Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

domingo, 9 de janeiro de 2022

São Josemaria Escrivá nasceu nesta data em 1902

Josemaría nasce em Barbastro, em 1902, no final de um dia de Inverno, por volta das dez da noite:
“Deus Nosso Senhor quis que eu nascesse num lar cristão, como costumam ser os lares do meu país, de pais exemplares que praticavam e viviam a sua fé, dando-me desde pequeno uma liberdade muito grande, mas sabendo ao mesmo tempo, vigiar-me com atenção. Procuravam dar-me uma formação cristã”.

Festa do Batismo do Senhor

A liturgia desta festa tem como cenário de fundo o projeto salvador de Deus. No batismo de Jesus nas margens do Jordão, revela-se o Filho amado de Deus, que veio ao mundo enviado pelo Pai, com a missão de salvar e libertar os homens. Cumprindo o projeto do Pai, Ele fez-se um de nós, partilhou a nossa fragilidade e humanidade, libertou-nos do egoísmo e do pecado e empenhou-Se em promover-nos, para que pudéssemos chegar à vida em plenitude.

A primeira leitura anuncia um misterioso “Servo”, escolhido por Deus e enviado aos homens para instaurar um mundo de justiça e de paz sem fim… Investido do Espírito de Deus, Ele concretizará essa missão com humildade e simplicidade, sem recorrer ao poder, à imposição, à prepotência, pois esses esquemas não são os de Deus.

No Evangelho, aparece-nos a concretização da promessa profética: Jesus é o Filho/“Servo” enviado pelo Pai, sobre quem repousa o Espírito, e cuja missão é realizar a libertação dos homens. Obedecendo ao Pai, Ele tornou-se pessoa, identificou-se com as fragilidades dos homens, caminhou ao lado deles, a fim de os promover e de os levar à reconciliação com Deus, à vida em plenitude.
  
A segunda leitura reafirma que Jesus é o Filho amado que o Pai enviou ao mundo para concretizar um projeto de salvação; por isso, Ele “passou pelo mundo fazendo o bem” e libertando todos os que eram oprimidos. É este o testemunho que os discípulos devem dar, para que a salvação que Deus oferece chegue a todos os povos da terra.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

sexta-feira, 7 de janeiro de 2022

Mais um Papa santo

No Domingo 4 de Setembro de 2022, vai ser beatificado na praça de S. Pedro, em Roma, o Papa João Paulo I.

Albino Luciani, eleito Papa depois da morte de Paulo VI, escolheu o nome de João Paulo I por devoção aos seus dois antecessores, os Papas do Concílio Vaticano II, João XXIII e Paulo VI. Nenhum Papa tinha jamais escolhido um nome composto, pelo que foi simultaneamente uma ruptura com a tradição e um sinal muito forte de continuidade.

Embora o pontificado de João Paulo I tenha durado apenas um mês, deixou uma marca tão profunda na Igreja que o seu sucessor, Karol Wojtyla, não hesitou em repetir o nome: João Paulo II. A devoção a João Paulo I, em vez de se apagar com o tempo, foi crescendo desde o ano da sua morte. Por exemplo, em 1990, todos os 226 bispos da Conferência Episcopal Brasileira assinaram um pedido para que se iniciasse a sua causa de canonização.

As causas de canonização dos Papas são particularmente trabalhosas porque é preciso examinar tudo o que escreveram e ouvir uma selecção grande dos que o conheceram de perto. No caso de João Paulo I, ouviram-se 167 testemunhos, vários deles com material suficiente para publicar um livro inteiro, e depois mais outros 21 testemunhos, um dos quais de Bento XVI. O resumo da causa de João Paulo I consta de 5 volumes com um total de mais de 3600 páginas. A documentação reunida foi estudada por várias equipas de peritos e finalmente por uma comissão de cardeais, que entregou as conclusões ao Papa Francisco. Em 2017, Francisco publicou o decreto acerca das virtudes heróicas de João Paulo I.

