Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

terça-feira, 29 de julho de 2014

Programa de aulas suplementares de Matemática 12ºAno 2014/15 - APCD Lisboa


O diálogo entre fé e razão

Na vida de Santo Agostinho, encontramos um exemplo significativo deste caminho: a busca da razão, com o seu desejo de verdade e clareza, aparece integrada no horizonte da fé, do qual recebeu uma nova compreensão. Por um lado, acolhe a filosofia grega da luz com a sua insistência na visão: o seu encontro com o neoplatonismo fez-lhe conhecer o paradigma da luz, que desce do alto para iluminar as coisas, tornando-se assim um símbolo de Deus. Desta maneira, Santo Agostinho compreendeu a transcendência divina e descobriu que todas as coisas possuem em si uma transparência, isto é, que podiam reflectir a bondade de Deus, o Bem; assim se libertou do maniqueísmo, em que antes vivia, que o inclinava a pensar que o bem e o mal lutassem continuamente entre si, confundindo-se e misturando-se, sem contornos claros. O facto de ter compreendido que Deus é luz deu à sua existência uma nova orientação, a capacidade de reconhecer o mal de que era culpado e voltar-se para o bem.

Mas, por outro lado, na experiência concreta de Agostinho, que ele próprio narra nas suas Confissões, o momento decisivo no seu caminho de fé não foi uma visão de Deus para além deste mundo, mas a escuta, quando no jardim ouviu uma voz que lhe dizia: « Toma e lê »; ele pegou no tomo com as Cartas de São Paulo, detendo-se no capítulo décimo terceiro da Carta aos Romanos.[28] Temos aqui o Deus pessoal da Bíblia, capaz de falar ao homem, descer para viver com ele e acompanhar o seu caminho na história, manifestando-Se no tempo da escuta e da resposta.

Mas, este encontro com o Deus da Palavra não levou Santo Agostinho a rejeitar a luz e a visão, mas integrou ambas as perspectivas, guiado sempre pela revelação do amor de Deus em Jesus. Deste modo, elaborou uma filosofia da luz que reúne em si a reciprocidade própria da palavra e abre um espaço à liberdade própria do olhar para a luz: tal como à palavra corresponde uma resposta livre, assim também a luz encontra como resposta uma imagem que a reflecte. Deste modo, associando escuta e visão, Santo Agostinho pôde referir-se à « palavra que resplandece no interior do homem ».[29] A luz torna-se, por assim dizer, a luz de uma palavra, porque é a luz de um Rosto pessoal, uma luz que, ao iluminar-nos, nos chama e quer reflectir-se no nosso rosto para resplandecer a partir do nosso íntimo. Por outro lado, o desejo da visão do todo, e não apenas dos fragmentos da história, continua presente e cumprir-se-á no fim, quando o homem — como diz o Santo de Hipona — poderá ver e amar;[30] e isto, não por ser capaz de possuir a luz toda, já que esta será sempre inexaurível, mas por entrar, todo inteiro, na luz.

[28]  Cf. Confessiones, VIII, 12, 29: PL 32, 762.
[29]  De Trinitate, XV, 11, 20: PL 42, 1071.
[30]  Cf. De civitate Dei, XXII, 30, 5: PL 41, 804.

Lumen Fidei, 33

«Jesus amava Marta e sua irmã Maria, e Lázaro» (Jo 11,5)

São Francisco de Sales (1567-1622), bispo de Genebra, doutor da Igreja 
Introdução à vida devota, III, 19


Amai toda a gente com um grande amor de caridade, mas reservai a vossa amizade profunda para aqueles que podem compartilhar convosco coisas boas. […] Se as compartilhardes na área de conhecimento, a vossa amizade é sem dúvida louvável; mais ainda o será se as comunicardes no campo da prudência, da discrição, da força e da justiça. Mas se o vosso relacionamento é baseado no amor, na devoção e na perfeição cristã, oh Deus, como a vossa amizade é preciosa! Ela será excelente porque vem de Deus, excelente porque busca a Deus, excelente porque o seu vínculo é Deus, porque vai durar para sempre em Deus. Como é bom amar na terra como se ama no céu, aprender a amar neste mundo como faremos eternamente no outro!

