Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Daniel Barenboim & Lang Lang Mozart Sonata 4 Hands K381

“Estando Ele connosco nada há a temer”

O chamamento do Senhor – a vocação – apresenta-se sempre assim: "Se alguém quer vir após Mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz, e siga-Me". Sim, a vocação exige renúncia, sacrifício. Mas que agradável acaba por ser o sacrifício ("gaudium cum pace", alegria e paz), se a renúncia é completa! (Sulco, 8)

Se consentires que Deus seja o senhor da tua nave, que Ele seja o amo, que segurança!..., mesmo quando a tempestade se levanta no meio das trevas mais escuras e parece que Ele se ausenta, que está a dormir, que não se preocupa. S. Marcos relata que os Apóstolos se encontravam nessas circunstâncias; e Jesus, vendo-os cansados de remar (porque o vento lhes era contrário), cerca da quarta vigília da noite foi ter com eles, andando sobre o mar... Tende confiança, sou eu, não temais. E subiu para a barca, para junto deles e cessou o vento.

Meus filhos, acontecem tantas coisas na terra...! Podia pôr-me a falar de penas, de sofrimentos, de maus tratos, de martírios – não tiro nem uma letra –, do heroísmo de muitas almas. Aos nossos olhos, na nossa inteligência, surge às vezes a impressão de que Jesus dorme, de que não nos ouve; mas S. Lucas narra como Nosso Senhor se comporta com os seus: Enquanto iam navegando, Jesus adormeceu e levantou-se uma tempestade de vento sobre o lago e a barca enchia-se de água e estavam em perigo. Aproximando-se dele, despertaram-no dizendo: Mestre, nós perecemos! Ele, levantando-se, increpou o vento e as ondas, que acalmaram e veio a bonança. Então disse-lhes: onde está a vossa fé?

Se nos dermos, Ele dá-se-nos. Temos de confiar plenamente no Mestre, temos de nos abandonar nas suas mãos sem mesquinhez; de lhe manifestar, com as nossas obras, que a barca é dele, que queremos que disponha à vontade de tudo o que nos pertence. (Amigos de Deus, 22)

São Josemaría Escrivá

Não há futuro sem Deus! - sublinhou uma vez mais Bento XVI, evocando na Audiência geral a sua viagem à Alemanha

Como seria de esperar, foi à sua viagem à Alemanha que Bento XVI dedicou a audiência geral desta quarta-feira, na Praça de São Pedro, recordando as diversas etapas da visita, considerando-a “uma grande festa de fé” e dando graças a Deus pelos “intensos e estupendos dias passados no (seu) país de origem”:


“Antes de mais, dou graças ao Senhor pela possibilidade que me ofereceu de encontrar as pessoas e de falar de Deus, de rezar em conjunto e de confirmar os irmãos e irmãs na fé, segundo o especial mandato que o Senhor confiou a Pedro e aos seus sucessores. Esta viagem, que tinha como lema Onde há Deus, há futuro, foi de facto uma grande festa da fé”.


Bento XVI declarou ter regressado da Alemanha com sentimentos de “profunda gratidão a Deus e real confiança no futuro da Igreja”, evocando com especial destaque o discurso pronunciado no parlamento federal, o Bundestag, frisando que “a democracia e a liberdade nada têm a temer de Deus, princípio de todo o bem; antes, está nele o suporte fundamental para uma convivência estável dos homens na paz e na justiça”. Por isso, quantos crêem em Deus – e, por maioria de razão, todos os cristãos – devem unir as suas forças na única tarefa verdadeiramente urgente e necessária: dar Deus ao mundo de hoje, que, frequentemente, O ignora ou se desinteressa dele. É que não há futuro sem Deus”, insistiu.


O Papa quis agradecer o “caloroso e entusiasta acolhimento” na sua terra natal, tanto por parte da Igreja como das “autoridades políticas e civis”.


Sobre a celebração com os responsáveis da Igreja Evangélica Alemã e a visita ao antigo convento onde viveu Martinho Lutero, antes de promover a reforma que o levou à separação de Roma, o Papa repetiu apelos sobre a necessidade de “caminhar rumo à plena unidade” no cristianismo sem “fabricar” a fé.


Bento XVI quis ainda lembrar o convite deixado no dia final da estadia em Friburgo, sudoeste alemão, relativo à necessidade de libertar a Igreja, numa sociedade secularizada, dos “fardos materiais e políticos”, para que “sejamos cada vez mais transparência de Deus”.


Eis as palavras pronunciadas em português:


"Queridos irmãos e irmãs,
Foi com profunda gratidão a Deus e real confiança no futuro da Igreja que regressei da minha Pátria Alemã, depois da terceira visita que lá efectuei como Sucessor de Pedro. A todos, fui repetindo: «Onde há Deus, há futuro»! Nos vários encontros e colóquios, nas celebrações em geral, mas particularmente na Eucaristia com o povo de Deus, era possível ver de novo como é Deus que dá à nossa vida o sentido mais profundo, a verdadeira plenitude; mais ainda, que só Deus dá a todos nós um futuro. Assim, no Parlamento federal, recordei que a democracia e a liberdade nada têm a temer de Deus, princípio de todo o bem; antes, está n’Ele o suporte fundamental para uma estável convivência dos homens na paz e na justiça. Por isso, quantos crêem em Deus – e, por maior força de razão, todos os cristãos – devem unir as suas forças na única tarefa verdadeiramente urgente e necessária: dar Deus ao mundo de hoje, que, frequentemente, O ignora ou se desinteressa d’Ele. É que não há futuro sem Deus!


Amados peregrinos de língua portuguesa, cordiais saudações para todos vós, de modo especial para os fiéis de Piracicaba e Belo Horizonte, de Bauru e Apucarana: convido-vos a olhar com confiança o vosso futuro em Deus. Com a graça de Cristo, sois capazes de levar ao mundo o fogo do amor de Deus. Sobre vós e vossas famílias desça a minha Bênção."


