… na sua teologia da história das religiões, não toma simplesmente partido pelo religioso, pelo conservador que se confia às regras de jogo das suas instituições herdadas. O «não» cristão aos deuses significa antes uma opção pelo rebelde que arrisca a ruptura com o habitual para obedecer à consciência. Talvez esta faceta revolucionária do Cristianismo tenha ficado escondida durante demasiado tempo por modelos conservadores.»
(Fé-Verdade-Tolerância: O Cristianismo e as Grandes Religiões – Joseph Ratzinger)
Obrigado, Perdão Ajuda-me
As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!
sábado, 23 de outubro de 2010
23º DIA DO ROSÁRIO
No Rosário, estamos com Maria em Igreja.
Mas é muito importante sabermos o que nos ensina a Igreja sobre Maria, sobre a devoção a Maria, sobre o culto a Maria.
Para isso devemos servir-nos da Constituição Dogmática Lumen Gentium do Concílio Vaticano II, que dedica todo o Capítulo VIII à Bem-aventurada Virgem Maria Mãe de Deus.
Aqui vamos citar apenas dois pontos, (66 e 67), mas convido todas e todos a lerem e meditarem a Lumen Gentium, não só o Capítulo dedicado a Maria, mas tudo o que esta Constituição Dogmática, (friso a condição Dogmática), nos ensina sobre a Igreja.
Capítulo VIII
A BEM-AVENTURADA VIRGEM MARIA MÃE DE DEUS NO MISTÉRIO DE CRISTO E DA IGREJA
IV. O CULTO DA BEM-AVENTURADA VIRGEM NA IGREJA
Natureza e fundamento do culto
66. Exaltada por graça do Senhor e colocada, logo a seguir a seu Filho, acima de todos os anjos e homens, Maria que, como mãe santíssima de Deus, tomou parte nos mistérios de Cristo, é com razão venerada pela Igreja com culto especial. E, na verdade, a Santíssima Virgem é, desde os tempos mais antigos, honrada com o título de «Mãe de Deus», e sob a sua protecção se acolhem os fiéis, em todos os perigos e necessidades (191). Foi sobretudo a partir do Concílio do Éfeso que o culto do Povo de Deus para com Maria cresceu admiràvelmente, na veneração e no amor, na invocação e na imitação, segundo as suas proféticas palavras: «Todas as gerações me proclamarão bem-aventurada, porque realizou em mim grandes coisas Aquele que é poderoso» (Luc.1,48). Este culto, tal como sempre existiu na Igreja, embora inteiramente singular, difere essencialmente do culto de adoração, que se presta por igual ao Verbo encarnado, ao Pai e ao Espírito Santo, e favorece-o poderosamente. Na verdade, as várias formas de piedade para com a Mãe de Deus, aprovadas pela Igreja, dentro dos limites de sã e recta doutrina, segundo os diversos tempos e lugares e de acordo com a índole e modo de ser dos fiéis, têm a virtude de fazer com que, honrando a mãe, melhor se conheça, ame e gloria fique o Filho, por quem tudo existe (cfr. Col. 1, 15-16) e no qual «aprouve a Deus que residisse toda a plenitude» (Col. 1,19), e também melhor se cumpram os seus mandamentos.
