Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

AS “NOTÍCIAS” SOBRE A IGREJA

As “notícias” nos jornais, televisões, revistas, etc., sucedem-se a um ritmo impressionante, criando casos, ou “denunciando”, segundo eles, ataques ao Papa Francisco, obviamente pelos sectores ditos conservadores da Igreja, Cardeais, Bispos, Sacerdotes, Leigos, etc., etc.

Este tipo de jornalismo tem apenas um fim: desacreditar a Igreja e a religião católica.

Aproveitando o facto do Papa Francisco ser muito mais mediático do que os seus antecessores, dá-se notícia de todos os problemas, (a que chamam oposição), para sustentar esta teoria do ataque ao Papa Francisco.
Quem se quiser lembrar, (e é fácil procurar), poderá constatar que Paulo VI, João Paulo II e Bento XVI, (para referir apenas estes), sofreram os mesmos problemas, ou idênticos, mas que, por não serem tão mediáticos, não foram notícia maciça na comunicação social.
Desenganemo-nos, pois este tipo de jornalismo não está preocupado com o Papa Francisco nem com a Igreja, está preocupado sim em fazer passar o seu desiderato de afirmação do politicamente correcto, das ditas causas facturantes, que destroem a família e a sociedade, e para isso, claro, é preciso desacreditar a Igreja Católica e o Cristianismo.

Mas todos nós, ou pelo menos uma grande parte de nós, que falamos, escrevemos, opinamos, etc., publicamente nas redes sociais e não só, somos também culpados, porque publicamos tais “notícias”, criamos debates sobre as mesmas, e assim, provocamos muito mais divisão do que união.

A Igreja, graças a Deus, vive da unidade, reconhecendo a sua diversidade.
A Igreja, como Cristo, não exclui, mas apenas inclui, ou deve incluir.
Desde que em unidade com aquilo que a Igreja diz na sua Doutrina, na sua Tradição, nos seus Documentos Dogmáticos, e portanto em união com o Papa e o Magistério, as Missas podem ser em latim, (com mais ou menos pompa), a Comunhão pode fazer-se na mão, (desde que seguindo os preceitos para tal estabelecidos), e tantas outras coisas que são alvo de discussão entre os chamados conservadores e os chamados progressistas, tudo é possível e tudo é agradável a Deus, porque é vivido em unidade de Igreja.

Aliás a imagem da Igreja como Corpo de Cristo, é particularmente interessante quando pensamos nisto.
O corpo é um todo, com mãos, pernas, etc., e não é perfeito se lhe faltar alguma parte.
No entanto eu posso preferir usar a mão esquerda ou a direita, posso preferir cruzar a perna direita ou a esquerda, mas nada disso impede que o corpo não seja corpo e não esteja unido e coeso.
Não faz sentido, (e ninguém o faria porque causava dor a si próprio), cortar uma mão, um braço ou uma perna, por exemplo, porque por qualquer razão essa parte do seu corpo não lhe é querida.

Assim, todos têm lugar na Igreja, desde que respeitem tudo aquilo que a Igreja é, ou melhor, que Jesus Cristo quer que seja, e isso está bem determinado ao longo dos séculos que a mesma Igreja já tem de longevidade, pela graça de Deus, até aos dias de hoje e para sempre, guiada pelo Espírito Santo.

Não demos a quem está de fora e deseja destruir a Igreja, razões para acreditar que o pode fazer, mas unamo-nos no amor a Deus e aos irmãos, (todos sem excepção), e rezemos unidos, embora vivendo a fé na diversidade de cada um ou de cada grupo, mas unidos em Igreja.

Os problemas de uma família discutem-se em família.
Ninguém traz para a praça pública a discussão dos seus problemas de família.

Assim devemos também fazer em Igreja, para não darmos azo a que outros, a quem move apenas o mundo, o politicamente correcto, possam vir deitar “achas na fogueira” da discórdia, da divisão, porque apenas um fogo deve consumir a Igreja e os seus membros, e esse fogo é o Espírito Santo.

Rezemos pelo Papa Francisco, pela Igreja e por todos nós que vivemos a fé em Igreja, e não demos “audiência” a quem não procura a verdade, mas pelo contrário, apenas pretende impor o seu modo de vida, conduzido pelo príncipe do mundo.

