da Montanha: ”Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o reino dos céus.

(Fonte: site Radio Vaticana)

Apelo à unidade

Eu, o prisioneiro no Senhor, exorto-vos, pois, a que procedais de um modo digno do chamamento que recebestes; com toda a humildade e mansidão, com paciência: suportando-vos uns aos outros no amor, esforçando-vos por manter a unidade do Espírito, mediante o vínculo da paz. Há um só Corpo e um só Espírito, assim como a vossa vocação vos chamou a uma só esperança; um só Senhor, uma só fé, um só baptismo; um só Deus e Pai de todos, que reina sobre todos, actua por meio de todos, Se encontra em todos.


(Efésios 4,1-6 – S. Paulo)

São Paulo – Epístolas do cativeiro – VI

Efésios (2)

Eph 1, 3-14 constitui um grandioso hino ou cântico, como uma abertura a toda a epístola, em que se louva o plano salvador de Deus por meio de Cristo em favor da humanidade. Todos os seres criados que, por causa do pecado, tinham sido desconjuntados e desunidos entre si e relativamente a Deus, agora, mediante a Redenção operada por Cristo, voltaram a unir-se entre si e com Deus, uma vez que constituído Cristo Encarnado e Glorificado Cabeça de todos eles.
Da consideração das comunidades ou Igrejas locais, Efésios chega à contemplação do ser profundo da Igreja na sua unidade e totalidade inseparáveis, instrumento universal de salvação que Cristo criou como Seu Corpo, Sua plenitude, Sua esposa imaculada, para aplicar à humanidade a salvação que Ele realizou com a Sua Morte e Ressurreição.
Como é costume no Apóstolo, da doutrina teológica extrai conclusões práticas morais e ascéticas: todos os fiéis devem viver a unidade na caridade, pois formam um só corpo com Cristo, animado pelo Espírito. Daí desce às aplicações concretas: os deveres dos conjugues, pais e filhos, senhores e servos, etc., pois todos recebem o influxo vivificante da cabeça que é Cristo Jesus.

(Bíblia Sagrada anotada pela Faculdade de Teologia da Universidade de Navarra – Volume II, edição em língua portuguesa – Edições Theologica – Braga – As Epístolas de São Paulo – pág. 444/445)