Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

domingo, 24 de agosto de 2014

A todos é pedido que sejam rochas como São Pedro

Cada cristão, cada baptizado, está chamado a oferecer a Jesus a sua própria fé, sincera, para que Ele possa construir a sua Igreja – sublinhou o Papa Francisco neste domingo, ao meio-dia, na Praça de São Pedro, por ocasião do Angelus com milhares de romanos e peregrinos. O Papa recordou que neste dia os ucranianos celebram a sua festa nacional, fazendo votos de que se supere no país a situação de tensão e conflito que tantos sofrimentos tem provocado na população.

Na sua alocução, Papa Francisco comentou o Evangelho deste domingo (Mateus 16), em que Simão, em nome dos Doze, professa a sua fé em Jesus como “o Cristo, o Filho do Deus vivo”. Considerando “feliz” por esta sua fé, reconhecendo nela um dom do Pai, Jesus atribui-lhe um novo nome – Pedro (Kefa), Rocha. Palavra que a Bíblia referia a Deus. Jesus aplica-a a Simão, não pelas suas qualidades ou méritos humanos, mas sim pela sua fé genuína e firme, que lhe vem do alto. Jesus – observou o Papa – sente uma grande alegria, porque reconhece em Simão a mão do Pai, a ação do Espírito Santo.

Reconhece que Deus Pai deu a Simão uma fé fiável, sobre a qual Ele, Jesus, poderá construir a sua Igreja, isto é, a sua comunidade.

Para iniciar a sua Igreja, Jesus tem necessidade de encontrar nos discípulos uma fé sólida, fiável.

“O Senhor tem em mente a imagem da construção, a imagem da comunidade como um edifício. É por isso que, quando sente a profissão de fé nítida de Simão, o chama rocha, e exprime a intenção de construir a Igreja sobre esta fé”:.
O que aconteceu de modo único em São Pedro, acontece também em cada cristão que matura uma fé sincera em Jesus o Cristo, o Filho do Deus vivo.

O Evangelho de hoje interpela também cada um de nós.

Se o Senhor encontrar no nosso coração uma fé – não digo perfeita, mas sincera, genuína, então Ele vê também em nós pedras vivas com as quais construir a sua comunidade.

A pedra fundamental desta comunidade é Cristo, pedra angular e única.

Pela sua parte, Pedro é pedra, enquanto fundamento visível da unidade da Igreja – observou ainda o Papa, sublinhando que “cada baptizado está chamado a oferecer a Jesus a própria fé, pobre mas sincera, para que Ele possa continuar a construir a sua Igreja, hoje, em cada parte do mundo.

E o Papa concluiu a sua alocução, antes da reza do Angelus, convidando todos os presentes na Praça de São Pedro a professarem a sua fé em Cristo, Filho do Deus vivo”… com ele repetindo, três vezes, as palavras de Pedro…

Foi depois da recitação das Ave Marias que Papa Francisco dirigiu o seu pensamento (disse) “à amada terra da Ucrânia” (onde se celebra hoje a festa nacional), “a todos os seus filhos e filhas, às sua aspirações de paz e serenidade, ameaçados por uma situação de tensão e de conflito que tarda a placar-se, gerando tanto sofrimento entre a população civil.”

Confiemos ao Senhor Jesus e a Nossa Senhora toda a Nação e rezemos unidos sobretudo pelas vítimas, suas famílias e todos os que sofrem.

Nas saudações finais aos diversos grupos de peregrinos presentes, o Papa exortou a que, tornando a suas casas, tratem de testemunhar a própria fé cristã. Como sempre pediu que rezem por ele e a todos desejou um bom domingo e bom almoço…

(Fonte: 'news.va' título 'AGI')

Bom Domingo do Senhor!

Bem-aventurados que somos porque o Senhor nos deu conhecer a resposta de Pedro que nos narra o Evangelho de hoje (Mt 16, 13-20) e assim com amor e fé também o reconhecemos como o Filho de Deus que habitou entre nós.

Louvado seja o Pai pelo Filho que nos enviou e que é Deus com Ele na unidade do Espírito Santo!

Jesus Cristo começou a fazer ver aos seus discípulos que tinha de [...] sofrer muito, [...] ser morto e, ao terceiro dia, ressuscitar

Papa Francisco
Homilia de 07/04/2013, Tomada de posse da cátedra de bispo de Roma (trad. © copyright Libreria Editrice Vaticana, rev.)

A paciência de Deus deve encontrar em nós a coragem de regressar a Ele, qualquer que seja o erro, qualquer que seja o pecado na nossa vida. Jesus convida Tomé a meter a mão nas chagas das suas mãos e dos seus pés e na ferida do seu peito. Também nós podemos entrar nas chagas de Jesus, podemos tocá-Lo realmente; isto acontece todas as vezes que recebemos, com fé, os sacramentos.

