Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

segunda-feira, 13 de abril de 2015

18 Abr 17h - 6º e 7ºAno - "INTERNET - carta para navegar" Protege o Teu Coração - Clube 7+


Deus é único e verdadeiro

“Humilde não é aquele que caminha cabisbaixo pelas ruas, mas o que segue o caminho da humildade indicado por Deus – o único caminho possível. Os ídolos se mostram fortes, seguros de si. Deus não precisa disso, porque é o único verdadeiro.”

(Papa Francisco na homilia de 8 de abril de 2013 na Casa de Santa Marta)

«Nascer da água e do Espírito»

Catecismo da Igreja Católica 
§§ 1213-1216


O santo Batismo é o fundamento de toda a vida cristã, a porta da vida no Espírito e a porta que dá acesso aos outros sacramentos. Pelo Batismo somos libertos do pecado e regenerados como filhos de Deus: tornamo-nos membros de Cristo e somos incorporados na Igreja e tornados participantes na sua missão: o Batismo pode definir-se como o sacramento da regeneração pela água e pela Palavra

Como se chama este sacramento?
Chama-se Batismo, por causa do rito central com que se realiza: baptizar («baptizein», em grego, significa «mergulhar», «imergir»); A «imersão» na água simboliza a sepultura do catecúmeno na morte de Cristo, de onde sai pela ressurreição com Ele (Rom 6,4) como «nova criatura» (2Cor 5,17; Gal 6,15). Este sacramento é também chamado «o banho da regeneração e da renovação no Espírito Santo» (Tit 3,5), pois significa e realiza aquele nascimento a partir da água e do Espírito, sem o qual «ninguém pode entrar no Reino de Deus» (Jo 3,5).

«Este banho é chamado iluminação, porque aqueles que recebem este ensinamento [catequético] têm o espírito iluminado» (S. Justino). Depois de receber no Batismo o Verbo, «a luz verdadeira que ilumina todo o homem» (Jo 1,9), o baptizado, «após ter sido iluminado» (Heb 10,32), converte-se em «filho da luz» (1Tes 5,5) e é ele próprio luz (Ef 5,8). «O Batismo é o mais belo e magnífico dos dons de Deus. […] Chamamos-lhe dom, graça, unção, iluminação, veste de incorruptibilidade, banho de regeneração, selo, e tudo o que existe de mais precioso. Dom, porque é conferido àqueles que nada trazem; graça, porque é dado até aos culpados; batismo, porque o pecado é sepultado na água; unção, porque é sagrado e régio (tais são os que são ungidos); iluminação, porque é luz resplandecente; veste, porque cobre a nossa vergonha; banho, porque lava; selo, porque nos guarda e é o sinal do senhorio de Deus» (São Gregório de Nazianzo).

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

O Evangelho do dia 13 de abril de 2015

Havia entre os fariseus um homem chamado Nicodemos, um dos principais entre os judeus. Este foi ter com Jesus, de noite, e disse-Lhe: «Rabi, sabemos que foste enviado por Deus como mestre, porque ninguém pode fazer estes milagres que Tu fazes, se Deus não estiver com ele». Jesus respondeu-lhe: «Em verdade, em verdade te digo que não pode ver o reino de Deus, senão aquele que nascer de novo». Nicodemos disse-Lhe: «Como pode um homem nascer, sendo velho? Porventura pode tornar a entrar no seio de sua mãe e renascer?». Jesus respondeu-lhe: «Em verdade, em verdade te digo que quem não renascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus. Aquilo que nasceu da carne, é carne, aquilo que nasceu do Espírito, é espírito. Não te maravilhes de Eu te dizer: É preciso que nasçais de novo. O vento sopra onde quer, e tu ouves a sua voz, mas não sabes donde ele vem nem para onde vai; assim é todo aquele que nasceu do Espírito». 

