Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

quinta-feira, 28 de março de 2013

Francisco no Instituto Penal para Menores: "Devemos nos ajudar mutuamente" (vídeo em espanhol)

COMUNHÃO!

Das tuas mãos desprende-se o amor!
«Este é o meu corpo entregue por vós!»
«Este é o meu sangue derramado por vós!»

Nada,
nem um só pedaço,
nem uma só gota,
se perde,
porque na mais ínfima parte de Ti,
meu Deus e meu Senhor,
está presente
todo o teu infinito amor.

Dou-Me,
recebei-Me,
alimentai-vos de Mim,
que sou verdadeira comida,
que sou verdadeira bebida,
dizes Tu,
com os olhos repletos de terna dor,
expressando a tua alegria,
em fazeres-Te Pão de amor
para cada um,
em cada dia!

Inclino-me sobre o teu peito,
qual João,
mas pecador,
e pergunto-Te baixinho:
Ó meu Deus e meu Senhor,
como posso eu tomar-Te,
como alimento divino
se nada sou, nem mereço,
nem sequer o teu olhar,
quanto mais o teu Corpo/Pão
e o teu Sangue feito vinho?

Meigamente,
como Tu sabes,
olhas-me fundo nos olhos,
e dizes-me ao coração:
sei quem és,
Eu conheço-te,
e se te convido para a ceia,
e te acolho como irmão,
é porque só Eu posso alimentar,
a fome que há em ti,
de quereres viver de Mim.

Inclino a minha cabeça,
abandono-me ao teu amor,
e digo-Te cheio de fé:
«Senhor,
eu não sou digno
que entreis em minha morada
mas dizei uma só palavra,
e eu serei salvo!»

Quinta Feira Santa
Marinha Grande, 28 de Março de 2013

Joaquim Mexia Alves
http://queeaverdade.blogspot.pt/2013/03/comunhao.html

Amar a Cristo...

Jesus, nosso Pai, nosso Irmão, nosso Amigo, nosso companheiro de todas as horas, nosso Agraciador, hoje recordamos o dia em que instituíste a Sagrada Eucaristia, que no Teu amor ao próximo nos quisestes deixar para assim Te podermos ter ainda mais próximo e dentro de nós. O nosso amor por Ti obriga-nos a dizer OBRIGADO, mas este por muito grandes que sejam as maiúsculas jamais expressará o que verdadeiramente nos vai na alma. Amamos-Te muitíssimo!


JPR

Imitação de Cristo, 4 , 4, 1 e 2 - Dos admiráveis frutos colhidos pelos que comungam devotamente

1. Senhor, meu Deus! Preveni vosso servo com as bênçãos de vossa doçura, para que mereça digna e devotamente chegar-me a vosso augusto Sacramento. Despertai meu coração para vós e tirai-me deste profundo entorpecimento. "Visitai-me com vossa graça salutar" (Sl 105,4), para que goze em espírito vossa doçura, que com abundância está oculta neste Sacramento, como em sua fonte. Iluminai também meus olhos para contemplar tão alto mistério, e fortalecei-me para crer nele com fé inabalável. Porque é obra vossa e não de poder humano, sagrada instituição vossa, não invenção dos homens. Ninguém, com efeito, se si mesmo é capaz de conceber e compreender este mistério, que transcende à própria inteligência dos anjos. Que, pois, poderei eu, pecador indigno, pó e cinza, investigar e compreender de tão alto e sagrado mistério?

2. Senhor, na simplicidade do meu coração, com firme e sincera fé, e obedecendo a vosso mandado, me aproximo de vós com esperança e reverência e creio verdadeiramente que estais presente aqui no Sacramento, Deus e homem. Pois quereis que vos receba e me uno convosco em caridade. Por isso imploro vossa clemência e vos suplico a graça particular de que todo me desfaleça em vós e me consuma em amor, sem mais cuidar de nenhuma outra consolação. Porque este altíssimo e diviníssimo Sacramento é a saúde da alma e do corpo, remédio de toda enfermidade espiritual; cura os vícios, reprime as paixões, vence ou enfraquece as tentações, comunica maior graça, corrobora a virtude nascente, confirma a fé, fortalece a esperança, inflama e dilata a caridade.

Card. Bergoglio aos cardeais antes do Conclave (agradecimento 'É o Carteiro!')

O apontamento que se vê na imagem é uma nota manuscrita do Card. Bergoglio que relata a sua intervenção numa congregação geral prévia ao conclave. A nota foi difundida com a autorização do Papa concedida ao cardeal cubano Jaime Lucas Ortega y Alamino que lhe tinha pedido cópia após a sua intervenção (fonte: AQUI).

-          Fez-se referência à evangelização. É a razão de ser da Igreja.
-          “A doce e reconfortante alegria de evangelizar” (Paulo VI).
-          É o próprio Jesus Cristo que, a partir de dentro, nos impulsiona.

1.- Evangelizar supõe zelo apostólico.
Evangelizar supôe na Igreja a "parresia" [coragem, entusiasmo] de sair de si mesma. 
A Igreja está chamada a sair de si mesma e ir para as periferias, não só as geográficas, mas também as periferias existenciais: as do mistério do pecado, as da dor, as da injustiça, as da ignorância e da indiferença religiosa, as do pensamento, as de toda a miséria
2. - Quando a Igreja não sai de si mesma para evangelizar torna-se auto-referencialentão adoece (cfr. a mulher curvada sobre si mesmo, do Evangelho). Os males que, ao longo do tempo, se dão nas instituições eclesiais têm raiz de auto-referencialidade, uma espécie de narcisismo teológico.

No Apocalipse Jesus diz que está à porta e bate. Evidentemente o texto refere-se a Jesus que bate de fora a porta para entrar... Mas penso nas vezes que Jesus bate de  dentro para que o deixemos sair. A Igreja auto-referencial pretende Jesus Cristo dentro de si e não o deixa sair.
3.- A Igreja, quando é auto-referencial, sem se aperceber, julga que tem luz própria, deixa de ser o mysterium lunae [mistério da lua] e dá lugar a esse mal muito grave que é a mundanidade espiritual (segundo De Lubac, o pior mal que pode acontecer à Igreja). Esse viver para dar glória uns aos outros.

Simplificando; há duas imagens da Igreja: a Igreja evangelizadora que sai de si; a Dei Verbum religiose audiens et fidenter proclamans; ou a Igreja mundana que vive em si, de si, para si.
4. - Pensando no próximo Papa: um homem que, a partir da contemplação de Jesus Cristo e da adoração a Jesus Cristo, ajude a Igreja a sair de si para as periferias existenciais, que a ajude a ser a mãe fecunda que vive da "doce e reconfortante alegria de evangelizar".