Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

sexta-feira, 10 de dezembro de 2021

As últimas semanas

Em muitos países, a comunicação social ignora a vida da Igreja, mesmo carregada de acontecimentos e mensagens importantes. Podemos reclamar, mas o mais eficaz é procurar fontes de informação mais fiáveis.


Os pontos altos das últimas semanas foram a viagem apostólica ao Chipre e à Grécia, de 2 a 6 de Dezembro, e a visita do Papa Francisco à Comunidade do Cenáculo, no dia 8, onde encerrou o ano dedicado a S. José e falou da família e da conversão.


A estadia no Chipre e na Grécia parece ter sido um momento de viragem nas relações dos Ortodoxos com a Igreja. Por várias razões, um dos temas em foco foi o arrependimento e a conversão. «Parece que pedir desculpa é a coisa mais difícil e o Papa pediu desculpa de modo espectacular» —sintetizou um jornalista da televisão cipriota que acompanhava a viagem.


Diante do Patriarca Ieronymos, o Papa pediu desculpa pelas divisões entre os cristãos, sobretudo as que foram provocadas por católicos, e também pela traição de alguns católicos que se opuseram, há muitos anos, à independência grega. Na conferência de imprensa no regresso a Roma, o Papa relacionou estes pedidos de desculpas com a relação com Deus: «Calamo-nos quando sentimos que devíamos pedir desculpa, mas eu gosto de pensar que Deus nunca Se cansa de perdoar. Jamais Se cansa! Somos nós que nos cansamos de pedir perdão e, quando não pedimos perdão a Deus, dificilmente o pediremos aos irmãos. É mais difícil pedir perdão a um irmão do que pedir perdão a Deus, porque sabemos que Deus responde: “Sim, vai, estás perdoado”. Em contrapartida, com os irmãos, há a vergonha e a humilhação… Mas no mundo de hoje é precisa esta atitude de humilhação e de pedir desculpa. Tantas coisas acontecem no mundo, tantas vidas perdidas, tantas guerras… Como é que não havemos de pedir desculpa? (…) E há ainda um outro pedido de desculpas —que me vem do coração— pelo escândalo do drama dos migrantes, pelo escândalo de tantas vidas afogadas no mar».


No dia da partida para a viagem pastoral, o Papa aceitou a demissão do Arcebispo de Paris, Michel Aupetit, e referiu-se ao assunto. Lamentou que se tivesse dito que o Arcebispo tinha sido condenado. «Mas quem é que o condenou?!» Explicou que Aupetit, tinha feito umas pequenas carícias imprudentes a uma senhora [antes de ser bispo] e que «isto é um pecado, mas não é um dos pecados mais graves (…). Assim, Aupetit é um pecador, como o sou eu (…), como foi Pedro, o bispo sobre quem Cristo fundou a Igreja. Como é que a comunidade daquele tempo aceitou um bispo pecador? E com pecados graves (…), como renegar Cristo? É que era uma Igreja saudável, habituada a sentir-se sempre pecadora, todos: era uma Igreja humilde. Vê-se que a nossa Igreja não está habituada a ter um bispo pecador e fazemos de conta (…). Não, isto é “Capuchinho Vermelho”. Todos somos pecadores. Mas quando o falatório cresce, cresce, cresce e rouba a boa fama, já não se pode governar, porque se perdeu a fama, não por causa do seu pecado —que é pecado, como o de Pedro, como o meu, como o teu, é pecado— mas por causa da bisbilhotice das pessoas que espalharam estas coisas. (…) Isto é uma injustiça. Por isso aceitei a demissão de Aupetit não sobre o altar da verdade, mas sobre as aras da hipocrisia».


Mal chegou a Roma, o Papa foi à capela de Nossa Senhora Salvação do Povo Romano, na basílica de Santa Maria Maior, agradecer os frutos da viagem e as expectativas criadas. No dia 8 levou flores à estátua da Imaculada Conceição, no coração da Roma antiga.


Na tarde desse 8 de Dezembro ainda foi à Comunidade do Cenáculo encerrar o ano dedicado a S. José. Continuando os temas da fidelidade familiar e do arrependimento, que tem desenvolvido nas últimas semanas, o Papa disse-lhes: «Não tenhais medo da realidade, da verdade, das nossas misérias. Não tenhais medo porque Cristo gosta da realidade como ela é, sem maquilhagem, o Senhor não gosta das pessoas que maquilham as suas almas, que maquilham os seus corações».


Um apontamento anedótico: neste dias, com o pretexto de aprofundar um espírito de compreensão mais universal, a União Europeia propôs-se proibir as referências ao Natal. Muita gente reagiu e os responsáveis retiraram rapidamente o documento, pedindo desculpa por ele «não cumprir o objectivo proposto e não ser um texto amadurecido, com o nível de qualidade habitual». Apanhado na viagem apostólica, o Papa classificou o documento como um anacronismo e comparou-o com as ditaduras que, ao longo da história, tentaram acabar com o Natal, referindo em concreto «Napoleão, a ditadura nazi e a ditadura comunista». «É uma moda de laicismo aguado, tipo água destilada… que nunca funcionou na história». E acrescentou um recado: «A União Europeia deve agarrar novamente os ideais dos Pais fundadores, de unidade, de grandeza, e ter o cuidado de não deixar as colonizações ideológicas infiltrarem-se; isso pode (…) fazer o projecto da União Europeia fracassar».

