Obrigado, Perdão Ajuda-me

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As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

sábado, 15 de março de 2014

Entrevista de D. Georg Gänswein à ZDF em alemão e não legendada



Mais informação em alemão, inglês e italiano em http://www.georgganswein.com/

Partida de Braga para a Beatificação Álvaro del Portillo - MADRID


Igreja brasileira critica aspectos sociais e económicos do Mundial

O Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, que reúne a presidência e os presidentes dos regionais e das comissões da instituição, aprovou uma mensagem sobre o Campeonato do Mundo de 2014.

Para os bispos, o Mundial de Futebol representa uma "ocasião para refletir com a sociedade sobre as relações pacíficas e culturais entre todos os povos, bem como sobre os aspectos sociais e económicos que envolvem o desporto que é harmonia, desde que o dinheiro e o sucesso não prevaleçam como objecto final, conforme alerta o Papa Francisco".

Desta forma, a Igreja brasileira lamenta que, na preparação para a prova, "esse último aspecto tenha prevalecido sobre os demais, motivando manifestações populares que acertadamente reivindicam a soberania do país, o respeito aos direitos dos mais vulneráveis e efetivas políticas públicas que eliminem a miséria, estanquem a violência e garantam vida com dignidade para todos".

O documento ressalva que o desporto é "um direito humano de especial valor, necessário a uma vida saudável, não devendo ser negligenciado por nenhum povo". Reconhece ainda que que "de todos os desportos, o povo brasileiro nutre paixão pelo futebol" o que explica a "expectativa e a alegria com que a maioria dos brasileiros aguarda pelo Mundial.

Na mensagem, a Igreja brasileira deixa claro que sendo "fiel à sua missão evangelizadora, acompanha, com presença amorosa, materna e solidária, esse grande evento que reunirá vários países e protagonizará a oportunidade de um congraçamento universal, na alegria que o desporto pode trazer ao espírito humano, bem como os valores mais profundos que é capaz de nutrir”.

Na mensagem, o Conselho Nacional "solidariza-se com "os que, por causa das obras do Mundial, foram feridos na sua dignidade e visitados pela dor da perda de entes queridos". A mensagem sublinha também que "não se pode admitir que o Mundial de Futebol aprofunde as desigualdades urbanas e a degradação ambiental e justifique a instauração progressiva de uma institucionalidade de excepção, mediante decretos, medidas provisórias, portarias e resoluções".

A Igreja brasileira reforça que "o sucesso do Campeonato do Mundo não se medirá pelos valores que injectará na economia local ou pelos lucros que proporcionará aos seus patrocinadores. O êxito estará na garantia de segurança para todos sem o uso da violência, no respeito ao direito às pacíficas manifestações de rua, na criação de mecanismos que impeçam o trabalho escravo, o tráfico humano e a exploração sexual, sobretudo, de pessoas socialmente vulneráveis e combatam eficazmente o racismo e a violência".

A mensagem é assinada pelo Cardeal Raymundo Damasceno Assis (Arcebispo de Aparecida e Presidente do Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, Dom José Belisário da Silva, (Arcebispo de São Luís do Maranhão) e Dom Leonardo Ulrich Steiner (Bispo Auxiliar de Brasília).

(Fonte: site Rádio Renascença AQUI)

REQUIEM PELO PATRIARCA EMÉRITO

Foi ontem a sepultar, no Mosteiro de São Vicente de Fora, o Cardeal D. José da Cruz Policarpo, Patriarca emérito de Lisboa, diocese que governou durante quinze anos. Antes, tinha sido bispo auxiliar e administrador apostólico do patriarcado e também reitor da Universidade Católica Portuguesa (UCP). Foi repetidas vezes presidente da Conferência Episcopal e consultor de vários dicastérios da Santa Sé. Participou activamente nos conclaves em que foram eleitos os Papas Bento XVI e Francisco.

Os muitos serviços prestados pelo Cardeal Policarpo à Igreja e, em especial, ao patriarcado de Lisboa, não cabem nestas breves linhas. Como teólogo e, mais tarde, como bispo, patriarca e cardeal, D. José Policarpo deixa uma vasta obra que outros, melhor do que eu, saberão ajuizar e a que o futuro certamente fará justiça.
Embora o tivesse seduzido a vida prosaica de padre de aldeia, o seu perfil intelectual não lhe permitiu essa modalidade pastoral, porque a Igreja lhe pediu outros serviços, nomeadamente como docente e director da faculdade de Teologia da UCP e, mais tarde, seu reitor.

O Cardeal Policarpo foi substituído, na reitoria universitária, pelo Professor Manuel Braga da Cruz. Numa recente homenagem a este último, o seu predecessor no cargo frisou a importância de ter sido sucedido por um leigo, o primeiro a ocupar a presidência de uma tão prestigiada instituição de ensino superior. Era esta, com efeito, uma sua preocupação pastoral: a promoção do laicado católico, por forma a assumir as suas responsabilidades na vida da Igreja e do mundo.

