Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Vitória do bom senso

Faz sentido insistir num projecto de investimento público que absorverá um montante enorme de recursos, não criará praticamente emprego em Portugal, implicará um volume de compras ao estrangeiro exorbitante, desequilibrará ainda mais as nossas contas externas, e não terá (pelo menos durante a próxima década…) nenhuma expectativa de rentabilização gerando défices de exploração sucessivos a suportar pelos contribuintes?

Não é preciso ser economista para suspeitar que não. Contudo, os economistas podem explicar, com relativa facilidade, que todas estas suspeitas, se aplicadas ao TGV, são totalmente fundamentadas pelo que o mais elementar bom senso aconselharia a reavaliar a oportunidade do projecto adiando, para já, as decisões que o podem tornar irreversível.

Não por acaso, o Governo francês acaba de anunciar a suspensão do projecto de expansão do seu TGV para o país basco. Ainda assim, em Portugal, o Governo - com a sobranceria habitual - parecia, até ontem, recusar-se a ver a óbvia vantagem do adiamento.

Foi preciso a derrocada eleitoral do partido do Governo para que uma réstia de humildade democrática iluminasse o executivo e o levasse a afirmar que a concretização do investimento só ocorrerá lá para Outubro ou seja na próxima legislatura.

É uma boa notícia. Até lá haverá tempo para meditar na avaliação, ontem feita pelo Banco de Portugal, sobre o Estado na nossa economia e onde se avisa que os níveis actuais de défice e divida externa (já perigosamente próxima dos 100 por cento e em crescimento explosivo…) “ não são sustentáveis indefinidamente”!

Graça Franco

(Fonte: site RR)

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