Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

quarta-feira, 29 de junho de 2011

S. Pedro e S. Paulo, apóstolos

Ânimo! Tu... podes. – Vês o que fez a graça de Deus com aquele Pedro dorminhoco negador e cobarde...; com aquele Paulo perseguidor, odiento e pertinaz? (Caminho, 483)

Pedro diz-Lhe: "Senhor, Tu lavares-me os pés, a mim?!". Responde Jesus: "O que Eu faço, não o compreendes agora; entendê-lo-ás depois". Insiste Pedro: "Tu nunca me lavarás os pés!". Replicou Jesus: "Se Eu não te lavar, não terás parte coMigo". Simão Pedro rende-se: "Senhor, não só os pés, mas também as mãos e a cabeça!".

Ao chamamento a uma entrega total, completa, sem vacilações, muitas vezes opomos uma falsa modéstia como a de Pedro... Oxalá fôssemos também homens de coração, como o Apóstolo! Pedro não admite que ninguém ame Jesus mais do que ele. Esse amor leva-o a reagir assim: – Aqui estou! Lava-me as mãos, a cabeça, os pés! Purifica-me de todo, que eu quero entregar-me a Ti sem reservas! (Sulco, 266)
"Pesa sobre mim a solicitude por todas as igrejas", escrevia S. Paulo; e este suspiro do Apóstolo recorda a todos os cristãos – também a ti! – a responsabilidade de pôr aos pés da Esposa de Jesus Cristo, da Igreja Santa, o que somos e o que podemos, amando-a muito fielmente, mesmo à custa da bens, da honra e da vida. (Forja, 584)

São Josemaría Escrivá

Papa – 60 anos de gratidão e amizade (vídeos em espanhol e inglês)

Bento XVI quer «testemunho corajoso» dos cristãos. Antes do Angelus assinalou celebração de São Pedro e São Paulo e agradeceu as orações pelos seus 60 anos de sacerdócio

Bento XVI convidou os católicos de todo o mundo a darem um “testemunho corajoso”, aludindo ao exemplo dos apóstolos Pedro e Paulo (século I), ambos mortos em Roma.

“Caros amigos, a solenidade dos santos apóstolos Pedro e Paulo convida-nos a acolher e a seguir Cristo para ser, hoje, missionários do Evangelho”, disse o Papa aos peregrinos reunidos na Praça de São Pedro, para a recitação da oração do Angelus.

Depois da missa que tinha celebrado na basílica do Vaticano, Bento XVI começou por pedir “desculpa” aos presentes pelo atraso com que chegou ao seu apartamento, local desde o qual costuma falar aos peregrinos aos domingos e dias santos.

Bento XVI pediu que o exemplo dos dois apóstolos, referências centrais do cristianismo, Numa intervenção em várias línguas, o Papa convidou a rezar para que “a Igreja permaneça no mundo como um sinal de santidade e instrumento de reconciliação”. 

Horas antes, tinha sido imposto o pálio, uma insígnia litúrgica da Igreja Católica, a 41 arcebispos metropolitas, incluindo sete brasileiros e dois angolanos.

Para Bento XVI, esse gesto manifesta “a comunhão com o bispo de Roma [o Papa] na missão de guiar o povo de Deus para a salvação”.

Em português, houve uma saudação particular para os “arcebispos de Angola e do Brasil” que receberam o pálio, bem como aos seus familiares e amigos”.

Saúdo os peregrinos de língua portuguesa , em particular os Arcebispos de Angola e do Brasil a quem hoje impus o Palio , com os familiares e amigos que os acompanham . À Virgem Maria confio as vossas vidas , famílias e dioceses , para todo s implorando o precioso dom do amor e da unidade sobre a rocha de Pedro , ao dar-vos a Bênção Apostólica.

Rádio Vaticano

Beethoven: Piano Concerto No. 4 (excerto) / Uchida · Rattle · Filarmónica de Berlim

Bento XVI – texto integral da extraordinária homilia proferida hoje na Basílica de S. Pedro

Amados irmãos e irmãs!


«Non iam servos, sed amicos» - «Já não vos chamo servos, mas amigos» (cf. Jo 15, 15). Passados sessenta anos da minha Ordenação Sacerdotal, sinto ainda ressoar no meu íntimo estas palavras de Jesus, que o nosso grande Arcebispo, o Cardeal Faulhaber, com voz um pouco débil já mas firme, nos dirigiu, a nós novos sacerdotes, no final da cerimónia da Ordenação. Segundo o ordenamento litúrgico daquele tempo, esta proclamação significava então a explícita concessão aos novos sacerdotes do mandato de perdoar os pecados. «Já não sois servos, mas amigos»: eu sabia e sentia que esta não era, naquele momento, apenas uma frase «de cerimónia»; e que era mais do que uma mera citação da Sagrada Escritura. Estava certo disto: neste momento, Ele mesmo, o Senhor, di-la a mim de modo muito pessoal. No Baptismo e na Confirmação, Ele já nos atraíra a Si, acolhera-nos na família de Deus. Mas o que estava a acontecer naquele momento, ainda era algo mais. Ele chama-me amigo. Acolhe-me no círculo daqueles que receberam a sua palavra no Cenáculo; no círculo daqueles que Ele conhece de um modo muito particular e que chegam assim a conhecê-Lo de modo particular. Concede-me a faculdade, que quase amedronta, de fazer aquilo que só Ele, o Filho de Deus, pode legitimamente dizer e fazer: Eu te perdoo os teus pecados. Ele quer que eu – por seu mandato – possa pronunciar com o seu «Eu» uma palavra que não é meramente palavra mas acção que produz uma mudança no mais íntimo do ser.