Não me refiro ao simples amor de caridade, porque ele deve ser levado a todos os homens; falo da amizade espiritual, em que dois ou três ou vários comungam na vida espiritual e se tornam um só espírito (cf Act 4,32). Compreende-se que tais almas possam cantar, felizes: «Como é bom e agradável os irmãos viverem em união!» (Sl 132,1) […] Parece-me que todas as outras amizades são apenas uma sombra desta. […] Os cristãos que vivem no mundo têm necessidade de se ajudar uns aos outros através de santas amizades; desta forma, encorajaram-se, apoiam-se, levam-se mutuamente para o bem. […] Ninguém pode negar que Nosso Senhor amou São João, Lázaro, Marta e Madalena com uma amizade mais suave e mais especial, porque a Escritura o testemunha.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

O Evangelho do dia 29 de julho de 2014

Muitos judeus tinham ido ter com Marta e Maria, para as consolarem pela morte de seu irmão. Marta, pois, logo que ouviu que vinha Jesus, saiu-Lhe ao encontro; e Maria ficou sentada em casa. Marta disse então a Jesus: «Senhor, se estivesses cá, meu irmão não teria morrido. Mas também sei agora que tudo o que pedires a Deus, Deus To concederá». Jesus disse-lhe: «Teu irmão há de ressuscitar». Marta disse-Lhe: «Eu sei que há-de ressuscitar na ressurreição do último dia». Jesus disse-lhe: «Eu sou a ressurreição e a vida; aquele que crê em Mim, ainda que esteja morto, viverá; e todo aquele que vive e crê em Mim, não morrerá eternamente. Crês isto?». Ela respondeu: «Sim, Senhor, eu creio que Tu és o Cristo, o Filho de Deus, que vieste a este mundo».

Jo 11, 19-27

segunda-feira, 28 de julho de 2014

OS “GESTOS” DO PAPA FRANCISCO

Agora lemos e vemos permanentemente em jornais, revistas, televisões, etc., frases acompanhadas de fotografias, tais como:
«Papa Francisco almoça na cantina do Vaticano.»
«Papa Francisco pára para falar com deficiente.»
«Papa Francisco telefona a esta ou àquele.»
e podia continuar, enchendo folhas e folhas de papel com todas estas notícias sobre o Papa Francisco.

Antes de mais, quero louvar a Deus por este Papa que nos quis dar, neste tempo em que o mundo tanto necessita de testemunhos de paz, de humildade, de amor, enfim, testemunhos de Deus.
Depois afirmar que, para mim, todas estas notícias, todos estes testemunhos, me tocam e exortam a querer ser melhor cristão, mais católico, (universal), a querer ser mais Igreja com todos e para todos.

Mas também me apetece perguntar se a razão da comunicação social tanto noticiar o Papa Francisco se prende com a bondade de querer testemunhar este extraordinário exemplo, ou se pretendem fazer comparações com outros Papas, (criando divisão), ou de alguma forma atacar a Igreja antes deste Papa?
E depois perguntar ainda se, de alguma forma, os testemunhos deste Papa são noticiados para exercerem boa influência na sociedade, ou se são noticiados apenas como “fait divers”, que não levam a qualquer reflexão sobre a vida e a sociedade, até da parte daqueles que colocam tais notícias?

É que se as notícias sobre estes testemunhos da Papa Francisco servem apenas como “arma de arremesso” em desfavor dos anteriores Papas, ou como se houvesse uma pretensa “nova” Igreja, desiludam-se porque não é essa de modo nenhuma a vontade de Francisco, mas apenas e tão só ser o homem que o Espírito Santo entendeu colocar à frente da Igreja com todos as suas qualidades, capacidades, carismas e até defeitos, (que os terá, sem dúvida), no tempo certo, para sociedade deste tempo.

Vejamos todas essas fotografias com olhos de ver, leiamos todas essas notícias com a bondade do coração, rezemos cada vez mais pelo Papa Francisco e pela Igreja, e, sobretudo, tentemos imitar o seu testemunho de humildade e amor ao próximo.

Então sim, acredito que estaremos a entender perfeitamente os gestos do Papa, estaremos a construir a Igreja de Cristo, que começou em Pedro e continuou pelos seus Sucessores, até chegar a este Francisco que Deus nos deu.

Marinha Grande, 28 de Julho de 2014

Joaquim Mexia Alves