Quando se dá este passo, depois do processo exaustivo referido, espera-se que Deus confirme a conclusão com um milagre. Esse milagre, atribuído à intercessão de João Paulo I, ocorreu em Buenos Aires quando o Cardeal Jorge Bergoglio ainda era o Arcebispo da diocese. Uma menina de 11 anos estava no hospital, com um quadro clínico terrível (uma forma extrema de epilepsia, com danos irrecuperáveis no cérebro, entubada, com broncopneumonia, etc., etc.). O prognóstico provável era a morte a curto prazo, talvez adiada durante algum tempo, se se conseguisse manter a paciente em estado vegetativo. A situação crítica durava há meses, mas em 22 de Julho de 2011 precipitou-se de tal maneira que a família foi avisada do desenlace iminente. No momento em que se esperava o desfecho fatal, o Pe. José, da paróquia vizinha do hospital, propôs à mãe que, por intercessão de João Paulo I, pedissem a Deus a cura da rapariga. O resultado desta oração intensa foi uma sucessão de surpresas: no dia seguinte já estava muito melhor, nas semanas seguintes recuperou completamente a saúde, incluindo a cura total da epilepsia. Passaram-se 10 anos e a rapariga concluiu os estudos secundários e frequenta neste momento a universidade. Na altura, o processo passou pelo Cardeal Bergoglio e, depois de verificado por juntas médicas e equipas de outros especialistas, chegou à mesa do Papa Francisco, que assinou o respectivo decreto.


João Paulo I teve uma origem muito humilde. Passou a infância com a mãe e os 3 irmãos, enquanto o pai vivia no estrangeiro, de contratos ocasionais de construção civil. O pequeno Albino Luciani pôde fazer os estudos porque a paróquia os pagou. O curioso é que um percurso deste tipo não é caso único entre os Papas deste último século. A maioria dos Papas vieram de famílias pobres e, várias delas, à beira da miséria. É um dado estatístico que poderia talvez ajudar alguns a compreenderem melhor o funcionamento da Igreja católica.


João Paulo I é o quinto Papa do século XX a ser declarado beato ou santo e decorrem ainda os processos de canonização de outros. Por ordem cronológica: Pio X, João XXIII, Paulo VI, João Paulo I e João Paulo II.





Se, com Papas tão santos, alguns têm dificuldade em estimar o Papa e aceitar a sua autoridade, qual seria a situação da Igreja nos nossos dias se Deus tivesse permitido Papas menos bons neste último século?


José Maria C.S. André

quinta-feira, 6 de janeiro de 2022

Não se trata somente de ir à Missa

Não se entende um católico sem a Missa aos Domingos.


O problema é que, nos dias de hoje, parece que alguns daqueles que vão à Missa não sabem explicar porque vão nem o sentido mais profundo que possui essa “reunião semanal”.


E, ao não saber explicar a si próprios porque vão à Missa, diante da primeira dificuldade deixam de ir, ou assistem pela televisão, enganando-se com a desculpa de que “é a mesma coisa” e, além disso, muito mais “prático”.


Entender e dar a conhecer o valor infinito da Missa, Sacrifício Eucarístico, é tarefa de todos nós, de um modo especial depois deste contexto de “ausência de Missas presenciais” devido à pandemia.


A Missa não é algo bom que “nós” fazemos. O Santo Sacrifício da Missa não é o nosso santo sacrifício de ir à Missa. O sacrifício é de Cristo. Nós vamos lá, em primeiríssimo lugar, por gratidão, porque Ele morreu e ressuscitou por nós para nos salvar. E nos disse claramente: “Fazei isto em memória de Mim”.


Somos cristãos porque Deus nos salvou em Jesus Cristo. E em cada Missa actualiza-se esse mistério de salvação: paixão, morte e ressurreição de Jesus. Isto é o que nos diz claramente a nossa fé católica.


Recomendo a leitura pausada dos pontos 271 a 294 do Compêndio do Catecismo da Igreja Católica.


Se não meditarmos com calma na grandeza da Eucaristia, acabamos por ir à Missa como se entrássemos num museu de arte moderna, sem nenhuma chave de interpretação. Podemos parecer, como diz o povo, um boi a olhar para um palácio: vê algo, mas não entende nada.


E, atenção: não se trata simplesmente de ir à Missa, mas de se deixar transformar por esse mistério insondável de Amor de Deus por cada um de nós.


E não esquecer que existe uma estreita relação entre a Vida Eterna, já presente pela graça dentro de nós, e a participação frutuosa na Missa Dominical, “penhor da futura glória” (Compêndio 294).

Pe. Rodrigo Lynce de Faria

Véspera do Natal Ortodoxo

Cristãos de rito Bizantino, que seguem o calendário juliano, preparam a celebração da Natividade

A Natividade é celebrada pelos cristãos ortodoxos na Europa Central e de Leste e um pouco por todo o mundo a 7 de Janeiro, por causa da diferença do Calendário Gregoriano – 13 dias depois dos outros cristãos. No leste, a Natividade é precedida de 40 dias de jejum, que começam a 15 de Novembro. Este é um tempo de reflexão, contenção pessoal e cura pelo Sacramento da Reconciliação.

A Festa Ortodoxa da Natividade tem início na Véspera de Natal (6 de Janeiro) e termina com a Festa da Epifania.

