Obrigado, Perdão Ajuda-me

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As minhas capacidades estão fortemente diminuídas com lapsos de memória e confusão mental. Esta é certamente a vontade do Senhor a Quem eu tudo ofereço. A vós que me leiam rogo orações por todos e por tudo o que eu amo. Bem-haja!

sábado, 3 de abril de 2010

Veja em directo da Santa Sé todas as cerimónias do Tríduo Pascal

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Um Santa Páscoa de Jesus Cristo Nosso Senhor!

JPR

Em memória de João Paulo II (Editorial)

A cinco anos da morte de João Paulo II, o aniversário coincide com os dias mais sagrados do calendário cristão, quase como que a ressaltar não só a associação com a paixão de Cristo durante o doloroso declínio físico das últimas semanas de vida terrena, mas sobretudo a fidelidade a seguir o Senhor durante toda a existência. Quem o recordou foi Bento XVI na homilia durante a missa de sufrágio do Papa polaco "grande polaco", assim o definiu escolhendo "para delinear o seu perfil essencial" duas comparações escriturísticas.

A primeira é a firmeza do "servo de Deus" no livro profético de Isaías, que Bento XVI viu reflectida na proclamação do direito por parte do Papa Wojtyla, "sobretudo quando tinha que se medir com resistências, hostilidades e rejeições". A segunda comparação é a que o Pontífice evocou quando celebrou o vigésimo quinto aniversário da sua eleição e meditou sobre a pergunta radical de Jesus a Pedro: "Tu amas-Me? Amas-Me mais do que a estes?". Palavras às quais João Paulo II confidenciou ter respondido como o apóstolo "Senhor, tu sabes tudo; tu bem sabes que te amo" e declarando-se consciente quer da própria fragilidade quer das responsabilidades que lhe foram confiadas pelo próprio Cristo.

Eleito à sede romana relativamente jovem, o Papa eslavo impôs-se depressa como um dos protagonistas dos últimos vinte anos do século XX, assumindo plenamente a tarefa que o primaz polaco Stefan Wyszynski tinha previsto: "introduzir a Igreja no Terceiro Milénio". Foi o próprio Pontífice que o recordou no testamento, um texto escrito em várias etapas mas sempre durante os exercícios espirituais da quaresma que documenta a sua visão mística da história e o itinerário pessoal, corajoso e dramático. Em tempos definidos por ele mesmo "indizivelmente difíceis e atormentados", entre perseguições ferozes, o atentado à sua vida, o receio do conflito nuclear e, depois da derrocada do comunismo europeu, "novos problemas e dificuldades".

Do Papa Wojtyla muitíssimas mulheres e homens, na Igreja católica e fora dos seus confins visíveis, conservam uma recordação viva, devida sobretudo à força e à tenacidade, mantidas até aos últimos dias terrenos, com que soube tornar presente e visível a mensagem de Cristo em todo o mundo, fazendo-se em toda a parte como sintetizou eficazmente Bento XVI "companheiro de viagem para o homem de hoje". Em particular através das viagens a um grande número de países, que pela primeira vez foram visitados por um sucessor de Pedro; nas pegadas de Paulo VI, o Papa que depois da peregrinação à Terra Santa foi aos cinco continentes.

No testamento João Paulo II, além da importância atribuída à causa da "salvação dos homens" e da "salvaguarda da família humana", declarou-se in medio Ecclesiae devedor pelo "grande dom" do concílio, convicto da necessidade de o realizar, necessidade que define "grandíssima causa" servida durante o pontificado. Nisto a preservação da fé é uma das características principais: "Exprimo lê-se no texto a mais profunda confiança em que, apesar de toda a minha debilidade, o Senhor me concederá todas as graças necessárias para enfrentar segundo a Sua vontade qualquer tarefa, prova ou sofrimento". E ainda: "Tenho também confiança de que nunca permitirá, com qualquer atitude minha, palavras, obras ou omissões, que eu possa trair as minhas obrigações nesta santa Sé Petrina".