Os leigos, como recordou o concílio Vaticano II, não têm um papel secundário no apostolado eclesial, não podem ser meros instrumentos do clero, nem muito menos a sua ‘longa manus’ naqueles ambientes em que a condição clerical não é pertinente. Na base de uma sólida formação doutrinal e de uma comprovada coerência de vida cristã, os fiéis leigos devem agir, em nome próprio e com responsabilidade pessoal, em todos os âmbitos da actividade social, política, económica, cultural, desportiva, etc. Não sendo os representantes oficiais da Igreja, nem os mandatários da hierarquia, são contudo a presença de Cristo no mundo do trabalho, onde agem como o fermento no meio da massa.

Como se tem visto recentemente no nosso país – recordem-se os tristes casos das leis do aborto e do casamento entre pessoas do mesmo sexo – a sociedade portuguesa carece de um laicado mais interventivo, que seja capaz de dar, pela sua competência profissional e prestígio moral, um contributo válido para a construção de uma sociedade mais justa e solidária. A comprovada incapacidade dos partidos políticos tradicionais implementarem a doutrina social da Igreja requer, com urgência, a intervenção de cristãos e de outros cidadãos de boa vontade que pugnem, sem tibiezas, por esses valores.

Não é possível evocar D. José Policarpo sem referir o seu bom humor: a alguém que o sondara sobre a possibilidade de vir a ser eleito Papa, respondeu que tinha mais hipóteses do que uma sua irmã… Apreciava a ironia e contava graças que nunca eram meras anedotas, porque portadoras de uma mensagem de esperança e de fé. Fico-lhe a dever algumas atenções e sugestões até de possíveis crónicas, porque era não só um leitor atento, mas também um crítico perspicaz.

Na muito justa homenagem ao Prof. Braga da Cruz, o Cardeal Policarpo contou o divertido comentário de uma piedosa senhora a um sermão de um esforçado pregador: ‘– Coitado, fez o que pôde!’ D. José da Cruz Policarpo, Patriarca emérito de Lisboa, fez muito mais do que podia, embora pudesse tanto, nos múltiplos cargos em que serviu a Igreja. Porque assim foi de facto, consola-nos a certeza de que já terá recebido, do Senhor da messe, o prémio prometido aos servos bons e fiéis.

Gonçalo Portocarrero de Almada
jornal i - 15 março 2014
http://www.ionline.pt/iopiniao/requiem-pelo-patriarca-emerito

«Este é o Meu Filho muito amado»

Santo Efrém (c. 306-373), diácono na Síria, Doutor da Igreja 
Opera Omnia, p. 41

Simão Pedro diz: «Senhor, é bom estarmos aqui». Que dizes, Pedro? Se ficarmos aqui, quem realizará então o que predisseram os profetas. Quem confirmará as palavras dos arautos? Quem levará a bom termo os mistérios dos justos? Se ficarmos aqui, a quem se referirão as palavras: «Trespassaram as Minhas mãos e os Meus pés»? A quem se aplicarão as afirmações: «Repartiram entre si as Minhas vestes e deitaram sortes sobre a Minha túnica»? (Sl 21, 17.19;Jo 19, 24). Quem realizará o anúncio do salmo: «Deram-Me fel, em vez de comida, e vinagre, quando tive sede»? (68, 22; Mt 27, 34; Jo 19, 29) Quem dará vida à expressão: «Estou abandonado entre os mortos»? (Sl 87,6) Como se consumarão as Minhas promessas, como construiremos a Igreja?

E Pedro diz mais: façamos «aqui três tendas: uma para ti, uma para Moisés e outra para Elias». Enviado para erigir a Igreja no mundo, Pedro quer levantar três tendas na montanha. Ainda não vê a Cristo senão como homem e classifica-O juntamente com Moisés e com Elias. Mas Jesus em breve lhe mostra que não precisa de tenda. Fora Ele que, durante quarenta anos, erguera para os Patriarcas uma tenda de nuvem, enquanto eles permaneciam no deserto (Ex 40, 34).

«Ainda ele estava a falar, quando uma nuvem luminosa os cobriu com a sua sombra». Vês, Simão, esta tenda montada sem esforço? Ela afasta o calor sem comportar as trevas, é uma tenda brilhante e resplandecente! Enquanto os discípulos estão surpresos, uma voz vinda do Pai faz-Se ouvir da nuvem: «Este é o Meu Filho muito amado, no qual pus todo o Meu agrado. Escutai-o.» [...] O Pai ensinava aos discípulos que a missão de Moisés estava concluída: de então em diante é ao Filho que deverão escutar. O Pai, na montanha, revelava aos apóstolos aquilo que ainda lhes estava oculto: «Aquele que é» revelava «Aquele que é» (Ex 3, 14), o Pai dava a conhecer o Seu Filho.