São Bernardo diz numa bela homilia: «Por estas feridas [de Jesus], posso saborear o mel dos rochedos e o azeite da rocha duríssima, isto é, posso saborear e ver como o Senhor é bom (Dt 32,13; Sl 33,9).» É precisamente nas chagas de Jesus que vivemos seguros; nelas se manifesta o amor imenso do seu coração. Tomé compreendera-o. São Bernardo interroga-se: «Mas com que poderei contar? Com os meus méritos?» Todo «o meu mérito está na misericórdia do Senhor. Nunca serei pobre de méritos, enquanto Ele for rico de misericórdia: se são abundantes as misericórdias do Senhor, também são muitos os meus méritos». Importante é a coragem de me entregar à misericórdia de Jesus, de confiar na sua paciência, de me refugiar sempre nas feridas do seu amor. […] Talvez algum de nós possa pensar: o meu pecado é tão grande, que o meu afastamento de Deus é como o do filho mais novo da parábola, a minha incredulidade como a de Tomé; não tenho coragem para voltar, para pensar que Deus me possa acolher e esteja à espera precisamente de mim. […] Para Deus, nós não somos números; somos importantes – ou melhor, somos o que Ele tem de mais importante; apesar de pecadores, somos aquilo que Ele leva mais a peito.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

sábado, 23 de agosto de 2014

UMA QUESTÃO LABORAL?

A profissão mais antiga do mundo não é a que, como tal, se costuma falsamente referenciar, mas a de agricultor, porque a Adão foi dada a missão de guardar e cultivar o jardim do paraíso. Só depois surgiu, de uma sua costela, Eva, que também não desempenhou essa ignóbil actividade. Como esposa e mãe, foi outra a sua ocupação, talvez uma das mais meritórias e difíceis de todos os tempos. Deve ter sido o caso porque, como é sabido, Abel e Caim não se davam bem…

Aliás, a dita mais antiga não só o não é, como também não é profissão nenhuma. O trabalho não é qualquer ocupação, mas apenas aquele ofício que, por tender ao bem comum, dignifica quem o executa. Uma ladrão, ou um assassino, não é, portanto, um trabalhador, por muito ‘profissional’ que seja na sua arte. Também não trabalha quem mercadeja o seu próprio corpo, porque esse comércio é degradante da dignidade de quem o realiza, de quem dele se serve e, mais ainda, de quem o explora.

Está na moda defender ‘quem trabalha na indústria do sexo’ (Público, 18-8-2014). Pedem-se direitos para estas operárias do seu corpo, mas uma tal exigência implica a aceitação da vergonhosa situação em que vivem e que as destrói, física, psíquica e espiritualmente. Será que, quem quer ‘sindicalizar’ estas proletárias do sexo, também reconhece que os ‘industriais’ de tão lucrativa empresa são uma legítima entidade patronal?!

Não era suposto que os democratas progressistas arremetessem contra esta descarada exploração humana?! Não era de crer que os humanistas da democracia cristã se insurgissem contra este pecado social?! Porque razão as feministas não defendem estas pobres vítimas?! Não são, também, mulheres?!

Há dois mil anos, também todos abandonaram a mulher pecadora, excepto Jesus (Jo 8, 9).

Gonçalo Portocarrero de Almada in jornal i – 23 Agosto 2014

O sacramento da reconciliação: «Tudo o que desligares na terra será desligado no Céu»

Beata Teresa de Calcutá (1910-1997), Fundadora das irmãs Missionárias da Caridade
Não há maior amor

A confissão é um acto magnífico, um acto de grande amor. Só aí podemos entregar-nos enquanto pecadores, portadores de pecado, e só da confissão podemos sair como pecadores perdoados, sem pecado.

A confissão nunca é mais do que humildade em acção. Dantes chamávamos-lhe penitência mas trata-se na verdade de um sacramento de amor, do sacramento do perdão. Quando se abre uma brecha entre mim e Cristo, quando o meu amor faz uma fissura, qualquer coisa pode vir preencher essa falha. A confissão é esse momento em que eu permito a Cristo suprimir de mim tudo o que divide, tudo o que destrói. A realidade dos meus pecados deve vir primeiro. Quase todos nós corremos o perigo de nos esquecermos de que somos pecadores e de que nos devemos apresentar à confissão como tais. Devemos dirigir-nos a Deus para Lhe dizer quão pesarosos estamos de tudo o que possamos ter feito que O tenha magoado.

O confessionário não é um local para conversas banais ou para tagarelices. Aí preside um único tema – os meus pecados, o meu arrependimento, como vencer as minhas tentações, como praticar a virtude, como crescer no amor a Deus.