Marinha Grande, 3 de Janeiro de 2018

Joaquim Mexia Alves

O Ato Penitencial (audiência)

Locutor: Nos Ritos de Introdução à Missa, que nos dispõem para a celebrar dignamente, aparece o Ato Penitencial. É uma fórmula de confissão geral pronunciada na primeira pessoa do singular: «Confesso a Deus Todo-Poderoso e a vós, irmãos, que pequei muitas vezes por pensamentos, palavras, atos e omissões…». Sim! Também pequei por omissões, quando deixei de fazer o bem que poderia ter feito. Tantas vezes acontece sentirmo-nos bons, porque não fizemos mal a ninguém. Mas não basta não fazer mal ao próximo; temos de optar por fazer bem, dando sempre testemunho de que somos discípulos de Cristo. Escutar em silêncio a voz da consciência, permite-nos reconhecer como os nossos pensamentos estão longe do pensar de Deus, como as nossas ações estão em contradição com o Evangelho. E, acompanhamos as palavras da «Confissão», com o gesto de bater a mão no meu peito, reconhecendo que pequei por culpa minha, e não dos outros. O ato penitencial termina com a absolvição do sacerdote que invoca a Deus – para ele próprio e toda a assembleia – pedindo que Ele «tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna». Esta absolvição, porém, não tem o mesmo valor do sacramento da Penitência. De facto, há pecados graves – ditos também mortais, porque fazem morrer em nós a vida divina – os quais, para serem perdoados, precisam da Confissão e absolvição sacramental. Quem reconhece as suas próprias misérias – como o publicano, no templo – e abaixa os olhos com humildade, sente pousar sobre si o olhar misericordioso de Deus. Sabemos por experiência que só a pessoa que sabe reconhecer os seus erros e pedir desculpa é que recebe a compreensão e o perdão dos outros.

Santo Padre:
Carissimi pellegrini di lingua portoghese, di cuore vi saluto tutti, in particolare i fedeli della «Comunidade Católica Palavra Viva», augurando a ciascuno che sempre rifulga, nei vostri cuori e sulle vostre famiglie e comunità, la luce del Salvatore, che ci rivela il volto tenero e misericordioso del Padre celeste. Stringiamo tra le braccia il Bambino Gesù e mettiamoci al suo servizio: Lui è fonte di amore e serenità. Egli vi benedica per un sereno e felice Anno Nuovo!

Locutor: Amados peregrinos de língua portuguesa, a minha cordial saudação para vós todos, em particular para os fiéis da «Comunidade Católica Palavra Viva», desejando a cada um que sempre resplandeça,nos vossos corações, famílias e comunidades, a luz do Salvador, que nos revela o rosto terno e misericordioso do Pai do Céu. Abracemos o Deus Menino, colocando-nos ao seu serviço: Ele é fonte de amor e serenidade. Ele vos abençoe com um Ano Novo sereno e feliz!

O Evangelho do dia 3 de janeiro de 2018

No dia seguinte João viu Jesus, que vinha ter com ele, e disse: «Eis o Cordeiro de Deus, eis O que tira o pecado do mundo. Este é Aquele de Quem eu disse: Depois de mim vem um homem que é superior a mim, porque era antes de mim, eu não O conhecia, mas vim batizar em água, para Ele ser reconhecido em Israel». João deu este testemunho: «Vi o Espírito descer do céu em forma de pomba e repousou sobre Ele. Eu não O conhecia, mas O que me mandou batizar em água, disse-me: Aquele sobre quem vires descer e repousar o Espírito, esse é O que baptiza no Espírito Santo. Eu O vi, e dei testemunho de que Ele é o Filho de Deus».

Jo 1, 29-34

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Um novo ano: recomeçar

A vida cristã é um constante começar e recomeçar, uma renovação em cada dia. (Cristo que passa, 114).

Desde a nossa primeira decisão consciente de viver integralmente a doutrina de Cristo, é certo que avançámos muito pelo caminho da fidelidade à sua Palavra. Mas não é verdade que restam ainda tantas coisas por fazer? Não é verdade que resta, sobretudo, tanta soberba? É precisa, sem dúvida, uma outra mudança, uma lealdade maior, uma humildade mais profunda, de modo, que, diminuindo o nosso egoísmo, cresça em nós Cristo, pois illum oportet crescere, me autem minui , é preciso que Ele cresça e que eu diminua. (...)

