Obrigado, Perdão Ajuda-me

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As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

A alegria do Evangelho

O que expressei neste documento tem um significado programático e consequências importantes

O Papa Francisco tem «um sonho». O de uma Igreja que se orienta sem hesitações pelo caminho da «conversão pastoral e missionária»: uma atitude pessoal e comunitária «capaz de transformar» profundamente costumes, estilos, linguagens, estruturas, orientando-os rumo à evangelização e não à «auto-preservação».

Aquele «sonho» está no centro da exortação apostólica Evangelii gaudium, apresentada na manhã de terça-feira 26 de Novembro, na Sala de Imprensa da Santa Sé. Um documento de 224 páginas, subdividido em cinco capítulos, que recolhe os frutos do Sínodo dos bispos sobre «A nova evangelização para a transmissão da fé» realizado no Vaticano de 7 a 28 de Outubro de 2012. Mas é evidente que a intenção do Pontífice vai muito além da simples recepção das indicações dos padres sinodais. O que é oferecido a toda a comunidade cristã é um texto denso e exigente, que – realce importante - «tem um significado programático com consequências fundamentais».

«Desejo dirigir-me aos fiéis cristãos – escreve o Papa Francisco – para os convidar a una nova etapa evangelizadora marcada por esta alegria e indicar percursos para o caminho da Igreja nos próximos anos». Para o Pontífice é importante que cada baptizado leve ao próximo com novo dinamismo o amor de Jesus, vivendo em «estado permanente de missão».

Este convite a «recuperar o vigor original do Evangelho» diz respeito a cada fiel, porque «o sonho missionário» do bispo de Roma é «chegar a todos». E «a partir do momento em que sou chamado a viver quanto peço aos outros – esclarece – devo também pensar numa conversão do papado», para que seja «mais fiel ao significado que Jesus Cristo quis dar-lhe e às necessidades actuais da evangelização». Neste sentido, é necessária «uma descentralização saudável», finalizada também a um estatuto das Conferências episcopais «que as conceba como sujeitos de atribuições concretas, incluindo uma certa autoridade doutrinal autêntica». De qualquer forma, não se deve temer a correcção dos hábitos da Igreja «não directamente relacionadas com o núcleo do Evangelho», mesmo quando resultam «muito enraizadas ao longo da história». O apelo é a ser sempre «audazes e criativos», abandonando de uma vez por todas «o cómodo critério pastoral do “sempre se fez assim».

A partir destas premissas o documento propõe as linhas de um percurso onde se encontram de novo muitos dos temas mais queridos pelo magistério pastoral do Papa Bergoglio. Entre estes, o convite a redescobrir a misericórdia como «a maior de todas as virtudes», evitando que na pregação «algumas acentuações doutrinais ou morais» obscureçam excessivamente a mensagem de amor do Evangelho. E a necessidade de abrir as portas da Igreja para «sair rumo aos outros» e alcançar «as periferias humanas» do nosso tempo.

Severo o parecer do Pontífice sobre os actuais equilíbrios económico-financeiros mundiais, que multiplicam desigualdades e exclusão social: «esta economia mata» denuncia, apontando novamente o dedo contra «a cultura do descarte» e «a idolatria do dinheiro». Não é ocasional que um inteiro capítulo analise a «dimensão social da evangelização», realçando com observações perspicazes a necessidade do desenvolvimento integral dos mais necessitados - «para a Igreja a opção pelos pobres é uma categoria teológica, antes de ser cultural, sociológica, política e filosófica» recorda – e da promoção do diálogo e da paz.

O núcleo central do documento é dedicado expressamente a quantos na Igreja trabalham ao serviço do anúncio do Evangelho. Para evidenciar a sua potencialidade e iniciativa, mas também para os alertar sobre as «tentações» recorrentes da «preguiça egoísta», do «pessimismo estéril», da «mundanidade espiritual». A este propósito, o Papa atribui grande importância à «força evangelizadora da piedade popular» e à pregação por parte dos sacerdotes.

(© L'Osservatore Romano - 27 de novembro de 2013)

"Evangelii Gaudium" programa do Papa Francisco para os católicos do século XXI (vídeo em espanhol)

Prece

«Senhor, que és o céu e a terra, que és a vida e a morte! O sol és tu e a lua és tu e o vento és tu!. Tu és os nossos corpos e as nossas almas e o nosso amor és tu também. Onde nada está tu habitas e onde tudo está - (o teu templo) – eis o teu corpo.Dá-me alma para te servir e alma para te amar. Dá-me vista para te ver sempre no céu e na terra, ouvidos para te ouvir no vento e no mar, e mãos para trabalhar em teu nome.

Torna-me puro como a água e alto como o céu. Que não haja lama nas estradas dos meus pensamentos nem folhas mortas nas lagoas dos meus propósitos. Faz com que eu saiba amar os outros como irmãos e servir-te como a um pai.

Minha vida seja digna da tua presença. Meu corpo seja digno da terra, tua cama. Minha alma possa parecer diante de ti como um filho que volta ao lar.Torna-me grande como o Sol, para que eu te possa adorar em mim; e torna-me puro como a lua, para que eu te possa rezar em mim; e torna-me claro como o dia para que eu te possa ver sempre em mim e rezar-te e adorar-te.

Senhor, protege-me e ampara-me.
Dá-me que eu me sinta teu.
Senhor, livra-me de mim»

(Fernando Pessoa in "Eu Profundo")

Que influência teve São João Baptista em Jesus? - Respondem os especialista da Universidade de Navarra

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«Gravai, pois, no vosso coração, que não vos deveis preocupar com a vossa defesa»

Santa Teresa de Ávila (1515-1582), carmelita, doutora da Igreja 
Pensamentos sobre o amor de Deus, cap. 3, 4-6 LN/C


Ó amor poderoso de Deus! É bem verdade que nada é impossível àquele que ama. Feliz o que frui dessa paz por parte do seu Deus, que domina todos os sofrimentos e perigos do mundo. Não teme perigo algum, se serve a tal Senhor, e tem toda a razão. Tenho para mim que as pessoas de seu natural temerosas e pouco corajosas […], mesmo quando se elevam até esse estado de que falo, ficam assustadas na sua fraca natureza. Há, portanto, que ter cuidado, pois essa fragilidade natural poderá fazer-nos perder uma coroa magnífica. Quando sentirdes, minhas filhas, esses assaltos de temor, recorrei à fé e à humildade; e, fortificadas pela convicção de que nada é impossível a Deus (Lc 1,37), começai a vossa tarefa. Ele deu fortaleza a muitas jovens santas, de tal forma que se tornaram  capazes de suportar todas as tribulações a que se tinham proposto sofrer por Ele!

O que Ele nos pede é uma determinação que faça dele o Senhor do nosso livre arbítrio, pois dos nossos esforços não tem Ele precisão alguma. Pelo contrário, a Nosso Senhor agrada fazer brilhar as suas maravilhas nas criaturas mais fracas, pois assim com mais facilidade manifesta o seu poder e satisfaz o desejo de nos conceder dons […].

Deixai de lado as objecções da razão, e desprezai essa vossa fraqueza. Ela aumentará se parardes para reflectir se sereis capazes ou não […]. Também não é altura para pensardes nos pecados cometidos, deixai-os de lado. Tal humildade é agora inadmissível, é completamente despropositada. Ficai certas de que o Senhor jamais abandona aqueles que O amam e que se expõem a riscos só por Ele.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)