Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

segunda-feira, 6 de setembro de 2021

Amamos a Cruz?

Para que a Obra viesse ao mundo, o Espírito Santo levou o nosso Padre – como nos quer conduzir a nós – pelos caminhos da mortificação e da penitência. Não ponhamos barreiras a estes requisitos divinos. Peçamos a graça de nos deixar configurar com Cristo crucificado, caminho para alcançar a verdadeira felicidade. Por isso te pergunto e me pergunto: amamos a Cruz? Procuramo-la nas circunstâncias do nosso caminhar quotidiano? Procuramos fomentar a alegria sobrenatural quando Jesus passa ao nosso lado e nos pede uma renúncia, sabendo moldar-nos ao que nos sugere na nossa vida espiritual, no trabalho, na fraternidade?

É importante que apliquemos estas considerações não só à nossa atuação pessoal, como também no seio da vida em família, nas casas dos Agregados e Supranumerários, nos ambientes onde habitualmente vivemos. A convivência com outras pessoas oferece muitas oportunidades de limar as asperezas do nosso caráter, da nossa personalidade. Não me refiro às pequenas discrepâncias – inevitáveis num convívio mais próximo – que podem surgir de vez em quando, mas que se resolvem pedindo desculpa. Refiro-me às feridas mais profundas que podem surgir no seio das famílias.

O Santo Padre avisa-nos de um perigo que está muitas vezes na base da deterioração do ambiente familiar. Quando estas feridas, que ainda se podem remediar, são descuradas, agravam-se e transformam-se em prepotência, hostilidade e desprezo. Podem então converter-se em traumatismos profundos, que dividem marido e mulher e que induzem a procurar noutro lado compreensão, apoio e consolo. Mas muitas vezes esses “apoios” não pensam no bem da família[4].

O remédio nestas situações, para que não degenerem em feridas quase incuráveis, está ao alcance da mão, com a graça de Deus. O Papa repetiu-o em várias ocasiões, recorrendo a três palavras: por favor, obrigado, desculpa [5].

Pedir as coisas “por favor”, sem exigências desmesuradas, sem impaciência, é uma boa vacina para prevenir os confrontos, não só entre os cônjuges, como também nas relações com os filhos e os outros elementos da família. Há um dito popular que confirma isto: consegue-se mais com uma colher de mel do que com um barril de fel. Além disso, havemos de pensar que tudo na nossa vida está marcado pela gratuidade. Não merecemos nem a vida, nem a família em que crescemos, nem os dotes naturais e os dons sobrenaturais recebidos… Por isso, precisamos de mostrar agradecimento. Como se tornam fáceis as relações entre as pessoas quando se sabe exprimir sinceramente um obrigado perante um pormenor talvez bem pequeno, mas que manifesta uma atitude de verdadeiro afeto, de generosa disponibilidade para servir! E quando nos enganámos – por egoísmo, por rudeza, por insensibilidade – peçamos logo desculpa, que não é nenhuma humilhação, antes pelo contrário, manifesta grandeza de alma.

[4]. Papa Francisco, Discurso na Audiência geral, 24-VI-2015.[5]. Cfr. Papa Francisco, Discurso na Audiência geral, 13-V-2015.

(D. Javier Echevarría na carta do mês de agosto de 2015)
© Prælatura Sanctæ Crucis et Operis Dei

domingo, 5 de setembro de 2021

Que o Senhor nos dê a Sua graça para exaltar a Santa Cruz

Em setembro, gostava de vos recordar dois pontos cardeais da existência cristã, inseparavelmente unidos entre si, e que devem fundamentar as nossas vidas pessoais: a Cruz e a alegria. Não existe uma alegria profunda se não se baseia na entrega de Jesus no Madeiro da Cruz. Assim o manifesta a liturgia com a festa da Exaltação da Santa Cruz, no próximo dia 14, ao lembrar-nos o cumprimento das palavras de Nosso Senhor: Eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a Mim [1].

Precisamente nessa festa, em 1938, S. Josemaria anotou: Pedi ao Senhor, com toda a força da minha alma, que me dê a Sua graça para exaltar a Santa Cruz nas minhas faculdades e nos meus sentidos… Uma vida nova! Um sinete para dar firmeza à autenticidade da minha missão… Josemaria, na Cruz! Veremos, veremos [2]. Unidos ao pedido de S. Josemaria, supliquemos sinceramente ao Senhor que nos conceda a graça de colocar bem alta a Santa Cruz na nossa alma e no nosso corpo, nas nossas potências e sentidos e, sem medo! Porque estar muito perto da Cruz – com Cristo na Cruz, como S. Josemaria repetiu – enche de paz e serenidade, mesmo que resistamos talvez um pouco, num primeiro momento. Nessa altura é muito oportuno recordar aquele ponto de Caminho: Tu o queres, Senhor? Eu também o quero![3]

Esforcemo-nos por transmitir esta aspiração com a palavra e com o compor¬tamento: amando o sacrifício, também quando aparecer de forma inesperada, e procurando-o de forma ativa nas pequenas coisas do dia-a-dia: In laetítia, nulla dies sine cruce. Senhor, não queremos deixar passar nenhum dia sem Cruz, sempre com alegria e paz.

