Obrigado, Perdão Ajuda-me

Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Boa noite!

Não esqueças: tem mais aquele que precisa de menos. – Não cries necessidades.

(São Josemaría Escrivá - Caminho, 630)

Há muitos anos – mais de vinte e cinco – eu costumava passar por um refeitório de caridade, para mendigos que não comiam em cada dia outro alimento senão o que ali lhes davam. Tratava-se de um local grande, entregue aos cuidados de um grupo de senhoras bondosas. Depois da primeira distribuição, acudiam outros mendigos, para recolher as sobras. Entre os deste segundo grupo houve um que me chamou a atenção: era proprietário de uma colher de lata! Tirava-a cuidadosamente do bolso, com avareza, olhava-a com satisfação e, quando acabava de saborear a sua ração, voltava a olhar para a colher com uns olhos que gritavam: é minha! Dava-lhe duas lambedelas para a limpar e guardava-a de novo, satisfeito, nas pregas dos seus andrajos. Efectiva mente era sua! Um pobre miserável que, entre aquela gente, companheira de desventura, se considerava rico.

Por essa altura, conhecia também uma senhora com título nobiliárquico, Grande de Espanha. Isto não conta nada diante de Deus: somos todos iguais, todos filhos de Adão e Eva, criaturas débeis, com virtudes e com defeitos, capazes dos piores crimes, se o senhor nos abandona. Desde que Cristo nos redimiu, não há diferença de raça, nem de língua, nem de cor, nem de estirpe, nem de riquezas... Somos todos filhos de Deus. Essa pessoa de que vos falo agora residia numa casa solarenga, mas não gastava consigo mesma nem duas pesetas por dia. Por outro lado, pagava muito bem aos seus empregados e o resto destinava-o a ajudar os necessitados, passando ela própria privações de todo o género. A esta mulher não lhe faltavam muitos desses bens que tantos ambicionam, mas ela era pessoalmente pobre, muito mortificada, completamente desprendida de tudo. Compreendestes bem? Aliás, basta escutar as palavras do Senhor: bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o reino dos céus.

Se desejas alcançar esse espírito, aconselho-te a que sejas sóbrio contigo e muito generoso com os outros. Evita os gastos supérfluos por luxo, por capricho, por vaidade, por comodidade...; não cries necessidades. Numa palavra, aprende com S. Paulo a viver na pobreza e a viver na abundância, a ter fartura e a passar fome, a ter de sobra e a padecer necessidade. Tudo posso naquele que me conforta. E, como o Apóstolo, também sairemos vencedores da luta espiritual, se mantivermos o coração desapegado, livre de ataduras.

(São Josemaría Escrivá - Amigos de Deus, 123–124)

CONCERTO DE ARANJUEZ - European Jazz Trio

O Angelus do dia 30 de Janeiro de 2011 (versão integral)

Espanha: Mãe de família contrária ao projecto Educação para a Cidadania (EpC) refuta afirmações de ideólogo do PSOE

A presidenta da federação de plataformas Espanha Educa em Liberdade, Marisa Pérez Toribio, criticou ao principal ideólogo da Partida Socialista Operário Espanhol, Gregorio Peces Barba, por continuarr enganando ao país ao dizer que é o Estado que deve escolher a formação moral dos filhos.

Peces Barba é o principal promotor do projecto Educação para a Cidadania (EpC), a disciplina criada para impor a ideologia de género e o laicismo nas escolas espanholas sem considerar a opinião dos pais, que em dezenas de milhares fizeram uma objecção de consciência a esta matéria e levaram o debate ao Tribunal Europeu de Direitos humanos. Pérez Toribio respondeu as declarações que Peces Barba deu à revista Magisnet no dia 21 de Janeiro, nas quais o socialista disse que "os pais jamais se preocuparam da educação das crianças (e que) a certa altura as abandonaram a uns professores ignorantes, e depois a religiosos".

"Se fosse certo que os pais jamais se preocuparam com a educação dos filhos, teriam transigido também com a tentativa deste Governo de suplantá-los em seu papel educador", respondeu a líder e mãe de família em sua carta de 24 de Janeiro.

Pérez Toribio recordou ao ideólogo socialista que a Constituição contempla o direito dos pais a formarem religiosa e moralmente a seus filhos segundo suas convicções, e não o Estado, que é como afirmou Peces Barba.

A líder disse que uma prova são as centenas de recursos de objecção de consciência contra o ‘EpC’ reconhecidos pelos tribunais superiores e os milhares que esperam uma resposta. Acrescentou que isto é parte da batalha iniciada anos atrás pelos pais contra o projecto ideológico do Estado.

Peces Barba "há tempos nos acostumou com seu beligerante laicismo, a sua defesa extrema do ‘EpC’ deste Governo, com o desprezo ao papel educativo dos pais", assinalou Pérez Toribio.

A mãe de família também defendeu o ensino de religião nas escolas. Ela disse que este está previsto pela Constituição e responde ao "acordo entre o Estado e a Santa Sé com categoria de tratado internacional".

"A formação religiosa forma parte da formação integral da pessoa. Privar o homem dessa formação, é negar sua dimensão transcendente", acrescentou.

Finalmente, Marisa Pérez Toribio esclareceu ao ideólogo que as escolas públicas não podem ter um ideário porque seu ensino deve ser neutro. Indicou que o caso dos centros privados é distinto porque respondem "à liberdade de ensino e ao direito à liberdade ideológica e religiosa", e são garantia de respeito a estes direitos fundamentais.

(Fonte: ‘ACI Digital’ com adaptação de JPR)

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