Espírito da pregação e do culto
67. Muito de caso pensado ensina o sagrado Concílio esta doutrina católica, e ao mesmo tempo recomenda a todas os filhos da Igreja que fomentem generosamente o culto da Santíssima Virgem, sobretudo o culto litúrgico, que tenham em grande estima as práticas e exercícios de piedade para com Ela, aprovados no decorrer dos séculos pelo magistério, e que mantenham fielmente tudo aquilo que no passado foi decretado acerca do culto das imagens de Cristo, da Virgem e dos santos (192). Aos teólogos e pregadores da palavra de Deus, exorta-os instantemente a evitarem com cuidado, tanto um falso exagero como uma demasiada estreiteza na consideração da dignidade singular da Mãe de Deus (193). Estudando, sob a orientação do magistério, a Sagrada Escritura, os santos Padres e Doutores, e as liturgias das Igrejas, expliquem como convém as funções e os privilégios da Santíssima Virgem, os quais dizem todos respeito a Cristo, origem de toda a verdade, santidade e piedade. Evitem com cuidado, nas palavras e atitudes, tudo o que possa induzir em erro acerca da autêntica doutrina da Igreja os irmãos separados ou quaisquer outros. E os fiéis lembrem-se de que a verdadeira devoção não consiste numa emoção estéril e passageira, mas nasce da fé, que nos faz reconhecer a grandeza da Mãe de Deus e nos incita a amar filialmente a nossa mãe e a imitar as suas virtudes.
Que saibamos sempre seguir o que Maria nos diz todos os dias: «Fazei o que Ele vos disser.» Jo 2, 5
http://queeaverdade.blogspot.com/2010/10/23-dia-do-rosario.html
Mas é muito importante sabermos o que nos ensina a Igreja sobre Maria, sobre a devoção a Maria, sobre o culto a Maria.
Para isso devemos servir-nos da Constituição Dogmática Lumen Gentium do Concílio Vaticano II, que dedica todo o Capítulo VIII à Bem-aventurada Virgem Maria Mãe de Deus.
Aqui vamos citar apenas dois pontos, (66 e 67), mas convido todas e todos a lerem e meditarem a Lumen Gentium, não só o Capítulo dedicado a Maria, mas tudo o que esta Constituição Dogmática, (friso a condição Dogmática), nos ensina sobre a Igreja.
Capítulo VIII
A BEM-AVENTURADA VIRGEM MARIA MÃE DE DEUS NO MISTÉRIO DE CRISTO E DA IGREJA
IV. O CULTO DA BEM-AVENTURADA VIRGEM NA IGREJA
Natureza e fundamento do culto
66. Exaltada por graça do Senhor e colocada, logo a seguir a seu Filho, acima de todos os anjos e homens, Maria que, como mãe santíssima de Deus, tomou parte nos mistérios de Cristo, é com razão venerada pela Igreja com culto especial. E, na verdade, a Santíssima Virgem é, desde os tempos mais antigos, honrada com o título de «Mãe de Deus», e sob a sua protecção se acolhem os fiéis, em todos os perigos e necessidades (191). Foi sobretudo a partir do Concílio do Éfeso que o culto do Povo de Deus para com Maria cresceu admiràvelmente, na veneração e no amor, na invocação e na imitação, segundo as suas proféticas palavras: «Todas as gerações me proclamarão bem-aventurada, porque realizou em mim grandes coisas Aquele que é poderoso» (Luc.1,48). Este culto, tal como sempre existiu na Igreja, embora inteiramente singular, difere essencialmente do culto de adoração, que se presta por igual ao Verbo encarnado, ao Pai e ao Espírito Santo, e favorece-o poderosamente. Na verdade, as várias formas de piedade para com a Mãe de Deus, aprovadas pela Igreja, dentro dos limites de sã e recta doutrina, segundo os diversos tempos e lugares e de acordo com a índole e modo de ser dos fiéis, têm a virtude de fazer com que, honrando a mãe, melhor se conheça, ame e gloria fique o Filho, por quem tudo existe (cfr. Col. 1, 15-16) e no qual «aprouve a Deus que residisse toda a plenitude» (Col. 1,19), e também melhor se cumpram os seus mandamentos.