Neste serviço prestado sem se poupar pela unidade da Igreja, o Papa Wojtyla quis ao seu lado, já desde os primeiros anos, Joseph Ratzinger, que Paulo VI tinha criado cardeal no seu último consistório e que hoje é o seu sucessor. Na continuidade que distingue nas variações históricas e na diversidade natural das pessoas a vocação e a história da Igreja de Roma.
Giovanni Maria Vian – Director

(© L'Osservatore Romano - 3 de Abril de 2010)

L'Osservatore Romano edição em língua portuguesa de 03-IV-2010

Vigília Pascal: símbolos e significado

Na noite, em que Jesus Cristo passou da morte à vida, a Igreja convida os seus filhos a reunirem-se em vigília e oração. Na verdade, a Vigília pascal foi sempre considerada a mãe de todas a vigílias e o coração do Ano litúrgico. A sensibilidade popular poderia pensar que a grande noite fosse a noite de Natal, mas a teologia e a liturgia da Igreja adverte que é a noite da Páscoa, «na qual a Igreja espera em vigília a Ressurreição de Cristo e a celebra nos sacramentos» (Normas gerais sobre o Ano litúrgico, 20). No texto do Precónio pascal, chamado o hino “Exsultet” e que se canta nesta celebração, diz-se que esta noite é «bendita», porque é a «única a ter conhecimento do tempo e da hora em que Cristo ressuscitou do sepulcro! Esta é a noite, da qual está escrito: a noite brilha como o dia e a escuridão é clara como a luz». Por isso, desde o início a Igreja celebrou a Páscoa anual, solenidade das solenidades, com um vigília nocturna.

A celebração da Vigília pascal articula-se em quatro partes:
1) a liturgia da luz ou “lucernário”;
2) a liturgia da Palavra;
3) a liturgia baptismal;
4) a liturgia eucarística.

1) A liturgia da luz consiste na bênção do fogo, na preparação do círio e na proclamação do precónio pascal. O lume novo e o círio pascal simbolizam a luz da Páscoa, que é Cristo, luz do mundo. O texto do precónio evidencia-o quando afirma que «a luz de Cristo (...) dissipa as trevas de todo o mundo» e convida a «celebrar o esplendor admirável desta luz (...) na noite ditosa, em que o céu se une à terra, em que o homem se encontra com Deus!».


2) A liturgia da Palavra propõe sete leituras do Antigo Testamento, que recordam as maravilhas de Deus na história da salvação e duas do Novo Testamento, ou seja, o anúncio da Ressurreição segundo os três Evangelhos sinópticos, e a leitura apostólica sobre o Baptismo cristão como sacramento da Páscoa de Cristo. Assim, a Igreja, «começando por Moisés e seguindo pelos Profetas» (Lc 24,27), interpreta o mistério pascal de Cristo. Toda a escuta da Palavra é feita à luz do acontecimento-Cristo, simbolizado no círio colocado no candelabro junto ao Ambão ou perto do Altar.

3) A liturgia baptismal é parte integrante da celebração. Quando não há Baptismo, faz-se a bênção da fonte baptismal e a renovação das promessas do Baptismo. Do programa ritual consta, ainda, o canto da ladainha dos santos, a bênção da água, a aspersão de toda a assembleia com a água benta e a oração universal. A Igreja antiga baptizava os catecúmenos nesta noite e hoje permanece a liturgia baptismal, mesmo sem a celebração do Baptismo.

4) A liturgia eucarística é o momento culminante da Vigília, qual sacramento pleno da Páscoa, isto é, a memória do sacrifício da Cruz, a presença de Cristo Ressuscitado, o ápice da Iniciação cristã e o antegozo da Páscoa eterna.

Estes quatro momentos celebrativos têm como fio condutor a unidade do plano de salvação de Deus em favor dos homens, que se realiza plenamente na Páscoa de Cristo por nós. Por consequência, a Ressurreição de Cristo é o fundamento da fé e da esperança da Igreja.
Gostaria de destacar dois elementos expressivos desta solene vigília: a luz e a água.

