Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

sábado, 15 de dezembro de 2018

Mãe ensina filho a rezar e cai na risada...kkk (com legenda na língua be...

O Evangelho de Domingo dia 16 de dezembro de 2018

As multidões interrogavam-no, dizendo: «Que devemos, pois, nós fazer?». Respondendo, dizia-lhes: «Quem tem duas túnicas, dê uma ao que não tem; e quem tem que comer, faça o mesmo». Foram também publicanos, para serem batizados, e disseram-lhe: «Mestre, que devemos nós fazer?». Ele respondeu-lhes: «Não exijais nada além do que vos está fixado». Interrogavam-no também os soldados: «E nós, que faremos?». Respondeu-lhes: «Não façais violência a ninguém, nem denuncieis falsamente, e contentai-vos com o vosso soldo». Estando o povo na expectativa e pensando todos nos seus corações que talvez João fosse o Cristo, João respondeu, dizendo a todos: «Eu, na verdade, batizo-vos em água, mas virá um mais forte do que eu, a Quem não sou digno de desatar as correias das sandálias; Ele vos batizará no Espírito Santo e no fogo; tomará na Sua mão a pá, limpará a Sua eira e recolherá o trigo no Seu celeiro, mas a palha queimá-la-á num fogo inextinguivel». Por muitas outras exortações anunciava ao povo a boa nova.

Lc 3, 10-18

O dever de ajudar

«Não digas: não posso ajudar os outros, pois se és cristão de verdade, é impossível que não o possas fazer (…). Se ordenamos bem a nossa conduta, tudo o resto se seguirá como consequência natural. Não pode ocultar-se a luz dos cristãos, não pode ocultar-se uma lâmpada tão brilhante»

(São João Crisóstomo - Homília sobre Act, 20)

Evangelho do dia 15 de dezembro de 2018

Os discípulos perguntaram-Lhe: «Porque dizem, pois, os escribas que Elias deve vir primeiro?». Ele respondeu-lhes: «Elias certamente há-de vir e restabelecerá todas as coisas. Digo-vos, porém, que Elias já veio, e não o reconheceram, antes fizeram dele o que quiseram. Assim também o Filho do Homem há-de padecer às suas mãos». Então os discípulos compreenderam que falava de João Batista.

Mt 17, 10-13

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

O presépio de areia

Este ano, o presépio da praça de S. Pedro é uma escultura de areia com 16 m de comprimento, 5 m de altura e 6 m de profundidade. Foram precisos 20 camiões grandes para transportar 700 toneladas de areia oriunda de Jesolo, no Norte de Itália, para a praça de S. Pedro. 10 operários realizaram a operação de compactar a areia, para a tornar mais consistente, e depois montaram a cobertura que protege o conjunto da intempérie. Nas duas semanas seguintes, 4 escultores internacionais com experiência neste tipo de material juntaram esforços para esculpir as figuras: Richard Varano (dos Estados Unidos), Ilya Filimontsev (da Rússia), Susanne Ruseler (da Holanda) e Rodovan Ziuny (da República Checa). Richard Varano conquistou 11 vezes o título mundial de escultura na areia e os outros são também escultores de topo na especialidade.

O relevo divide-se em três grandes painéis: a Sagrada Família no centro, do lado esquerdo a adoração dos pastores e à direita os reis magos. Além disso, vários Anjos povoam o cenário. Todas as figuras convergem para o Menino Jesus, em grande destaque.

O município de Jesolo organiza presépios de areia há bastantes anos, mas desta vez o desafio era maior. Os 4 escultores escolhidos pelo município não queriam apenas surpreender turistas, queriam levar os peregrinos a rezar. E, entre todas as opiniões, os quatro e toda a equipa de Jesolo estavam ansiosos sobretudo por saber a opinião do Papa. Por isso, o momento culminante das duas semanas de trabalho foi o dia 7 de Dezembro, quando Francisco desceu à praça de S. Pedro, para ver o presépio e a árvore de Natal que o acompanha. Entusiasmado com a expressividade e beleza do conjunto, o Papa alongou-se numa meditação profunda sobre o Natal, transmitida na televisão de vários países.

A árvore e o presépio são «dois sinais que nunca perdem a força do seu fascínio e nos ajudam a contemplar o mistério de Deus feito Homem para estar próximo de cada um de nós» – disse Francisco. «Este abeto vermelho, com uma altura de mais de 20 m, simboliza Deus que, com o nascimento do seu Filho Jesus, Se abaixa até aos homens para os levantar dos nevoeiros do egoísmo e do pecado. O Filho de Deus assume a condição humana para a atrair a Si e a tornar participante da sua natureza divina e incorruptível».

A areia daquele presépio, «material pobre, simboliza a simplicidade, a pequenez com que Deus Se mostrou no nascimento de Jesus, na acomodação precária de Belém. Poderíamos pensar que esta pequenez esteja em contradição com a divindade, a tal ponto que alguns consideraram [a humanidade de Cristo] como se fosse uma aparência, um revestimento. Pelo contrário. A pequenez é liberdade. Quem é pequeno, no sentido evangélico, não só anda ligeiro, mas livre de toda a mania de aparecer e de toda a pretensão de sucesso; como as crianças que se expressam e vivem com espontaneidade. Todos somos chamados a ser livres diante de Deus, a ter a liberdade de uma criança diante do seu Pai. O Menino Jesus, Filho de Deus e nosso Salvador, aqui no presépio, é Santo na pobreza, na pequenez, na simplicidade, na humildade».

Quando o Papa concluiu as suas considerações sobre o Natal e os cumprimentou, os escultores sentiam-se a flutuar numa nuvem. Não podiam ter imaginado um momento mais intenso. Tinham sido duas semanas estafantes, a trabalhar naquela escultura enorme, pensada e realizada com uma intencionalidade tão forte. No final, ouvir a sua obra interpretada ao vivo pelo próprio Papa!... Para aqueles escultores e para toda a equipa, o presente de Natal tinha chegado mais cedo.
José Maria C.S. André