Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

segunda-feira, 1 de novembro de 2021

Solenidade de Todos os Santos


Todos os Santos

Hoje a Igreja universal celebra a festa daqueles que se comprometeram com Deus Pai, com o seu Reino de bondade, de justiça e de amor e, em nome Jesus Cristo, se comprometeram de maneira radical, também, com os seus semelhantes. Por isso, nesta festa, todo o povo cristão é convidado a entrar em comunhão com Deus e com todo o homem de boa vontade.

Como Jesus de Nazaré, somos convidados a fazer de nossa vida uma eucaristia, uma oferenda viva. Na Igreja antiga, os santos eram entregues às chamas, às feras, às torturas cruéis. Hoje, também, milhares de santos são entregues à morte, são torturados pela fome, pelo desemprego, pela doença, e silenciados pela repressão, pela intimidação, pelas ameaças de morte dos que se julgam senhores deste mundo. Mas é nas entranhas dos que sofrem, dos aflitos, dos esquecidos, que germinam, nascem e dão fruto as sementes do Evangelho de Jesus Cristo. Desta maneira, a festa de hoje é também a festa dos santos dos nossos dias, essa numerosa multidão cujo testemunho vivo é fonte perene de renovação para a Igreja.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

sábado, 30 de outubro de 2021

Nossa Senhora das Vitórias

A história Nossa Senhora das Vitórias teve origem nas guerras dos monarcas franceses, na pessoas do rei Luís XIII e na do seu ministro, o então Cardeal Richelieu. O rei Luís XIII, empreendeu em conjunto com o seu ministro, no ano de 1627, o cerco da cidadela, de La Rochelle com a finalidade de acabar com a revolta dos huguenotes, então seus ocupantes.

Esta cidade era em 1627 um importante porto francês, já de origem medieval.

A vitória que da guerra que se avizinhava era bastante incerta, dado que os habitantes de La Rochelle eram apoiados por Inglaterra.
O rei francês temendo pelo resultado, resolveu pedir à sua esposa, a então Rainha Ana da Áustria, para promover em todas as igrejas de Paris, orações públicas pedindo a intercessão da virgem a favor do seu triunfo.

A rainha assim fez, e passou a rezar-se em todas igrejas e capelas de França, aos sábados. Rezava-se o terço, pedindo a Deus a vitórias de França e a derrota dos protestantes de La Rochelle.

No interior do Exército francês os capelões do mesmo também promoveram, para que fossem feitas orações entre os soldados e todo o restante corpo militar.

Por intervenção de Deus ou pela sorte, o facto é que o Luís XIII ganhou e a guerra e a praça forte de La Rochelle voltou ao domínio de França.

Como forma de agradecimento e demonstração de gratidão pela vitória alcançada, Luís XIII lançou em Paris, a primeira pedra do que viria a ser a uma das mais belas igrejas de França, a igreja de Nossa Senhora das Vitórias. Uma recordação e um agradecimento da reconquista pelos cristãos de La Rochelle.

(Fonte: 'Wikipédia')

sexta-feira, 29 de outubro de 2021

Caminhada pela Vida

No sábado, há uma semana, juntei-me a milhares de pessoas que se manifestaram em Lisboa a favor do respeito pela vida humana. No mesmo dia, houve desfiles simultâneos no Porto, em Braga, em Aveiro, em Coimbra, na Guarda, em Viseu, em Santarém, em Évora e no Funchal. Em 10 cidades do país!

A SIC, o principal canal português de televisão referiu «centenas de pessoas contra o aborto e a eutanásia» e, na breve reportagem que se seguiu, enquanto se ouvia a multidão gritar «toda a vida tem dignidade», a locutora traduzia por «eles opõem-se ao aborto». O telejornal da TVI e a CM TV deram um curto apontamento e a rádio da Igreja também deu a notícia.


Nos jornais de referência não encontrei nenhuma menção. No CM, que não se classificar como jornal de referência, apareceu uma fotografia mal escolhida, quase sem texto.


Lembrei-me de me ter cruzado há tempos com outra manifestação. Teria uns 8 manifestantes, talvez fossem 10, acompanhados por meia centena de polícias. Um jornal de referência deu a notícia circunstanciada, registando apenas que havia quase tantos manifestantes como polícias, sem mencionar quantos manifestantes e quantos polícias. Diverti-me muito com o eufemismo!


Entre a meia dúzia de amigos com quem conversava na Caminhada pela Vida, alguém lançou a aposta de que a generalidade dos meios de comunicação iria silenciar o acontecimento. Não conseguimos apostar porque ninguém quis arriscar na hipótese contrária. Todos conhecemos a correlação de forças na comunicação social e todos sabemos que, nos grandes meios, a antiga missão de informar foi trocada por objectivos pedagógicos.


A intenção deste controlo ideológico talvez seja melhorar o mundo (quem somos nós para julgar as intenções) mas o preço desta opção é acabar com o jornalismo enquanto ofício de informar.


A defesa da dignidade humana está a enfrentar obstáculos cada vez mais difíceis, contra o poder económico e o poder político. As maiores fortunas estão determinadas em promover a morte dos bebés, dos doentes, dos idosos, dos mais pobres. Os interesses económicos ligados à sexualização da vida social estão cada vez mais insaciáveis: já não lhes basta o negócio da pornografia e dos serviços sexuais, procuram alargar o mercado à homossexualidade e às experiências extravagantes. Estes recursos económicos capturaram a política e, neste momento, temos diversos Governos a subsidiar esta ideologia e a perseguir quem protesta.



Em Portugal e no estrangeiro, médicos e enfermeiros são preteridos por não aceitarem fazer abortos e intervenções não éticas. Professores estão a ser postos de lado por não ensinarem a excelência das relações sexuais avulsas. Em Portugal e noutros países, as autoridades ameaçam internar os filhos em orfanatos quando os pais rejeitam a iniciação sexual que a escola estatal lhes pretende ministrar. O silenciamento nos meios de comunicação social é talvez a medida mais suave deste furor pedagógico com que alguns nos querem impor um mundo melhor.


Nos EUA e noutros países desenvolvidos, já há muitos anos que se sofre na pele a valentia de defender o respeito pela vida e os direitos humanos. A fase dura começa a chegar agora a Portugal, a África e aos países mais pobres da América e da Ásia. Que vai acontecer por cá? Preocupa-me a experiência de grandes heróis que sofreram generosamente mas não aguentaram a pressão. Sem se aperceberem, gradualmente, substituíram a alegria de viver pelo desejo de vingança. Alguns acabaram amargurados, detestando os que os atacam e até os que não os acompanham na resposta agressiva. Dá imensa pena ver grupos que outrora defenderam a vida, cheios de ideal, tantas vezes inspirado pelo catolicismo, se dedicam hoje a atacar a Igreja e o Papa. Que vai acontecer por cá?


Na Caminhada pela Vida, em Lisboa, no meio de muitos cartazes sugestivos, encontrei um que reproduzia uma fotografia infeliz da jovem Greta Thunberg e lhe fazia uma crítica. Assustei-me! A mensagem maravilhosa da vida vai ser envenenada pelo espírito amargo da morte?


Os poderes que se opõem à dignidade humana são tão esmagadores, e frequentemente tão cruéis, que só um milagre pode fazer com que os mártires dos nossos dias consigam sofrer felizes, cheios de estima pelos que lhes fazem mal. Parece impossível. No entanto, ao longo dos séculos, este milagre aconteceu. Talvez a diferença entre o êxito e o fracasso seja que uns confiam em Deus, os outros confiam nas próprias forças.

José Maria C.S. André