Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

terça-feira, 15 de setembro de 2020

Amar a Cristo...

Filho de Maria Santíssima, hoje a Tua Igreja recorda-A pela Sua total entrega maternal e pelo Seu sofrimento silencioso junto à Tua Cruz.

Ajuda-nos a imitá-La oferecendo-Te todas as nossas dificuldades pessoais e colectivas por honra e glória a Ti e pela nossa salvação.

É certo, que ainda não cumprimos o que nos pedistes, pois ainda não Te conseguimos fazer chegar e à Tua Palavra a todos os cantos do universo, mas permite-nos que Te recordemos como o proclamamos na Santa Missa – Vinde Senhor Jesus!

JPR

sexta-feira, 4 de setembro de 2020

Mais estranho que uma explosão

No passado dia 4 de Agosto, um depósito de fertilizante agrícola (nitrato de amónio) explodiu no porto de Beirute, destruindo grande parte da zona portuária da cidade. Morreram quase duas centenas de pessoas e umas 6000 ficaram feridas. O transporte de nitrato de amónio exige precauções de segurança que não foram tidas em conta, em parte porque os contentores tinham sido deixados ali a título provisório, embora tenham ficado lá esquecidos durante seis anos.

A explosão pôs em causa a serenidade da sociedade libanesa, já de si muito provada pelos conflitos intermináveis nos países vizinhos, Israel, a Palestina, a Síria... e em países próximos, como o Iraque, a Turquia, a Jordânia... Costuma dizer-se que o Líbano é um oásis de paz no Médio Oriente, um caso único na região:

– «Há mais de cem anos, o Líbano tem sido um país de esperança», disse o Santo Padre, porque «os libaneses mantiveram a sua fé em Deus e foram capazes de fazer da sua terra um lugar de tolerância, de respeito e de coexistência, único na região. Para o bem do país, mas também do mundo, não podemos permitir que este património se perca».

Apesar de toda a violência que circunda o Líbano e que às vezes lhe invade as fronteiras, as várias comunidades cristãs e muçulmanas têm conseguido conviver. Isso deve-se à capacidade da maioria cristã de acolher os muçulmanos que se juntaram ao país por iniciativa dos colonizadores franceses, por volta de 1942, mas também à abertura das populações muçulmanas, que souberam respeitar o país que as recebeu. Em 1976, a Síria invadiu o Líbano, com o apoio dos Estados Unidos da América e de Israel, mas o Líbano conseguiu recuperar a independência e a paz. Outro desafio foram as multidões de refugiados palestinianos, expulsas do seu país quando os israelitas ocuparam a Terra Santa para formar o Estado de Israel. Mais uma vez, o Líbano resistiu.

Depois de tantas convulsões, a situação social e económica do país está fragilizada e a explosão dos contentores agrícolas veio acrescentar as tensões. No entanto, a Igreja e todos os que prezam a paz compreendem que esta experiência de convivência pacífica não se pode perder. O Líbano tem de ser apoiado, porque o seu povo extraordinário o merece e porque o Líbano faz imensa falta ao Médio Oriente e ao mundo.

– «O Líbano não pode ser abandonado na sua solidão», disse o Santo Padre

Neste último mês, o Vaticano e várias organizações da Igreja orientaram ajudas económicas e humanas para o Líbano, mas, segundo o Papa, não é isto o mais importante, nem é suficiente. A grande ajuda é rezar e jejuar:

– «Convido todos a viverem um dia universal de oração e jejum pelo Líbano, na próxima sexta-feira, 4 de Setembro. (...) Vamos oferecer a nossa oração por todo o Líbano e por Beirute. Estejamos também próximos no compromisso concreto da caridade».

Quem não conhece a Igreja católica arregala os olhos de espanto: Rezar?! Passar um pouco de fome?! Isso ajuda alguma coisa?!

Quem acompanha a Igreja sabe que é assim desde há séculos, a Igreja confia realmente em Deus (ter fé é viver assim...).

Como líder supremo da Igreja, o Papa acrescentou uma orientação concreta à oração pelo Líbano: «Peço que confiem a Maria os nossos medos e as nossas esperanças».
José Maria C.S. André

quinta-feira, 3 de setembro de 2020

Deus e a nossa liberdade

Para muitas pessoas a religião não tem nada a ver com a liberdade. Até lhes parece que são conceitos opostos: “se quero ser livre tenho que me libertar do jugo da religião”.