Espírito da pregação e do culto
67. Muito de caso pensado ensina o sagrado Concílio esta doutrina católica, e ao mesmo tempo recomenda a todas os filhos da Igreja que fomentem generosamente o culto da Santíssima Virgem, sobretudo o culto litúrgico, que tenham em grande estima as práticas e exercícios de piedade para com Ela, aprovados no decorrer dos séculos pelo magistério, e que mantenham fielmente tudo aquilo que no passado foi decretado acerca do culto das imagens de Cristo, da Virgem e dos santos (192). Aos teólogos e pregadores da palavra de Deus, exorta-os instantemente a evitarem com cuidado, tanto um falso exagero como uma demasiada estreiteza na consideração da dignidade singular da Mãe de Deus (193). Estudando, sob a orientação do magistério, a Sagrada Escritura, os santos Padres e Doutores, e as liturgias das Igrejas, expliquem como convém as funções e os privilégios da Santíssima Virgem, os quais dizem todos respeito a Cristo, origem de toda a verdade, santidade e piedade. Evitem com cuidado, nas palavras e atitudes, tudo o que possa induzir em erro acerca da autêntica doutrina da Igreja os irmãos separados ou quaisquer outros. E os fiéis lembrem-se de que a verdadeira devoção não consiste numa emoção estéril e passageira, mas nasce da fé, que nos faz reconhecer a grandeza da Mãe de Deus e nos incita a amar filialmente a nossa mãe e a imitar as suas virtudes.
Que saibamos sempre seguir o que Maria nos diz todos os dias: «Fazei o que Ele vos disser.» Jo 2, 5
http://queeaverdade.blogspot.com/2010/10/23-dia-do-rosario.html
A presença de Deus (Editorial)
Ainda há necessidade de santos e sacerdotes? A pergunta é feita por Bento XVI face às canonizações às quais presidiu na Praça de São Pedro e na carta aos seminaristas. E a questão é radical, porque diz respeito à presença de Deus no mundo. Os seis santos proclamados pelo Papa - dos quais quatro são mulheres, uma delas australiana, Mary MacKillop, líder deveras extraordinária e corajosa - compreenderam-no, deixando transparecer e resplandecer esta presença.
Na escuridão da loucura nazista havia quem pensasse que a nova Alemanha não teria mais necessidade de sacerdotes, recordou Bento XVI aos seminaristas. Num texto, directo e importante, que não se destina exclusivamente a quem se está a preparar para o sacerdócio porque fala da fé, como no versículo de Lucas (18, 8) comentado pelo Papa na missa para as canonizações: "Quando o Filho do Homem voltar, encontrará a fé sobre a terra?".
O tom da carta de Bento XVI é mais uma vez quase confidencial, e deixa transparecer uma experiência pessoal profunda. Face às convicções de que os sacerdotes pertencem ao passado o Papa responde que, ao contrário, também hoje há necessidade deles, ou seja, de "homens que existam para Ele e que o levem aos outros". De facto, se Deus deixa de ser sentido "a vida torna-se vazia". Eis por que vale a pena tornar-se sacerdote. Num caminho que não fazemos sozinhos - eis a sabedoria do seminário - mas em comunidade.
Bento XVI descreve o sacerdote essencialmente como "homem de Deus". Que contudo não é um desconhecido retirado depois do big bang, mas aquele que se mostrou em Jesus, o Deus próximo. E o sacerdote, que não é um administrador qualquer, é o seu mensageiro. Por isso o sacerdote nunca "deve perder o contacto interior com Deus": assim deve ser compreendida - explica o Papa - a exortação do Senhor a rezar "em todos os momentos". Mas concretamente como? Iniciando e concluindo o dia com uma oração, lendo e ouvindo a Escritura, tornando-se sensíveis aos próprios erros mas também ao bom e ao bem. Celebrando a Eucaristia e compreendendo como a liturgia da Igreja cresceu no tempo, formada por numerosas gerações, numa continuidade ininterrupta. Aproximando-se humildemente do sacramento da Penitência para "se opor à degradação da alma".
É deveras uma agenda do sacerdote - mas útil para cada crente - a que Bento XVI descreve na carta, com indicações que se impõem pela sua simplicidade e sabedoria. Recomendando a sensibilidade pela piedade popular e ao mesmo tempo mostrando a importância do estudo, que mais não é do que "conhecer e compreender a estrutura interior da fé": através do conhecimento da Escritura na sua unidade, dos Padres e dos grandes Concílios, no aprofundamento das várias articulações da teologia, numa orientação sobre as grandes religiões, no estudo da filosofia e do direito canónico, definido "condição do amor" com uma coragem contra a corrente.
