Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Discurso ao Copro Diplomático acreditado junto da Santa Sé

Excelências, queridos Embaixadores, Senhoras e Senhores!

Dou-vos as boas vindas e agradeço a vossa presença tão numerosa e atenta neste encontro tradicional que nos permite trocar entre nós votos de que o ano, há pouco iniciado, seja um tempo de alegria, prosperidade e paz para todos. Expresso-os ao Decano do Corpo Diplomático, Sua Excelência o Senhor Armindo Fernandes do Espírito Santo Vieira, Embaixador de Angola, com um sentimento de especial gratidão pelas deferentes palavras de saudação que me dirigiu em nome de todo o Corpo Diplomático acreditado junto da Santa Sé, que recentemente se viu ampliado na sequência do estabelecimento de relações diplomáticas com a República Islâmica da Mauritânia, ocorrido há um mês. Desejo igualmente exprimir a minha gratidão aos numerosos Embaixadores residentes na Urbe, tendo o seu número aumentado durante o último ano, e também aos Embaixadores não residentes, que hoje, com a sua presença, pretendem sublinhar os vínculos de amizade que unem os seus povos à Santa Sé. Ao mesmo tempo, gostaria de deixar uma palavra de condolências ao Embaixador da Malásia, recordando o seu antecessor, Dato’ Mohd Zulkephli Bin Mohd Noor, falecido em fevereiro passado.

Ao longo do ano passado, as relações entre os vossos países e a Santa Sé puderam aprofundar-se ainda mais com as gratas visitas de numerosos chefes de Estado e de governo, muitas delas em concomitância com os vários eventos que constelaram o Jubileu extraordinário da Misericórdia, recentemente concluído. Vários foram também os Acordos bilaterais assinados ou ratificados, quer de carácter geral, visando reconhecer o estatuto jurídico da Igreja, com a República Democrática do Congo, República da África Central, Benim e com Timor-Leste, quer de caráter mais específico como o Avenant assinado com a França, ou a Convenção em matéria fiscal com a República Italiana, que entrou recentemente em vigor, e ainda o Memorando de Acordo entre a Secretaria de Estado e o Governo dos Emiratos Árabes Unidos. Além disso, na perspetiva do empenho da Santa Sé por respeitar as obrigações assumidas pelos acordos subscritos, foi também dada plena implementação ao Comprehensive Agreement com o Estado da Palestina, que entrou em vigor há um ano.

Que influência teve São João Baptista em Jesus? - Respondem os especialista da Universidade de Navarra

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O Evangelho do dia 9 de janeiro de 2017

Então, foi Jesus da Galileia ao Jordão, e apresentou-Se a João, para ser baptizado por ele. Mas João opunha-se-Lhe, dizendo: «Sou eu quem devo ser baptizado por Ti e Tu vens a mim?» Jesus respondeu-lhe: «Deixa estar por agora, pois convém que cumpramos assim toda a justiça». Ele então concordou. Logo que foi baptizado, Jesus saiu da água. E eis que se Lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descer em forma de pomba, e vir sobre Ele. E eis que uma voz vinda do céu dizia: «Este é o Meu Filho amado no qual pus as Minhas complacências».

Mt 3, 13-17

domingo, 8 de janeiro de 2017

EPIFANIA

Não foi um choque que me prostrou no chão, não foi um clarão que me arrebatou ao Céu, não foi uma voz poderosa que chamou pelo meu nome, não foi uma visão avassaladora que me revelou a Verdade.

Foi antes o encontro continuado com A presença amorosa, o abraço apertado com Quem apenas ama, a lágrima tranquilamente derramada perante o Bem tornado visível, a alegria discreta do Bem Estar indescritível, a dúvida feita certeza no reconhecimento da Verdade revelada.

Porque Tu és assim, Senhor, revelaste no mais pequeno e no maior, nas coisas mais ínfimas e nas coisas mais importantes, em cada momento e em cada oportunidade.

Na criança nascida no meio da guerra, no prato de sopa dado a quem tem fome, na camisola vestida àquele que tem frio, no pedaço de tecto sobre o que vive na rua, no sorriso aberto àquele que está triste, no abraço apertado àquele que se sente só, no encontro tranquilo com aquele que está preso, na visita amorosa ao velho abandonado, na reconciliação de quem está desavindo, no perdão dado a cada ofensa, no perdão pedido por cada ofensa, em cada atitude em que o amor é maior do que o mundo.

Revelaste no Sol de cada manhã, na chuva molhada que empapa os campos, no rio impetuoso que corre para o mar, no lago tranquilo prenho de peixe, na montanha majestosamente serena que torna mais longe a paisagem, na árvore mais alta que aponta o Céu, no animal selvagem e na sua impetuosidade, na ave que voa rasgando os céus, na beleza da flor que reflecte toda a cor, na voz tremenda do trovão que nos chama à razão, no poder imenso do relâmpago que tudo queima para nascer de novo, em toda a natureza, criação perfeita das Tuas mãos.

Revelaste sobretudo no Pedaço de Pão, feito Eucaristia, servindo-Te das mãos do homem em quem queres confiar, porque “apenas” sabes amar!

Afinal o Rei dos reis, é “tão só” o Servo dos servos, o Deus revelado no amor e por amor!

Obrigado, Senhor!

Marinha Grande, 2 de Janeiro de 2016

Joaquim Mexia Alves

São Josemaría Escrivá nesta data em 1938

Começa a viver em Burgos, onde permanece até acabar a guerra civil de Espanha: “Lembro-me também da temporada da minha estada em Burgos, durante essa mesma época. Aí apareciam tantos e tantos para passar alguns dias comigo. Gostava de subir a uma torre para que vissem de perto a pedra trabalhada das cumieiras, um autêntico rendilhado de pedra, fruto de um trabalho paciente e custoso. Nessas conversas fazia-lhes notar que aquela maravilha não se via de baixo. E para concretizar o que lhes tinha explicado com repetida frequência, comentava: isto é trabalho de Deus: acabar a tarefa pessoal com perfeição, com beleza, com o primor destas delicadas rendas de pedra”.