A Vigília na noite santa abre com a liturgia da luz, evocando a ressurreição de Cristo e a peregrinação de Israel guiado pela coluna de fogo. A liturgia salienta a potência da luz, como o símbolo de Cristo Ressuscitado, no círio pascal e nas velas que se acendem do mesmo, na iluminação progressiva das luzes da igreja, ao acender das velas do altar e com as velas acesas na mão para a renovação das promessas baptismais. O símbolo mais iluminador é o círio, que deve ser de cera, novo cada ano e relativamente grande, para poder evocar que Cristo é a luz dos povos. Ao acender o círio pascal do lume novo, o sacerdote diz: «A luz de Cristo gloriosamente ressuscitado nos dissipe as trevas do coração e do espírito» e depois apresenta o círio como «lumen Christi=a luz de Cristo». Quando alguém nasce, costuma-se dizer que «veio à luz» ou que «a mãe deu à luz». Podemos, por isso dizer que a Igreja veio à luz na Páscoa de Cristo. De facto, toda a vida da Igreja encontra a sua fonte no mistério da Páscoa de Cristo.

A água na liturgia é, igualmente, um símbolo muito significativo. «A água é rica de mistério» (R. Guardini). Ela é simples, pura, limpa e desinteressada. Símbolo perfeito da vida, que Deus preparou, ao longos dos tempos, para manifestar melhor o sentido do Baptismo. A oração da bênção da água faz memória da acção salvífica de Deus na história através da água. Com efeito, a água é benzida, para que o homem, criado à imagem e semelhança de Deus, «no sacramento do Baptismo seja purificado das velhas impurezas e ressuscite homem novo pela água e pelo Espírito Santo». Na tradição eclesial, a fonte baptismal é comparada ao seio materno e a Igreja à mãe que dá à luz.

O simbolismo fundamental da celebração litúrgica da Vigília é o de ser uma “noite clara”, ou melhor «a noite que brilha como o dia e a escuridão é clara como a luz». Esta noite inaugura o “Hodie=Hoje” da liturgia, como se tratasse de um único dia de festa sem ocaso (o dia da celebração festiva da Igreja que se prolonga pela oitava pascal e pelos cinquenta dias do Tempo pascal), no qual se diz «eis o dia que fez o Senhor, nele exultemos e nos alegremos» (Sl 118).

P. José Cordeiro
Reitor do Pontifício Colégio Português

(Fonte: site Radio Vaticana)

Sábado Santo: a Igreja debruça-se, no silêncio e na meditação, sobre o sepulcro do Senhor

O Papa Bento XVI presidirá esta noite na Basílica de São Pedro a Vigília Pascal e neste Domingo de Páscoa, na Praça de São Pedro presidirá a celebração da Missa. Depois ao meio dia, da varanda central da Basílica de São Pedro dirigirá ao mundo a sua mensagem pascal que se concluirá com a bênção à cidade de Roma e ao mundo.

Os nossos ouvintes do continente africano poderão seguir a cerimonia em reportagem directa com comentários em português a partir das 10h10 (hora de Roma) na frequência de 17.720 kHz.

O Sábado Santo é dia alitúrgico: a Igreja debruça-se, no silêncio e na meditação, sobre o sepulcro do Senhor. A única celebração primitiva parece ter sido o jejum.

A Vigília Pascal é a “mãe de todas as celebrações” da Igreja. Celebra-se a Ressurreição de Cristo, a Luz que ilumina o mundo, e para transmitir esse simbolismo deve ser celebrada não antes do anoitecer e terminada antes da aurora. Cinco elementos compõem a liturgia da Vigília Pascal: a bênção do fogo novo e do círio pascal; a proclamação da Páscoa, que é um canto de júbilo anunciando a Ressurreição do Senhor; a série de leituras sobre a História da Salvação; a renovação das promessas do Baptismo e, por fim, a liturgia Eucarística. Ainda hoje continua a ser a noite por excelência do Baptismo.

O ano litúrgico como hoje o conhecemos pretende levar os católicos a celebrar sacramentalmente a pessoa de Jesus Cristo como "memória", "presença", "profecia". Na Igreja primitiva, o mistério, a celebração, a pregação, a vida cristã tiveram um único centro: a Páscoa - o culto da Igreja primitiva nasceu da Páscoa e para celebrar a Páscoa. No início da vida cristã encontra-se o Domingo como única festa, com a única denominação de "Dia do Senhor". Por influência das comunidades cristãs provenientes do judaísmo, surgiu depois um "grande Domingo", como celebração anual da Páscoa.

(Fonte: site Radio Vaticana)