Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

«Abbá, Pai!»

Locutor: O cristão, depois de ter conhecido Jesus e ouvido a sua pregação, já não considera Deus como um tirano que mete medo, mas sente florescer no seu coração a confiança e confidência com Ele. Pode falar com o Criador, chamando-Lhe «Pai». Não se trata simplesmente de usar um símbolo – a figura do pai – associando-a ao mistério de Deus, mas todo o mundo de Jesus é transvasado no nosso coração. No texto lido da Carta aos Romanos (e o mesmo aparece na Carta aos Gálatas), ouvimos a palavra aramaica: «Abbá, Pai!» Ora, no Novo Testamento, é raro que as palavras aramaicas não sejam traduzidas para grego, pelo que devemos imaginar que nelas esteja de certo modo «gravada» a voz do próprio Jesus. De facto, «Abbá» é muito mais íntimo e sentido do que tratar a Deus simplesmente pela palavra «Pai»; alguém chegou mesmo a propor que se traduzisse «Abbá» pela forma meiga e carinhosa de «Papá», o tratamento usado pela criança que se sente completamente envolvida pelo abraço do pai numa ternura sem fim. Esta imagem aplicada a Deus, será um exagero? Se o fizéssemos nós, a alguém poderia vir a dúvida. Mas é o próprio Jesus que a aplica ao Pai misericordioso, na parábola do filho pródigo. Este experimenta o abraço dum pai que há tanto tempo o esperava, que já não se recorda das palavras ofensivas pronunciadas pelo filho antes de partir, que procura apenas dizer-lhe como sentia falta dele. Nisto, o Pai misericordioso revela os traços do ânimo duma mãe. Pois é sobretudo esta que sempre desculpa o filho, conserva viva a empatia com ele e continua a querer-lhe bem mesmo quando já não o merece. Deus é como uma mãe que nunca deixa de amar a sua criatura! Trata-se duma gestação que se prolonga muito para além dos nove meses da gestação física, dura para sempre e gera um circuito infinito de amor. Nos momentos negros da vida, podemos encontrar a força de rezar, recomeçando pela palavra «Abbá; Papá».

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Santo Padre:
Carissimi pellegrini di lingua portoghese e in particolare quelli di Terrugem, benvenuti! Dopodomani inizia l'Ottavario di Preghiera per l'Unità dei Cristiani; in quei giorni, intensifichiamo le nostre suppliche e penitenze, affinché si affretti l’ora in cui trovi pieno compimento l’anelito di Gesù: «Abbá…, ut unum sint – perché tutti siano una sola cosa!» Scenda la benedizione di Dio sui vostri passi e sulle vostre preghiere comuni per la riunificazione della Chiesa. Grazie.

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Locutor: Queridos peregrinos de língua portuguesa, particularmente os de Terrugem, bem-vindos! Depois de amanhã, começa o Oitavário de Oração pela Unidade dos Cristãos; durante aqueles dias intensifiquemos as nossas preces e penitências, para que se apresse a hora em que se realize plenamente o anseio de Jesus: «Abbá…, ut unum sint – que todos sejam um só!» Desça a bênção de Deus sobre os vossos passos e sobre vossas as preces comuns pela reunificação da Igreja. Obrigado!

O Dom que nos é concedido

«Na Igreja, como comunidade do Povo de Deus guiada pelo Espírito Santo, cada um tem o seu próprio dom, como ensina São Paulo. Este dom, apesar de ser uma vocação pessoal e uma forma de participação na tarefa salvífica da Igreja, serve ao mesmo tempo os outros, constrói a Igreja e as comunidades fraternas, nas várias esferas da existência humana sobre a terra»

(São João Paulo II - Redemptor hominis, nº 21)

Evangelho do dia 16 de janeiro de 2019

Logo que saíram da sinagoga, foram a casa de Simão e de André, com Tiago e João. A sogra de Simão estava de cama com febre. Falaram-Lhe logo dela. Jesus, aproximando-Se e tomando-a pela mão, levantou-a. Imediatamente a deixou a febre, e ela pôs-se a servi-los. Ao anoitecer, depois do sol-posto, traziam-Lhe todos os enfermos e possessos, e toda a cidade se tinha juntado diante da porta. Curou muitos que se achavam atacados com várias doenças, expulsou muitos demónios, e não permitia que os demónios dissessem quem Ele era. Levantando-Se muito antes de amanhecer, saiu e foi a um lugar solitário e lá fazia oração. Simão e os seus companheiros foram procurá-l'O. Tendo-O encontrado, disseram-Lhe: «Todos Te procuram». Ele respondeu: «Vamos para outra parte, para as aldeias vizinhas, a fim de que Eu também lá pregue, pois para isso é que Eu vim». E andava pregando nas sinagogas, por toda a Galileia, e expulsava os demónios.

Mc 1, 29-39

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Frustrações

As pessoas, em geral, sentem-se frustradas por duas razões.

A primeira é por não conseguirem atingir o fim que se tinham proposto. Tentaram, esforçaram-se, esmifraram-se, mas não chegaram lá. Isto causa decepção e desilusão – sinónimos de frustração.

A segunda é por conseguirem atingir o fim que se tinham proposto. Tentaram, lutaram, perderam, venceram, mas, no final, chegaram lá. Alcançaram o objectivo cheios de alegria e esperança.

Então, porque surge a frustração?

Porque, ao atingirem esse fim, compreendem que ele não vale tanto quanto esperavam. Ou, pelo menos, não possui aquele valor absoluto com o qual tinham sonhado. É uma decepção diferente – mas não deixa de o ser!

Exemplos deste segundo tipo de desilusão: no dia em que acabar o meu curso, aí sim, serei plenamente feliz. No dia em que me casar. No dia em que tiver um aumento de salário. No dia em que receber um prémio especial.

Porque é que nunca seremos plenamente felizes aqui na Terra?

Porque não fomos criados para isto.

“Criaste-nos, Senhor, para Ti e o nosso coração está inquieto (frustrado) enquanto não repousar em Ti” – já o disse Santo Agostinho há muitos anos atrás. A verdadeira felicidade só a podemos encontrar em Deus – que é o Absoluto que criou o nosso coração.

Acreditar em Deus – no Deus revelado por Jesus Cristo – não é um “recurso” para superar a ignorância. Não é um salto no vazio. Nem é, muito menos, uma mera luz subjectiva.

É a resposta de cada um de nós – pessoal, livre e libertadora – a Deus que Se revela. Resposta que, ao mesmo tempo, nos traz uma luz extraordinária para entender o sentido último da fugaz passagem por este mundo.

A fé é um dom de Deus que muda a nossa vida porque a enche de luz.

E, então, sim, compreendemos perfeitamente o porquê das frustrações: não fomos criados para isto; estamos aqui só de passagem.

Pe. Rodrigo Lynce de Faria

Hino a Deus Nosso Senhor

Deus, senhor da verdade,
A quem tudo pertence,
Que acendeis a manhã
E encheis de sol o dia.

Extingui as discórdias,
Abafai as paixões
E dai-nos a saúde
E a paz de coração.

A Vós, Pai de bondade,
Com o Filho unigénito
E o divino Paráclito,
Toda a honra e louvor.

(Breviário)