Rádio Vaticano

Rezando O Evangelho de hoje

Homem no arado de James Tissot
Lucas 9,57-62.


Naquele tempo, enquanto Jesus e os seus discípulos iam a caminho de Jerusalém, alguém disse-Lhe: «Hei-de seguir-te para onde quer que fores.»
Jesus respondeu-lhe: «As raposas têm tocas e as aves do céu têm ninhos, mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça.»
E disse a outro: «Segue-me.» Mas ele respondeu: «Senhor, deixa-me ir primeiro sepultar o meu pai.»
Jesus disse-lhe: «Deixa que os mortos sepultem os seus mortos. Quanto a ti, vai anunciar o Reino de Deus.»
Disse-lhe ainda outro: «Eu vou seguir-te, Senhor, mas primeiro permite que me despeça da minha família.»
Jesus respondeu-lhe: «Quem olha para trás, depois de deitar a mão ao arado, não está apto para o Reino de Deus.»


Senhor,
colocas nas minhas mãos o arado,
para que eu lavre a terra,
que Tu queres semear.
E eu quero olhar para trás,
para ver se perco alguma coisa
da vida que Tu me deste.
Mas Tu,
Senhor, dizes-me
que a vida está em frente,
está no arado que me entregas,
para revolver a terra
que me dás para semear.
Segredas aos meus ouvidos
que a alegria,
que a vida,
está em ver crescer em planta,
da semente que semeaste,
na terra que eu arar.
E eu,
prometo-Te que sim,
que não olharei para trás,
que agarrado ao arado que me deste,
apenas Te seguirei,
a lavrar a terra
que Tu me quiseres dar.
Mas se eu olhar para trás,
Senhor,
e eu sei que olharei,
não me retires o arado,
mas com todo o Teu amor,
aponta-me de novo o caminho,
e a Ti retornarei.
Amen.


Fonte: ‘Apenas Oração’ em http://apenasoracao.blogspot.com/2011/09/rezando-o-evangelho-de-hoje_28.html)

Colocar Igreja Católica no topo da agenda informativa é desafio diário do jornalismo religioso

Reportagens não podem ser «catequese» ou formas de «conversão ao cristianismo», dizem profissionais

A inclusão de notícias da Igreja na informação do grupo radiofónico mais ouvido em Portugal e a distinção entre fé e rigor jornalístico na televisão constituem alguns dos reptos do jornalismo religioso produzido nas redações dos media católicos.


“O meu desafio diário é fazer com que em quase todos os noticiários haja uma perspetiva de Igreja”, sublinha a jornalista Ângela Roque, da Renascença, no programa da ECCLESIA na Antena 1 que vai hoje para o ar a partir das 22h45.


Quando há dois anos assumiu o cargo de responsável pela seleção e redação final da informação religiosa, elegeu como prioridade “conseguir que o tema fizesse parte da informação diária e estivesse ao alto da atualidade, como a política, economia e o trabalho, interligando tudo”.


Após mais de duas décadas a trabalhar na emissora católica, onde integrou o noticiário de áreas como política e educação, Ângela Roque, “católica assumida”, diz gostar muito do que faz, “embora seja uma grande responsabilidade, sobretudo na casa em que é”.


Henrique Matos, por seu lado, considera que o “mais difícil” é “ser bom profissional”, para que a informação relativa à Igreja “não seja forçosamente uma catequese” e “uma forma de conversão ao cristianismo”: “Nem sempre é fácil” distinguir entre “crente e jornalista”, e “provavelmente acaba por nunca acontecer”.

O jornalista, um dos rostos dos programas que o Secretariado Nacional das Comunicações Sociais da Igreja Católica apresenta na RTP-2, esteve esta segunda-feira na emissão de rádio da ECCLESIA.

O dever de “isenção” e de auscultação de todas as vozes, incluindo as “críticas”, contribui para “credibilizar” o trabalho, considera Henrique Matos, com 15 anos de experiência na secção de religião, área que como as outras exige a avaliação diária “do que é relevante em termos de cobertura jornalística”.

Depois de recolhidos sons e imagens, os repórteres têm de os “condensar” e evitar a linguagem “hermética” que segundo Ângela Roque caracteriza frequentemente o discurso eclesial, procurando “dar notícias sobre a vida da Igreja que todos entendam” e torná-las cativantes mesmo para quem não é crente.

A editora de religião também se depara com a dificuldade de conjugar a urgência da notícia com a espera pelas declarações: “O tempo da Igreja não é o da comunicação social. Em rádio queremos tudo para a hora seguinte e às vezes não é possível obter a reação de um responsável nesse espaço que exigimos”, explica.

Ângela Roque também lamenta a diminuta presença de leigos católicos preparados para comentar a atualidade do mundo e da Igreja: “Faz falta gente que não seja da hierarquia a quem os jornalistas possam recorrer”.

O jornalismo religioso permite “pequenos privilégios”, como a reportagem que Henrique Matos realizou no convento dos Cartuxos, em Évora, onde encontrou um ambiente “algo estranho mas também belo e intenso”: “É como se estivéssemos noutra dimensão”:

“A carteira profissional abre muitas portas mas não as da clausura. É preciso outro género de compromisso e seriedade, que é reconhecida em nós, para que possamos entrar”, assinala.

Na semana em que a Igreja Católica organiza as Jornadas das Comunicações Sociais, agendadas para quinta e sexta-feira em Fátima, o programa da ECCLESIA na Antena 1 dá voz a jornalistas de informação religiosa de televisão, rádio e imprensa escrita.

PRE/RJM

Agência Ecclesia