Mesmo entre aqueles que veem a religião como algo positivo, encontram-se pessoas que olham para ela somente como um conjunto de obrigações a cumprir: ir à Missa, viver de acordo com os Mandamentos, renunciar àquilo que me apetece.

Por isso, convém recordar que Deus não é inimigo da nossa liberdade. Muito pelo contrário. Foi Ele que nos deu a liberdade e respeita, como ninguém, as nossas decisões livres.

E que a liberdade fora ou à margem da verdade é ilusória: cedo ou tarde revela-se como escravidão.
“Conhecereis a verdade e a verdade vos fará livres” (Jo 8, 32). Que verdade é essa?

O Amor de Deus por cada um de nós. A realidade de que não somos apenas criaturas: somos filhos!

Se Deus é Pai, nós não somos autores de nós mesmos, mas sim colaboradores. Mas como alguém dizia, um dos fenómenos mais chamativos do homem moderno é que “não quer ser filho”. Considera a filiação como uma dívida insuportável que põe em causa a sua autonomia.

Mas é precisamente isso que nós somos: filhos. Podemos não ser pais, mas não há ninguém que não seja filho.

Não nos demos a vida. Recebemo-la de um modo gratuito. E reconhecer essa dependência dos nossos pais, dos nossos antepassados e, em última instância, de Deus, não equivale a negar a nossa liberdade.

Fugir do que somos não nos liberta. Abraçar a nossa condição de filhos muito amados é o que dá sentido à nossa liberdade e nos faz entender que actuar mal não é nunca uma libertação, mas sim uma escravidão.

Porque Deus, que é nosso Pai, quer sempre o melhor para nós. Esquecer isto reduz a liberdade a uma “paixão inútil”, como dizia um famoso filósofo.
Pe. Rodrigo Lynce de Faria

domingo, 30 de agosto de 2020

Que tal andas de presença de Deus?

Falta-te vida interior, porque não levas à oração as preocupações dos teus e o proselitismo; porque não te esforças por ver claro, por fazer propósitos concretos e por cumpri-los; porque não tens visão sobrenatural no estudo, no trabalho, nas tuas conversas, na tua relação com os outros... – Que tal andas de presença de Deus, consequência e manifestação da tua oração? (Sulco, 447)

Sempre que sentimos no nosso coração desejos de melhorar, de responder mais generosamente ao Senhor, e procuramos um guia, um norte claro para a nossa existência cristã, o Espírito Santo traz à nossa memória as palavras do Evangelho: importa orar sempre e não cessar de o fazer.

A oração é o fundamento de todo o trabalho sobrenatural; com a oração somos omnipotentes; se prescindíssemos deste recurso, nada conseguiríamos.

Eu gostaria que hoje, na nossa meditação, nos persuadíssemos definitivamente da necessidade de nos dispormos a ser almas contemplativas no meio do mundo e do trabalho, com uma conversa contínua com o nosso Deus, a qual não deve esmorecer ao longo do dia. Se pretendemos seguir lealmente os passos do Mestre, este é o único caminho

É muito importante – perdoai a minha insistência – observar os passos do Messias, porque Ele veio mostrar-nos o caminho que nos leva ao Pai: descobriremos, com Ele, como se pode dar relevo sobrenatural às actividades aparentemente mais pequenas; aprenderemos a viver cada instante com vibração de eternidade e compreenderemos com maior profundidade que a criatura precisa desses tempos de conversa íntima com Deus, para privar com Ele na sua intimidade, para invocá-lo, para ouvi-lo ou, simplesmente, para estar com Ele. (Amigos de Deus, 238–239)

São Josemaría Escrivá

Bom Domingo do Senhor!

Depositemos sempre uma total confiança no Senhor e mesmo quando nos pareça mau é certamente muito bom. Os apóstolos e Pedro em particular no Evangelho de hoje (Mt 16, 21-27) duvidaram da palavra do Senhor, por não quererem aceitar o que lhes parecia muito mau.

Senhor é Bom Pastor e nada nos faltará!