É de esperar que a atenção da media se concentre mais uma vez sobre quanto o Papa escreve acerca dos abusos sexuais contra crianças e jovens por parte de sacerdotes. Mas Bento XVI olha para longe, ressaltando que a dimensão da sexualidade deve ser integrada na pessoa, porque de outra forma "torna-se banal e destruidora". Como mostram os numerosos exemplos de sacerdotes autênticos - e dos santos - que precisamente por isso são convincentes. Deixando sobretudo transparecer a luz de Deus que ilumina cada homem.
Giovanni Maria Vian – Director
(© L'Osservatore Romano - 23 de Outubro de 2010)
Na escuridão da loucura nazista havia quem pensasse que a nova Alemanha não teria mais necessidade de sacerdotes, recordou Bento XVI aos seminaristas. Num texto, directo e importante, que não se destina exclusivamente a quem se está a preparar para o sacerdócio porque fala da fé, como no versículo de Lucas (18, 8) comentado pelo Papa na missa para as canonizações: "Quando o Filho do Homem voltar, encontrará a fé sobre a terra?".
O tom da carta de Bento XVI é mais uma vez quase confidencial, e deixa transparecer uma experiência pessoal profunda. Face às convicções de que os sacerdotes pertencem ao passado o Papa responde que, ao contrário, também hoje há necessidade deles, ou seja, de "homens que existam para Ele e que o levem aos outros". De facto, se Deus deixa de ser sentido "a vida torna-se vazia". Eis por que vale a pena tornar-se sacerdote. Num caminho que não fazemos sozinhos - eis a sabedoria do seminário - mas em comunidade.
Bento XVI descreve o sacerdote essencialmente como "homem de Deus". Que contudo não é um desconhecido retirado depois do big bang, mas aquele que se mostrou em Jesus, o Deus próximo. E o sacerdote, que não é um administrador qualquer, é o seu mensageiro. Por isso o sacerdote nunca "deve perder o contacto interior com Deus": assim deve ser compreendida - explica o Papa - a exortação do Senhor a rezar "em todos os momentos". Mas concretamente como? Iniciando e concluindo o dia com uma oração, lendo e ouvindo a Escritura, tornando-se sensíveis aos próprios erros mas também ao bom e ao bem. Celebrando a Eucaristia e compreendendo como a liturgia da Igreja cresceu no tempo, formada por numerosas gerações, numa continuidade ininterrupta. Aproximando-se humildemente do sacramento da Penitência para "se opor à degradação da alma".
É deveras uma agenda do sacerdote - mas útil para cada crente - a que Bento XVI descreve na carta, com indicações que se impõem pela sua simplicidade e sabedoria. Recomendando a sensibilidade pela piedade popular e ao mesmo tempo mostrando a importância do estudo, que mais não é do que "conhecer e compreender a estrutura interior da fé": através do conhecimento da Escritura na sua unidade, dos Padres e dos grandes Concílios, no aprofundamento das várias articulações da teologia, numa orientação sobre as grandes religiões, no estudo da filosofia e do direito canónico, definido "condição do amor" com uma coragem contra a corrente.
É de esperar que a atenção da media se concentre mais uma vez sobre quanto o Papa escreve acerca dos abusos sexuais contra crianças e jovens por parte de sacerdotes. Mas Bento XVI olha para longe, ressaltando que a dimensão da sexualidade deve ser integrada na pessoa, porque de outra forma "torna-se banal e destruidora". Como mostram os numerosos exemplos de sacerdotes autênticos - e dos santos - que precisamente por isso são convincentes. Deixando sobretudo transparecer a luz de Deus que ilumina cada homem.
Giovanni Maria Vian – Director
(© L'Osservatore Romano - 23 de Outubro de 2010)
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