Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

PERDOAR É TAMBÉM DESEJAR O BEM PARA OS QUE NOS OFENDEM!

Em mais uma madrugada acordado, veio ao meu coração, ao meu pensamento, esta frase: Perdoar é também desejar o bem para os que nos ofendem!

Fiquei então ali a pensar nesta frase e rezando, pedindo ao Espírito Santo que me desse o discernimento para tal frase, apesar de a mesma sem bem clara e concisa.

Não basta apenas perdoar como um acto da nossa vontade, (iluminada por Deus, claro), mas para que esse perdão seja efectivo, ou melhor, para que ele se torne em paz verdadeira para nós e para os outros, temos que ir mais longe, temos que desejar o bem àqueles que nos ofendem.

Só esse desejo, que acompanha o perdão, leva à mudança de atitude interior e exterior para com aquele que nos ofende.
Mas para que tal mudança aconteça em nós, (e já sabemos como é difícil perdoar, quanto mais desejar o bem ao ofensor), é preciso a conversão, a mudança interior, e para isso acontecer, apenas com o auxílio de Deus, envoltos no Seu amor, podemos conseguir.
Assim precisamos rezar por quem nos ofende, porque será essa oração, pelo amor de Deus, que irá transformando o nosso coração, os nossos pensamentos, e nos levará, para além do perdão, a desejar o bem para quem nos ofende.
E então, quando tal acontece, a paz é imensa, a alegria interior é uma verdade, e nós sentimo-nos incrivelmente bem.

O perdão une, a falta de perdão divide!

Com efeito, o perdão é coisa divina, é amor, e assim sendo une, constrói, dá vida, dá paz, dá alegria.
A falta de perdão é rancor, ressentimento, (que por vezes até leva ao ódio), e portanto destrói, mata, causa tristeza, divide.
E nós sabemos bem de onde vem aquilo que divide, quem é aquele que divide!

Pensamos muitas vezes que tal ofensa, tal ofensor, não seremos capazes de perdoar.
Mas o perdão é um acto da nossa vontade, e como tal tem que partir de nós essa vontade.
Se desejamos perdoar, se temos essa vontade, Deus conhece esse desejo, essa vontade em nós, e se nos colocarmos perante o Seu amor, se Lhe pedirmos ajuda na oração contínua, não só por nós, mas rezando também pelo ofensor, lentamente Ele irá colocando no nosso coração, na nossa vida, a paz e a força necessária, para não só perdoarmos, mas também para acabarmos por desejar o bem para o nosso ofensor.

E então ficamos unidos interiormente, já não há divisão em nós, e a paz instala-se, afastando a tristeza, a amargura, que tantas vezes leva ao mal-estar psíquico e físico.

Deus é a união perfeita na Santíssima Trindade, por isso tudo o que vem de Deus é união, é amor.
Por isso só unidos interiormente, só unidos aos outros pelo amor que Deus coloca em nós, estaremos em comunhão com Deus.

Por isso, também, o perdão é “coisa” divina, a que o homem tem acesso, pela graça de Deus!

Marinha Grande, 23 de Janeiro de 2018


Evangelho do dia 24 de janeiro de 2019

Jesus retirou-Se com Seus discípulos para o mar, e segiu-O uma grande multidão do povo da Galileia; também da Judeia, de Jerusalém, da Idumeia, da Transjordânia e das vizinhanças de Tiro e de Sidónia, tendo ouvido as coisas que fazia, foram em grande multidão ter com Ele. Mandou aos Seus discípulos que Lhe aprontassem uma barca para que a multidão não O apertasse. Porque, como curava muitos, todos os que padeciam algum mal lançavam-se sobre Ele para O tocarem. E os espíritos imundos, quando O viam, prostravam-se diante d'Ele e gritavam: «Tu és o Filho de Deus». Mas Ele ordenava-lhes com severidade que não O manifestassem.

Mc 3, 7-12

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Jesus é o caminho, A verdade e a vida.

Porque Ele está connosco,
Enquanto o tempo é tempo,
Ninguém espere, para O encontrar,
O fim dos dias...
Abrindo os olhos,
Busquemos o seu rosto e a sua imagem.
Busquemo-l’O na vida, sempre oculto
No íntimo do mundo, como um fogo.

Porque Ele está connosco
Nesta hora de violência,
Pensemos que Ele vive, fala e sente
Em quem padece.
Alerta, ó almas!
Volvamos para Ele os nossos passos.
Sigamos os seus gestos com que acena
Aos homens, sobre a cruz das grandes dores.

Porque Ele está connosco
Nos dias de fraqueza,
Ninguém espere conservar o alento
Sem O chamar...
De mãos ao alto,
Gritemos para Ele a nossa angústia.
Prostremo-nos, orando, aos pés d’Aquele
Que apaga em nós as manchas do pecado.

Porque Ele está connosco,
Tal como na manhã
De Páscoa, não faltemos ao banquete
Do sangue derramado,
Comamos do seu pão,
Bebamos do seu cálice divino,
Sinal do seu amor até ao fim!

(Breviário)

Ao divino Espírito Santo


Onde está Deus?

Onde está Deus?
Perguntam tantos,
Quando vêem a terra tremer,
As águas a chover,
E os ventos a rugirem,
Contra as casas,
Contra as árvores.
Onde está Deus?
Perguntam tantos
Quando desperta a dor,
Acontece a adversidade,
Os olhos se enchem de água,
E a morte traz a saudade.
Onde está Deus?
Perguntam tantos,
Quando nos batem e ofendem,
Nos pisam e humilham,
Mesmo que façamos o bem,
Mesmo sem olhar a quem.
Onde está Deus?
Perguntam tantos,
Quando predomina a guerra,
Os homens se dão à morte
E parece que sobre a terra,
Já não há sul, já não há norte.
Onde está Deus?
Perguntam tantos,
Quando a criança tem fome,
E aos olhos suplicantes,
Parece que nada responde,
Nem mesmo por um instante.
Onde está Deus?
Perguntam tantos,
Porque têm os olhos fechados,
O coração encarcerado,
Num peito que o aperta,
Os braços sempre cruzados,
Num pensamento encerrado.
Onde está Deus?
Perguntam tantos,
Temendo que Ele os ouvisse!
E Ele sempre presente,
Em todo e cada momento,
Em cada um,
Em toda a gente.
Vai-se dando e entregando,
Assim todo e só amor,
Na tempestade
E na bonança,
No vento forte
E na brisa,
Em cada momento de dor,
Em cada morte,
Dando vida.
Sendo batido e ofendido,
Espezinhado e humilhado,
Mas dando sempre a mão
Fazendo-se sempre alcançado.
Está na guerra,
Pela paz,
E ilumina e conduz,
Cada homem sobre a terra.
Está no coração das crianças,
Em cada olhar suplicante,
A todos abraça e conforta,
Sobretudo ao homem errante.
E para O ver e sentir,
É preciso pouca coisa:
Descruzar os braços e sorrir,
Libertar o pensamento,
Deixar o seu coração voar,
Nas asas do eterno amor,
Acolher cada irmã
Abraçar cada irmão,
E amar, amar, amar….

Monte Real, 21 de Janeiro de 2010


Joaquim Mexia Alves

www.queeaverdade.blogspot.com