Jo 3, 1-8

domingo, 12 de abril de 2015

Esconder ou negar o mal é como deixar que uma ferida continue a sangrar sem a tratar

A celebração presidida pelo Papa Francisco na Basílica vaticana neste II Domingo de Páscoa, Domingo da Misericórdia, recordou também o centenário do martírio armênio, perpetrado em 1915 pelo Império Turco-otomano. O Santo Padre entregou quatro cópias de uma mensagem aos dois Catholicos, Karekin II e Aram I, ao Patriarca Católico Nerses Bedros XIX e ao Presidente da Armênia Serz Azati Sargsyan, que ao final da celebração dirigiram uma saudação ao Papa Francisco e rezaram pelo povo armênio.

Antes da Missa, o Santo Padre dirigiu uma saudação aos fiéis armênios, onde inicialmente recordou que em várias ocasiões, havia definido o tempo presente como “um tempo de guerra, uma terceira guerra mundial combatida ‘por pedaços’”, onde nós assistimos “diariamente a crimes hediondos, a massacres sangrentos e à loucura da destruição”, fazendo referência novamente à perseguição aos cristãos:

“Ainda hoje, infelizmente, ouvimos o grito, abafado e transcurado, de muitos dos nossos irmãos e irmãs inermes que, por causa da sua fé em Cristo ou da sua pertença étnica, são pública e atrozmente assassinados – decapitados, crucificados, queimados vivos – ou então forçados a abandonar a sua terra”.

No século passado – prosseguiu o Pontífice – a nossa humanidade viveu três grandes e inauditas tragédias:

“A primeira, que geralmente é considerada como «o primeiro genocídio do século XX» atingiu o vosso povo arménio – a primeira nação cristã – juntamente com os sírios católicos e ortodoxos, os assírios, os caldeus e os gregos. Foram mortos bispos, sacerdotes, religiosos, mulheres, homens, idosos e até crianças e doentes indefesos. As outras duas são as perpetradas pelo nazismo e pelo estalinismo”.

Mais recentemente, Francisco recordou que houve outros extermínios de massa, como os do Camboja, do Ruanda, do Burundi, da Bósnia:

“E todavia parece que a humanidade não consiga parar de derramar sangue inocente. Parece que o entusiasmo surgido no final da II Guerra Mundial esteja a desaparecer e dissolver-se. Parece que a família humana se recuse a aprender com os seus próprios erros causados pela lei do terror; e, assim, ainda hoje há quem procure eliminar os seus semelhantes, com a ajuda de alguns e o silêncio cúmplice de outros que permanecem espectadores. Ainda não aprendemos que «a guerra é uma loucura, um inútil massacre»”

No dia de hoje – prosseguiu o Papa dirigindo-se aos fiéis armênios - recordamos o centenário daquele trágico acontecimento, daquele enorme e louco extermínio que cruelmente sofreram os vossos antepassados:

“Recordá-los é necessário, antes forçoso, porque, quando não subsiste a memória, quer dizer que o mal ainda mantém aberta a ferida; esconder ou negar o mal é como deixar que uma ferida continue a sangrar sem a tratar”.

O Santo Padre reafirmou a certeza de que “o mal nunca provém de Deus, infinitamente Bom” e de que “a crueldade não pode jamais ser atribuída à ação de Deus e, mais, não deve de forma alguma encontrar no seu Santo Nome qualquer justificação”.

“Que esta dolorosa recorrência – auspiciou Francisco - torne-se para todos motivo de reflexão humilde e sincera e de abertura de coração ao perdão”. Então, o apelo a “todos aqueles que estão à frente das Nações e das Organizações internacionais” de oporem-se, “com firme responsabilidade, sem cair na ambiguidade e compromisso” diante de “conflitos que muitas vezes degeneram em violências injustificáveis, instrumentalizando as diferenças étnicas e religiosas”. Em particular, o desejo do Papa para que “se retome o caminho da reconciliação entre os povos armênio e turco e a paz brote também no Nagorno Karabakh”.

“Nesta dolorosa recorrência, o ecumenismo de sangue – concluiu Francisco – que congrega as diferentes confissões", fortaleça as ligações de amizade que já unem a Igreja Católica e a Igreja Apostólica Armênia.

(Fonte: 'news.va' seleção de imagem do blogue)