A conversão é coisa de um instante; a santificação é tarefa para toda a vida. A semente divina da caridade, que Deus pôs nas nossas almas, aspira a crescer, a manifestar-se em obras, a dar frutos que correspondam em cada momento ao que é agradável ao Senhor. Por isso, é indispensável estarmos dispostos a recomeçar, a reencontrar – nas novas situações da nossa vida – a luz, o impulso da primeira conversão. E essa é a razão pela qual havemos de nos preparar com um exame profundo, pedindo ajuda ao Senhor para podermos conhecê-Lo melhor e conhecer-nos melhor a nós mesmos. Não há outro caminho para nos convertermos de novo. (Cristo que passa, 58)

Ao falar diante do presépio sempre procurei ver Cristo Nosso Senhor desta maneira, envolto em paninhos sobre a palha da manjedoura, e, enquanto ainda menino e não diz nada, vê-Lo já como doutor, como mestre. Preciso de considerá-Lo assim, porque tenho de aprender d’Ele. E para aprender d’Ele é necessário conhecer a sua vida: ler o Santo Evangelho, meditar no sentido divino do caminho terreno de Jesus.

Na verdade, temos de reproduzir na nossa, a vida de Cristo, conhecendo Cristo à força de ler a Sagrada Escritura e de a meditar, à força de fazer oração, como agora estamos fazendo diante do presépio. É preciso entender as lições que nos dá Jesus já desde menino, desde recém-nascido, desde que os seus olhos se abriram para esta bendita terra dos homens.

Jesus, crescendo e vivendo como um de nós, revela-nos que a existência humana, a vida corrente e ordinária, tem um sentido divino. Por muito que tenhamos pensado nestas verdades, devemos encher-nos sempre de admiração ao pensar nos trinta anos de obscuridade que constituem a maior parte da passagem de Jesus entre os seus irmãos, os homens. Anos de sombra, mas, para nós, claros como a luz do Sol. Mais: resplendor que ilumina os nossos dias e lhes dá uma autêntica projecção, pois somos cristãos correntes, com uma vida vulgar, igual à de tantos milhões de pessoas nos mais diversos lugares do Mundo. (Cristo que passa, 14)

Vocês sabem por experiência pessoal – e têm-me ouvido repetir com frequência, para evitar desânimos – que a vida interior consiste em começar e recomeçar todos os dias; e notam no vosso coração, como eu noto no meu, que precisamos de lutar continuamente. Terão observado no vosso exame – a mim acontece-me o mesmo: desculpem que faça referências a mim próprio, mas enquanto falo convosco vou pensando com Nosso Senhor nas necessidades da minha alma – que sofrem repetidamente pequenos reveses, que às vezes parecem descomunais, porque revelam uma evidente falta de amor, de entrega, de espírito de sacrifício, de delicadeza. Fomentem as ânsias de reparação, com uma contrição sincera, mas não percam a paz. (Amigos de Deus, 13)

Para a frente, aconteça o que acontecer! Bem agarrado ao braço do Senhor, considera que Deus não perde batalhas. Se, por qualquer motivo, te afastas d'Ele, reage com a humildade de começar e de recomeçar; de fazer de filho pródigo todos os dias, inclusive repetidamente nas vinte e quatro horas do dia; de reconciliar o teu coração contrito na Confissão, verdadeiro milagre do Amor de Deus. Neste Sacramento maravilhoso, o Senhor limpa a tua alma e inunda-te de alegria e de força para não desanimares na tua luta e para voltares de novo sem cansaço a Deus, mesmo quando tudo te pareça obscuro. Além disso, a Mãe de Deus, que é também nossa Mãe, protege-te com a sua solicitude maternal e dá-te confiança no teu caminhar. (Amigos de Deus, 214)

São Josemaría Escrivá

O Evangelho do dia 2 de janeiro de 2018

Eis o testemunho de João, quando os judeus lhe enviaram de Jerusalém sacerdotes e levitas a perguntar-lhe: «Quem és tu?». Ele confessou a verdade, não a negou; e confessou: «Eu não sou o Cristo». Eles perguntaram-lhe: «Quem és, pois? És tu Elias?». Ele respondeu: «Não sou». «És tu o profeta?». Respondeu: «Não». Disseram-lhe então: «Quem és, pois, para que possamos dar resposta aos que nos enviaram? Que dizes de ti mesmo?». Disse-lhes então: «”Eu sou a voz do que clama no deserto. Endireitai o caminho do Senhor”, como disse o profeta Isaías». Ora os que tinham sido enviados eram fariseus. Interrogaram-no, dizendo: «Como baptizas, pois, se não és o Cristo, nem Elias, nem o profeta?». João respondeu-lhes: «Eu baptizo em água, mas no meio de vós está Quem vós não conheceis. Esse é O que há-de vir depois de mim, e eu não sou digno de desatar-Lhe as correias das sandálias». Estas coisas passaram-se em Betânia, além Jordão, onde João estava a batizar.

Jo 1, 19-28