José Maria C.S. André

Nossa Senhora do Loreto

O título Nossa Senhora de Loreto tem como referencial a casa de Nazaré, onde viveu a Santíssima Virgem. Por um misterioso prodígio esta casa atravessou oceanos até fixar-se na Itália, em um bosque de loureiros, próximo à vila de Recanati. Uma explicação plausível seria a seguinte: a fim de poupar a Santa Casa de Nazaré de invasões, onde templos e monumentos eram violados e destruídos, o Senhor ordenou a seus anjos que a transportassem pelos ares à cidade de Tersatz, na Dalmácia, em 10 de Maio de 1291 e daí para um bosque de loureiros, em Loreto, na Itália, em 10 de Dezembro de 1294.

Ainda hoje o santuário de Loreto, onde a "santa casa" é conservada e venerada, é local de concorridas peregrinações.

É padroeira dos aviadores.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

quarta-feira, 8 de dezembro de 2021

Amar a Cristo ...

Queridíssimo Jesus, hoje vimos agradecer-Te a Tua Imaculada Mãe a quem diariamente tanto recorremos pedindo-lhe proteção e ajuda pela sua intercessão.

Tê-La na nossa alma é um tão belo e maravilhoso dom que nos concedeste, que não existem palavras para Te agradecer. Ainda assim, amado Jesus, Filho de Maria, entregamo-nos no regaço da Nossa Rainha pedindo-lhe que nos leve sempre até a Ti, ao Pai e ao Espírito Santo, e que seja a ressonância do amor que Te manifestamos em oração.

Louvado sejais com a Imaculada Virgem Santa Maria hoje e sempre!

JPR

Agraciado no matrimónio

Há quinze anos nesta data a minha mulher e eu concretizámos perante Deus na Igreja de Nossa Senhora da Luz em Lisboa a união que havíamos celebrado há mais de cinquenta anos. Já éramos pais e avós, mas foi um momento muito intimo e de grande alegria para toda a família.

Muitos não sustiveram a curiosidade e na altura perguntaram porquê depois de tantos anos e a explicação ainda que simples, por fé e amor ao Senhor, pareceu não haver a todos convencido. Na verdade, com o passar dos anos, hoje o nosso exemplo é olhado com admiração e respeito, e por nós com alegria, amizade e amor.

Se há algum casamento a que se possa aplicar a grande verdade, que as relações matrimoniais se constroem e solidificam com o tempo, é o nosso que atravessou todas as tempestades, sobretudo devido à firmeza de carácter e amor aos filhos da minha mulher sem ela dificilmente teríamos chegado até aqui, ou seja, ela foi e é de facto a grande heroína desta bonita história já com mais de cinco décadas completadas.

Mais do que falar de nós ou do nosso passado, espero que o nosso testemunho de vida possa contribuir como exemplo aos mais jovens e que também eles não se deixem levar por egoísmos que descuram o bem de terceiros, nomeadamente dos filhos e toda a família.

É claro, nada seria como tentei descrever sem a proteção do Senhor e da Imaculada Conceição que hoje festejamos na Igreja, por isso ‘last, but far from being the least’ no meu coração e orações hoje soa o louvor e a gratidão.

JPR

Canta diante de Maria Imaculada

Deus Omnipotente, Todo-Poderoso, Sapientíssimo tinha que escolher a sua Mãe. – Tu, que terias feito, se tivesses tido de escolhê-la? Penso que tu e eu teríamos escolhido a que temos, enchendo-a de todas as graças. Isso fez Deus. Portanto, depois da Santíssima Trindade, está Maria. Os teólogos estabelecem um raciocínio lógico desse cúmulo de graças, desse não poder estar sujeita a satanás: convinha, Deus podia fazê-lo, logo fê-lo. É a grande prova. A prova mais clara de que Deus rodeou a sua Mãe de todos os privilégios, desde o primeiro instante. E assim é: formosa e pura e limpa, em alma e corpo! (Forja, 482)

És toda formosa e não há mancha em ti. – És horto cerrado, minha irmã, Esposa, horto cerrado, fonte selada. – Veni: coronaberis. – Vem: serás coroada (Cant. IV, 7, 12 e 8).

Se tu e eu tivéssemos tido poder, tê-la-íamos feito também Rainha e Senhora de toda a criação.

Um grande sinal apareceu no céu uma mulher com uma coroa de doze estrelas sobre a cabeça. – O vestido de sol. – A lua a seus pés (Apoc. XII, 1). Maria, Virgem sem mancha, reparou a queda de Eva; e esmagou, com o seu pé imaculado, a cabeça do dragão infernal. Filha de Deus, Mãe de Deus, Esposa de Deus.

O Pai, o Filho e o Espírito Santo coroaram-na como Imperatriz que é do Universo.

E rendem-lhe preito de vassalagem os Anjos..., e os patriarcas e os profetas e os Apóstolos..., e os mártires e os confessores e as virgens e todos os santos..., e todos os pecadores e tu e eu. (Santo Rosário, 5º mistério glorioso)

São Josemaría Escrivá