Normalmente, na Véspera de Natal, os cristãos ortodoxos jejuam até tarde, ao anoitecer, até que a primeira estrela apareça. Quando a estrela é avistada, as pessoas preparam a mesa para a ceia de Natal. A ceia da Véspera de Natal, ou “Sviata Vecheria” (Santa Ceia), junta a família para partilhar alimentos próprios e dá início à festa com vários costumes e tradições, que remontam à antiguidade. Os rituais da Véspera de Natal são dedicados a Deus, para protecção e bem-estar da família e em memória dos antepassados.

A mesa é coberta com duas toalhas, uma para os antepassados da família, a outra para os elementos vivos. Nos tempos pagãos, os antepassados eram considerados espíritos benévolos, que, sendo devidamente respeitados, traziam boa sorte aos elementos da família.

Debaixo da mesa, bem como debaixo das toalhas, é espalhada alguma palha para lembrar que Cristo nasceu num estábulo. A mesa tem sempre um lugar a mais para os membros da família já falecidos, cujas almas, de acordo com a crença, vêm na Véspera de Natal tomar parte na refeição.

Há doze pratos (iguarias) na mesa, porque, de acordo com a tradição cristã, cada prato é dedicado a cada um dos Apóstolos de Cristo. Na antiga crença pagã, os pratos correspondiam às doze luas-cheias do ano. Os pratos não têm carne, por causa do período de jejum pedido pela Igreja até ao dia de Natal. Porém, para os pagãos, a abstinência de carne era a forma de oferecerem sacrifícios a Deus sem derramamento de sangue.

Enquanto muitos costumes ortodoxos da Véspera de Natal se revestem de uma natureza solene, o costume de cantar é alegre e divertido. Os cânticos de Natal tem a sua origem na antiguidade, tal como muitos outros costumes praticados nesta quadra.

Há dois grupos principais de cânticos na Ucrânia: os “koliadky”, cujo nome deriva provavelmente do latim “calendae”, significando primeiro dia do mês, que são cantados na Véspera e no Dia de Natal; o segundo grupo, “shchedrivky”, que é uma derivação do significado “generosidade”, é cantado durante a festa da Epifania.

No Dia de Natal as pessoas participam na Divina Liturgia, no fim da qual, muitos se deslocam em procissão para mares, rios e lagos. Todos se juntam, na neve, para as cerimónias exteriores da bênção da água. Muitas vezes os rios estão congelados e as pessoas fazem buracos no gelo para a bênção. Então, em casa, há uma grande festa - todos se juntam para comer, beber e divertir-se.

Tal como há diferenças, há também semelhanças entre a Celebração do Natal no Leste e no Ocidente. O Natal no Leste tem um grande significado familiar e social, tal como o tem no Ocidente. Junta as pessoas de todas as gerações para celebrarem o nascimento de Jesus Cristo.

Não importa em que cultura ou sociedade estamos – entendemos o nascimento de Cristo tal como S. João Crisóstomo escreveu: “Desde aquela altura, toda a alegria e júbilo! Eu também quero alegrar-me! Eu também quero participar do coro e da dança para celebrar a festa! Mas eu faço a minha parte: não tocando harpa nem flauta, nem erguendo a chama, mas erguendo nos meus braços o berço de Cristo. Aqui está toda a minha esperança! Aqui está toda a minha vida! Aqui está toda a minha salvação! Isto é a minha flauta e a minha harpa!”

Também eu, tendo recebido pelo Seu poder o dom da fala, eu também, com os anjos e os pastores, canto “Glória a Deus nas alturas e paz na Terra aos homens de boa vontade”!

Arquimandrita Philip Jagnisz
Vigário Geral de Portugal e Galiza
Patriarcado Ecuménico de Constantinopla

Tradução: Secretariado Diocesano das Migrações do Porto

Nota: Calendário juliano

É um calendário solar criado em 45 a.C. pelo imperador romano Júlio César para trazer os meses romanos ao seu lugar habitual em relação às estações do ano, confusão gerada pela adopção de um calendário de inspiração lunissolar. César impõe 12 meses com duração predeterminada e a adopção de um ano bissexto a cada 4 anos.

No ano da mudança, para fazer a concordância entre o ano civil e o ano solar, ele inclui no calendário mais dois meses de 33 e 34 dias, respectivamente, entre Novembro e Dezembro, além do 13º mês, o “mercedonius”, de 23 dias. O ano fica com 445 dias distribuídos em 15 meses e é chamado “o ano da confusão.”

Esse calendário, que tem um desfasamento de 13 dias em relação ao nosso, começa a ser substituído pelo calendário gregoriano a partir do século XVI - a Rússia e a Grécia só fazem a mudança no século XX.

(Fonte: site Agência Ecclesia em 2009)