Consideremos como procuramos embeber-nos desta realidade. Naquelas alturas em que o nosso eu se levanta rebeldemente, e vemos a necessidade de nos negarmos a nós mesmos, fazemo-lo com alegria? Compreendemos que essa atitude, necessária para servir os outros por Deus, é sinal seguro do verdadeiro amor? Entendemos que para seguir Jesus de perto precisamos de ir superando todas as manifestações do pensar demais em nós próprios?

[1]. Jo 12, 32.
[2]. S. Josemaria, Apontamentos íntimos, n. 1587 (14-IX-1938); em A. Vázquez de Prada, “Josemaria Escrivá - Fundador do Opus Dei”, vol. II, p. 256-257.
[3]. S. Josemaria, Caminho, n. 762.

(D. Javier Echevarría na carta do mês de agosto de 2015)
© Prælatura Sanctæ Crucis et Operis Dei

Carta do Papa João Paulo II à Madre Teresa de Calcutá

À dilecta Filha
Irmã Teresa de Calcutá

Com vivo apreço fui informado de que, por ocasião do XX aniversário da inauguração da Faculdade de Medicina e Cirurgia da Universidade Católica do Sagrado Coração, as Autoridades Académicas decidiram unanimemente conferir-Lhe o doutoramento "honoris causa" em Medicina e Cirurgia, como reconhecimento pelos méritos excepcionais por Si adquiridos levando o alívio da medicina aplicada e da assistência às várias formas de sofrimento humano.

A iniciativa parece particularmente feliz. Ela assume, de facto, o valor de um gesto simbólico, mediante o qual a Faculdade de Medicina e Cirurgia pretende indicar o sentido último do próprio esforço de estudo e de pesquisa nos diversos campos da ciência: isto é, o sentido de um serviço ao homem, serviço que, animado pelo amor, não se limita ao corpo, mas atinge o espírito, para nele suscitar a chama da esperança no mundo transcendente dos valores cristãos.

Com esta finalidade foi fundada há 20 anos esta Faculdade. Desejou-se, nessa ocasião, criar um Centro no qual, quem se sentisse chamado à nobre arte da Medicina, pudesse receber não só uma profunda preparação científica mas também uma sólida formação cristã, que o tornasse capaz de testemunhar Cristo mesmo no exercício da profissão sanitária. Quis-se, então, dar vida a uma Instituição na qual — para empregar as palavras do próprio Fundador da Universidade Católica — o jovem fosse orientado a "imprimir à própria actividade uma fisionomia bem característica, a do crente que julga e valoriza cada coisa e cada acontecimento do ponto de vista cristão" (cf. Vita e Pensiero XLI, 1958, n. 1).

À luz destes ideais, a Faculdade de Medicina da Universidade Católica procurou caminhar com constante empenho e dedicação nestes 20 anos de vida. E a celebração hodierna é-me propícia para exprimir — ao mesmo tempo que me uno de coração à comemoração desta data — vivo apreço pelas metas alcançadas e sinceros votos de progresso crescente na irradiação da sua obra, inspirada e apoiada pelo amor fraterno e pela fé profunda.

A fé cristã, aliás — a caríssima Irmã oferece dela amplo testemunho com a sua vida — não altera nem reprime, mas pelo contrário ilumina com reflexos superiores aquele serviço à vida humana, que é tarefa específica da Medicina. De facto, como não reconhecer a nova riqueza de motivações, que a tal serviço propicia a capacidade de descobrir, na fé, o fulgor da imagem divina, impressa na face de cada homem, que  dela extrai a intangibilidade do próprio ser e a dignidade transfigurada das próprias enfermidades?

Sei bem como tal conhecimento tenha animado constantemente o seu empenho e o das pessoas generosas que, em número crescente, se foram unindo a Si, compartilhando o ideal de doação total a cada categoria de doentes, de pobres, de marginalizados, de pessoas que trazem no corpo e no espírito o sinal ardente do sofrimento. Com o seu exemplo demonstra, Madre Teresa, como as palavras evangélicas: "Tive fome e destes-me de comer, tive sede e destes-me de beber; era peregrino e recolhestes-me, estava nu e destes-me de vestir, adoeci e visitastes-me, estive na prisão e fostes ter comigo" (Mt 25, 35 s.) valem para abrir, perante o coração do crente, horizontes novos, nos quais a realidade do sofrimento humano se põe como "sacramento" da presença transcendente de Cristo.

Renovo, portanto, a expressão do meu apreço pela oportuna iniciativa académica, que A vê hoje merecidamente premiada e, ao mesmo tempo que invoco sobre Si e sobre a sua atividade copiosa efusão de favores celestes, concedo-Lhe de coração a propiciadora Bênção Apostólica, que de bom grado faço extensiva aos Professores e aos Alunos da querida Universidade Católica e a todos os que participaram na significativa cerimónia.

