
“Dou graças ao Senhor pela harmonia coral de tanto afecto. Como tive ocasião de afirmar recentemente, nunca me sinto só. Mais ainda nesta semana especial, que para a liturgia constitui um único dia, experimentei a comunhão que me rodeia e me sustenta: uma solidariedade espiritual, alimentada essencialmente de oração, que se manifesta em mil modos”.
O Papa observou que desde os colaboradores da Cúria Romana até às mais distantes paróquias, “nós católicos formamos e devemos sentir-nos uma única família, animada pelos mesmos sentimentos da primeira comunidade cristã”, uma unidade e comunhão que “tinha como verdadeiro centro e fundamento Cristo ressuscitado”.
“Ressuscitado, Jesus doou aos seus uma nova unidade, mais forte de antes, invencível, porque fundamentada não sobre recursos humanos, mas sobre a misericórdia divina, que os fez sentir todos amados e perdoados por Ele.
É portanto o amor misericordioso de Deus a unir firmemente, hoje como ontem, a Igreja, e a fazer da humanidade uma só família. É o amor divino que, mediante Jesus crucificado e ressuscitado, nos perdoa os pecados e nos renova interiormente”.
Bento XVI recordou que foi animado por esta convicção que João Paulo II quis dedicar à Misericórdia divina este segundo domingo de Páscoa, a todos propondo Cristo ressuscitado como manancial de confiança e de esperança, acolhendo a mensagem espiritual transmitida pelo Senhor a Santa Fautina Kowalska, sintetizada na invocação “Jesus, confio em Ti!”
A concluir, uma referência a Maria, que “nos acompanha na vida de cada dia”:
“Nós a invocamos como ‘Rainha do Céu’, sabendo que a sua realeza é como a do seu Filho: toda amor, e amor misericordioso.
Peço-vos que confieis novamente a Ela o meu serviço à Igreja, ao mesmo tempo que lhe dizemos: ‘Mãe de misericórdia, rogai por nós’!”
(Fonte: site Radio Vaticana)
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