Do Vaticano, 10 de Dezembro de 1981, quarto de Pontificado

JOÃO PAULO PP. II

Santa Teresa de Calcutá

Agnes Gonxha Bojaxhiu nome de batismo da que ficou mundialmente conhecida por Madre Teresa de Calcutá, nasceu na Albânia (então Macedónia) e tornou-se cidadã indiana, em 1948. Prémio Nobel da Paz em 1979. Oriunda de uma família católica, aos doze anos já estava determinada a ser missionária. Começou por fazer votos na congregação das Irmãs de Nossa Senhora do Loreto, aos 18 anos, na Irlanda, onde viveu. A sua vida na Índia começou como professora. Só ao fim de dez anos sentiu necessidade de criar a congregação das Irmãs da Caridade e dedicar a sua longa vida aos pobres abandonados e mais desprotegidos de Calcutá. Entre as suas prioridades estava matar a fome e ensinar a ler aos "mais pobres entre os pobres", bem como a leprosos, portadores de SIDA/AIDS e mulheres abandonadas. Depois do Prémio Nobel, em 1979, passou a ser muito conhecida e as Irmãs da Caridade estão em centenas de países do Mundo. O seu exemplo de dedicação sem temer contrair doenças contagiosas, a sua vida exemplar, sempre na sua fé católica deram-lhe, em vida, a certeza de que era santa. Foi canonizada em Roma pelo Papa Francisco no dia 4 de setembro de 2016..

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

sábado, 4 de setembro de 2021

Sobre a Oração que o Senhor nos ensinou

 - Ensinaste-nos a rezar o Pai Nosso e desde logo começamos por Te estabelecer a morada aonde só poderias estar, o Céu, mas não aquele que nossa dimensão terrena vislumbramos com os nossos olhos, mas sim Aquele que mostraste a Pedro, João e Tiago na Tua Transfiguração.

Senhor Jesus, ajuda-nos a merecer a graça de nos juntarmos a Elias e Moisés!

- «Santificado seja o Vosso nome», é nosso dever fazê-lo com amor, respeito e profunda devoção glorificando-Te conjuntamente com o Filho e o Espírito Santo.

Senhor ajuda-nos a fazê-lo hoje e sempre levando-Te a quem ainda não Te conhece ou Te recusa!

- «Assim na terra como no Céu», Pai ao enviar-nos o Vosso amado Filho fazendo-O homem e morrendo Ele por nós na Cruz e ao Ressuscitá-Lo ao terceiro dia, só podemos santificar o Vosso nome aqui na terra já que estando Ele à Vossa direita é e será glorificado e santificado pelos séculos dos séculos no Reino dos Céus.

Concede-nos Senhor a graça e ajuda para sermos bons cristãos e assim estarmos entre os eleitos para entrar no Vosso Reino!

- «o pão nosso de cada dia nos dai hoje», Senhor Jesus ao Te ofereceres na Eucaristia permitiste-nos na Tua infinita misericórdia receber-Te diariamente, também Te rogamos, nesta tão linda oração que nos ensinaste, que ajudes todos os carenciados a poderem receber os alimentos necessários à dignidade da sua condição humana.

Jesus Cristo, Filho de Deus obrigado por ouvires as nossas preces!

- «perdoai-nos as nossas ofensas», Senhor bem gostaríamos não ter de Te formular este pedido diariamente e mesmo algumas vezes ao dia, mas a nossa condição de pecadores, mesmo que em pequenos detalhes, levam-nos a ofender-Te ao não cumprirmos os Mandamentos e deixarmo-nos dominar pela visão humana das coisas e não aquela que nos ensinaste.

Meu Deus, porque sois tão bom, ajudai-nos a não Te ofender!

- «assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido», Senhor quão difícil é por vezes reconhecermo-nos coerentes com esta afirmação, que vergonha sentimos em dizê-lo a Ti que a todos perdoas.

Senhor Jesus Filho de Deus aumenta a nossa fé e ajuda-nos a ser cada vez mais fiéis imitadores Teus para que como Paulo possamos um dia dizer «não sou eu quem vive; é Cristo que vive em mim» (Gal 2, 20)

- «não nos deixeis cair em tentação», Senhor que a Tua graça nos cubra e nos dê força para à Tua semelhança, que durante 40 dias enfrentastes as tentações de Satanás, saibamos resistir-lhe incluindo as mais ínfimas coisas que se poderão tornar pronuncio de fraqueza para as maiores.

Senhor Jesus, que tão bela oração de louvor e rogo nos ensinaste, protege-nos Te suplicamos!

- «mas livrai-nos do mal», Senhor na nossa condição humana reveladora de falta de confiança e de entrega em Ti e a Ti, frequentemente assumimos como mal situações que mais tarde nos apercebemos foram para o nosso bem ou do próximo.

Ajuda-nos a ser humildes e entregarmo-nos totalmente, pois és o Bom Pastor e nada nos faltará!

JPR